Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012: o ano na cultura pop

A voz



No dia 12 de fevereiro, depois de meses e meses sumida devido a uma delicada cirurgia nas cordas vocais, Adele fez seu triunfal retorno aos palco durante a cerimônia dos Grammy's em Los Angeles. Uma semana mais tarde, em Londres, ela agraciou os BRIT Awards. Em ambas as premiações, ela seguiu exatamente o mesmo roteiro: uma apresentação de Rolling in the Deep, o primeiro single de seu histórico segundo CD, 21, e a vitória em absolutamente todas as categorias.

Enquanto as apresentações foram fortemente promovidas como a grande volta da cantora, elas serviram, na verdade, como uma despedida. A aparição dela no BRIT Awards, no dia 21 de fevereiro, foi sua última aparição pública ao longo do ano.

Em junho, no mesmo dia que Tom Cruise e Kate Holmes anunciaram seu divórcio, um porta-voz da artista anunciou que ela esperava seu primeiro filho. Não foi coincidência: o anúncio foi feito horas depois do divórcio mais high profile do ano exatamente para que a notícia, que seria manchete global em qualquer outro dia, passasse relativamente despercebida. No fim de outubro, Adele deu a luz. Nada se sabe sobre a criança, a não ser que é um menino.

Algumas semanas antes de ter seu filho, Adele lançou Skyfall, a música tema do novo filme de James Bond. O dia do lançamento -- uma sexta-feira -- prejudicou o posicionamento da música nas paradas de single global. Contudo, o single rapidamente se transformou no tema do 007 mais vendido de todos os tempos.

O fato dela ter passado o ano quase que reclusa não impediu que 21 fosse, pelo segundo ano consecutivo, o álbum mais vendido de ano em todo o mundo e continuasse quebrando todos os recordes possíveis e imagináveis.

As músicas

No fim de 2009, eu achei que seria impossível uma música ser mais onipresente do que I Gotta Feeling foi naquele ano. Demorou três anos mas, no final das contas, eu fui proved wrong.

Assim que eu ouvi Call Me Maybe pela primeira vez, em fevereiro, eu vim correndo fazer um post. Foi só ouvi uma vez que eu reconheci ali um enorme hit em potêncial. Em abril, a música alcançou o top 10 nos EUA. No mesmo mês, ela alcançou o topo no Reino Unido e na Austrália. No fim de junho, Call Me Maybe alcançou o primeiro lugar nos EUA, onde ficou por intermináveis nove semanas.



Trifecta EUA-AU-UK alcançada, não demorou muito para a música explodir em todo o resto do planeta e virar um sucesso viral covered não só pelos pioneiros Selena e Justin mas também pelo Time Olímpico de Natação dos EUA; por Katy Perry; por Cookie Monster; pelo Neymar; pelos vendedores da Abercrombie & Fitch; pela marinha dos EUA; pelo exército dos EUA; pelo elenco de Glee; por Barack Obama e por quem mais você conseguir imaginar.

Não sei vocês mas eu fui de achar a música uma fofura (em fevereiro) para querer me matar toda vez que eu escuto ela tocando (hoje em dia).

Porém, Call Me Maybe não foi a única múisca onipresente de 2012. Gotye, o cantor belgo-australiano, foi, na verdade, o primeiro smash hit do ano com seu absolutamente inescápavel Somebody That I Used To Know, colaboração com a neo-zelandesa Kimbra.

A música estourou em 2011 na Austrália (como já contei aqui), onde foi o segundo single mais vendido. Em fevereiro desse ano, a música alcançou o topo no Reino Unido. Em junho, impulsionado pelo uso da música no American Idol e uma performance de Gotye no Saturday Night Live, a canção atingiu o topo nos EUA.

Not surprisingly, Somebody That I Used to Know e Call Me Maybe foram, respectivamente, o primeiro e o segundo single que mais venderam em 2012. Nos EUA, as músicas foram as unicas ao longo do ano a ultrapassar 6 milhões de unidades vendidas (e ambas figuram entre as dez músicas mais vendidas de todos os tempos no país, com Gotye ocupando a sexta posição) enquanto, no Reino Unido, foram as únicas duas canções a ultrapassar 1 milhão de unidades em 2012. Elas ocuparam o topo em outros milhares de mercado mundo afora, incluindo a França e a Alemanha (o quarto e o quinto maiores mercados mundiais).



A outra música inescapavel do ano? Duh. Op-op-op-oppan Gangnam Style. A sensação coreana PSY atingiu o topo em todo o mundo e, com quase 1 bilhão de views, se transformou no vídeos mais assistido do YouTube de todos os tempos. O hit e a sua dançinha foram totalmente inescapaveis e, na Coréia do Sul, o sucesso da música foi tratado como um orgulho nacional (para comemorar, 100 mil pessoas se reuniram para uma grande festa no centro da cidade). Alguns dos grandes momentos da música -- como, por exemplo, o flash mob que atraiu 20 mil pessoas em Paris e a apresentação com Madonna -- foram tratados aqui e, esse mês, PSY cantou o sucesso para Barack Obama na Casa Branca.

A quarta música inescapavel do ano foi ignorada pelo mercado anglo-saxão mas abraçada por todo o resto do planeta e Brasil, pode comemorar (ou não), porque esse sucesso é nosso: Ai, Se Eu Te Pego de Michel Teló foi o sucesso do primeiro semestre do ano.

Na Alemanha, o quarto maior mercado do mundo, a música foi o maior sucesso digital da história, com quase 700 mil unidades vendidas. Na França, a música também superou Gotye e Carly Rae (que tiveram que se contentar com o segundo e o terceiro lugar) e acabará 2012 como o single de maior sucesso do ano, com 300 mil unidades comercializadas.



A lista de países que a canção atingiu o topo é interminável: Áustria, Alemanha, França, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Holanda, Itália, Espanha, México, Argentina, Chile, Grécia, Colômbia, Israel, Polônia e vários outros. Além disso, ela impulsionou músicas similares -- mais notavelmente Balada Boa de Gusttavo Lima (primeiro lugar na Itália, França e Holanda; terceiro lugar na Alemanha) -- a status de smash hit global.

Um dado depressivo: na França, o apetite por canções similares foi tanta que, além de Balada Boa, Bara Bará Bere Beré de Alex Ferrari também alcançou o topo por duas semanas. E se você está pensando "poxa, eu nunca ouvi essa música" é porque, apesar dela ser brasileira, ela é TÃO ruim que ela foi completamente ignorada por aqui (surra na cara do metido que acha que o Brasil tem o pior gosto do mundo).

[GENTE, PARA TUDO!!!!!! ACABEI DE DESCOBRIR Q MICHEL TELÓ TEM SUA PRÓPRIA VERSÃO DE BARA BARÁ BERE BERÉ! A que chegou ao topo na França não foi dele though]

O livro


Olha, achei que pior que "Crepúsculo" não dava para ficar (sorry, not a fan) mas, como diz o ditado, "nada está tão ruim que não possa piorar". Prova disso: o fenômeno literário do ano , 50 Shades of Grey (50 Tons de Cinza), nasceu vejam só vocês, como uma fanfic de Crepúsculo.

Apesar disso, os dois livros tem suas diferenças. A história de vampiros de Stephanie Meyers reflete os valores castos~ de sua autora mormon, com sexo só depois do casamento, uma heroína modesta etc. e tal. Já a trilogia da britânica E.L. James é um conto erótico cheio de sexo sadomaso.

Eu sou super a favor da libertação sexual feminina (anos 50 ligou e pediu seus tópicos de discussão de volta) e acho ótimo um livro soft porn direcionados a mulheres virar algo tão mainstream, discutindo na grande imprensa e lido sem vergonha por vovós, tias e adolescentes. Mas bom, acho que existem maneiras com mais qualidade das mulheres liberarem esse fogo interno~~ e suas inner godesses mas, né? Quem sou eu. Até porque não dá para ser mais clichê que heroína timida e desinteressante conhece homem controlador, milionário e obcecado por S&M e bondage (tá, tudo bem, essa última parte não é tão clichê mas só porque, até alguns meses atrás, ninguém se atrevia de deixar isso claro. Se vocês viram Amanhecer Parte I, vocês viram q a Bella e o Edwart curtem um S&M também).

