Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Very Mary-Kate


Mary-Kate e Ashley

Apresentadas ao público pela primeira vez em Full House, as gêmeas Olsen criaram um império de mais de 100 milhões de dólares estrelando filmes direto para vídeo (onde elas viajavam o mundo e se divertiam muito) e lançando uma imensidão de produtos licenciados.

Hoje em dia, a vida de Mary-Kate e Ashley (elas odeiam ser chamadas de "gêmeas Olsen") é um mistério. Icônes de estilo (pioneiras no estilo boho a.k.a. mendigo de luxo: com uma mistura de grifes e peças vintage, ambas sempre estão estilosamente bagunçadas), elas levam muito a sério a carreira delas na indústria da moda, passando a maior parte do tempo comandando duas linhas de roupa, The Row e Elisabeth & James. Apesar do trabalho ser quase que totalmente nos bastidores -- MK e Ashley não costumam usar a imagem delas para promover as marcas -- as duas grifes (principalmente a The Row) são extremamente bem sucedidas.

A discrição de ambas só aumentou a curiosidade do público em relação a vida das duas garotas estilosas e multi-milionárias. Em 2008, para promover o livro Influence, as gêmeas aceitaram o convite da apresentadora mais poderosa do mundo, Oprah, para uma entrevista. As perguntas mudanas de Winfrey ("o que vocês comem de café da manhã?") refletiram perfeitamente a enorme avidez do público para saber mais sobre o dia-a-dia de Mary-Kate e Ashley.

A comediante Elaine Carrol não foi boba e soube capitalizar com o interesse do público. Ela pegou alguns trajeitos e caracteristicas da gêmea mais carefree e louquinha Mary-Kate (seu jeitinho meio loopsy, sua voz baixa, seu estilo boho, sua tendência em fazer beiçinho com os lábios, sua fortuna milionário) e criou uma interpretação hilária de como seria a vida da garota. O resultado foi a maravilhosa webserie Very Mary-Kate
.

A primeira vez que eu vi os vídeos foi meio díficil entendê-los perfeitamente,. E isso afetou a minha impressão em relação ao material. Só na segunda viewing que eu realmente comecei a apreciar a série.

Apreciei tanto que eu resolvi dividi-los com vocês. E, para quebrar um galho, até fiz as traduções.

É óbvio que a "unnoficial autobiography" de MK é meio injusta. A gêmea tem sim uma carreira e, como o sucesso de sua linha de roupa prova, ela não é nada boba. Apesar disso, a webserie é hilária.

Tudo começa com a decisão de Mary-Kate de parar de dividir um apartamento com sua irmã:



Mary-Kate: Está na hora de eu assumir minha independência. De agora em diante, nada mais de Mary-Kate e Ashley. É só Mary-Kate.
Ashley: Você não precisava ter comprado um apartamento novo.
Mary-Kate: Tipo, não é que eu não queira que você não exista mais Ashley. Você super pode continuar existindo se você quiser.
Ashley: Você comprou um apartamento novo, no meu prédio, exatamento do lado do meu.
Mary-Kate: Chega um ponto na vida de todo Olsen que eles precisam seguir em frente sozinhos. Nós não podemos ser gêmeas para sempre.
Ashley: Não é assim que "gêmeas" funciona.
Mary-Kate: Você ainda é minha melhor amiga. Você é como uma irmã pra mim! Mas tipo como freiras são irmãs. Ou as pessoas negras são irmãs. Ou as calças viajantes são irmãs.
Ashley: Não é assim que as calças viajantes funcionam...
Mary-Kate: Se você continuar agindo assim eu vou ter uma péssima primeira impressão de você como minha vizinha. A gente pode tipo começar de novo?
Ashley: Tá...
Mary-Kate: Ei vizinha, me empresta um grão de açúcar?
Ashley: Ew, açucar é engordativo.
Mary-Kate: E se a gente dividir?



Mary-Kate: Ai meu Deus, guarda-costa... mudança é tipo mega exaustivo...
Guarda-costa: Como você pode estar exausta se eu fiz tudo enquanto você tirava uma soneca?
MK: Ai, uma soneca cairia bem agora...
GC: Espero que viver no seu próprio apartamento faça de você uma pessoa mais independente.
MK: É, eu também... ei, você pode segurar minha garrafinha de água enquanto eu bebo tipo...
GC: Tipo um hamster, eu sei.
MK: Brigada... Ai meu Deus, eu tô tipo muito tonta agora...
GC: Você comeu algo hoje?
MK: Não... mas ontem eu vi uma foto de um english muffin e eu ainda tô tipo cheia.
GC: Se você for viver sozinha, você vai ter que comer...
MK: Não, não, eu tô me sentido diferente... eu acho que eu tô tipo doente de verdade.
GC: Eu não vou invadir aquele hospital infantil de novo.
MK: Mas OxyContin de gente grande tem gosto de chocolate...
GC: Já são seis da tarde, eu tô indo pra casa, me liga se você precisar de qualquer cois... sim?
MK: Sou eu...
GC: Eu ainda estou no apartamento...
MK: Você pode pegar um bagel?
GC: Tá...
MK: Não um de verdade, só uma foto.
GC: Eu sei.



Guarda-costa: Mary Kate!
MK: Oi guarda-costa...
GC: Esse é meu apartamento, o que diabos você tá fazendo aqui?
MK: Eu tô morrendo...
GC: Hoje é meu dia de folga.
MK: Eu tõ com 23 graus de febre...
GC: Isso não é febre.
MK: A minha temperatura corporal normal é de 10 graus.
GC: Por favor, vai embora. Eu tenho só um dia de folga por semana.
MK: Mas eu tô morrendo... meu nariz congelou, meus dedos do pé congelaram, meu kimono congelou...
GC: Como diabos você chegou aqui? Como você sabe onde eu moro?
MK: Meu investigador particular ligou pra área de recursos humanos que ligou para seu contato de emergência que ligou pro meu assistente pessoal que ligou pro piloto do meu helicóptero Olsen First 1 que foi me buscar no telhado do Soho House* porque eu disse que eu não estava me sentido muito bem e precisava de você. Você sabia que eu tive que voar por cima de um rio pra chegar aqui? Foi uma loucura... Você tem que nadar pra chegar lá em casa?
GC: Volte para o seu helicóptero e vá pra Manhattan.
MK: Mas e se eu tiver morta e você tiver o poder de ver pessoas mortas?
GC: Isso é impossível.
MK: Você tem que se submeter a uma avaliação pra ir pro Céu? Tipo a Soho House? Espero que não tenha nenhum teste que detecte drogas...
GC: Estou fechando a porta.

