Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Cobertura: Grammy's e BRIT Awards


Rihanna: uma das performers que teve que suar para estar nas duas premiações em L.A. e Londres em menos de 24 horas

Esse ano, o Grammy e os BRIT Awards aconteceram na mesma semana: o primeiro no domingo, dia 13, e o segundo na terça, dia 15. A diferença de menos de 24 horas entre os dois prêmios (graças ao fuso horário gigantesco entre Grã-Bretanha e Califórnia) deve ter dado uma dor de cabeça entre os artistas marcados para se apresentar em ambos como Rihanna, Cee-Lo Green, Mumford & Sons e Arcade Fire.

O Grammy, como todo mundo sabe, é a principal premiação de musica dos EUA. Já os BRIT é o equivalente britânico. Embora ambos exerçam a mesma função (basicamente, aumentar as vendas de CD nos primeiros meses do ano, onde os números são bem baixos), existem alguma diferença entre eles.

Para começar, os Grammy's são MUITO mais pomposos. Com uma duração de três horas, ele é muito elegante e classudo e cheio de pompa. Os BRIT, por sua vez, é bem mais "pop" e jovem, com uma duração de apenas uma hora e meia, muito menos categorias técnicas e um clima mais descontraido (lembrando talvez mais os VMAs da MTV).

Além disso, ambas as premiações são meio duvidáveis no quésito qualidade, sempre dando prêmios não muito merecidos. Os critérios de premiação do Grammy são risíveis, com eles as vezes premiando artistas apenas pelas vendas (Taylor Swift por Melhor Performance Vocal e Álbum do Ano? Sério?) e as vezes optando por artistas ~underground que são totalmente esquecidos uma semana após a exibição da premiação (case in point: o irrelevante grupo de jazz Steely Dans ganhando Álbum do Ano em 2001 ao invés do icônico Marshall Matters LP de Eminem). Sem mencionar o fato deles ignorarem completamente muito dos artistas mais importantes da história, como David Bowie e, durante anos, Madonna.


Sempre discreta, Gaga chega nos Grammy's dentro de um ovo

Por outro lado, os BRIT não são muito melhores nesse aspecto, com eles não escondendo o fato de que o prêmio irá necessariamente para quem aceitou se apresentar no programa. Cee-Lo Green era o unico indicado a Best International Male que estava presente e, conseqüentemente, o prêmio foi para ele (apesar de que Eminem, com Recovery, tinha sido o ato com as melhores vendas, melhores críticas e tinha obtido o maior hit do ano anterior no país com Love the Way You Lie).

Mas enfim, apesar dos pesares, as premiações são divertidas de se assistir pelas performances e pelas celebridades e, na semana seguinte aos prêmios, os vencedores e performers se beneficiam de grandes aumentos nas vendas de seus álbuns.

Os Grammy's teve a audiência mais alta da última década com 26.55 milhões de telespectadores. Isso pode ser atribuido, em parte, a todo o hype envolvendo Lady Gaga que iria fazer a sua primeira apresentação de Born this Way na premiação.



Acostumada a causar, Gaga chegou no tapete vermelho dentro de um ovo, carregada pelos seus bailarinos e ela "nasceu" durante a performance, a segunda da noite. Apesar da grandiosidade da entrada, a apresentação foi muito mais contida do que se espera de Gaga o que fez com que ela fosse elogiada por alguns (a voz dela estava perfeita) e criticada por muitos outros (que esperavam que depois de todo o hype seguido de decepção com o primeiro single, Gaga fizesse algo inquestionavelmente incrível durante a premiação).

A premiação foi aberta por um tributo a Aretha Franklin. Participaram dele Florence (& the Machine), Yolanda Brown, Jennifer Hudson, Martina McBride e Christina Aguilera. Christina, apesar do fracasso de seu último CD, foi inquestionavelmente a estrela da performance, posicionada no centro (com um TRIPÉ VERMELHO.
Sindrome de atention whore?) e cantando os versos principais.

Todos os olhos estavam em Aguilera pois, menos de uma semana antes, ela tinha sido responsável por cantar o hino dos EUA no Superbowl, o maior evento esportivo dos EUA e a maior audiência televisiva do ano, e, nervosa, errou a letra. Nos Grammy's, Christina calou os críticos com uma performance vocal arriscada mas, pasmem, ela caiu no palco no fim da performance (por sorte, foi quase imperceptível).

Apesar de Christina ter sido a grande estrela, Florence foi a mais beneficiada, com as vendas de seu CD, Lungs, crescendo 42% na semana seguinte a premiação.

Mais quais foram consideradas, unanimamente, as melhores performances?

Sem a menor duvida, Cee-Lo Green e os britânicos do Mumford & Sons.



Com uma performance coloridíssima e irreverente, incluindo Cee Lo vestindo penas de pavão, um pug dançante, Muppets e participação de Gwyneth Paltrow, Fuck You (em sua versão censurada Forget You, é claro) foi um dos pontos altos da noite.

A apresentação foi tão bem recebida que Fuck You foi, depois de 26 semanas na parada, catapultado a segunda posição do Hot 100 da Billboard graças as vendas de 426 mil unidades da música no iTunes. Em qualquer semana, isso seria o suficiente para a primeira posição porém Cee-Lo teve o azar de ter como concorrente Lady Gaga que também foi beneficiada pela apresentação nos Grammys. Com 520 mil cópias, Gaga se transformou num dos casos raríssimos onde uma música que quebrou recordes em sua semana de estréia aumenta as vendas na semana seguinte.

Porém, Cee-Lo continua na corrida para o topo nas próximas semanas. Desde que a performance foi ao ar, airplay nas rádios estado-unidenses continuam crescendo dia após dia em velocidade assustadora.



A outra grande performance da noite foi a dos britânicos do Mumford & Sons. O grupo tinha vendas bastante satisfatórias nos EUA, com mais de 600 mil cópias de Sigh No More comercializadas, mas, apesar do sucesso do álbum, eles não eram conhecidos pelo grande público.

Isso mudou após a apresentação (em conjunto com os Avery Brothers e Bob Dylan que, alias, foi a pior apresentação da noite) de The Cave no Grammy.

Minutos após a performance, os Mumford estavam em primeiro nos Trending Topics do Twitter e também entre os mais buscados no Google. A música The Cave penetrou o top 10 do iTunes e o CD vôou para o primeiro lugar nos mais vendidos do aplicativo da Apple e também no Amazon.com, principal site de vendas.

Com apenas 24 horas dos efeitos do Grammy contabilizado, as vendas de Sigh No More já tinham aumentado 99% para 49 mil cópias, o suficiente para a segunda posição na parada de CDs. Na semana seguinte, com seis dias extras pós-Grammy, o álbum vendeu mais 144 mil unidades e está cada vez mais próximo de ultrapassar a barreira do milhão nos EUA.




A apresentação de Eminem, que contou com participações de Adam Levine, Dr. Dre e Rihanna, também foi bastante elogiado. O CD, o álbum que mais vendeu no ano passado nos EUA, viu suas vendas crescerem 61%, com 60 mil unidades de Recovery vendidas, o suficiente para aparecer em sexto lugar entre os mais vendidos da semana. A nova música de Dr. Dre, I Need a Doctor, cantada durante a apresentação de Eminem, foi a mais beneficiada, vendendo 238 mil cópias e voltando para o top 10.

E quanto aos grandes vencedores da noite, Lady Antebellum e Arcade Fire.

O grupo country ganhou, com a música Need You Now, os prêmios de Record of the Year e Song of the Year (qual a diferença entre essas categorias segue sendo um grande mistério). Já os canadenses do Arcade Fire desbancaram Eminem e Gaga para ganhar o principal prêmio da noite: Album of the Year.