Mas bom, independentemente da minha opinião pessoal, 50 Shades foi o fenômeno do ano com centenas de milhões de cópias comercializadas. Em agosto, foi anunciado que o primeiro livro da série de E.L. James tinha ultrapassado 5 milhões de unidades vendidas em seu país de origem e, por tanto, desbancado Harry Potter como o livro mais vendido de todos os tempos no Reino Unido desde que o Nielsen BookScan começou a acompanhar as vendas (em 1998). Levando em conta que o livro continua no topo dos mais vendidos até agora, o número total com certeza é considerável maior. Nos EUA, os três livros já tinham vendido mais de 20 milhões de unidades até julho (provavelmente deve ser o dobro disso agora).

Como de costume, uma franquia tão bem sucedida faz Hollywood salivar. Em março, quando o livro já estava a caminho de se transformar num fenômeno mas ainda não tinha se confirmado como o sucesso astronômico que acabou sendo, os direitos foram vendidos por 5 milhões de dólares para Universal, um valor bem alto ("O Código Da Vinci" foi vendido por 3.5 milhões). Mas a parte mais chocante é que o estúdio aceitou uma cláusula que especificava que a autora teria a palavra final em todas as grandes decisões (algo comum em filmes baseados em séries enormes -- J.K. Rowling, Stephanie Meyer e Suzanne Collins, todas estiveram super envolvidas na produção -- mas nunca especificado de maneira tão explícita no contrato).

Por outro lado, a dificuldade de adaptar um filme que é basicamente cena de sexo S&M atrás de cena de sexo S&M (incluindo uma cena que envolve um absorvente interno) é algo bem complicado, principalmente em Hollywood, que não gosta de espantar o dinheiro de ninguém. Talvez por isso, o desenvolvimento do filme não está indo tão de pressa quanto esperado (até o momento, nada -- a não ser quem serão os produtores e a roteirista -- foi oficialmente decidido).

De qualquer maneira, não restam duvidas: 50 Shades of Grey foi o livro de 2012.

Os programas de TV

Todo mundo ama zumbis: Walking Dead é o sucesso da temporada
Pela primeira vez na história, um programa de TV a cabo ocupou o topo da lista de programas de ficção mais vistos entre pessoas de 18 a 49 anos (for reference: o único demográfico que interessa aos anunciantes e, por tanto, o único que importa) nos EUA: Walking Dead, o elogiado seriados sobre zumbis da AMC, ultrapassou Modern Family, a comédia da ABC, para se transformar no maior sucesso do demo essa temporada.

Alias, todas as ficções mais comentadas do ano foram programas de TV a cabo: Breaking Bad (AMC); Walking Dead (AMC); Dexter (Showtime); Homeland (Showtime); True Blood (HBO); Game of Thrones (HBO); Girls (HBO). O público e a crítica parecem estar cansado dos seriados "seguros" da TV aberta e estão indo atrás de programas mais elaborados e com conteúdos mais complexos e criativos na TV fechada.

Enquanto isso, na TV aberta, o que mais próspera atualmente são as comédias. Além de Modern Family, as sitcoms da CBS são o grande sucesso de público: enquanto Two and a Half Men meio que perdeu o momentum, Big Bang Theory; How I Met You Mother e 2 Broke Girls têm obtido resultados fantásticos para o canal. Alias, os syndication deals -- direitos de retransmissão/reprise -- desses programas estão sendo vendidos por quantias absurdas (Big Bang Theory custa 2 milhões de dólares por episódios; 2 Broke Girls, 1.7 milhão), deixando todos os atores e produtores dessas comédias milionários pela eternidae.

 
Os reality shows, os grandes protagonistas nos anos anteriores, parecem ter perdido um pouquinho (bem pouquinho) de sua força nos EUA. Em 2012, nenhuma emissora lançou um grande sucesso mas os sucessos dos anos anteriores -- as Kardashians no E!; as Real Housewives na Bravo -- seguem firmes e fortes e novos programas (estrelando todo mundo, da Toni Braxton aos Jonas Brothers a esposa do Clint Eastwood) continuam pipocando.

Já os reality de canto continuam na linha tenue entre a saturação e o sucesso. American Idol teve seu ano mais baixo até o momento mas continua facilmente como líder de audiência. Para 2013, o programa terá um novo painel de jurados estrelando Mariah Carey, Nicki Minaj e o cantor country Keith Urban.

Já The X Factor continua tentando emplacar nos EUA. Esse ano, Britney Spears e Demi Lovato foram adicionadas ao juri e, enquanto o programa tem mantido audiências bem dignas, ele está longe de reproduzir o fenômeno social que é no Reino Unido.

O programa mais estável é The Voice da NBC. O formato holandês, que tem duas temporadas por ano, teve uma estréia espetacular pós-Super Bowl no começo do ano e, desde então, já desinflou bastante mas continua na frente do X Factor entre o público de 18-49 e tem uma das tarifas publicitárias mais caras da TV aberta americana. Enquanto ele não produziu nenhum vencedor bem sucedido, ele tem ajudado bastante seus jurados, revitalizando a carreira do Maroon 5 e ajudando a transformar Blake Shelton, o seu jurado country, numa estrela de grande porte nos EUA. Ano que vem, Xtina e Cee-Lo Green darão um break doo programa e serão substituídos por Shakira e Usher.

The Voice também é o formato de canto de maior sucesso mundo afora, graças a uma combinação das cadeiras giratórias (eu não sei porque mas elas fascinam muito o público) com um jurado cheio de nomes de grande porte. O programa tem obtido sucesso em atrair nomes respeitáveis em todos os principais mercados e isso, com certeza, ajuda no status do concurso como uma competição séria (não que eu concorde, né). O sucesso internacional dele pode ser comprovado aqui no Brasil e também no México, na Argentina, na Alemanha, na França e na Espanha, onde as respectivas versões têm conseguido audiências bem altas e tem ofuscado os concorrentes.

A exceção foi o Reino Unido. O país tem uma enorme importância por ser -- junto com a Alemanha e a França -- o maior mercado fora dos EUA. A BBC investiu milhões de dólares no formato, com a intenção de bater de frente com os colossais programas de Simon Cowell na ITV (X Factor e Britain's Got Talent). E o concurso não poderia chegar em momento melhor: o público estava se saturando dos programas de Cowell, com X Factor tendo registrado uma acentuada queda de audiência no ano anterior.

Inicialmente, o programa -- que tinha Jessie J, Will.I.Am, Tom Jones e Donnie O'Donaghue (vocalista do The Script) como jurados -- foi um gigantesco sucesso, batendo a audiência do Britain's Got Talent, que estava sendo exibido no mesmo horário na ITV1. Depois de alguns meses contudo, o público perdeu o interesse e a audiência começou a desinflar, até chegar a níveis preocupantes, O single da ganhadora sequer atingiu o top 40. Uma turnê com os finalistas, que passaria por arenas de todo o país, foi cancelada devido a falta de interesse.

A tendência do programa obter altas audiências com a fase de audições e das batalhas entre os jurados e perder força com o começo dos live shows (como já disse, o público gosta mesmo é da cadeira giratória) é normal em todas as edições, a ponto dos produtores estarem implementando pequenas mudanças para deixar a parte final do concurso mais dinâmica. Contudo, o alarmante não foi só a queda de audiência (o programa começou sua trajetória como o mais visto todas as semanas; na sua semi-final, oito programas tinham superado-o em audiência e Britain's Got Talent liderava com facilidade) mas a falta de interesse total do público e da imprensa nos acontecimentos do programa. A repercussão, depois das primeiras semanas, foi zero.

De qualquer maneira, a BBC e a Talpa, produtora do programa, estão mantendo a cabeça em pé: o programa volta, levemente remodelado, no ano que vem e com o mesmíssimo painel de jurados.

Enquanto, nos EUA, os reality perdem um pouquinho da sua força, na Europa, os programas de realidade -- claramente influenciados por sucessos americanos -- estão mais forte do que nunca.