*Soho House é um clube mega exclusivo em Manhattan



Ashley: E as reformas do apartamento?
MK: Uma loucura... a fonte da piscina ainda não foi instalada e a grama do meu campo de mini-golf ainda não cresceu então eu me sinto como se eu tivesse acampando, sabe?
A: Você sabe que quando você quiser você pode usar o meu campo de mini-golf.
MK: Viver sozinha é díficil! A maior parte do tempo sou só eu, eu mesma e as 40 pessoas que eu contratei para trabalharem para mim...
A: Você devia comprar um cachorro!
MK: Eu tive uma idéia melhor... eu vou ter um bebê!
A: Ai meu Deus, MK, por favor não!
MK: Eu sabia que era isso que você ia dizer e, por isso, eu fiz uma lista de 10 motivos pelo qual eu deveria ir em frente. Razão número 1: eu comprei um carrinho de bebê* de 10 mil dólares na internet. Razão número 2: tinha uma cadeirinha pra carro e um porta fraldas da mesma coleção. Razão número 3: eu comprei a cadeirinha pra carro e o porta fraldas da mesma coleção. Razão número 4:... me empresta 500 mil dólares?
A: Você tá super despreprada pra ser mãe!
MK: Porque você tá sendo tão má comigo?! Tudo que eu quero é um legado, alguém que continue no mundo depois que eu morrer! Eu já estou sentindo o tique-taque do meu relógio biológico e isso tá meio que me deixando com nojo.
A: Você sabe que bebês são engordativos, né?
MK: Uh... só se você tiver o tipo que cresce na sua barriga. Tipo as pessoas pobres.
A: O que diabos você faria com um bebê?
MK: Ai, Ash! Sei lá! Passear por ai, eu acho... levar em parques de bebê, deixar ele cheirar outros bebês...
A: Eu tenho que ir, eu pedi um rolinho primavera.



Guarda-costa: Seu purê de Xanax com melância tá pronto.

MK: Ai meu Deus, Guarda-costa... eu não sei se ser uma mãe solteira é uma boa idéia.
Guarda-costa: Parece que você finalmente tá caindo na real!
MK: Eu preciso de um pai pro meu filho...
GC: O que?
MK: Você quer ser o bebê do meu papai?
GC: Nem sei o que é isso... e não.
MK: Eu não quero que meu bebê acabe na prisão, ou na rehab ou na TV a cabo! Eu quero que meu bebê tenha uma vida normal!
GC: Ninguém que aprendeu a usar o piniquinho com a ajuda do Dave Coullier sabe qualquer coisa sobre uma vida normal.
MK: Vamos fazer um bebê! Via fertilização in vitro! Ou através de uma universitária sem dinheiro!
GC: De jeito nenhum.
MK: Porque tá todo mundo pisando nos meus sonhos? Isso é tudo que eu sempre quis nas últimas 48 horas! Uma versão pequena, completamente dependente e branquela de mim!
GC: Em primeiro lugar, você já é uma versão pequena, dependente e branquela de você mesma. Em segunda lugar, a Ashley também é.
MK: OK, em primeiro lugar, isso é malvado. Em segundo lugar, você está sendo malvado comigo. Em terceiro lugar, tudo bem você não querer me dar seu esperma, eu contrato alguém para extraí-lo enquanto você dorme. E em quarto lugar, eu tô sentido gosto de melância nisso, você pode refazer?
GC: Eu me demito.
MK: Mas guarda-costa, você não pode se demitir, você é tipo meu melhor amigo!
GC: Isso é uma loucura, tô caindo fora!
MK: Eu te pago o dobro.
GC: Tá bom mas eu posso tirar o resto de dia de folgga.
MK: Tá bom.
GC: Não roube meu esperma enquanto eu durmo.
MK: Tá bom.
GC: É sério.
MK: Tá bom.
GC: Também não robe o esperma do David Coullier!
MK: De novo pisando nos meus sonhos!



A: Você tem que entender uma coisa MK. Ter um bebê não é tipo fazer um filme ou ser uma atriz bem sucedida ou entrar na lista das 100 pessoas mais ricas da Forbes. Ter um bebê é díficil!
MK:
Talvez eu deva me contentar com adotar.
A: Você tem que tomar cuidado. Por causa da sua rotina de dormir-chorar-vomitar, talvez você que acabe sendo adotada...
MK: O que eu faço agora? Eu jogo a toalha e tipo engordo 100kg?
A: Eu sei o que vai te deixar animada! A gente coloca nossos pijaminhas, tomamos ecstasy, ligamos a luz negra e...
MK: Isso funcionava quando eu tinha sete anos! Agora eu sou uma adulta com problemas de adulto! Eu só quero um bebê in vitro enquanto eles ainda estão na moda...
A: Porque você não tenta a maneira tradicional? Tipo faz sexo com alguém? Tipo um cientista? E daí, em troca, ele te dá um bebê in vitro.
MK: Ai, Ash, eu tô tão deprimida!
A: Não chore, MK, é nojento... o que iria te animar?
MK: Talvez se a gente fosse fazer um passeio em um de seus zepelins?
A: Hmmm... talvez
MK: E talvez a gente possa convidar alguns amigos?
A: Hmm...
MK: Meu convite já teve 150 retweets. Talvez a gente precise de dois de seus zepelins...
A: Eeehh...
MK: Ew, John C. Mayer tá vindo.... quem é ele?


Gostou? Tem mais lá no site oficial da webserie.



domingo, 9 de maio de 2010

Tabloid Wednesday (Sunday edition)



Então, porque Bret Michaels, vocalista da banda de glam metal dos anos 80 Poison, está na capa da People? Porque, no começo de abril, ele teve uma hemorragia cerebral, ficou a beira da morte, sobreviveu e se recuperou tão rápido que, em menos de 1 mês, ele já estava bem o suficiente para dar uma entrevista para uma revista de fofoca.

Desde quando Bret Michaels é relevante o suficiente para aparecer na capa de um tabloide? Por acaso a banda dele, Poison, teve uma ressurgência em popularidade? Mas é claro que não. O motivo da popularidade de Bret é..... um reality show, óbvio. No caso, Rock of Love, um dating show que foi ao ar no VH1 onde várias mulheres completamente destrambelhadas disputavam pela chance de namorar com ele.

Alias, a essa altura, vocês já devem ter aprendido a tática: viu uma celebridade bizarramente decadente na capa de um tablóide (i.e.: Tori Spelling)? Pode apostar que o motivo que ela tá ali é por causa de um reality show bem-sucedido (ou então morte).