Sinceramente, acho que o prêmio deveria ter ido para Gaga por The Fame Monster. O álbum era realmente muito bom e o impacto que ele causou ao longo do último ano foi muito maior que o do Arcade. Mas, enfim, é óbvio que o prêmio ia para a opção mais ~indie.


Alias, foi tudo meio falso, né? Ou foi só coincidência o fato do Arcade ter sido os performers a cantarem logo antes do anúncio final e, logo depois de aceitarem, cantarem outra música encerrando o show? Ridiculo.

Tanto Lady Antebellum (numa performance fraquinha que não fez jus a música) e Arcade Fire se apresentaram ao longo da noite.

Esperanza Spalding, artista jazz que chocou todo mundo ao ganhar Best New Act ao invés de Justin Bieber (particularmente, achava que o prêmio ia para Florence & the Machine que, alias, merecia bem mais que Esperanza), viu suas vendas crescerem 476% em relação a semana anterior com 18 mil unidades.

Bruno Mars, ganhador de Best Male Pop Vocal Performance por Just the Way You Are, se apresentou junto com o B.o.B. e a hypada Janelle Monae. Ele também viu as vendas de seu CD, Doo-Woop & Hooligans, crescerem 55%, o suficiente para a quinta posição nas paradas de CDs.


Além de cantar o hit Love the Way You Lie (part II) com Eminem, Rihanna ainda teve uma apresentação solo que contou com a participação de Drake. Os dois cantaram, pela primeira vez juntos, o giga hit de Rihanna, What's My Name?, numa das performances mais hot da noite.

Outra popstar do momento, Katy Perry, também teve seu momento. Ela cantou Just Like the Movie, com projeção de imagens do casamento da cantora com o comediante britânico Russel Brand (primeira vez que o público viu qualquer imagem da cerimônia, que tinha sido muito bem protegida), e seu mega hit Teenage Dream.

Miranda Lambert, cantora country que abocanhou grande parte dos prêmios do gênero, cantou The House That Built Me; Muse, o maior ato rock do último ano, cantou Uprising; Norah Jones, John Mayer e Keith Urban homenagearam Dolly Parton com uma rendition de Jolene; Justin Bieber se juntou com Jayden Smith e Usher para uma performance que incluiu Baby, Never Say Never e OMG. A noite também contou com uma apresentação de Barbara Streisend, uma das homenageadas da noite.

Menos de 24 horas depois, no BRIT Awards, os Mumford & Sons, grandes beneficiados do Grammy nos EUA, ganharam o British Album of the Year, o principal prêmio da noite no BRIT Awards. Os Mumford também cantaram Timshel na cerimônia.



Adele e Tinie: as grandes estrelas da noite


Nas paradas britânicas, Sigh no More, o CD da banda, subiu 13 posições em relação a última semana, chegando a segunda posição. Essa é a posição mais alta que o álbum alcançou, ultrapassando a terceira posição obtida faz 19 semanas. O CD vendeu 45 mil cópías.

Felizmente para Justin Bieber, nenhuma concorrente "surpresa" roubou dele o prêmio de Best International Breakthrough (Revelação Internacional). A surpresa mesmo foi na categoria British Female Act, onde a grande vencedora foi a desconhecida Laura Marling (num prêmio que, sinceramente, deveria ter ido para a Ellie Goulding).

Como já disse lá em cima, o BRIT Awards decide os performers com base em para quem eles vão dar o prêmio e vice-versa. Então, de todos os vencedores, só Laura Marling e Justin Bieber não se apresentaram durante a noite. Biebs, porém, mostrou o quanto queria vencer ao voar dos EUA para Londres só para aceitar o prêmio (e OK, promover seu filme Never Say Never).

No ano passado, a performance ao vivo de Florence (& the Machine) com o rapper Dizzee Rascal foi lançada no iTunes e a versão fez tanto sucesso -- alcançando a segunda posição e ficando quase dois meses no top 5 -- que, esse ano, todas as performances ao vivo (com exceção do medley de Rihanna) foram disponibilizados no aplicativo da Apple.

E, surpresa, o número 1 da semana nas paradas oficiais foi Someone Like You de Adele, cuja versão ao vivo foi direto para o topo do iTunes, ultrapassando com facilidade o lançamento mais hyped do ano, Born this Way da Lady Gaga.

Adele foi a unica performer da noite a não ser indicada a nenhum prêmio (pois não lançou nenhum álbum em 2010) mas ela foi, sem duvida, a grande estrela da noite, com sua apresentação emocionando o público e fazendo com que a música, que não é nem sequer um single oficial, subisse nada menos do que 46 posições nas paradas, ocupando o topo do single charts britânico e dando a jovem de 22 anos seu primeiro single número 1 nas paradas (tanto Chasing Pavement, do seu álbum anterior, quanto Rolling in the Deep, o primeiro single do seu atual CD, tinham empacado na 2ª posição).



A noite foi aberta pelo Take That que cantou Kidz, o segundo single do último álbum deles. A banda, que é inquestionavelmente o grupo de maior sucesso no país desde os Oasis nos anos 90, levou para casa o prêmio de Best British Band.

Tinie Tempah, um dos maiores vencedores da noite (British Single of the Year, por Pass Out, e British Breakthrough), fez um medley de três dos seus maiores hits de 2010: Pass Out, Writen in the Stars e Miami 2 Ibiza. Com as vitórias do rapper, o álbum dele, Disc-Overy, sobe 19 posições em relação a semana anterior e ocupa a sexta posição na parada de CDs britânicas, com vendas de 29 mil unidades.




Alias, quase todo mundo fez medley ao longo da noite. Plan B, ganhador de Best Male Artist, cantou She Said/Prayin'
enquanto Rihanna, Best International Female, cantou Only Girl, S&M e What's My Name.

Loud de Rihanna é presença fixa no top 10 de álbuns mais vendidos do UK desde que o CD foi lançado, em novembro, mas Plan B viu seu Defamation of Strickland Banks subir 18 lugares (7ª posição) e finalmente ultrapassar a barreira de 1 milhão de unidades vendidas graças a premiação.

Os canadenses do Arcade Fire também mal tiveram tempo para comemorar a grande vitória no Grammy uma vez que eles tiveram que voar para Londres quase que imediatamente após a premiação. A banda também foi premiada nos BRIT, Best International Band e Best International Album, onde cantaram Ready to Start.

E a noite foi fechada por Cee-Lo Green com uma performance bem inferior a dos Grammy's. Os produtores obviamente estavam tentando recriar o sucesso de Dizzee e Florence colocando Paloma Faith para cantar em dueto com Cee Lo mas o resultado foi decepcionante, principalmente comparado com a apresentação showstealer do cantor menos de 24 horas antes em Los Angeles.




Enfim, eu gostei das duas premiações esse ano. Mas os BRIT foram mais satisfatórias uma vez que eles tiveram metade do tempo e, conseqüentemente, foram muito menos entediantes.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Summer releases: Drake e Katy Perry bombam

Como o post passado deixou claro, Eminem continua no topo no mundo do rap. Porém, um novato tem obtido vendas e sucesso impressionantes.



Drake tem apenas 23 anos. E um background bem atípico para um rapper: canadense, judeu e criado num bairro rico de Toronto. Como se isso tudo não fosse anti-thug o suficiente, o jovem passou sua adolescência como um dos protagonistas de Degrassi, uma novela teen de grande sucesso nos EUA e no Canada.

Mas Drake (nome verdadeiro: Aubrey Graham) conseguiu transcender preconceitos e se transformar na grande revelação dos últimos anos no mundo do rap.