Entre 2006 e 2009, The Hills foi um sucesso de audiência nos EUA, onde foi exibido pela MTV, e um enorme fenômeno social entre o público jovem no país. O programa focava em Lauren Conrad, uma moça jovem, bela e muito bem vestida, já apresentada ao público em outro sucesso da emissora (Laguna Beach), e sua busca por sucesso no mundo da moda em Los Angeles (o que, in hindsight, nem faz muito sentido pois a indústria da moda americana fica concentrada em NYC). Contudo, o que chamava a atenção era a falta de clareza entre o que era real e o que era falso: apesar do título "reality" ser meramente decorativo em absolutamente TODOS os reality americanos, The Hills levava isso a outro nível, mostrando a vida de Lauren e seu cotidiano de maneira tão novelesca que era impossível acreditar que não era roteirizado. O programa chegou ao absurdo de -- no ápice de sua popularidade, quando The Hills estava em tudo quanto é canto, inclusive na capa da Teen Vogue e da Rolling Stone -- mostrar Lauren, naquela altura uma super celebridade, como uma desconhecida, tendo que se apresentar para pessoas como se todo mundo já não soubesse seu nome, passando por entrevistas de emprego e indo numa cartomante que, surpresa, sabia tudo da vida dela (assim como todo o resto da população). Depois de anos negando ser roteirizado, o programa admitiu que tudo não passava de uma farsa na cena final do episódio final.

De qualquer maneira, o formato causou um impacto enorme e sua legacy lives on na Europa.

O caso mais notável é no Reino Unido onde The Only Way Is Essex é um dos programas mais visto da TV fechada, atraindo 1 milhão de espectadores todas as semanas e mantendo-se como um sucesso faz 2 anos, ao longo de 84 episódios (até o momento) e muitas trocas de elenco.


TOWIE, como o programa é apelidado pelos fãs e imprensa, é uma mistura de The Hills com outro sucesso da MTV, Jersey Shore. O formato é igualzinho a The Hills: dramas acerca de rompimentos, riqueza, gente bela e jovem e estilosa (dependendo do seu ponto de vista). Tudo -- das seqüencias musicais aos title cards toda vez que algum "personagem" aparece na tela -- é inspirado por The Hills. Contudo alguns elementos de choque a la Jersey Shore foram implementados: assim como Jersey Shore se foca nos guidos de Nova Jersey, com seus estilos peculiar, TOWIE foca nos playbas e nas pattys de Essex, uma zona afluente meio rural meio urbana na grande Londres onde todo mundo (pelo menos de acordo com a TV) parece ser obcecado com bronzeamento artificial, cilhos postiços gigantescos, maquiagem carregada, injeções de colágeno e  muita círurgia plástica.



Como contraponto de TOWIE, exibido no canal jovem da ITV, o ITV2, o canal rival, E4, o outpost a cabo do Channel 4, lançou o Made in Chelsea, outro programa seguindo a risca o manual The Hills de como fazer TV mas focando na galera aristocrática e rica do centro de Londres, especificamente em Chelsea, o distrito mais caro da capital inglesa. Uma versão bem mais classy de TOWIE que, obviamente, de classy não tem muita coisa.

Ambos os programas se mantém no topo dos mais vistos da TV fechada local e são enormes sucessos entre os jovens locais. O curioso é que, diferente dos EUA, o Reino Unido tem um orgão regulamentador de mídia muito forte, o OFCOM, e, para evitar problemas, tanto The Only Way Is Essex quanto Made in Chelsea começam com um aviso de que "as pessoas nesse programa são reais mas algumas histórias e enredos podem ter sido fabricadas para seu entretenimento".



Na França, a emissora jovem NRJ12 estreou, em março desse ano, Hollywood Girls, sobre duas garotas francesas em busca da fama em L.A. As similaridades entre HG e The Hills são gritantes a ponto de que, cedo ou tarde, eu suspeito que deve rolar uma ação judicial: TUDO -- dos locais a fotografia e mesmo alguns enredos -- é igualzinho ao programa da MTV, ao ponto de parecer um reamke com atores franceses.

Mesmo assim, Hollywood Girls é um sucesso e, apesar do visual sleak & chic & luxuoso, deve sair bem barato para a emissora pois é produzido em velocidade indústrial: foram 92 episódios desde março, comparado com 102 de The Hills ao longo de cinco anos.

Alias, Hollywood Girls é tão absurdamente novelesco que faz com que The Hills pareça um documentário sério. Saquem só a descrição da primeira temporada, traduzida da Wikipedia francesa:

A procura de Josh, seu irmão que ela nunca conheceu, Ayem migra para Hollywood junto com sua amiga Caroline, onde irão morar com a amiga de infância delas, Chloe Jones. Mas Sandra, a roommate de Chloe, não vê com bons olhos a chegada das duas francesas e fará de tudo para colocá-las para fora. Rapidamente, Ayem e Caroline se integram a vida em West Hollywood e conhecem Nicolas, Kevin e Kamel. Juntos, eles irão confrontar a maléfica Geny G, agente das estrelas mas também chefe de uma rede de prostituição. A temporada termina com a queda do avião de Ayem.
Pois é, chupem essa manga. E Hollywood Girls não é o único reality show a la Americaine. Outro sucesso é a série de programas que leva um grupo de jovens Ch'tis a regiões exóticas do mundo.

Em 2008, o filme Bienvenue chez les Ch'tis, que satiriza a região nordeste de Paris, foi um fenômeno de bilheteria e se transformou no maior sucesso do cinema francês. Daí, os Frenchies aplicaram o pensamento americano: faturar em cima do fenômeno do momento com um reality.

A região nordeste da França -- Nord-pas-Calain -- é uma região beeeem pouco sofisticada, com um dialeto próprio pouco charmoso (ao invés de "toi", por exemplo, eles falam "ti", hence a classificação dos locais como ch'tis) e com péssimo clima, sempre frio, cinza e chuvoso. Então, é claro, o conceito do programa é levar os locais da região para lugares que são o exato oposto: Ibiza; Mykono; Miami; Las Vegas.

Reino Unido e França já conquistado, ainda falta um potencial mercado. Worry not, a Alemanha também já mergulhou na onda do scripted reality (reality show lá é conhecido como doku soap, então os roteirizados são classificados como pseudo doku soap. Muto chique).

O maior sucesso do gênero é Berlin - Tag und Nacth (Berlin - Dia & Noite) que acompanha os dramas roteirizados de um monte de jovens reais em Berlin, a cidade mais cosmopolita e cool da Alemanha. O programa é um sucesso de repercussão e o programa alemão mais curtido no Facebook. Ah, uma versão para França, Paris Jour et Nuit, já está em produção, com estréia prevista para 2013.

Enquanto muitos parecem diretamente "chupados" de The Hills, outros adicionam seus próprios twist e, quase todos, parecem ser um mix entre o mundo fashionable cool de The Hills com o mundo outrageously drunk de baixaria de outro fenômeno da MTV, Jersey Shore.

O melhor exemplo de um mix dos dois, contudo, é a produção da MTV britânica, The Valleys. O nome indica uma homenagem ao icônico Hills. O elenco, contudo, é bem na linha de Jersey Shore como vocês podem ver pelo trailer abaixo.


A MTV britânica, alias, tem, desde 2011, sua própria versão de Jersey Shore entitulada Geordie Shore. "Geordie" é como são apelidados os habitantes de Newcastle, uma região conhecida por ser uma das mais pobres do país porém, também, a mais festeira. O lugar está na moda graças a celebridades provenientes da cidade como Cheryl Cole.


A versão britânica é bem parecida com a americana mas, com as regulamentações envolvendo nudez e xingamento muito mais relaxadas que nos EUA, ela é bem mais caliente. Rapidamente, o programa, que já está na quarta temporada, bateu recordes históricos de audiência para o canal.

O sucesso da versão inglesa só não é maior que a da versão espanhola. Gandía Shore atraiu 1 milhão de espectadores em seu primeiro episódio na MTV espanhola. Uma versão francesa está em produção.

Enquanto isso, a versão americana começa sua última temporada na próxima semana. Jersey Shore continua sendo o programa mais visto da MTV mas com 1/4 das audiências de seu ápice, as mudanças nas circunstâncias na vida do elenco (Snooki é mãe!!), a perda de momentum, sem falar no que aconteceu com o famoso Shore (destruído pelo furacão Sandy), é uma boa hora mesmo para o programa ser cancelado. Veremos se 2013 será um ano melhor para a criação de realities americanos. A MTV está apostando todas as fichas em caipiras. Será essa a tendência do próximo ano? 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Modern Family: a hora da guerra




Nossa, parece que foi uma eternidade que um anúncio de Modern Family roubou o holofote do Oscar (e bom, meio que foi mesmo). Desde então, o programa virou a franquia mais poderosa da TV aberta americana, ultrapassando Two & a Half Man e The Big Bang Theory da CBS para se tornar a comédia mais vista do país. Mais do que isso, Modern Family virou o queridinho de todas as premiações (mais de 15 Emmys até agora) e atraí um número de jovens que não é visto desde os tempos de Friends. Além disso, a comédia não para de crescer, com um aumento de 13% na terceira temporada em relação a anterior.