E falando em reality show, é ÓBVIO que não podia passar UMA SEMANA sem Kim Kardashian, a reality star mais popular da atualidade, aparecer em uma capa de revista. Essa semana, um ex-marido dela, o produtor musical Damon Thomas, conta para a InTouch que Kim era extremamente egoísta e completamente obcecada pela fama. Além disso, ele afirma que ele financiou vários plásticas para ela e que ela é extremamente competitiva e cruel com as irmãs. Damon dá essa entrevista porque, semana passada, a Star revelou documentos legais (supostamente vazado pela própria Kardashian) revelando que ele tinha a agredido e outras coisinhas igualmente cabulosas (ele nega tudo, é claro).

Outra tabloid fixture e reality star, Kendra, aparece na capa da OK!. De acordo com a revista, ela está muito preocupada e triste porque uma sex tape estrelando-a está prestes a vazar e ela é uma mãe de família, etc. e tal. A revista não menciona o fato de que existem grandes possibilidades da própria Kendra ter vendido sua fita pornô caseira (seguindo os passos de Kim Kardashian, alias).

E, finalmente, uma terceira reality star na capa da Life & Style. Eu já comentei sobre Heidi Montag num Tabloid Wednesday passado. De todas as reality stars, ela é a que me deixa mais triste pois a fama a enlouqueceu completamente.





Heidi é parte do elenco de The Hills, reality show da MTV que se transformou num gigantesco sucesso. Ela foi inicialmente apresentada como uma garota normal, porém meio cabeça de vento, que era amiga e roommate de Lauren Conrad, a protagonista. Daí ela começou a namorar Spencer Pratt, brigou com Conrad e os dois começaram a endoidar juntos, fazendo absolutamente qualquer coisa por atenção, sem nenhuma noção de ridiculo. A cartada final foi quando Heidi Montag fez DEZ CIRURGIAS PLÁSTICAS em um só dia. As plásticas estragaram completamente a aparência da menina de 24 anos (!!) mas a meta foi alcançada: a transformação foi matéria de capa da People e, desde então, os tabloides estão ainda mais obcecados com a garota (embora, obviamente, seja mais curiosidade mórbida do que qualquer outra coisa).

Outras reality stars que ganharam destaque essa semana: Audrina (também integrante do elenco de The Hills) que nega, para a OK!, o boato de que ela é usuária de drogas; Teresa (de Real Housewives of New Jersey do canal Bravo) que revela sua nova dieta
para a InTouch (alias, fiquei impressionado com a baixa quantidade de matérias sobre dietas e perda de peso essa semana. Primeira vez no ano que nenhuma Kardashian revela, numa capa exclusiva, como ela perdeu 3 gramas) e Dina (também de Real Housewives) que explica o porque dela ter feito redução de seio para a Life & Style.

Na US Weekly, o ator de Grey's Anatomy Eric Dane apresenta seu bebê junto com sua esposa, Rebecca Gayheart. E a Star revela supostos segredos sobre os escandalosos hábitos caseiros de algumas das maiores estrelas de Hollywood, todos contados pelas suas respectivas empregadas domésticas (usando, claro, Jennifer Aniston e Angelina Jolie para ilustrar a capa).

Os hot topics da semana foram Sandra Bullock e o divórcio de Halle Berry e do modelo canadense Gabriel Aubry, dois assuntos cobertos por absolutamente todas as revistas.

sábado, 8 de maio de 2010

Em caso de emergência, chame Nicki Minaj



Eu já comentei aqui que a rapper Nicki Minaj é uma das artistas mais promissoras do momento e, lá nos EUA, ela tem causado enorme burburinho.

Por isso, muitos artistas estabelecidos -- mas que não estão empolgando muito no momento -- estão indo atrás da moça para que ela colabore com eles em seus singles numa tentativa de aumentar o interesse do público .

A última a fazer isso foi ninguém menos que Christina Aguilera que, depois do fracasso de Not Myself Tonight, acaba de disponibilizar em seu canal oficial no Youtube a faixa de Bionic em que as duas colaboram:


Wooohoo (ft. Nicki Minaj) - Christina Aguilera

A primeira colaboração de Nicki Minaj foi com o rapper Yo Gotti no fim do ano passado no remix de 5 Star Bitch (que também contava com a participação de Trina e Gucci Mane). A música virou o primeiro single dele a penetrar o Hot 100 da Billboard e obteve mais de 10 milhões de views no YouTube (um vídeo que só contém os 50 segundos de Nicki Minaj tem quase 4 milhões de exibições).



Porém, quem deu o ponta-pé na moda de "meu álbum não tá empolgando, vou chamar Nicki Minaj" foi ninguém menos que Mariah Carey. Dessa vez, Minaj não pode fazer nada: o álbum de Carey continuou com vendas decepcionantes.

O próximo a contar com a participação da rapper foi Ludacris que, depois de alguns anos sumidos, estava determinado a ter um comeback bem sucedido. My Chick Bad, a colaboração entre os dois, foi bem sucedida, alcançando o top 20 do Hot 100 da Billboard e mantendo o álbum do rapper entre os dez mais vendidos

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Outros que lançaram singles colaborativos com Minaj: Usher (Lil Freak, segundo single do novo álbum, Raymond vs Raymond), Robin Thicke (Shakin' It 4 Daddy, terceiro single do novo álbum, Sex Therapy. Alias, aviso: dança muito vergonhosa por parte de Thicke no vídeo que eu linkei), Teirra Mari, Boby V, Sean Garret...

Claro que a popularidade de Minaj também tem atraído uma quantidade gigantesca de haters. Mas isso é assunto para outro post...

Pop-watch: Os grandes lançamentos do verão

Os próximos meses -- verão no Hemisfério Norte -- estarão cheios de lançamentos de alguns dos maiores atos musicais da atualidade. Eu, como fã de cultura pop, estou muito interessado nos próximos passos desses artistas: qual a direção que eles estão tomando? Será que serão sucesso ou fracasso?

Nesse post, daremos uma olhada no que podemos esperar dos novos materiais:

Bionic - Christina Aguilera



A artista: Christina Aguilera foi um dos atos que surgiu na explosão do teen pop do fim dos anos 90. A gravadora esperava que a moça seguisse os passos de Britney Spears, um dos maiores fenômenos da época. O caminho das duas sempre foi extremamente entrelaçado: no começo da década, ambas tinham sido introduzidas ao público pela primeira vez no programa de talento Star Search e, mais tarde, quando ambas eram pré-adolescentes, apresentaram juntas The Mickey Mouse Club. A aposta deu certo: o álbum homônimo de Christina foi um gigantesco sucesso, dando origem a vários chart-toppers (Genie in a Bottle, o maior deles; Come On Over; I Turn to You; What a Girl Wants) e vendendo 10 milhões de cópias no mundo.