Assim como o que está acontecendo com Nicki Minaj no momento, Drake já era um gigantesco nome antes mesmo de ter seu primeiro CD no mercado. O seu EP teve 500 mil cópias comercializadas nos EUA, vendas extremamente impressionantes para um lançamento independente. O seu primeiro single oficial, Best You Ever Had, foi direto para o segundo lugar no Hot 100.



O publico abraçou Drake com enorme rapidez. E não demorou muito para outros artistas urbanos fazerem o mesmo: o garoto foi escolhido como o lead singer do single Forever. Os "colaboradores"? Ninguém menos que três dos maiores e mais respeitados rappers do planeta: Eminem, Kanye West e Lil Wayne. A música, é claro, foi direto para o topo da parada da Billboard.

Foi Lil Wayne, alias, que ganhou o acirrado leilão para contratar Drake. Agora, o canadense veste a camisa da Young Money, a gravadora de Weezy.

Depois de tanto hype, não foi surpresa para ninguém quando o CD do jovem, Thank Me Later, estreou em primeiro lugar nos EUA com vendas altíssimas: 447 mil cópias. Esse ano, só Eminem, Sade e o trio country Lady Antebellum conseguiram superar esse número em uma semana.

O CD, lançado no fim de junho, já vendeu 1 milhão de cópias.


A trajetória de Drake lembra bastante a de Nicki Minaj. Assim como aconteceu com o canadense, Nicki já é uma gigantesca celebridade apesar de não ter nenhum álbum lançado até o momento (seu CD de estréia, Pink Friday, chega as lojas em novembro). Ambos são gigantescamente populares entre adolescentes e jovens. Além disso, ela também é uma artista da Young Money, provando que Lil Wayne é fera na arte de lançar novos talentos.

Não a toa, Nicki e Drake são bastante amigos. O álbum do rapper tem uma colaboração entre os dois artistas e ele não poupa elogios a Minaj em entrevistas.

Up all Night (ft. Nicki Minaj) - Drake

O desafio de Drake será se manter relevante no mundo extremamente trend based do rap. Ele é a estrela do momento mas será que isso irá durar?

Eminem e Jay-Z conseguiram se manter no topo desde o dia 1. Mas eles são a exceção, não a regra.

50 Cent, NAS, DMX, The Game e Diddy são exemplos de artistas que já foram os maiores vendedores dos EUA e hoje em dia são ignorados pelo grande público.

Drake também é o queridinho de outro grupo que é extremamente inconstante: jovens. Seus raps românticos e melódicos parecem ter conquistado garotas adolescentes por todos os EUA, de Nova York até o Alabama. Mas teen idols em geral também tem datas de validade.

Mas enfim, é inquestionável que Drake tem bastante talento. E seus raps melodiosos são um welcome change, na minha opinião. Então, se depender de mim, vida longa a ele.



Outra artista que está bombando MUITO no momento é Katy Perry.

Katy, é claro, estourou com I Kissed a Girl e Hot 'n' Cold faz dois ano. O seu primeiro CD foi um sucesso e, além de seus singles solos, ela ainda teve colaborações bem-sucedidas, principalmente nas paradas europeias (Starstrukk com o 3OH!3 e If We Ever Meet Again com o Timbaland).

Por isso tudo, as expectátivas para seu novo CD eram altas. Porém, muitos se perguntavam: será que Perry conseguiria se manter relevante num mercado cheio de cantoras pop bem sucedidas? Afinal, desde que ela estourou, outras artistas roubaram o holofote (i.e.: Lady Gaga) e, apesar de ter sido bem-sucedida, Katy nunca alcançou o mega-estrelato, como alguma de suas concorrentes (i.e. Lady Gaga).

Mas, para surpresa de muitos, Perry conseguiu se manter relevante. E ao que tudo indica, o segundo CD superará por muito o sucesso do primeiro.

Para começar, o primeiro single, California Gurls, é o grande sucesso do ano. E não é difícil entender o porque: com a chegada do verão (no Hemisfério Norte), o público está sedento por músicas divertidas sobre praia e festa. Quando a música em questão é cantada por uma artista do momento (Perry) e produzida por um cara que é sinônimo de smash hit (Dr. Luke, responsável por TiK ToK, I Kissed a Girl, Hot n Cold, Party in the USA, Right Round e outras toneladas de hits), o sucesso é certeiro.

O single rapidamente alcançou o primeiro lugar no Hot 100, vendendo mais de 3 milhões de cópias nos EUA em apenas 2 meses e se tornando o hino oficial do verão americano (até em Nova York. Prova disso, é uma matéria no site da New York Magazine, a principal revista da cidade, cujo bem-humorado título é "Músicas do Verão: O que ouvir quando você não estiver ouvindo California Gurls"). A música também alcançou o primeiro lugar em todos os grandes mercados anglo-saxões: Grã-Bretanha, Austrália e Canada.

Eu realmente acredito que o CD de Katy Perry será um dos grandes sucessos do ano. Em primeiro lugar, Katy já é uma artista com uma fanbase grande e o gigantesco sucesso de seu novo single fez com que a quantidade de fãs crescesse ainda mais (sua página no Facebook, por exemplo, pulou de 2 milhões para mais de 6.5 milhões de fãs nos úlitmos 4 meses).

E, analisando a imagem da interprete objetivamente, você se dá conta que ela é PERFEITA para o mercado americano.

Começando pelo look. Ela tem um rosto lindo e um corpo lindo. E, mais do que isso, peitos gigantescos. Todo mundo sabe que peitos gigantescos vendem. Inclusive Katy, que adora os expor.


Além disso, ela não tem nenhum grande escândalo ou nenhum motivo para o público não gostar dela. Sua imagem é extremamente "limpa".

Outro grande trunfo dela é sua personalidade mega irreverente e bem-humorada. Mas seu humor é extremamente seguro e nunca, nunca chego perto de passar do limite do aceitável. Perfeito para o público estado-unidense (ao contrário de seu noivo, o polêmico comediante britânico Russel Brand).

E, claro, ela faz aquele mix que os EUA tanto ama: ela tem uma imagem extremamente sexual, sempre colocando seu corpo e fantasias clichês (garotas beijando garotas!) em primeiro plano ao mesmo tempo que prega valores super familiares (ela é democrata, está sempre em roupinhas curtas e beija garotas mas é super cristã. "Eu acho que quando você mistura o nome do Nosso Senhor com imagens sexy, coisas ruins acontece", ela disse super eloqüentemente para a edição mais recente da Rolling Stone americana).

O que dá certo nos EUA, dá certo na Austrália. O público oceânico (um dos maiores mercados da atualidade) é extremamente influenciado pelos sucessos dos Estados Unidos.

E na Grã-Bretanha, o segundo maior mercado do Ocidente (único mercado além dos EUA onde as vendas de um artista americano podem passar da casa do milhão), o sucesso de Perry está mais que garantido: não só porque ela tem vários singles de sucesso por lá mas também porque ela terá um papel fundamental nessa temporada do The X Factor (ela será juíza convidada nas fases preliminares e provavelmente irá promover seu single mais recente com alguma performance) e o reality show tem um impacto avassalador nas paradas do país.

O sucesso de California Gurls fez com que Perry tivesse espaço garantido em todas as principais estações de rádios nos EUA. E ela é uma das artistas do momento: Teenage Dream, o segundo single que mal foi lançado, penetrou o top 10 da Billboard na sua semana de estréia. Até Not Like the Movies, uma balada fraquinha que foi lançada como "gostinho" do CD e nem é um single, está no top 20 do iTunes .

Tudo isso fez até com que o primeiro CD da cantora, One of the Boys, voltasse para o top 5 de vendas de álbuns no iTunes.