E, claro, tudo isso significa uma coisa: MONEY. Em 2011, Modern Family lucrou 164 milhões de dólares só com anúncios para a ABC. A rede de TV a cabo USA comprou os direitos de retransmissão do programa por uma license fee que se aproxima a 1.5 milhão de dólares por episódio. E isso sem contar as vendas de DVDs; os milhões com os direitos internacionais e os mais centenas de milhões de dólares adicionais que o programa irá lucrar quando os direitos de syndication (retransmissão) forem negociados com redes de TV aberta no ano que vem.

Agora, a produção da terceira temporada se encerrará e começará o momento que fará a cabeça de executivos e agentes girarem: a renegociação de contratos.

Nos EUA, os atores quase sempre fecham contrato para 7 temporadas logo no momento que o programa é comissioned pela rede de TV (claro que é raríssimo um programa alcançar um run tão longo, só 1 em 20 conseguem, mas esse é o contrato padrão). Porém, depois de três anos de sucesso, os atores tem o direito de renegociar seus salários, incrementando os bônus, aumentos e até estendendo o contrato por mais alguns anos adicionais (quanto mais tempo no ar, mais dinheiro lucrado com a venda de retransmissão e esse é um dos principais meios de lucro das redes de TV americanas).

Porém, é óbvio que as coisas não são fáceis assim: NINGUÉM quer dar o braço torcer, nunca. Como já vimos com as centenas de renegociação de contrato dos dubladores dos Simpsons e com a super hiper mega divulgada renegociação do elenco de Friends no fim dos anos 90 (que acabaram fechando por um salário record breaking de 1 milhão de dólares por episódio + bônus), essas discussões rendem. É um enorme vai e vem entre advogados; agentes; atores; executivos e presidentes de empresa.

Os tempos de 1 milhão de dólares por episódio ficaram para trás. Enquanto no fim dos anos 90, isso era um salário normal para megaestrelas de sitcom, hoje em dia ninguém na televisão recebe metade disso. Porém, analistas estimam que o elenco consiga alcançar a faixa de 150 mil dólares por episódios.

Um exemplo recente foi The Big Bang Theory. A sitcom da CBS também lucra milhões e está bem próxima de Modern Family em valor total de mercado e as três estrelas do programa -- Kaley Cuoco; Jim Parsons e Johnny Galecki -- fecharam por 200 mil dólares por episódio (ou seja, cerca de 4.6 milhões por temporada) além de royalties e um aumento percentual anual. Porém, Big Bang só tem três estrelas e o elenco principal de Modern Family é composto pelo dobro disso (Ed O'Neil; Sofia Vergara; Ty Burrel; Julie Bowen; Jesse Tyler Fergunson; Eric Stonestreet).

No começo do programa, o elenco recebia entre 20 e 60 mil por episódio. Atualmente, todos recebem entre 60 e 100 mil. Espera-se que eles tentem renegociar para, no minimo, o dobro disso e que, seguindo o exemplo de Friends, a negociação seja feita em conjunto, com todos exigindo a mesma quantia.


Mas, deixando os detalhes minuciosos sobre salários de lado, alguém duvida que a breakout star do programa seja Sofia Vergara? A colombiana não é nada boba e tá lucrando milhões e capitalizando no fato dela ser uma das garotas propagandas mais cobiçadas por anunciantes.

No momento, ela estrela nada menos que três campanhas: a da Diet Pepsi; da marca de maquiagem CoverGirl e da loja de departamento KMart, que comercializa uma linha de roupas baseada na atriz. Ela também está na capa da Esquire e da InStyle e será a primeira integrante do elenco de Modern Family a conseguir um super prestigioso slot como apresentadora do Saturday Night Live, algo reservado para A-listers. Além disso tudo, ela ainda tem um papel de destaque no filme Os Três Patetas, dirigido pelos irmãos Farrely e baseado nos curtas cômicos do mesmo nome.


O sucesso de Sofia é de fácil compreensão: um personagem carismático numa comédia extremamente popular; corpo e personalidade extremamente sensuais e conexão tanto com o público feminino (que a acha aproximavel) quanto masculino (que a acha irresistível), além, é claro, com o público latino, uma das fatias mais lucrativas e importantes nos EUA atualmente.

Edit (08/2012): dito e feito. Na última semana de julho, depois de meses de negociação, todo o elenco protagonista do programa boicotou a primeira reunião de elenco da nova temporada e entrou com um processo contra a Warner. Uma semana depois, tudo já tinha se resolvido e os atores fecharam por 180 mil dólares por episódio, com um aumento percentual a cada nova temporada e uma parcela pequena dos lucros totais de syndication do programa. Em troca, eles aceitaram estender o contrato deles por mais uma temporada (ou seja, eles estão comprometidos por 8 temporadas).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pop culture round-up: 2012 so far