Christina não conseguiu exceder a popularidade de Britney mas, nos Grammys, ela obteve uma vitória ao conseguir o prêmio de Best New Artist, troféu que todos apostavam que iria para Spears.

Com seu segundo álbum, Stripped, Christina se consolidou como um dos atos pop mais bem-sucedidos da atualidade. O primeiro single, Dirrty, apresentava Aguilera de maneira extremamente chocante: suja, semi-nua, trashy. A música foi um gigantesco sucesso e o CD, cheio de músicas motivadoras e poderosas (Beautiful, o maior hit; Fighter; The Voice Within), vendeu mais de 11 milhões de cópias mundo afora.

Apesar do estrondoso sucesso do álbum, da consolidação no mundo pop e o fato dela ter uma voz extremamente poderosa, Aguilera continuava na sombra de Spears: aparecer com uma imagem juvenil e se transformar numa figura extremamente sexual era um caminho que já tinha sido traçado pela sua "rival".

Christina sempre tira longos descansos entre um CD e outro. Entre seu primeiro álbum e Stripped se passaram três anos. O terceiro só foi lançado quatro anos depois.

Com Back to Basics, Christina se reinventou mais uma vez. No CD duplo, Aguilera homenageava atos como Nina Simone e usava influências do jazz. O álbum não alcançou o sucesso de seus antecessores mas também não foi nenhum fracasso.

No fim de 2008, Christina lançou uma coletânea para comemorar seus dez anos de carreira. A sua performance nos VMAs daquele ano, onde ela apresentou o single Keeps Getting Better, foi acusado de copiar Lady Gaga que, na época, tinha acabado de surgir na mídia.

Christina tem uma voz extremamente poderosa, não costuma ser super exposta, está na indústria faz mais de uma década (algo extremamente raro para um cantor que surgiu no gênero teen pop. Aguilera, Justin Timberlake e Britney são, até agora, os únicos atos que apareceram em cena com essa imagem juvenil e aguentaram uma decada no topo) e seus álbuns costumam ser de boa qualidade (não a toa, ela não teve nenhum grande fracasso).

Apesar disso tudo, Aguilera tem seus pontos fracos: ela nunca conseguiu, por exemplo, um momento só para ela em baixo do holofote. Até cantoras menos estabelecidas, como Katy Perry e Rihanna, tiveram seus momentos de "destaque". Isso nunca aconteceu com Christina que, apesar de milhões de cópias vendidas, sempre ficou na sombra de outras artistas pop, mais especificamente na de Britney Spears.

Além disso, enquanto outras cantoras pop pelos menos fingem ser simpáticas, Christina passa uma imagem arrogante em todas as suas entrevistas. E mais, não importa o quão camaleônica ela tente ser, suas mudanças de look serão sempre ofuscada pela sua maquiagem extremamente excessiva e sempre igual: muito pó, lábios ultra vermelhos, etc.

Os lançamentos: Not Myself Tonight, o primeiro single, já está em rotação nas rádios e nos canais de vídeos musicais. O álbum, Bionic, chega as lojas em junho.

O que esperar: Não se sabe. O CD, que terá 16 faixas, tem a colaboração de artistas extremamente inovadores que quase nunca trabalham com artistas pop mainstream: M.I.A., Sia, Ladytron, LeTigre e Santogold. Ela também trabalhou com produtores de R&B (Tricky Stewart, Polow de Don) e sua antiga colaboradora Linda Perry (responsável por todos os maiores hits de Stripped).

Buzz: A RCA Records não economizou na hora de promove-la.

Através do site oficial, a gravadora criou enormes expectativas. Ao longo de uma semana, foram revelados pequenos detalhes sobre o álbum: a capa, a capa e o título do primeiro single, a letra da música e um pequeno preview da mesma.


Promoção de Christina Aguilera em Times Square, Nova Iorque

Finalmente, no dia 23 de março, Not Myself Tonight, foi lançada simultaneamente em rádios de todo o mundo. Resultado: extrema decepção. A música, produzida por Polow de Don, não só soava extremamente genérica, com letras patéticas ("I'm kissing all the boys and the girls". Uau Christina, vida loka essa a sua!) como também era muito pouco catchy. Não deu outra: a canção não causou nenhum impacto nas paradas, vendendo poucas cópias e recebendo baixa rotação nas rádios.

Havia esperança que o vídeo musical criasse mais interesse na música. E, por isso, o lançamento do clipe no Vevo, site de musica do Youtube, também foi altamente promovido. Mas a estréia do vídeo, no dia 30 de abril, só confirmou o fracasso da música: extremamente mal recebido, o clipe foi acusado de copiar Gaga e Madonna (de novo, na sombra de outras artistas pop) e de tentar chocar só por chocar.



Apesar desse início extremamente frustrante, Aguilera tem muitas aparições high profile marcadas para os próximos meses: performances na Oprah, no Today Show, no MTV Movie Awards e na final de American Idol, um VH1 Storytellers dedicado a ela e promoção na Europa. Mas muito dificilmente qualquer uma dessas apresentações mudaram o destino de Not Myself Tonight.

Não se sabe o quanto o single revela sobre o álbum. Resta torcer para que Bionic seja melhor do que a música de estréia e que Aguilera consiga dar a volta por cima.

Can't Be Tamed - Miley Cyrus



A artista: Eu já fiz longos textos sobre a Miley nesse blog pelo menos duas vezes. Então, ao invés de escrever tudo de novo, vou linkar para esse post. Mas em resumo: Miley é mega ultra odiada e, apesar disso, tudo que ela faz é um enorme sucesso.

Os lançamentos: Can't be Tamed é o nome tanto do single, que acaba de ser lançado, quanto do CD, previsto para o dia 22 de junho.

O que esperar: De acordo com a própria Miley, pop com uma pegada eletrônica na mesma veia que Lady Gaga (mas ó, acho que tá mais para Britney).

Buzz: O clipe de Can't be Tamed teve sua estréia no E! News, o noticiário de entretenimento do E!, que também estreou Telephone de Lady Gaga e Beyoncé. O vídeo foi altamente promovido pelo canal antes de sua estréia, anunciando-o como "o novo capítulo na carreira de Miley".



E qual é esse o novo capítulo? O mais previsível possível, é claro. Seguir os passos de Britney Spears (insira sua piada sem graça sobre raspar a cabeça e ter um meltdown aqui).

E olha, eu acho um saco essas pessoas que batem na tecla de "as garotas de hoje em dia acham que crescer é tirar a roupa" (zzzz) ou, pior, "as crianças estão sendo corrompidas" mas achei meio brochante Miley seguir o caminho de Britney de maneira tão literal. Elas sempre tiveram similaridades, óbvio: fama gigantesca, milhões de fãs no mundo inteiro, músicas pop de sucesso e uma pré-disposição para atrair controvérsia. Acontece que dar uma de Britney circa 2002 é algo TÃO previsível e Cyrus estava indo muito bem seguindo seu próprio caminho (Party in the USA anyone? 4 milhões de cópias vendidas nos EUA e 116 milhões de views no Youtube). Capa de CD com a barriga de fora? Em pleno de 2010? Please...