Enfim, tenho certeza que Teenage Dream, o segundo álbum de Katy, terá vendas para lá de satisfatórias.

For the record: eu não gosto de Perry. Acho seu humor insuportável, acho ela burra que nem uma porta e acho que ela tem uma voz fraca e irritante. Mas whatever... algumas músicas dela são divertidas.

sábado, 8 de maio de 2010

Pop-watch: Os grandes lançamentos do verão

Os próximos meses -- verão no Hemisfério Norte -- estarão cheios de lançamentos de alguns dos maiores atos musicais da atualidade. Eu, como fã de cultura pop, estou muito interessado nos próximos passos desses artistas: qual a direção que eles estão tomando? Será que serão sucesso ou fracasso?

Nesse post, daremos uma olhada no que podemos esperar dos novos materiais:

Bionic - Christina Aguilera



A artista: Christina Aguilera foi um dos atos que surgiu na explosão do teen pop do fim dos anos 90. A gravadora esperava que a moça seguisse os passos de Britney Spears, um dos maiores fenômenos da época. O caminho das duas sempre foi extremamente entrelaçado: no começo da década, ambas tinham sido introduzidas ao público pela primeira vez no programa de talento Star Search e, mais tarde, quando ambas eram pré-adolescentes, apresentaram juntas The Mickey Mouse Club. A aposta deu certo: o álbum homônimo de Christina foi um gigantesco sucesso, dando origem a vários chart-toppers (Genie in a Bottle, o maior deles; Come On Over; I Turn to You; What a Girl Wants) e vendendo 10 milhões de cópias no mundo.

Christina não conseguiu exceder a popularidade de Britney mas, nos Grammys, ela obteve uma vitória ao conseguir o prêmio de Best New Artist, troféu que todos apostavam que iria para Spears.

Com seu segundo álbum, Stripped, Christina se consolidou como um dos atos pop mais bem-sucedidos da atualidade. O primeiro single, Dirrty, apresentava Aguilera de maneira extremamente chocante: suja, semi-nua, trashy. A música foi um gigantesco sucesso e o CD, cheio de músicas motivadoras e poderosas (Beautiful, o maior hit; Fighter; The Voice Within), vendeu mais de 11 milhões de cópias mundo afora.

Apesar do estrondoso sucesso do álbum, da consolidação no mundo pop e o fato dela ter uma voz extremamente poderosa, Aguilera continuava na sombra de Spears: aparecer com uma imagem juvenil e se transformar numa figura extremamente sexual era um caminho que já tinha sido traçado pela sua "rival".

Christina sempre tira longos descansos entre um CD e outro. Entre seu primeiro álbum e Stripped se passaram três anos. O terceiro só foi lançado quatro anos depois.

Com Back to Basics, Christina se reinventou mais uma vez. No CD duplo, Aguilera homenageava atos como Nina Simone e usava influências do jazz. O álbum não alcançou o sucesso de seus antecessores mas também não foi nenhum fracasso.

No fim de 2008, Christina lançou uma coletânea para comemorar seus dez anos de carreira. A sua performance nos VMAs daquele ano, onde ela apresentou o single Keeps Getting Better, foi acusado de copiar Lady Gaga que, na época, tinha acabado de surgir na mídia.

Christina tem uma voz extremamente poderosa, não costuma ser super exposta, está na indústria faz mais de uma década (algo extremamente raro para um cantor que surgiu no gênero teen pop. Aguilera, Justin Timberlake e Britney são, até agora, os únicos atos que apareceram em cena com essa imagem juvenil e aguentaram uma decada no topo) e seus álbuns costumam ser de boa qualidade (não a toa, ela não teve nenhum grande fracasso).

Apesar disso tudo, Aguilera tem seus pontos fracos: ela nunca conseguiu, por exemplo, um momento só para ela em baixo do holofote. Até cantoras menos estabelecidas, como Katy Perry e Rihanna, tiveram seus momentos de "destaque". Isso nunca aconteceu com Christina que, apesar de milhões de cópias vendidas, sempre ficou na sombra de outras artistas pop, mais especificamente na de Britney Spears.

Além disso, enquanto outras cantoras pop pelos menos fingem ser simpáticas, Christina passa uma imagem arrogante em todas as suas entrevistas. E mais, não importa o quão camaleônica ela tente ser, suas mudanças de look serão sempre ofuscada pela sua maquiagem extremamente excessiva e sempre igual: muito pó, lábios ultra vermelhos, etc.

Os lançamentos: Not Myself Tonight, o primeiro single, já está em rotação nas rádios e nos canais de vídeos musicais. O álbum, Bionic, chega as lojas em junho.

O que esperar: Não se sabe. O CD, que terá 16 faixas, tem a colaboração de artistas extremamente inovadores que quase nunca trabalham com artistas pop mainstream: M.I.A., Sia, Ladytron, LeTigre e Santogold. Ela também trabalhou com produtores de R&B (Tricky Stewart, Polow de Don) e sua antiga colaboradora Linda Perry (responsável por todos os maiores hits de Stripped).

Buzz: A RCA Records não economizou na hora de promove-la.

Através do site oficial, a gravadora criou enormes expectativas. Ao longo de uma semana, foram revelados pequenos detalhes sobre o álbum: a capa, a capa e o título do primeiro single, a letra da música e um pequeno preview da mesma.


Promoção de Christina Aguilera em Times Square, Nova Iorque

Finalmente, no dia 23 de março, Not Myself Tonight, foi lançada simultaneamente em rádios de todo o mundo. Resultado: extrema decepção. A música, produzida por Polow de Don, não só soava extremamente genérica, com letras patéticas ("I'm kissing all the boys and the girls". Uau Christina, vida loka essa a sua!) como também era muito pouco catchy. Não deu outra: a canção não causou nenhum impacto nas paradas, vendendo poucas cópias e recebendo baixa rotação nas rádios.

Havia esperança que o vídeo musical criasse mais interesse na música. E, por isso, o lançamento do clipe no Vevo, site de musica do Youtube, também foi altamente promovido. Mas a estréia do vídeo, no dia 30 de abril, só confirmou o fracasso da música: extremamente mal recebido, o clipe foi acusado de copiar Gaga e Madonna (de novo, na sombra de outras artistas pop) e de tentar chocar só por chocar.



Apesar desse início extremamente frustrante, Aguilera tem muitas aparições high profile marcadas para os próximos meses: performances na Oprah, no Today Show, no MTV Movie Awards e na final de American Idol, um VH1 Storytellers dedicado a ela e promoção na Europa. Mas muito dificilmente qualquer uma dessas apresentações mudaram o destino de Not Myself Tonight.

Não se sabe o quanto o single revela sobre o álbum. Resta torcer para que Bionic seja melhor do que a música de estréia e que Aguilera consiga dar a volta por cima.

Can't Be Tamed - Miley Cyrus



A artista: Eu já fiz longos textos sobre a Miley nesse blog pelo menos duas vezes. Então, ao invés de escrever tudo de novo, vou linkar para esse post. Mas em resumo: Miley é mega ultra odiada e, apesar disso, tudo que ela faz é um enorme sucesso.

Os lançamentos: Can't be Tamed é o nome tanto do single, que acaba de ser lançado, quanto do CD, previsto para o dia 22 de junho.

O que esperar: De acordo com a própria Miley, pop com uma pegada eletrônica na mesma veia que Lady Gaga (mas ó, acho que tá mais para Britney).

Buzz: O clipe de Can't be Tamed teve sua estréia no E! News, o noticiário de entretenimento do E!, que também estreou Telephone de Lady Gaga e Beyoncé. O vídeo foi altamente promovido pelo canal antes de sua estréia, anunciando-o como "o novo capítulo na carreira de Miley".