  • L.U.V. Madonna! Madonna estava toda trabalhada no circuito de promoção nesse comecinho de ano. Promovendo seu novo single e seu debut como diretora, W, ela teve um episódio inteiro do talkshow britânico Graham Norton Show dedicado a ela e os atores de seu filme (do qual isso foi sem duvida o highlight) assim como uma série de entrevistas com a emissora ABC (o sound bite que mais repercutiu foi ela chamando Born this Way de "redutivo". Ouch). Ah, ela também lançou o lead single do seu novo álbum, M.D.N.A., Gimme All Your Luvin' que tem a participação da onipresente Nicki Minaj e de M.I.A.
  • Para promover seu novo lançamento, Madonna foi o ato do half-time show do Superbowl desse ano. Isso é um HUGE deal porque o Superbowl, a final de futebol americano, atraí sempre audiências superiores a 100 milhões de pessoas e é o programa mais visto nos EUA todo ano. Ou seja, é a melhor plataforma promocional possível. E também é importante porque, desde que o peito de Janet Jackson foi exposto na performance mais escândalosa da história nos EUA durante o halftime act de 2004, a NFL estava sempre optando por atos seguros e velhos e boring (i.e.: U2. Tom Petty & the Heartbreakers; Paul McCartney; Rolling Stones; Prince; Bruce Springsteen; zzzzzzzzzz) ou simplesmente péssimos (Black Eyed Peas) então Madonna era uma boa change of tune.
  • O show foi um giga sucesso, sendo o terceiro evento mais tweetado da história (depois da exibição de O Castelo Animado na TV japonesa -- pois é e os minutos finais do Superbowl, quando o NY Yankees foram declarado os grandes campeões) e atingindo a maior audiência de um halftime show na história (114 milhões de espectadores) lembrando ao mundo porque Madonna é considerada a rainha do pop.
  • O momento que deixou os americanos conservadores e os executivos televisivos em desespero: quando M.I.A. deu o dedo do meio durante a apresentação. "Foi um ato desnecessário e imaturo", resumiu Madonna em uma entrevista de rádio com (o também onipresente) Ryan Seacrest.
  • Apesar da promoção giga, Gimme All Your Luvin' tá longe de colocar fogo nas paradas. A música está tendo um desempenho bem fraco na Europa (primeiro lead single da Madonna a não alcançar o top 10 e, até o momento, nem sequer o top 40 no Reino Unido) apesar de ter conseguido um digno top 10 placement nos EUA (mesmo assim, com toda a promoção, deveria ter pelo menos chegado ao topo do iTunes, o que não rolou). Não que Madonna precise se preocupar, né? Uma promoção de pré-venda do seu álbum no iTunes colocou ele no topo em todos os mercados do mundo e sua turnê, que percorrerá estádios de todo mundo, já tá com as primeiras pernas quase esgotadas (apesar dos ingressos modestos de 300 dólares). Para o Brasil, parece que ela vem em dezembro se apresentar no Morumbi em SP e na Cidade do Rock no Rio.
  • Falando em SuperBowl, além do jogo e do halftime show, os comerciais são considerados um evento em si (afinal, custa 3 milhões de dólares por 30 segundos durante o intervalo do jogo). Em anuncios relacionados a cultura pop, tivemos a NBC, onde o programa foi emitido, criando spots especiais para  Jay Leno (com participação de Madonna); a estréia do controverso e chocante apresentador de rádio Howard Stern como jurado de America's Got Talent; a nova grande aposta de ficção deles, o Glee-influenced Smash! e, claro, The Voice, o reality de canto que conseguiu o disputado slot pós-jogo (o anúncio de The Voice, alias, foi dirigido pelo diretor hollywoodiano Peter Berg e contou com a participação de Betty White que voltou as graças do público exatamente graças a um anuncio no Superbowl). 
  • Já Hollywood usou o jogo para promover a reestréia em 3D de "Guerra nas Estrelas"; o patriótico filme de guerra Act of Valor (que, apesar de um elenco completamente desconhecido e ter sido produzido independentemente, foi adquirido por milhões de dólares); a versão cinematográfica de Batalha Naval (estrelando Liam Neeson e com a estréia cinematográfica de Rihanna); o novo filme da Marvel, The Avengers (que terá todos os seus super heróis como o Hulk e o Homem de Ferro reunidos); a nova comédia de Sascha Baron Cohen, The Dictator; o filme de ação de Denzel Washington e Ryan Reynolds, Safe House; o starring-vehicle de Taylor Kitsch para Disney, John Carter e o animado Dr. Seus' The Lorax, que conta com as vozes de Zac Efron e Taylor Swift.
  • Outros pop culture-related Superbowl commercials: Clint Eastwood num tocante anuncio entitulado "Halftime in America" para a Chrysler; o comediante britânico Ricky Gervais promovendo o sistema de cabo da Time Warner; Elton John e a ganhadora do X Factor US, Melanie Amaro, vendendo Pepsi; David Beckham seduzindo só de cueca para sua nova linha de underwear para a fast fashion H&M; Matthew Broderick recriado Ferris Bueller de "Curtindo a Vida Adoidado" para o Honda e Jerry Seinfeld anunciado Acura e fazendo referências ao seu icônico sitcom. Ah, e We Are Young, música da band Fun com Janelle Monae, foi usada como trilha sonora do comercial da Chevy, o que faz a musica voar para o top 2 do iTunes e alcançar um novo ápice no Hot 100.
  • Alias, o slot pós-Super Bowl fez maravilhas para The Voice. O reality de canto da NBC atraiu 38 milhões de espectadores (o programa pós-jogo mais visto desde Grey's Anatomy faz 6 anos) logo após o Super Bowl e tem se mantido com mais de 16 milhões de espectadores toda semana, bem na cola de American Idol na FOX (na faixa dos 20 milhões) e está cada vez mais próximo de ultrapassar a concorrência e se transformar no programa mais visto do país.
  • Além de Madonna, temos Katy Perry e Nicki Minaj se preparando para lançarem suas novas eras. Depois de dois promo singles (Roman in Moscow e Stupid Hoe) e a super controversa apresentação nos Grammys, Minaj lançou seu primeiro single oficial, o genérico Starships (produzido pelo batido, porém efetivo, RedOne) e a música já está no top 10 do iTunes americano e britânico. Nicki ainda está nas capas da edição anual de moda da New York Magazine; da revista fashion indie Paper e da publicação de música urbana Vibe. Seu novo álbum, Pink Friday II: Roman Roladed, chega as lojas em abril. 
  • Já Perry, que está prestes a relançar Teenage Dream em março (sob o nome Teenage Dream: The Complete Confections com mais três faixas adicionais e alguns remixes), cantou o primeiro single do projeto, Part of Me (produzido pelo seu fiel escudeiro Dr. Luke), nos Grammys e a música já está no topo do iTunes estado-unidense e deve alcançar o primeiro lugar no Hot 100 em pouquíssimo tempo, com vendas de primeira semana superiores a 400 mil unidades (o melhor desempenho desde os primeiros três dias de Born this Way faz um ano). Ela gravou o vídeo da música na semana passado, num campo militar na Califórnia.
  • Já Rihanna está deixando seus fãs e sua equipe enormemente aflitos. Hoje, seu aniversário, estava previsto que ela lançasse a versão completa de Birthday Cake, um prelúdio de seu novo álbum. Porém, foi anunciado que a música contaria com "vocais surpresas" e tudo parecia indicar que a "surpresa" seria Chris Brown, ex-namorado da a cantora que a espancou (na verdade, tentou a matar de acordo com o boletim de ocorrência) faz quatro anos. A equipe da cantora, incluindo seus empresários e agentes, está desesperada e tentou proibir o lançamento da música (que foi gravada por decisão unicamente de Rihanna) e até a Billboard escreveu uma carta pública para ela pedindo que a caribenha se afastasse de seu ex.
  • Porém, apesar de todo o caos e aflição, Rihanna e Chris Brown pareciam estar decididos a lançar a música. Depois da carta da Billboard, Rihanna tweetou "Chiefin' while ppl spend hrs on letters... *kanye shrug*" (pouco me lixando para as cartas) e várias outras perolas igualmente emo enquanto Chris Brown publicou na rede de microblogs "Let them be mad!!!! We make music. Don't like it, don't listen! Turn up the music remix is coming soon too! Guess who's on it?"  ("Podem ficar irritados!!! Nós fazemos musicas. Não gosta, não escute. O remix de Turn up the music saí em breve também! Advinha quem vai participar?").
  • Provavelmente devido a proibições de seus empresários e agentes, as músicas que reuniam Chris Brown e Rihanna não foram lançadas no iTunes hoje, como previsto. Porém, tanto a versão completa de Birthday Cake quanto de Turn Up the Music vazaram e, sim, foi confirmado: os dois realmente fizeram as pazes e estão colaborando juntos. Clique aqui para conferir a versão de Birthday Cake completa com Brown e aqui o remix de Turn Up the Music com Rihanna. A cantora aparece em público amanhã para se apresentar no BRIT Awards em Londres.
  • Depois de anos apagadas no mercado estadounidense (desde os anos do NSync e dos BSB), parece que as boybands finalmente tão fazendo um retorno por lá. E boybands britânicas nonetheless. Depois de uma apresentação no talkshow da Ellen, Glad You Came, single da banda The Wanted, está prestes a penetrar o top 10 e vai ser inclusive versionado em Glee na semana que vem (detalhe: o empresário de Justin Bieber tá ajudando eles na estréia stateside). Já What Makes You Beautiful, primeiro single do One Direction, banda formada por Simon Cowell no X Factor 2010 britânico, estreou diretamente no top 10 do iTunes por lá, um ato mais que impressionante, principalmente levando em conta que a canção ainda não foi enviada para as rádios e os meninos ainda nem fizeram sua primeira aparição televisiva. Ainda é cedo para saber se as bandas terão algum sucesso a longo termo mas são estréias batante impressionantes, principalmente quando se considera que todas as maiores boybands britânicas (do Take That ao Westlife) nunca conseguiram penetrar o mercado americano.
  •  Falando em One Direction, os meninos parecem que vão conquistar o mundo mesmo. Depois de ficarem em terceiro no X Factor 2010, venderem mais de 500 mil unidades de seu álbum na Grã-Bretanha e terem sua turnê nacional esgotada, eles agora estão partindo para o resto do mundo. Aqui no Brasil, já emplacaram uma capa na Capricho enquanto, na Itália, eles já tão no topo do iTunes graças a uma bem sucedida apresentação no Festival de San Remo. Eles ainda causaram histeria em sua visita a Suécia e hoje, causaram enorme tumulto na chegada deles em Paris onde iram fazer seu debut no prestigioso programa Le Grand Journal.
  • A modelo mais comentada no momento nos EUA é Kate Upton. A all american girl de apenas 19 anos emplacou a capa da Swimsuiit Issue da Sports Illustrated, a edição especial da revista de esportes cheias de modelos posando de biquini e que vende milhões e tem a capacidade de lançar as garotas para o estrelato (pesquisem Brooklyn Decker).
  • Upton está longe de ter as proporções de uma típica modelo e ficou famosa graças a um vídeo no YouTube dela fazendo o dougie, uma popular coreografia entre jovens americanos, durante um jogo de basquete. Apesar de ser muito mais encorpada que o normal, a garota foi contratada pela IMG, a agência ultra badalada que é responsável pela Gisele Bundchen. Desde que ela emplacou a capa, a imprensa estado-unidense está viciada na menina e ela foi até tema de uma extensa reportagem no New York Times.
  • Kate tem um extenso fã clube mas a britânica Sophia Neophitou, uma das figuras mais influentes da moda, não está entre eles. Sophia é responsável por decidir quais garotas desfilam no Victoria's Secret Fashion Show, exibido anualmente para milhões de espectadores na TV americana e que também tem o poder de transformar modelos em super mega estrelas (exemplos: Gisele Bundchen; Tyra Banks; Heidi Klum; Adriana Lima etc etc). "Ela parece uma esposa de jogador de futebol. O cabelo dela é loiro demais e ela tem uma cara que qualquer pessoa com dinheiro o suficiente pode comprar igual. Nunca a usariamos na nossa passarela", resumiu Sophia para o NYT. Ouch.
  • No mais, Adele continua arrasando; Whitney Houston morreu; Seal e Heidi Klum se separaram e Os Artistas, um filme mudo francês, levou todos os Globos de Ouro. Tá bom, né?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As 75 Coisas Que Causaram em NY em 2011