Mmm...

Mas enfim, como todas as músicas de Cyrus, Can't be Tamed é catchy, divertida e provavelmente será um grande sucesso. Em uma semana, a música já foi escutada 3 milhões de vezes no Youtube e, em questão de dias, o vídeo musical, que lembra bastante Brit Brit mas tem sim suas qualidades, ultrapassou 1 milhão de views em 3 dias.

O vídeo é uma metáfora: Miley quer abrir suas asas, não ficar enjaulada na gaiola Disney para sempre.

Em Can't Be Tamed, Miley avisa aos seus potenciais namorados: não posso ser domada, não posso ser culpada, não posso ser mudada. Se eles entenderem isso, ela conclui, elas podem fazer mágica juntos.


O álbum é supostamente o último CD da garota por um tempo. Depois disso, ela irá se dedicar a filmes e atuação.

Apesar da imagem "madura" e da mensagem de liberdade, a Disney continuará apoiando fortemente Cyrus: um dos shows da última turnê da garota será exibido como um especial em horário nobre na ABC, canal aberto da companhia, e ela aparecera em todos os principais programas da emissora como o Good Morning America e Regis and Kelly. Ela também irá promover o CD no Canadá (onde fará a primeira performance ao vivo de Can't be Tamed no Much Music Awards) e na Europa.

Recovery - Eminem


Capa do primeiro single (artwork do álbum ainda não foi revelada)


O artista: Não é um exagero dizer que Eminem é uma lenda viva. Um dos rappers mais bem sucedidos de todos os tempos, ele foi o artista que mais vendeu na última década (80 milhões de unidades), teve um filme de enorme bilheteria (8 Mile lucrou 243 milhões de dólares em 2002) e recebeu 171 prêmios, incluindo 11 Grammy's e 1 Oscar (por Melhor Música Original com Lose Yourself).

Seus selling points: além de ser um rapper extremamente talentoso, ele era branco (o unico rapper branco a alcançar tamanho prestígio e sucesso) e extremamente controverso, sempre arranjando briga com as figuras de moda (Britney, Christina, Fred Durst, Mariah Carey, Moby and the list goes on) e zombando de maneira divertida da cultura pop. Além disso, com sua dura história de vida, que era tema de muitos dos seus raps, ele mesmo se transformou num personagem (sua vida deu origem, afinal, ao filme 8 Mile).

Em 2005, ao encerrar a promoção de seu quinto álbum, Encore, Eminem entrou em hiatus para tratar sua depressão e seu vício em drogas de prescrição.

Ele voltou ano passado com Relapse. O título era uma referência, claro, ao seu meltdown que o forçou a pausar sua carreira. Isso ficou ainda mais óbvio quando a capa do álbum foi revelado: milhões de pílulas que, juntas, formavam uma imagem do rosto do rapper.


Capa do CD Relapse: referências ao vício de Eminem em pílulas de prescrição

O CD de retorno de Eminem obviamente não foi fracasso: teve uma das maiores vendas de primeira semana do ano e deu origem a três top 10 hits (inclusive Crack a Bottle que alcançou o primeiro lugar). Mas o álbum também não foi um grande sucesso: Eminem não parecia ter evoluído muito e seu estilo parecia stuck em 2003.

O segundo single do álbum, por exemplo, We Made You, trazia de volta a zombaria do rapper em relação a cultura pop. Na música, Eminem provava que continuava um assíduo leitor das revistas de fofoca: ele fazia provocações a Jessica Simpson e Tony Romo, Britney Spears, Kim Kardashian, Bret Michaels e seu reality show Rock of Love, Sarah Palin, Ellen DeGeneres e Portia DeRossi, Lindsay Lohan e Samantha Ronson, Jennifer Aniston e John Mayer, Miley Cyrus, Amy Winehouse e assim por diante. A música era até divertidinha mas, né? Eminem precisava move on. Os tempos mudaram, a gente não quer ouvir na rádio musquinha estilo flashback 2002 (até porque 2002 foi a muito pouco tempo atrás para causar qualquer tipo de nostalgia).

Quando Relapse foi lançado, Eminem anunciou que o álbum teria duas partes e Relapse 2 deveria ser lançado entre o fim de 2009 e o começo de 2010. Isso acabou não acontecendo. O rapper acabou produzindo um novo CD e deu a ele o título de Recovery (Recuperação).

Os lançamentos: O primeiro single, I'm Not Afraid, acaba de ser lançado. O álbum, Recovery, chega as lojas dia 18 de junho.

O que esperar: Quando Relapse foi lançado, Eminem anunciou que o álbum teria duas partes e Relapse 2 deveria ser lançado em novembro de 2009.

Em novembro, ao invés do segundo volume, ele re-lançou o álbum com algumas músicas inéditos. O lançamento do CD inédito foi adiado para 2010.

Em abril, ele anunciou que o projeto tinha mudado de título. O novo álbum seria entitulado Recovery. "O material acabou ficando muito diferente do CD anterior e, por isso, resolvi que o novo projeto merecia um título próprio", afirmou.

De acordo com o próprio rapper, o novo álbum será bem mais pessoal que o anterior.

Buzz: O primeiro single, Not Afraid, foi lançado digitalmente dia 3 de maio. A música, com uma qualidade muito mais alta do que as músicas do álbum anterior, foi extremamente bem recebida: além de entrar no top 10 no iTunes de todos os países onde a música foi lançada (20 países. Ela só não foi lançada oficialmente na Grã-Bretanha, na França e na Alemanha), ela alcançou o topo nos EUA (onde deve estrear no topo do Billboard Hot 100 semana que vem), no Canadá, na Austrália, no Japão, na Suécia, na Itália e na Suíça.


Not Afraid - Eminen

No rap, Eminen fala sobre como superou seus demônios e promete nunca mais decepcionar os fãs, admitindo que o último CD, Relapse, era medíocre. O refrão é extremamente motivador: I'm not afraid to take a stand/Everybody come take my hand/We'll walk this road together, through the storm/Whatever weather, cold or warm/Just let you know that, you're not alone/Holla if you feel that you've been down the same road (Eu não tenho medo de tomar um partido/Todo mundo segure minha mão/Nós atravessaremos essa estrada juntos apesar da tempestade/Seja qual for a temperatura, esteja quente ou frio/Só quero que você saiba que você não está sozinho/Grite se você acha que já esteve na mesma situação).