E qual é esse o novo capítulo? O mais previsível possível, é claro. Seguir os passos de Britney Spears (insira sua piada sem graça sobre raspar a cabeça e ter um meltdown aqui).

E olha, eu acho um saco essas pessoas que batem na tecla de "as garotas de hoje em dia acham que crescer é tirar a roupa" (zzzz) ou, pior, "as crianças estão sendo corrompidas" mas achei meio brochante Miley seguir o caminho de Britney de maneira tão literal. Elas sempre tiveram similaridades, óbvio: fama gigantesca, milhões de fãs no mundo inteiro, músicas pop de sucesso e uma pré-disposição para atrair controvérsia. Acontece que dar uma de Britney circa 2002 é algo TÃO previsível e Cyrus estava indo muito bem seguindo seu próprio caminho (Party in the USA anyone? 4 milhões de cópias vendidas nos EUA e 116 milhões de views no Youtube). Capa de CD com a barriga de fora? Em pleno de 2010? Please...


Mmm...

Mas enfim, como todas as músicas de Cyrus, Can't be Tamed é catchy, divertida e provavelmente será um grande sucesso. Em uma semana, a música já foi escutada 3 milhões de vezes no Youtube e, em questão de dias, o vídeo musical, que lembra bastante Brit Brit mas tem sim suas qualidades, ultrapassou 1 milhão de views em 3 dias.

O vídeo é uma metáfora: Miley quer abrir suas asas, não ficar enjaulada na gaiola Disney para sempre.

Em Can't Be Tamed, Miley avisa aos seus potenciais namorados: não posso ser domada, não posso ser culpada, não posso ser mudada. Se eles entenderem isso, ela conclui, elas podem fazer mágica juntos.


O álbum é supostamente o último CD da garota por um tempo. Depois disso, ela irá se dedicar a filmes e atuação.

Apesar da imagem "madura" e da mensagem de liberdade, a Disney continuará apoiando fortemente Cyrus: um dos shows da última turnê da garota será exibido como um especial em horário nobre na ABC, canal aberto da companhia, e ela aparecera em todos os principais programas da emissora como o Good Morning America e Regis and Kelly. Ela também irá promover o CD no Canadá (onde fará a primeira performance ao vivo de Can't be Tamed no Much Music Awards) e na Europa.

Recovery - Eminem


Capa do primeiro single (artwork do álbum ainda não foi revelada)


O artista: Não é um exagero dizer que Eminem é uma lenda viva. Um dos rappers mais bem sucedidos de todos os tempos, ele foi o artista que mais vendeu na última década (80 milhões de unidades), teve um filme de enorme bilheteria (8 Mile lucrou 243 milhões de dólares em 2002) e recebeu 171 prêmios, incluindo 11 Grammy's e 1 Oscar (por Melhor Música Original com Lose Yourself).

Seus selling points: além de ser um rapper extremamente talentoso, ele era branco (o unico rapper branco a alcançar tamanho prestígio e sucesso) e extremamente controverso, sempre arranjando briga com as figuras de moda (Britney, Christina, Fred Durst, Mariah Carey, Moby and the list goes on) e zombando de maneira divertida da cultura pop. Além disso, com sua dura história de vida, que era tema de muitos dos seus raps, ele mesmo se transformou num personagem (sua vida deu origem, afinal, ao filme 8 Mile).

Em 2005, ao encerrar a promoção de seu quinto álbum, Encore, Eminem entrou em hiatus para tratar sua depressão e seu vício em drogas de prescrição.

Ele voltou ano passado com Relapse. O título era uma referência, claro, ao seu meltdown que o forçou a pausar sua carreira. Isso ficou ainda mais óbvio quando a capa do álbum foi revelado: milhões de pílulas que, juntas, formavam uma imagem do rosto do rapper.


Capa do CD Relapse: referências ao vício de Eminem em pílulas de prescrição

O CD de retorno de Eminem obviamente não foi fracasso: teve uma das maiores vendas de primeira semana do ano e deu origem a três top 10 hits (inclusive Crack a Bottle que alcançou o primeiro lugar). Mas o álbum também não foi um grande sucesso: Eminem não parecia ter evoluído muito e seu estilo parecia stuck em 2003.

O segundo single do álbum, por exemplo, We Made You, trazia de volta a zombaria do rapper em relação a cultura pop. Na música, Eminem provava que continuava um assíduo leitor das revistas de fofoca: ele fazia provocações a Jessica Simpson e Tony Romo, Britney Spears, Kim Kardashian, Bret Michaels e seu reality show Rock of Love, Sarah Palin, Ellen DeGeneres e Portia DeRossi, Lindsay Lohan e Samantha Ronson, Jennifer Aniston e John Mayer, Miley Cyrus, Amy Winehouse e assim por diante. A música era até divertidinha mas, né? Eminem precisava move on. Os tempos mudaram, a gente não quer ouvir na rádio musquinha estilo flashback 2002 (até porque 2002 foi a muito pouco tempo atrás para causar qualquer tipo de nostalgia).

Quando Relapse foi lançado, Eminem anunciou que o álbum teria duas partes e Relapse 2 deveria ser lançado entre o fim de 2009 e o começo de 2010. Isso acabou não acontecendo. O rapper acabou produzindo um novo CD e deu a ele o título de Recovery (Recuperação).

Os lançamentos: O primeiro single, I'm Not Afraid, acaba de ser lançado. O álbum, Recovery, chega as lojas dia 18 de junho.

O que esperar: Quando Relapse foi lançado, Eminem anunciou que o álbum teria duas partes e Relapse 2 deveria ser lançado em novembro de 2009.

Em novembro, ao invés do segundo volume, ele re-lançou o álbum com algumas músicas inéditos. O lançamento do CD inédito foi adiado para 2010.

Em abril, ele anunciou que o projeto tinha mudado de título. O novo álbum seria entitulado Recovery. "O material acabou ficando muito diferente do CD anterior e, por isso, resolvi que o novo projeto merecia um título próprio", afirmou.

De acordo com o próprio rapper, o novo álbum será bem mais pessoal que o anterior.

Buzz: O primeiro single, Not Afraid, foi lançado digitalmente dia 3 de maio. A música, com uma qualidade muito mais alta do que as músicas do álbum anterior, foi extremamente bem recebida: além de entrar no top 10 no iTunes de todos os países onde a música foi lançada (20 países. Ela só não foi lançada oficialmente na Grã-Bretanha, na França e na Alemanha), ela alcançou o topo nos EUA (onde deve estrear no topo do Billboard Hot 100 semana que vem), no Canadá, na Austrália, no Japão, na Suécia, na Itália e na Suíça.


Not Afraid - Eminen

No rap, Eminen fala sobre como superou seus demônios e promete nunca mais decepcionar os fãs, admitindo que o último CD, Relapse, era medíocre. O refrão é extremamente motivador: I'm not afraid to take a stand/Everybody come take my hand/We'll walk this road together, through the storm/Whatever weather, cold or warm/Just let you know that, you're not alone/Holla if you feel that you've been down the same road (Eu não tenho medo de tomar um partido/Todo mundo segure minha mão/Nós atravessaremos essa estrada juntos apesar da tempestade/Seja qual for a temperatura, esteja quente ou frio/Só quero que você saiba que você não está sozinho/Grite se você acha que já esteve na mesma situação).

Com a música de trabalho inicial sendo tão bem recebida, não há duvida que Recovery será mais um grande sucesso na carreira de Marshall Mathers.