Eu sei que já estamos em 2012 a tempo o suficiente para nos acostumarmos com a idéia mas aqui no Tá Causando eu ainda tô na vibe retrospectiva. Hoje, trago para vocês uma reportagem que eu estou para traduzir faz séculos. Nova Iorque é o centro do mundo, não acham? Lá tendências nascem, lá os maiores tastemakers do mundo vivem e lá que parece que tudo pode acontecer. Então, o que os new yorkers falaram sobre ao longo do ano passado, de acordo com o New York Times, é um bom termômetro do que causou ao longo do ano passado, não é mesmo? Então bora lá (alias, todos os comentários adicionais são meus, OK?).

As 75 Coisas Que Os Nova-Iorquinos não se cansaram de comentar em 2011

Foi o ano em que as palavras "até a que a morte nos separe" ganhou uma interpretação bem mais significante para a vida de milhões de nova-iorquinos gays e significantemente menos para uma Kardashian extremamente superexposta.

Foi o ano que mulheres inteligentes e talentosas tomaram conta das paradas musicais (Adele), da lista dos livros mais vendidos (Tina Fey) e das bilheterias ("Bridesmaids"), e estrelaram no melhor novo programa da televisão (Claire Danes em "Homeland").

Foi o ano que o maior passatempo do país reassumiu seu poder na vida de fãs de esporte em uma noite fascinante apesar da derrota dos Yankees.

Foi um ano em que protestos desbancaram ditadores no Oriente Médio e transformaram um parque obscuro em downton Manhattan numa atração turística de final de semana para muitos nova iorquinas e uma boa oportunidade para ser fotografado para celebridades (Kanye West, Katy Perry, Susan Sarandon, Alec Baldwin, Penn Badgley) loucas para mostrar a sua solidariedade aos "99 por cento".

Foi um ano em que Mormons cantaram, Chaz Bono dançou e Anderson Cooper falou.

Foi, como sempre, um ano cheio de momentos memoráveis -- alguns inspiradores, outros risíveis, alguns simplesmente constrangedores (Charlie Sheen? Winning? Sério mesmo?). Aqui estão alguns dos assuntos mais presentes nas vidas dos nova-iorquinos em 2011.

1. Os debates dos pré-candidatos ao partido republicano. O melhor reality show na TV não sendo exibido no Bravo.

André: Nova Iorque é um estado tradicionalmente liberal e democrata mas os EUA como um todo ainda tem uma porcentagem gigantescamente conservadora. Que Obama vai tentar se reeleger nas próximas eleições todo mundo já sabe, mas ainda não está claro quem será o representante do partido rival, os republicanos. E, antes da decisão ser tomada, vários debates com os possíveis candidatos foram exibidos na televisão. Esse ano, o partido republicano estava cheio de representantes extremamente loucos, até para os padrões deles. Gente no nível Sarah Palin/George W Bush. Entre eles, o hiper religioso e conservador governador do Texas, Rick Perry, e a homofóbica a níveis quase psicóticos Michelle Bachmann. Toda essa gente atrasada, louca, alienada e ignorante discutindo na TV realmente tem seu lado bastante divertido. Isso é, se você ignorar a assustadora realidade que todos eles tinham uma chance, mesmo que minima, de se tornar presidentes dos EUA.

De qualquer maneira, os debates do G.O.P. (Great Ole Party, como o partido republicano também é conhecido) foram divertidos mas aparentemente não desbancaram os reality da Bravo. Michelle Bachman pode até ser divertidinha, mas não tanto quanto as Real Housewives.

2. O melhor momento dos debates: “Oops.” 

Esse momento entrou para os anais dos maiores micos do partido republicano. Faz anos, Rick Perry é o governador do Texas, o estado conservador mais rico dos EUA e, com sua popularidade extremamente em alta na região, a progressão natural era concorrer a presidência pela direita (como George W. Bush antes dele). Mas Perry sempre evitou discursos públicos e, quando vimos ele em ação durante os debates dos pré-candidatos, descobrimos o por que: ele é ainda mais burro do que imaginamos.

Durante um dos debates, Perry estava listando os três departamentos do governo que fecharia se eleito. "Educação..............". Ele mostrava ter enorme dificuldade para lembrar dos outros dois. "Comércio e.....". "Agência de proteção ambiental?", alguém sugeriu. "Isso!", ele confirmou, antes de se dar conta o quão absurda foi a afirmação e voltar atrás. "Não, não, essa só tem que ser reformulada.  A terceira é.... vamos ver.... desculpa, não consigo... oops".

E assim, Perry, inicialmente um dos candidatos mais forte, perdeu totalmente a chance em qualquer presidência. Melhor assim, não é mesmo?

3. O segundo melhor momento dos debates:  as sobrancelhas errantes de Ron Paul.

Dispensa comentários

4. Depois de 28 anos, Regis Philbin diz adeus. 

O mítico apresentador de televisão Regis Philbin, 80, uma espécie de Sílvio Santos menos gaga e sem sua própria emissora, anunciou que iria deixar seu posto de apresentador no Live! with Regis & Kelly, o icônico talkshow diurno. Regis, um nova-iorquino nascido e criado no Bronx, é considerado o homem mais trabalhador da televisão americana e é reconhecido no Guinness como a pessoa que passou mais horas na frente de uma câmera de TV.

Regis apresentava o programa desde 1983, primeiro ao lado de Ann Abernathy (quando o nome ainda era The Morning Show), depois com Kathie Lee Gifford (o programa foi retitulado Live! with Regis & Kathie Lee de 1988 a 2000), sozinho durante a temporada 2000-2001 e, finalmente, com a popular e carismática atriz Kelly Rippa a partir de 2002. Durante o programa, Regis e Kelly comentavam notícias leves, davam dicas aos telespectadores e recebiam centenas de celebridades.

O apresentador deixou o programa no dia 18 de novembro, numa emissão especial. Com a saída dele, o programa foi renomeado temporariamente de Live! with Kelly e a moça recebeu vários apresentadores convidados (incluindo Mark Consuelos, seu marido; Jerry Seinfeld; Michael Bublé; Andy Cohen; Kim Kardashian; Neil Patrick Harris; Jonah Hills; Daniel Redcliffe; Rob Lowe; Dana Carvey; David Duchovny; Seth Meyers; Mario Lopez, entre outros). Um substituto fixo ainda não foi decidido.

5. Depois de 72 dias, Kim Kardashian diz adeus (para Kris Humphries).


E essa foi a celeb story do ano dos tablóides estado-unidenses. Depois de anos de popularidade crescente, o circo Kardashian atingiu o ápice quando, depois de menos de 1 ano de namoro, Kim anunciou que ia se casar com seu namorado, o jogador de basquete Kris Humphries. O casamento virou um especial de 3 horas no E! Entertainment Television (Kim's Fairytale Wedding), que bateu recordes de audiência históricos para a emissora, e os direitos de cobertura foram vendido por milhões de dólares para a People, que também atingiu vendas altíssimas. Com patrocínio, etc., Kim e seu marido lucraram milhões de dólares. E, depois de pouco mais de 2 meses, anunciaram o divórcio. Foi o começo de um backlash contra a saturação Kardashian.

6. Adele. 

Mais um que dispensa comentários, né? Basta ler todos os posts abaixo.
 