Com a música de trabalho inicial sendo tão bem recebida, não há duvida que Recovery será mais um grande sucesso na carreira de Marshall Mathers.


Teenage Dream - Katy Perry


Capa do primeiro single (artwork do álbum ainda não foi revelada)

A artista: Katy Hudson cresceu no Sul da Califórnia. Filha de pastores, ela lançou, em 2001, um álbum homônimo de música gospel. Obviamente, sua carreira como cantora religiosa não deu muito certo e Katy mudou seu nome artístico (adotando o sobrenome de solteira de sua mãe, Perry, para se diferenciar da atriz, Kate Hudson) e foi atrás de novas oportunidades.

Depois de muitos contratos e projetos que não foram para frente, Katy finalmente assinou um contrato com a Capitol Records. Com seu primeiro single, Ur So Gay, a imagem da interprete foi estabelecida: despojada, irreverente e colorida. A música fez sucesso na internet mas foi com seu segundo single, I Kissed a Girl, que Perry explodiu em todo o mundo. Hot and Cold, a terceira música de trabalho do álbum, também foi um gigantesco fenômeno mundial.

Desde que apareceu em cena, no fim de 2007, Perry não teve descanso: promoção de seu CD (One of the Boys), singles extremamente bem sucedidos, colaborações de sucesso (Starstruck com o 3OH!3 e If We Ever Meet Again com Timbaland) e um romance high profile com o comediante Russel Brand.

Os selling points de Katy Perry: sua personalidade e estilo extremamente irreverentes, suas músicas pop chiclete (todas produzidas pelo atual Papa do pop, Dr Luke) e, claro, sua beleza.

Os lançamentos: O primeiro single, California Gurls, acaba de ser lançado. O álbum, Teenage Dream, chega as lojas em agosto.

O que esperar: Katy afirmou que com a grande quantidade de bem sucedidas cantoras em cena no momento -- Rihanna, Ke$ha, Lady Gaga -- existia a possibilidade dela acabar ficando para trás. Por isso, ela estava decidia a fazer um álbum unico, que a diferenciaria da concorrência.

Mais tarde, ela revelou: "é um CD completamente veranesco e super anos 90! Pense em patins, Ace of Base, anos 90, Cindy Lauper e muitas, muitas cores".

Buzz: Oi? Diferente? Katy, meu amor, ninguém que quer fazer um álbum que se diferencie de todas as outras artistas pop chama os dois produtores mais prominentes da história do pop, Dr. Luke e Max Martin (responsáveis não só pelos maiores hits de Katy como também de Britney, Miley, Ke$ha, Avril, Kelly Clarkson, Pink, Flo-Rida, Backstreet Boys e Nsync) para produzi-lo.


California Gurls - Katy Perry (ft. Snoop Dogg)

A capa de California Gurls é um arraso, mega anos 90 e muito bonita. E o single também é bem catchy e divertido. Só que não tem uma gota de "diferente" ou de "anos 90" nele. Muito pelo contrário. Lembra bastante, por exemplo, TiK ToK, um dos maiores hits desse ano (também produzido por Dr. Luke).

Katy diz que o primeiro single tem como objetivo "fazer, para a West Coast, o que Empire State of Mind (o gigantesco hit de Jay-Z e Alicia Keys) fez para Nova Iorque". Isso também é meio risível porque enquanto a música de Jay era realmente uma tocante homenagem a Grande Maçã, a música de Perry é só um bubblegum pop com letras divertidas mas insossas (e Soul Kid fez uma "tocante homenagem a Cali" primeiro. We Got More Bounce in California
anyone?).

Para prover meu ponto, vamos dar uma olhada na letra: California girls/We're unforgettable/Daisy Dukes, bikinis on top/Sun-kissed skin/So hot will melt your popsicle/Oooooh Oh Oooooh/California girls/We're undeniable/Fine, fresh, fierce/We got it on lock/West coast represent/Now put your hands up/Oooooh Oh Oooooh (Garotas californias/Nós somos inesquecíveis/Short curtinhos e bikinis/Pele bronzeada/Tão quentes que vamos derreter seu picolé/Oooooh Ooooh/Garotas californias/Não tem como negar/Lindas, frescas e ferozes/Nós somos demais/Representando a Costa Oeste/Agora bote suas mãos no ar). Divertido? Sim. Homenagem? Hmm... não. Sex on a beach/We get sand in our stilletos/We freak/In my Jeep/Snoop Doggy Dog on the stereo (Sexo na praia/Nós temos areia em nossos salto altos/Nós enlouquecemos no meu Jeep/Ao som de Snoopy Doggy Dog).

Enfim, parece que Katy Perry não tem muita noção do que fala. Mas a função de Perry é apenas uma: produzir
hits pops divertidos. E isso, a julgar pelo novo single, parece que ela continuará fazendo. Welcome back Katy!
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Quem também lança álbum esse verão é Enrique Iglesias. Iglesias continua relevante lá na Europa mas aqui no Brasil e nos EUA ele já tá meio
past it's peak (eu gosto dele though). O novo CD, Euphoria, será metade em inglês, metade em espanhol e eu tenho que dizer que eu super aprovei o primeiro single: Like It. A música, produzido por RedOne (o produtor de Gaga), tem uma vibe divertida anos 80 e tem samples do mega hit de Lionel Richie, All Night Long. A música será usada na nova temporada de Jersey Shore (que, caso você não lembre, foi um gigantesco fenômeno pop nos EUA no ano passado).

O primeiro
single em espanhol, Cuando Me Enamoro, também é bonitinho

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Good Time bombando nas paradas britânicas


Nos últimos anos, a música urbana tem ganho MUITA força nas paradas britânicas. Quem acompanha o Chart Watch percebeu que o número de rappers locais entrando na lista de singles mais vendidos semana após semana é bastante considerável: N-Dubz, Tinnie Tempah, Chipmunk, Dizzee Rascal, Plan B, Professor Green, Taio Cruz etc.


Essa semana, mais um ato urbano ocupa o topo das paradas do Reino Unido: Roll Deep. Roll Deep é um grupo que inclui vários rappers de East London. É uma unit rotativa e os membros variam a cada lançamento.

Com a aproximação do verão, party tunes ficam cada vez mais populares no país britânico e Good Times, o último lançamento do Roll Deep junto com Jodie Connors, sintetiza perfeitamente essa vibe de festa que está tomando conta do país.

9 to 5, when it's over I can come alive, canta Jodie. "9 to 5" é uma referência ao horário de expediente no mundo desenvolvido, das nove da manhã até as cinco da tarde. A idéia da canção é que, quando a moça saí do trabalho, ela vai curtir a vida e cai nos embalos da noite londrina. Let's go late night shopping, high street boppin'/Let's go West End clubbin', champagne poppin'/Let's keep it rockin', party ain't stoppin' canta Wiley, um dos membros atuais do Roll Deep e o rapper que aparece de maneira mais prominente na nova música.