Teenage Dream - Katy Perry


Capa do primeiro single (artwork do álbum ainda não foi revelada)

A artista: Katy Hudson cresceu no Sul da Califórnia. Filha de pastores, ela lançou, em 2001, um álbum homônimo de música gospel. Obviamente, sua carreira como cantora religiosa não deu muito certo e Katy mudou seu nome artístico (adotando o sobrenome de solteira de sua mãe, Perry, para se diferenciar da atriz, Kate Hudson) e foi atrás de novas oportunidades.

Depois de muitos contratos e projetos que não foram para frente, Katy finalmente assinou um contrato com a Capitol Records. Com seu primeiro single, Ur So Gay, a imagem da interprete foi estabelecida: despojada, irreverente e colorida. A música fez sucesso na internet mas foi com seu segundo single, I Kissed a Girl, que Perry explodiu em todo o mundo. Hot and Cold, a terceira música de trabalho do álbum, também foi um gigantesco fenômeno mundial.

Desde que apareceu em cena, no fim de 2007, Perry não teve descanso: promoção de seu CD (One of the Boys), singles extremamente bem sucedidos, colaborações de sucesso (Starstruck com o 3OH!3 e If We Ever Meet Again com Timbaland) e um romance high profile com o comediante Russel Brand.

Os selling points de Katy Perry: sua personalidade e estilo extremamente irreverentes, suas músicas pop chiclete (todas produzidas pelo atual Papa do pop, Dr Luke) e, claro, sua beleza.

Os lançamentos: O primeiro single, California Gurls, acaba de ser lançado. O álbum, Teenage Dream, chega as lojas em agosto.

O que esperar: Katy afirmou que com a grande quantidade de bem sucedidas cantoras em cena no momento -- Rihanna, Ke$ha, Lady Gaga -- existia a possibilidade dela acabar ficando para trás. Por isso, ela estava decidia a fazer um álbum unico, que a diferenciaria da concorrência.

Mais tarde, ela revelou: "é um CD completamente veranesco e super anos 90! Pense em patins, Ace of Base, anos 90, Cindy Lauper e muitas, muitas cores".

Buzz: Oi? Diferente? Katy, meu amor, ninguém que quer fazer um álbum que se diferencie de todas as outras artistas pop chama os dois produtores mais prominentes da história do pop, Dr. Luke e Max Martin (responsáveis não só pelos maiores hits de Katy como também de Britney, Miley, Ke$ha, Avril, Kelly Clarkson, Pink, Flo-Rida, Backstreet Boys e Nsync) para produzi-lo.


California Gurls - Katy Perry (ft. Snoop Dogg)

A capa de California Gurls é um arraso, mega anos 90 e muito bonita. E o single também é bem catchy e divertido. Só que não tem uma gota de "diferente" ou de "anos 90" nele. Muito pelo contrário. Lembra bastante, por exemplo, TiK ToK, um dos maiores hits desse ano (também produzido por Dr. Luke).

Katy diz que o primeiro single tem como objetivo "fazer, para a West Coast, o que Empire State of Mind (o gigantesco hit de Jay-Z e Alicia Keys) fez para Nova Iorque". Isso também é meio risível porque enquanto a música de Jay era realmente uma tocante homenagem a Grande Maçã, a música de Perry é só um bubblegum pop com letras divertidas mas insossas (e Soul Kid fez uma "tocante homenagem a Cali" primeiro. We Got More Bounce in California
anyone?).

Para prover meu ponto, vamos dar uma olhada na letra: California girls/We're unforgettable/Daisy Dukes, bikinis on top/Sun-kissed skin/So hot will melt your popsicle/Oooooh Oh Oooooh/California girls/We're undeniable/Fine, fresh, fierce/We got it on lock/West coast represent/Now put your hands up/Oooooh Oh Oooooh (Garotas californias/Nós somos inesquecíveis/Short curtinhos e bikinis/Pele bronzeada/Tão quentes que vamos derreter seu picolé/Oooooh Ooooh/Garotas californias/Não tem como negar/Lindas, frescas e ferozes/Nós somos demais/Representando a Costa Oeste/Agora bote suas mãos no ar). Divertido? Sim. Homenagem? Hmm... não. Sex on a beach/We get sand in our stilletos/We freak/In my Jeep/Snoop Doggy Dog on the stereo (Sexo na praia/Nós temos areia em nossos salto altos/Nós enlouquecemos no meu Jeep/Ao som de Snoopy Doggy Dog).

Enfim, parece que Katy Perry não tem muita noção do que fala. Mas a função de Perry é apenas uma: produzir
hits pops divertidos. E isso, a julgar pelo novo single, parece que ela continuará fazendo. Welcome back Katy!
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Quem também lança álbum esse verão é Enrique Iglesias. Iglesias continua relevante lá na Europa mas aqui no Brasil e nos EUA ele já tá meio
past it's peak (eu gosto dele though). O novo CD, Euphoria, será metade em inglês, metade em espanhol e eu tenho que dizer que eu super aprovei o primeiro single: Like It. A música, produzido por RedOne (o produtor de Gaga), tem uma vibe divertida anos 80 e tem samples do mega hit de Lionel Richie, All Night Long. A música será usada na nova temporada de Jersey Shore (que, caso você não lembre, foi um gigantesco fenômeno pop nos EUA no ano passado).

O primeiro
single em espanhol, Cuando Me Enamoro, também é bonitinho

segunda-feira, 29 de março de 2010

Kids' Choice Awards 2010



André, você vai comentar ATÉ os Kids' Choice Awards? Pois é... não queria banalizar essa coisa de comentar as premiações mas me deu vontade de comentar essa. Vai ver é a nostalgia?

Diferente da maior parte das crianças brasileiras da minha idade, que eram obcecadas com o Cartoon Network, eu cresci assistindo a Nickelodeon (que, nos EUA, é o canal infantil mais visto faz quase duas decadas. Nem o Disney Channel o supera) e os Kids' Choice eram A premiação que eu não podia perdeu. Eu assistia religiosamente ano após ano e amava.

Naturalmente, hoje em dia eu já não vejo mais tanta graça nos Kids' Choice. Depois de muito tempo sem assistir, eu vi a do ano passado e fiquei um pouco decepcionado. Mas, esse ano, fui de novo dar uma olhada e... bom, não foi incrível mas foi interessante.


Então, para quem não sabe, o grande negócio dos Kids' Choice, além de premiar os artistas favoritos das crianças, é ver as celebridades sendo slimed. Ou seja, serem cobertas por aquela gosma verde que é uma das trademarks da Nick.

Esse ano as grandes "vítimas" foram Tina Fey, Steve Carrel (ambos promovendo Date Night), Robert Downey Jr. (promovendo Iron Man 2) e, o melhor de todos, a cantora Katy Perry.

Gente, foi MUITO bom ver a Katy Perry sendo slimed, eu me senti com 9 anos de novo.

Olha, vou ser sincero sobre minha opinião em relação a Katy Perry: costumo acha-la meio annoying. Ela me parece ser aquele tipo de pessoa que tenta desesperadamente ser engraçada e fracassa (vide o Twitter da moça), é toda bff do Perez Hilton que é a pseudo-celebridade que eu mais odeio (e aquele site dele é bizarramente ruim: fofocas com três dias de atraso, piadas sem graça e grandes doses de sexismo. Não curto) e tenta se vender como "compositora" quando, na verdade, ela é só mais um fantoche do Dr. Luke.

Por outro lado, ela é carismática, estilosa e bonita e suas músicas são divertidas (e eu acho ela e o Russel Brand um casal super fofinho).