7. O vestido de casamento de Kate Middleton (por Sarah Burton): Grace Kelly renasce.


O vestido mais comentado e desejado do ano: o de Kate Middleton. Desenhado por Sarah Burton, que assumiu a icônica grife britânica Alexander McQueen depois do suicídio do estilista, o modelo foi inspirado no vestido de casamento de Grace Kelly.
  
8. O fascinator da Princesa Beatrice (feito por Philip Treacy). Ria o quanto quiser mas ele arrecadou $131,000 para caridade. 

Risos.  Alias, as primas dos principes só foram zoadas, né?.

9. O derrière (natural!) de Pippa Middleton. O traseiro que a lançou ao estrelato.


10. O caso DSK. Ele é culpado! Não, ele é inocente! Ei, talvez ele seja mesmo culpado afinal.

Dominique Strauss-Khan, o líder do partido socialista francês, casado com uma famosa jornalista local e o favorito na corrida eleitoral para a presidência do país europeu, viu sua vida mudar radicalmente ao ser acusado de estuprar uma camareira num hotel 5 estrelas em Manhattan. O que seguiu foi um enorme circo midiático na França e, em menor escala (mas ainda assim bastante grande), nos EUA, particularmente em NY.

11. A exibição do Alexander McQueen no Met. Um designer britânico depressivo se mostra quase tão popular quanto o Rei Tut. 

Em fevereiro de 2010, o mundo da moda entrou em polvorosa quando o britânico Alexander McQueen, o estilista mais promissor da última década, que estava no ápice de sua carreira (ele foi responsável, entre outras coisas, pelo styling em Bad Romance), cometeu suicídio aos 40 anos.

De maio a agosto, o MET, o Metropolitan Museum of Art, o principal museu dos EUA, localizado em Manhattan, sediou a exposição Strange Beauty, exibindo cerca de 200 peças criadas pelo estilista. E o evento atraiu 662 mil pessoas, com filas de mais de 6 horas, se tornando uma das exposições mais bem sucedidas da história do museu (se juntando a exposição de Picasso; a exibição dos tesouros do faraó egípicio Tuthankamun, rei Tut, e a exibição temporária da Mona Lisa no museu em 63).

Filas quilômetricas para ver as peças de McQueen de perto

O catalogo da exposição vendeu 100 mil unidades enquanto 23 mil pessoas compraram caríssimos cartões de sócios do museu para ganhar o direito de não enfrentar a fila. Além disso, mais de 17 mil pessoas pagaram 50 dólares (a entrada em geral é franca) para visitar o MET na segunda-feira, dia em que ele em geral está fechado.

12.
Steve Jobs. Apropriadamente, muitos descobriraram a notícia de sua morte através de seus iPhones.

iPod, iPad, Macbooks, iTunes, Apple Store... alguém lembra como era o mundo antes de tudo isso?

13. Occupy Wall Street. Trouxe a frase "os outros 99 por cento" para zilhões de camisetas e deu fama inesperada (e relativamente atrasada) para John Zuccotti, o ex vice-prefeito do Abraham Beame.

Zucotti Park, nomeado em homenagem a John, foi o local do acampamento do Occupy.

14. Chaz Bono em “Dancing With the Stars”: o nascimento de uma estrela transsexual.

Chaz Bono, o filho transsexual de Cher que nasceu uma menina e hoje em dia vive como homem, foi muito comentado em 2011. Não só ele foi estrela de um documentário, ele ainda participou do Dancing with the Stars, o Dança dos Famosos americano, o segundo programa mais visto da TV local (atrás de Idol).

15. Ellen Barkin no Twitter. Nunca tantos palavrões desenfreados foram tão divertidos.

Ellen Barkin nunca foi uma atriz A-lister mas ela é bastante respeitada, tendo feito centenas de filmes independentes e peças de teatro. Com 57 anos e dois filhos, ela rapidamente ganhou um enorme following no Twitter com seus tweets cheios de palavrões (motherfuckers, fucking, shit etc) e suas reações hilárias as coisas (os candidatos republicanos idiotas, o caralho do wi-fi do avião, a porra dos hashtags, os filhos da puta que não param de reclamar que ela xinga demais, etc). 

Em tempo, ela é amiga do Bob Dylan; namora um rapaz de 26 anos e foi casada durante 5 anos com Ronald Perelman, um dos maiores bilionários de Nova York.

16. 28 de setembro e as três horas mais incríveis na história do baseball. Placar final: Philadelphia 3; Atlanta 2; Baltimore 4; Boston 3; Tampa Bay 8; New York Yankees 7.

Ai gente, vamos deixar o baseball para os americanos, né? Temos mais o que fazer. Mas se você quer mesmo saber, vou tentar resumir: um monte de time jogou, os resultados foram surpreendentes, uns times que tavam mal ficaram bem e uns que tavam bem ficaram mal, todo mundo ficou surpreso, foi super emocionante, etc. 

17. “9-9-9.”

Era a peça central da campanha de Herman Cain que, até uns escandalos de infidelidade surgirem, era o favorito dos pré-candidatos republicanos porque ele não era um débil mental, etinha algumas idéias interessantes e era negro (o que é groundbreaking para um partido conservador com tendências racista). Esse 9-9-9 envolve alguma coisa com taxas e 9% de taxas e sei lá o que de taxas... sei lá, não entendo nada de taxas. Se você, por algum motivo inexplicável, estiver interessado nisso  aqui tem os detalhes.

18. “Homeland.” Angela Chase, nossa querida protagonista de My So-Called Life, se transforma numa operativa do C.I.A. bipolar, viciada em remédios e meio sem limite. O personagem mais interessante da televisão em 2011.

A série que causou sensação no Showtime e levou zilhões de Emmy e Globo de Ouro para casa. É bom mesmo e é adaptação de um programa israelense. E sim, Claire Danes será eternamente Angela Chase, a estrela da melhor série adolescente já feita.

19. Você nunca é jovem demais para ser uma cougar. Selena Gomez (19) abocanha Justin Bieber (17).

Cougar, ou puma em português, é uma expressão usada para descrever mulheres mais velhas que gostam de pegar garotos mais novos. E Selena, que parece ser uns bons anos mais velha que Bieber (apesar de não ser), acabou sendo enquadrada nesse título, num romance que consolidou de vez a garota como uma figura da cultura pop maior que seu programa no Disney Channel (Wizards of Waverly Place). Nada contra Selena mas eu sinto falta da Miley.

Selena e Justin: jovem amor
20. Separações: Arnold e Maria, Ashton e Demi, Scarlett e Ryan, Candace Bushnell e Charles Askegard.

Todas separações que deram o que falar (principalmente a do Arnold Schwznagger, né? Mó drama mexicano de terceira). Demi e Ashton foram a que mais repercutiu, até porque eles estavam sempre juntos e ela é uma das cougar mais famosas do mundo. Scarlett Johanssen e Ryan Reynolds sempre foram bem mais discretos mas a separação deles também causou pois eles sempre pareceram estáveis e aconteceu logo quando Ryan estava virando um A-lister in his own right. Quanto a Candace, ela é uma colunista social famosa e uma das solteironas mais celebres de NY, conhecida por ter escrito o livro que originou Sex and the City (sim, ela é a Carrie original). Faz 9 ela se casou com Charles Askegard, um celebre bailarino dez anos mais novo, e, em 2011, eles anunciaram o divórcio.

Essa lista foi publicada antes de outro divórcio super chocante acontecer: Katy Perry e Russel Brand. E 2012 mal começou e já tivemos a primeira separação que nos deixou de boca aberta: Heidi Klum e Seal.

21. Mulheres engraçadas: Tina Fey, Mindy Kaling, Chelsea Handler, “Bridesmaids,” o momento showstopping quando todas as indicadas a melhor atriz de comédia subiram ao palco juntas no Emmy.

Depois de anos ofuscadas por comediantes do sexo masculino, as mulheres finalmente estão conquistando o mundo da comédia.

Chelsea Handler apresenta seu próprio talkshow no E!, Chelsea Lately, onde ela satiriza a cultura pop e entrevista celebridades da sua maneira característica (rude e desinteressada). Ela se transformou numa enorme marca, extremamente popular entre mulheres jovens e seus três livros, My Horizontal Life: A Collection of One Night Stands;  Vodka, Are You There? It's Me, Chelsea! e Chelsea Chelsea Bang Bang se transformaram em enormes bestsellers com milhões de unidades vendidas. O sucesso foi tanto que todas as outras grandes comediantes foram oferecidos polpudos book deals e a própria Chelsea lançou seu próprio selo dentro da editora que pública suas obras, expandindo ainda mais sua brand.