Com 67 mil cópias vendidas, a música ocupou o primeiro lugar nas paradas britânicas ao longo da semana.

Usher continua no segundo lugar. O interprete americano, que alcançou o topo faz três semanas, continua registrando aumento de venda. Na última semana, ele vendeu 66 mil cópias de OMG, que foi produzido e conta com a participação de Will.I.Am (não a toa a música parece um hit dos Black Eyed Peas).

She Said do Plan B também tem aguentado de maneira impressionante. A música segue no top 5 com vendas bastante altas e extremamente estáveis apesar de ter sido lançada faz 1 mês. O single vendeu 41 mil cópias ao longo da última semana e ocupa o terceiro lugar.

No mais, a única nova entrada no top 10 além do Roll Deep é Dirty Picture de Taio Cruz com a participação de Ke$ha.


Dirty Picture - Taio Cruz ft. Ke$ha

Singles mais vendidos
Posição nessa semana (posição mais alta) (tempo no top 10)
1. Good Times (ft. Jodie Connors) - Roll Deep (1) (1 semana)
2. OMG - Usher (1) (5 semanas)
3. She Said - Plan B (3) (5 semanas)
4. Once -Diana Vickers (1) (2 semanas)
5. Until You Were Gone (ft. Esmee Denters) - Chipmunk (3) (2 semanas)
6. I Need You Tonight (ft. Ed Drewett) - Professor Green (3) (4 semanas)
7. This Ain't a Love Song - Scouting for Girls (1) (5 semanas)
8. Carry Out (ft. Justin Timberlake) - Timbaland (6) (4 semanas)
9. Acapella - Kelis (5) (3 semanas)
10. Dirty Picture (ft. Ke$ha) - Taio Cruz (10) (1 semana)



Essa semana aconteceu uma coisa extremamente rara e curiosa nas paradas de CDs britânicas: a diferença de venda entre os três primeiros colocados foi de menos de 2%.

Com OMG bombando loucamente nas paradas, a grande aposta para ocupar o topo era o interprete de R&B americano Usher. O cantor tinha alcançado o topo no país com seus três albuns anteriores. Porém, no fim, Usher teve que se contentar com a segunda posição. Raymond vs. Raymond vendeu 40,778 cópias. Por MUITO pouco Usher não conseguiu seu quarto chart-topper consecutivo: apenas 213 cópias o separaram do primeiro lugar. É a menor diferença entre os dois primeiros colocados desde 17 de setembro de 2005 quando, por apenas 11 cópias, James Blunt, com Back to Bedlam, impediu os Rolling Stones de conseguirem seu 11º álbum número 1.

O topo foi para o rapper Plan B e seu álbum conceitual, The Defamation of Strickland Banks. Depois de estrear muito bem faz três semanas, o álbum continua firme e forte dentro do top 5. Não tenho duvidas que será um dos grandes sucessos do ano. Foram vendidas 41,011 cópias do CD ao longo da semana.

Encerrando um top 3 extremamente próximo, a trilha-sonora de Iron Man 2, composta de músicas inéditas da banda de rock australiana AC/DC, ocupa a terceira posição com 40,272 unidades vendidas, 516 a menos do que Usher. O CD estreou no primeiro lugar semana passada.

As outras novas entradas: o EP de Glee, The Power of Madonna, com as músicas interpretadas ao longo do episódio dedicado a Rainha do Pop (quarto lugar com 31 mil cópias), a banda de metalcore gálica Bullet for my Valentine com seu terceiro álbum, Fever (quinto lugar com 22 mil cópias vendidas) e Fishermen Friends, um octeto que cantas musica de coro a capella formado por habitantes de Port Isaac, um vilarejo de pesca na Inglaterra (nono lugar com 17 mil cópias vendidas).

CDs mais vendidos
Posição essa semana (Posição mais alta)
1. The Defamation of Strickland Banks - Plan B (1)
2. Raymond vs. Raymond - Usher (2)
3. Iron Man 2 - AC/DC (1)
4. The Music of Glee: The Power of Madonna - Glee (4)
5. Bullet for my Valentine - Fever (5)
6. Wake Up the Nation - Paul Weller (2)
7. The Fame - Lady Gaga (1) ****
8. Everybody Wants to be on TV - Scouting for Girls (2)
9. Port Isaac's Fishermen Friends - Port Isaac's Fishermen Friends (9)
10. Sunny Side Up - Paolo Nutini (1) ***

*mais de 300 mil cópias vendidas **mais de 500 mil cópias *** mais de 1 milhão **** mais de 2 milhões


Pop tidbits



Esse comercial, da loja de departamentos britânica John Lewis, é uma fofura. A musica, She's Always a Woman, do Billy Joel é fantástica. Not surprisingly, o anúncio virou uma febre na Grã-Bretanha.

O comercial é uma graça e muito bem feito. Por tanto, é bastante justificado a repercussão que ele está causando lá nas terras da Rainha. O sucesso é tanto que música do Billy Joel voltou para as paradas de single locais, na 29ª posição (o pico anterior da música no país, em 1986, foi 53º).

O Daily Mail, um dos principais tablóides diários do país, com uma circulação de mais de 2 milhões de cópias, até interrompeu a cobertura incessante da vida de Cheryl Cole para fezer uma matéria elogiando efusivamente a campanha que, segundo o jornal, custou 6 milhões de libras (o que, by the way, é mentira. Não tem A MENOR CHANCE de ter sido gasto nem PERTO disso. Mas os tabloides, principalmente os britânicos, são conhecidas pelo exagero e pelo descompromisso com a verdade, então nada surpreendente...).

Em duas semanas, o comercial já foi visto mais de 500 mil vezes no Youtube.

Abaixo, a versão de She's Always A Woman que pode ser ouvida no comercial, na voz de Fyfe Dangerfield (clique aqui para ouvir o original de Billy Joel).



Os anuncios da John Lewis sempre fazem sucesso. A versão de Sweet Child O Mine usado na campanha de Natal do ano passado, por exemplo, vendeu 90 mil cópias. Mas o sucesso desse novo comercial realmente excedeu todas as expectativas.

E, olha, eu sei que esse blog é sobre cultura pop mas como um estudante de publicidade, posso dividir alguns dos meus comerciais favoritos? Posso, né? OK, brigado, vocês são uns amores.