Porém, nos Kids Choice Awards, eu estava mais inclinado a não gostar dela porque, por algum motivo, ela achou de bom tom apresentar o prêmio falando que nem uma débil mental (sabe aquela voz que você faz quando você fala com bebê? Pois é).



Então foi extra hilário ver aquele jato de slime acertando a cara dela e a jogando no chão. OK, foi extremamente violento e parece ter doido... mas foi por isso que foi engraçado! Sim, as vezes eu tenho o senso de humor de uma criança de 9 anos.

Obviamente, Katy estava preparada para ser slimeada: a peruca era pra proteger o cabelo dela e o vestido (que não era o mesmo com o qual ela tinha chegado) era impermeável. Mas o momento pareceu autêntico, o que me faz acreditar que ela esperava um jato muito menos intenso.

Quanto aos ganhadores: os Jonas Brothers estão ficando no passado. Esse ano, os irmãos não levaram nenhum dos prêmio ao qual foram indicados (Nick e Joe Jonas perderam para Cole Sprouse, um dos gêmeos protagonistas de Zack & Cody: Gêmeos em Ação, no prêmio de Melhor Ator de Televisão e os Jonas Brothers perderam para os Black Eyed Peas como Melhor Banda). Miley, indicada a quatro prêmios, só levou um (Melhor Atriz de Cinema pelo filme de Hannah Montana) perdendo para Taylor Swift em Melhor Cantora e Melhor Canção (Party in the USA perdeu para You Belong with Me) e para Selena Gomez, de Wizards of Waverly Place, como Melhor Atriz de Televisão.

O mais surpreendente foi Lua Nova, o segundo filme da saga Crepúsculo, não ter levado o prêmio de Melhor Filme para casa, perdendo para Alvin & os Esquilos 2. A série escrita por Stephanie Meyer também perdeu o blimp de Melhor Livro para Diary of a Wimpy Kid. Porém, o grande fenômeno da literatura foi reconhecido: Taylor Lautner foi escolhido como Melhor Ator de Cinema e Jacob e Bella como Melhor Casal.

Apesar da premiação ser da Nick, as estrelas da casa tem sido ofuscada pelas do Disney Channel. Mas o canal recuperou um pouco da honra ao ver iCarly ser escolhido como Melhor Programa de TV e Bob Esponja como Melhor Desenho.

Alias, essa briga Disney vs. Nick continua dando o que falar. Apesar da Nickelodeon continuar sendo o canal mais visto entre o público alvo e iCarly e Bob Esponja serem os líderes na programação infantil, o canal da Viacom não consegue de jeito nenhum criar gigantescas estrelas e grandes franchises como a corporação do Mickey.

De acordo com o L.A. Times, rolou climão entre os executivos de ambos os canais quando a Nick se recusou a dar espaço no tapete laranja para muitas estrelas indicadas. Enquanto os grandes nomes (Selena, Demi, JoBros) tiveram tratamento normal (incluindo passar pelo tapete onde foram fotografados por centenas de fotógrafos e deram entrevistas), outros artistas da Disney, como Sterling Knight, protagonista masculino de Sonny with a Chance, e Jennifer Stone, parte do elenco de Wizard of Waverly Places, ambos programas indicados a Melhor Seriado, tiveram que entrar pela entrada do povão e não tiveram a chance de falar com a imprensa.

Enquanto isso, o elenco completo de todos os programas da Nick, incluindo iCarly, BrainSurge, The Troop e Tru Jackson V.P., tiveram tratamento normal, passando pelo tapete laranja e posando para as câmeras.

A lista com todos os ganhadores pode ser vista aqui.

Michelle Obama, a Primeira Dama, foi reconhecida com um prêmio especial pelo sua campanha para acabar com a obesidade nos EUA. Ela, que se encontrava em Washington, agradeceu via satelite.

A premiação foi apresentada por Kevin Smith (protagonista do defunto sitcom King of the Queens e estrela de vários filmes de comédia ruins, como Mall Cop, que foram grandes sucessos nos EUA mas não causaram repercussão no resto do mundo) que eu achei uma péssima escolha e um sério downgrade de alguns dos apresentadores passados (Justin Timberlake, Mike Myers e Cameron Diaz, etc).

Rihanna e Justin Bieber foram os dois performers da noite.



Rihanna foi uma das escolhas mais aleatórias ever. Além dela atualmente não ser excepcionalmente popular com crianças, seu último CD, intitulado Rated R (que, nos EUA, equivale a "Proíbido para Menores de 18 anos), não tem UMA música que seja apropriada para o público mais jovem.

A caribenha cantou um medley que incluía Rude Boy, Hard (ambas devidamente censuradas. Ou seja, ela mal cantou qualquer uma delas) e Please Don't Stop the Music.


Mas o ponto alto da noite, que fez todas as garotas de 10 anos presentes caírem em prantos, foi a performance da atual sensação teen Justin Bieber. O interprete de 16 anos não foi indicado a nada (pois ele ficou popular depois que as nominações já estavam encerradas) mas a sua apresentação de Baby levou o público ao delírio.

Em tempo, achei essa matéria do L.A. Times interessante. Ela comenta sobre a ausência na televisão de programas infanto-juvenis com garotos no papel principal. De acordo com pesquisas, meninos estão cada vez mais tolerantes na hora de assistir programas estrelando garotas e hoje em dia eles se identificam com personagens femininos sem nenhum problema. É um grande contraste se comparado com a situação na minha infância: nos anos 90, os executivos acreditavam que um programa que tinha como protagonista garotas iria afastar o publico masculino enquanto meninas assistiam programas estrelando meninos sem nenhum problema. Conclusão: nos anos 90, era raro programas infantis estrelando garotas. Créditos a Hilary Duff e Lizzie McGuire por mudar o panorama da televisão infanto-juvenil.

Also, depois do gigantesco sucesso de iCarly, Drake & Josh e Zoey 101, a Nick está apostando todas as fichas em Victorious, um novo programa de Dan Schneider, o criador de todos esses hits. O New York Times faz um profile do hit maker
. A Nick tem a esperança que Victoria Justice, a protagonista do programa, alcance o super-estrelato (até o momento, nenhuma das estrelas do canal conseguiram esse feito).

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Chart watch: Na Australia, Replay is stuck on replay



No Reino Unido, Replay foi desbancado do topo por Fireflies. Agora, o inverso acontece na Austrália: a música do Owl City perde a primeira colocação (depois de 5 semanas) para o single do caribenho Iyaz.


Replay - Iyaz

Também na Australia, Mumford & Son continua obtendo grande sucesso com Little Lion Man que, essa semana, alcança a terceira posição. É um grande feito para a banda britânica pois eles cantam folk e os charts do país oceânico são completamente dominados por pop made in USA.


Na Australias, os britânicos do Mumford & Son conseguem um gigantesco hit folk numa parada dominada por bubble gum pop

Little Lion Man - Mumford & Sons

Duas novas músicas entram no top 10 essa semana: Memories do David Guetta com Kid Cudi e Do You Remember? do Jay Sean (na nona e na décima posição respectivamente). Bad Romance, Whatcha Say e Empire State of Mind continuam firmes e fortes entre as dez mais vendidos.

A parada de CDs australiana continua um gigantesco tédio com Susan Boyle ainda no topo pela 11ª semana. Também no top 5: Mumford & Son, Lady Gaga, Michael Bublé e Ke$ha.

Com o início de sua turnê australiana, Taylor Swift volta para o top 10 com o seu CD Fearless atingindo a sétima posição. Já a banda de rock Muse sobe para o sexto lugar graças ao novo single Undisclosed Desire (atualmente na 11ª colocação nas paradas de single).