Eu sou um grande fã dos anúncios argentinos. Eles fazem coisas maravilhosas por lá. Esse comercial da Coca, produzido originalmente na Argentina, é uma obra prima (aqui ele traduzido ao inglês). Todos os anúncios da cerveja Quilmes também são fantásticos (exemplos: esse e esse. Em duas ocasiões eles sempre se superam: durante o verão e durante a Copa. O anúncio que eles fizeram para a Copa de 2006 era tão bom que repercurtiu até aqui no Brasil. Os do verão também são muito divertidos: esse por exemplo. No geral, recomendo TODOS os comerciais da Quilmes. Se você entende espanhol "argentino", vai no Youtube e assiste tudo que você não se arrependerá). Esse anúncio da Nextel é otimo. Esse, da Coca Light, resume minha filosofia de vida. Esse da operadora de celular CTI (que agora é Claro) também é bem catchy e divertido. Até comercial de atum é bom. O blog Aires-Buenos compilou, ao longo do tempo, muitos comerciais legais feitos pelos hermanos, vale dar uma conferida.

No momento, minha campanha publicitaria favorita é dos EUA, dos absorventes U by Kotex. Nos comerciais, eles parodiam a maneira utilizada pelas empresas de absorvente para vender seus produtos e o resultado é muito bom:



Esse outro filme da mesma campanha também é ótimo.

Anyway, voltando para cultura pop:



Como mercado musical, o Canadá é completamente ofuscado pelos EUA. Mas muitos dos maiores sucessos da musica se originaram no país: Avril Lavigne (eca), Nelly Furtado, Nickelback (eca eca eca), Michael Buble, Shania Twain, Celine Dion (ew), etc. etc.

Por tanto, assim como os EUA tem o Grammy e a Grã-Bretanha tem os BRIT, os canadenses tem o Juno Award.

Só que, né? Ninguém assiste. Porque quem quer ver os melhores artistas CANADENSES sendo premiados? Boring.

Acontece que esse ano tudo mudou e a premiação, que em geral passa sem pena nem glória, bateu recordes de audiência. O motivo disso? Justin Bieber, é claro.

Sim, a sensação pop de 16 anos, que, como todo mundo sabe, é de origem canadense, foi lá cantar seu smash hit Baby em versão acústica e o país parou para assistí-lo.

A performance do garoto ainda teve um bônus: participação especial do fenômeno do rap Drake que substituiu o verso cantado originalmente por Ludacris por um rapzinho inédito.

O rapper canadense ainda não repercutiu aqui no Brasil mas na América do Norte o garoto de 23 anos é sensação. Ele ficou conhecido pelo público jovem como Aubrey Graham, um dos membros do elenco da novelinha teen Degrassi (que é canadense mas faz mais sucesso nos EUA do que em seu país de origem). Porém, ao resolver se dedicar a música urbana, ele adotou o alias de Drake e, assim como aconteceu com Nicki Minaj, virou uma gigantesca sensação, amado pela juventude, antes mesmo de ter qualquer single oficial lançado, só com base em sua imagem e seus elogiados mixtapes. O seu buzz single Best I Ever Had alcançou a segunda posição no Hot 100 da Billboard e vendeu mais de 2 milhões de cópias nos EUA. Finalmente, mês passado, o garoto lançou seu primeiro single oficial, Over, que será parte de seu álbum de estréia, Thank Me Later (que chega as lojas dia 15 de junho).

Eu gosto de Drake e, sinceramente, acho que Biebs, por mais que ele pareça ainda não ter passado pela puberdade (aos 16 anos!), parece um garoto legal. Não sou grande fã da música dele mas Baby é catchy. Porém a apresentação nos prêmios Juno foi meio boring.



A essa altura, todo mundo já viu mas não tem como não comentar a nova sensação viral. No episódio de domingo passado de Os Simpsons, a vinheta de abertura foi substituida pela população de Springfield fazendo uma interpretação literal de TiK ToK, o gigantesco sucesso de Ke$ha. O resultado é hilário e virou um fenômeno na rede.

(Alias, a Fox tá deletando todos os vídeos do YouTube com uma rapídez assustadora e esse que postei está espelhado para tentar driblar as leis de copyright. Por incrível que pareça, é mais díficil para a empresa detentora dos direitos tirar vídeos espelhados do ar. Vai entender...)

Desabafo

Então eu vou dar uma mudada nas coisas. A verdade é que eu sou uma pessoa que se entedia das coisas rapidamente e não sou nem um pouco disciplinado. Então, as sessões fixas do blog -- Chart Watch e Tabloid Wednsday -- tinham virado uma dor de cabeça pra mim. E esse blog é diversão, não preocupação.

O que isso significa? Significa que eu mudarei o formato das sessões. Elas serão menos trabalhosas pra mim e mais fáceis para a leitura de vocês. Alguém é contra a idéia? Não sejam timidos, podem deixar as opiniões sobre isso nos comentários.

O Tab Wed terá uma modificação mais radical. Eu sei que era uma sessão muito divertida e eu realmente gostava de escrever. Acontece que é extremamente trabalhosa. O texto em si é fácil, sai orgânicamente. Porém é necessário muita organização, muita releitura, muita edição de imagem... e ai fica chato. O fato dos tablóides serem EXATAMENTE IGUAIS semana após semana (Kardashians, Kendra, Kate Gosseling, reality show do momento, interminaveis capas sobre perda de peso, Jennifer Aniston, Brangelina, etc) é um estimulo a menos. Alias, no começo, a idéia da sessão era essa: mostrar como as revistas de fofoca estado-unidenses batem na mesma tecla toda santa edição . Como um pop culture junkie, eu acho extramamente engraçado como toda semana, os editores dessas revistas, que são lidas por uma parcela gigantesca da população estado-unidense, inventam uma nova dieta milagrosa e atribuem as Kardashians ou criam um novo drama mexicano estrelado por Jen Aniston, Brad Pitt e Angelina Jolie. Mas acho que todo mundo que leu os posts anteriores do Tab Wed já got the point, né? Então missão cumprida.

Eu vou continuar postando toda semana as capas dos tablóides. Até porque elas por si só já são divertidas. Mas, no geral, será tudo muito mais compacto. Claro que, em caso de alguma notícia bombastica (adoção secreta de Sandra Bullock anyone?), eu faço um post especial mas só quando a ocasião pedir.

Falando sobre a adoção secreta de Bullock, esse seria um dos temas do Tab Wed da semana passada. Sim, eu já comecei a escreve-lo. Mas nunca acabei. Detalhe: hoje já é quarta-feira de novo. Enfim, se eu tiver tempo, irei finaliza-lo e o colocarei no ar mas ele será o último nesse estilo.

Isso é tudo. Se alguém quiser protestar (ou apoiar a decisão), opiniões são sempre bem vindas.

André.