Atos britânicos estão com força na Austrália: além de Susan Boyle (primeiro), Mumford & Son (segundo) e Muse (sexto), Lily Allen continua no top 15 com
It's Not Me It's You (11º lugar) mais de 1 ano depois do lançamento do álbum. Florence & the Machine, que foi o grande fenômeno no Reino Unido ao longo do ano passado, está começando a conquistar o resto do mundo e o país oceânico é um dos primeiros a morder a isca. Essa semana, o álbum Lungs alcança sua posição mais alta até o momento, 12º lugar, e obtém um disco de ouro.

No Reino Unido, Fireflies segue na primeira posição nas paradas de single com 78 mil cópias comercializadas ao longo da semana.


Jedward, a dupla formado pelos gêmeos John & Edward, que causou enorme sensação na última edição do The X Factor, estréia em segundo lugar com o single Under Pressure que, além de usar pedaços da música de mesmo nome do Queen, conta com a participação do rapper Vanilla Ice e samples de Ice, Ice Baby.

Na minha opinião, o fato de singles físicos não serem mais popular foi o que manteve os gêmeos fora da primeira posição. Na época que as pessoas compravam singles em lojas de departamento, era comum músicas "piadas" alcançarem o topo. Porém, agora 90% das vendas de singles vem de lojas virtuais como iTunes e isso fez com que as pessoas meio que perdessem o hábito de comprar músicas "engraçadas" e se concentrassem em comprar apenas aquilo que elas realmente tem interesse em ouvir (afinal, as músicas baixadas via iTunes vão direto para o iPod).

Mesmo assim, alcançar o top 2 é um grande feito para os gêmeos. No começo da semana, Under Pressure quase ultrapassou a música do Owl City (na quarta-feira, apenas 24 cópias separavam os dois singles) mas, nos últimos dias, a música perdeu muitíssima força. No fim, os gêmeos ficaram a 20 mil cópias de distância de Owl City, com 50 mil cópias comercializadas.

Quatro anos atrás, Timbaland era inescápavel: Sexyback, What Comes Around Goes Around, 4 Minutes (to Save the World), Promiscuous Girl, Maneater, Say It Right, Apologize e Give It to Me foram todos enormes sucessos que tocaram sem parar nas rádios e alcançaram o topo em inúmeros países. O sucesso do produtor foi tão avassalador que sua música acabou ficando datada: o estilo dele nos remete imediatamente a 2005 ou 2006.

Por isso, o seu CD Shock Values II, continuação do álbum de mesmo nome lançado em 2005, não obteve grande repercussão nos EUA e em quase nenhum lugar do mundo apesar de ter participação de muitos dos artistas mais populares do mundo (Miley Cyrus, Katy Perry, Shakira, Drake, Justin Timberlake).

If We Ever Meet Again (ft. Katy Perry) - Timbaland

No Reino Unido porém (onde o primeiro
Shock Values ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas) o produtor continua em alta: If We Ever Meet Again, que tem a participação de Katy Perry, alcança a terceira colocação no país. É o segundo top 10 hit do CD na Grã-Bretanha (Morning After Dark, o primeiro single, alcançou o sexto lugar).


Katy Perry e Timbaland: mistura que deu certo no Reino Unido

A julgar pelas paradas das últimas semanas, colaborações com Katy Perry são uma boa maneira de causar barulho na Grã Bretanha: além de Timbaland, a banda 3OH!3 também conseguiu um gigantesco sucesso no país com Starstrukk que só essa semana saiu do top 5, onde ficou por quase 2 meses (atualmente está sétimo lugar). Outra música que no Reino Unido saiu da lista dos 5 mais vendidos foi Replay (sexto).


Empire State of Mind (part 2) - Alicia Keys

Empire State of Mind Part 2
da Alicia Keys continua subindo nas paradas. Apesar de não ser um single oficial, a música alcança o quinto lugar. A versão original, dueto com Jay-Z, alcançou a segunda posição no país no fim do ano passado.


A música Don't Stop Believin', sucesso de 1984 da banda americana Journey continua seu impressionante revival no país europeu: desde novembro do ano passado, quando Joe McElderry cantou o sucesso dos anos 80 no The X Factor, a canção está entre as dez mais vendidas (essa semana, ela está em nono). Agora, com a estréia de Glee na TV local, a versão do elenco do programa também tem obtido vendas altas, se mantendo dentro do top 5 pela terceira semana consecutiva (essa semana, em quarto lugar).

Também entre os dez mais vendidos: One Shot do JLS (em oitavo) e Won't Go Quietly do Example (em décimo).


Apesar de não ter conseguido penetrar o top 10 com seu primeiro single,
Hollywood, Marina and the Diamonds (que, alias, é uma interprete solo. A última moda são cantores solos com nome de banda: Marina and the Diamond, Owl City, Bat for Lashes, Florence + the Machine) é a grande aposta para ser a revelação de 2010 (assim como Florence and the Machine foi a grande revelação de 2009) e seu álbum, que será lançado dia 22, deverá ter vendas bastante sólidas e estáveis ao longo do ano (quando Florence conseguiu seu primeiro top 10 hit, no comecinho desse ano, seu álbum já tinha vendido mais de 500 mil cópias).



Na parada de CDs, Alicia Keys alcança o primeiro lugar com The Element of Freedom. É a primeira vez que a cantora e compositora americana alcança o topo no Reino Unido. Enquanto a atual era da cantora de R&B bate recordes na Grã-Bretanha, nos EUA ela tem tido uma resposta mais morna: as vendas do seu álbum atual são altas mas não fenomenalmente altas como os seus 3 lançamentos anteriores e os críticos não receberam o CD com tanto animo, afirmando que o material tem qualidade inferior quando comparado aos trabalhos anteriores da interprete. Enquanto isso, no Reino Unidos, muitos apostam que Element irá ultrapassar as vendas de quase todos os CDs da cantora (só vai ser difícil ultrapassar o primeiro, Songs in a Minion, que vendeu mais de 1 milhão de cópias no UK).

Porque o CD, que quase todos concordam ser o mais inferior da carreira de Alicia e que não tem obtido grande sucesso nos EUA, se tornou um sucesso tão grande na Grã-Bretanha? Para começar, ela começou a promoção do álbum no The X Factor que tem o poder de impulsionar gigantescamente a popularidade de seus convidados. A aparição dela no reality fez com que Doesn't Mean Anything (que fracassou nos EUA) alcançasse o top 10 (um dos poucos singles dela que conseguiu isso na Grã-Bretanha) e, com isso, fez com que as rádios também botassem a música em alta rotação. Depois do sucesso do single inicial, Alicia conseguiu outro gigantesco hit com Empire State of Mind (Part II), continuação do mega sucesso dela com Jay-Z, que também contou com enorme apoio das rádios.

O violinista austriaco Andre Rieu passa na frente de Paolo Nutini e Florence & the Machine e alcança o segundo lugar com Live from Vienna. Pela primeira vez desde que o ano começou, o músico escocês e a cantora indie pop não aparecem no top 2 (estando em terceiro e quarto respectivamente).

Corinne Bailey-Rae, que obteve um enorme hit com Girl Put You Records On e cujo primeiro CD obteve vendas altíssimas em todo o mundo, estréia em quinto lugar com o seu aguardado segundo álbum, The Sea.

Diferente do que aconteceu na Austrália e nos EUA, Ke$ha, maior aposta para ser o fenômeno pop de 2010, não conseguiu penetrar o top 5 na Grã-Bretanha com seu primeiro CD, Animal. O álbum estréia em oitavo lugar no país europeu.

Também no top 10: Lady Gaga (em sexto), a trilha sonora de Alvin e os Esquilos 2 (em sétimo), Peter Andre (em nono) e Mumford & Sons em décimo.