Tina Fey, que virou a primeira comediante mulher a virar redatora chefe no Saturday Night Live, é criadora e escritora de 30 Rock, a comédia mais premiada da atualidade. Depois de suas paródias da candidata a vice-presidente republicana Sarah Palin em 2007, sua popularidade aumentou ainda mais e ela se transformou numa movie star bancável (ela escreveu um dos maiores sucessos teen da história, Meninas Malvadas, alias) e, esse ano, lançou seu próprio best-seller Bossypants.

Mindy Kailing é outra comediante que ficou famosa como parte do elenco de The Office e, hoje em dia, além de atuar, é uma das roteiristas do programa e também publicou seu próprio bem sucedido livro, Is Everyone Hanging Out Without Me? (and other concerns) (alias, melhor título de livro ever, né?) além de estar escrevendo seu primeiro roteiro para cinema.

Bridesmaids: o sucesso do ano
Já Bridesmaids foi O sucesso do ano. Desde que criou Freaks & Geeks no final dos anos 90, um seriado adolescente sobre losers que é considerado (junto com My So-Called Life) um dos mais bem feitos programas do gênero (apesar da baixa audiência e só ter durado 1 temporada), Judd Aptow é um queridinho dos críticos e ele lançou uma bem sucedida carreira cinematográfica, se tornando uma marca poderóssisima, dando força a carreira de vários atores (Seth Rogen, Seth Meyers, Paul Rudd) e dirigindo e produzindo comédias que são tanto enormes sucessos de público, quanto de crítica (O Virgem de 40 Anos; Knocked Up; Super Bad; I Love You Man, etc). Porém, ele tinha uma mancha em seu currículo: ele era acusado de sempre relegar as mulheres a papéis secundários e esterotipados.

Para consertar, ele colocou a força de sua marca atrás de Kristen Wiig, comediante conhecida por ser parte do elenco de Saturday Night Live, e produziu um roteiro dela: Bridesmaids. A comédia que lucrou quase 300 milhões de dólares, vendeu milhões de DVDs e se transformou num dos maiores sucessos de crítica do ano. O filme, que foi super elogiado por não cair nos típicos clichês das comédias românticas para mulheres, foi até indicado a Melhor Roteiro nos Oscars e Melissa McCarthy foi nominada como Melhor Atriz Coadjuvante.

Alias, Melissa foi a mais beneficiada disso tudo:  não só ela ganhou um Emmy pelo seu sitcom Mike & Molly (pela popularidade do filme, não pelo seu papel como Molly em si), ela vai ser a estrela do próximo projeto de Judd Aptow.

Também merecem ser mencionadas Kathy Griffin, que, junto com Tina Fey, liderou a onda de mulheres comediantes recentes, estrelou seu próprio talkshow, escreveu uma autobiográfia best-selling e acaba de assinar contrato para ter seu próprio talkshow na Bravo e Joan Rivers, comediante de quase 80 anos que, depois de décadas esquecidas, alcançou um segundo ápice depois do enorme sucesso de um documentário sobre sua carreira. (Joan Rivers: A Piece of Work que, alias, super recomendo). Hoje, ela estrela seu próprio reality show além de apresentar o Fashion Police no E!.

(alias, eu sou o fã número 1 de todas essas comediantes mas posso falar? Nem curti Bridesmaids. Respeito mas acho que Judd Aptown não é para mim. Achei overrated que só).

22. Serena Williams faz outro escândalo na United States Open.

Uma das tenistas mais celebres dos EUA gosta de dar uns escândalos vez ou outra.

23. Al Sharpton ganha seu próprio programa na MSNBC. Nós estamos esperando para ver se Tawanna Brawley vai ser uma de suas convidadas. 

Nos EUA, existem três canais de notícias: a CNN, a mais conhecida e respeitada; a Fox News, a mais vista, conhecida por ser extremamente conservadora e pró-republicanos e a MSNBC, que tem uma linha mais democrata e liberal. Al Sharpton é um pastor controverso nos EUA, democrata e ativista de direitos sociais. Esse caso Tawanna Brawley é toda uma complicação mas em resumo: no fim dos anos 80, Tawanna, uma garota negra de 15 anos, acusou 6 policias de tê-la estuprado e inicialmente o público ficou do lado dela mas, no fim, foi constatado que tudo não passou de uma invenção. Al Sharpton foi um dos conselheiros dela na época.

24. Keith Olbermann sai da MSNBC para ir para a Current TV, desponta para o anonimato.

Tanto a Fox News quanto a MSNBC são conhecidas por serem cheias de personalidades extremamente vocais; de esquerda (no caso da MSNBC) e da direita (no caso da FOX News). Keith era uma das maiores personalidades da MSNBC mas, depois de alguns problemas, ele saiu da emissora e foi para a Currennt TV, rede de Al Gore com audiência baixa. Esperava-se que a ida dele para o canal fosse trazer milhões de espectadores da MSNBC mas nem foi o caso.

25. Zooey Deschanel: adorável ou irritante? Discutam.

A eterna controvérsia, não é mesmo? Depois de explodir com 500 Dias Com Ela, seu estilo meigo e adorável e sua banda She & Him, Zooey virou estrela da bem sucedida comédia da Fox The New Girl. Alguns a amam, outros a odeiam mas acho que todos concordam que ela anda na linha ténue entre fofura e chatice.

26. O fenômeno UNIQLO. Os seus anúncios eram inescapáveis (principalmente se você anda de metrô).

A Espanha tem a Zara, a Suécia tem a H&M e o Japão tem a UNIQLO. A marca de fast fashion japonesa, conhecida por suas roupas básicas, baratas e de alta qualidade (camisetas térmicas potentes, camisas para calor que evitam suor, etc), é um fenômeno na Ásia e agora está se espalhando pelo Ocidente, com lojas em toda Europa e nos EUA. A loja da marca no Soho está sempre lotada e, em outubro, a UNIQLO abriu uma flagship gigantesca e chamativa na 5a Avenida que, ao que tudo indica, está dando bastante certo.

27. O talk show broxante de Anderson Cooper. Ele deveria ter esperado a aposentadoria do Regis.

Anderson Cooper é um dos jornalistas mais badalados dos EUA: gay, competente, charmoso, atlético e filho de Gloria Vanderbilt, uma das bilionárias mais celebres de NY. Depois de anos como repórter da CNN e do 60 Minutes, Anderson ganhou seu próprio talkshow, seguindo os passos da recentemente aposentada Oprah e de Ellen DeGeneres, e as expectativas eram altas. Mas, apesar de não ter sido um fracasso, também não foi um sucesso.


Levando em conta sua amizade com Kelly Rippa e o fato dele ter substituido Regis Philbin com enorme sucesso diversas vezes no Live! with Regis & Kelly, muitos acham que ia ser bem melhor para o moço se ele simplesmente substituísse Philbins ao invés de ter seu próprio programa. Oh well...

28. Uma despedida tocante para bin Laden, Qaddafi e King Jong-il.

Vão tarde.

29. Anthony Weiner renuncia depois que se descobre que ele mandou, via Twitte, fotos dele sem camisa para jovens garotas por todo país. Insira sua piadinha aqui.

Um desses escândalos sexuais políticos americanos. Esse Anthony Weiner era um senador democrata em NY e whatevs... ah, e weiner serve como gíria para "pau" hence piadinhas.

30. Casamento gay é aprovado no estado de Nova York.

Antes tarde do que nunca. E note como é "casamento", não "união civil".

31. O rápido e chocantemente inepto período de Cathie Black como chanceler das escolas de Nova York.

32. O.K., ela era uma chanceler horrorosa mas ninguém, nem ela, merece aquela foto como capa da New York magazine.

33. Os fãs da Nascar vaiando Michelle Obama e Jill Biden, a primeira e segunda dama, quando elas apareceram numa corrida --- para promover uma caridade

34. Here, there and everywhere. A onipresente Nicki Minaj.

2011? Essa bola eu cantei em fevereiro de 2010. Desde então, ela vendeu 2 milhões de unidades de seu primeiro CD Pink Friday e emplacou um smash hit com Superbass.

35. O phone-hacking scandal de Murdoch. Já teve algum exemplo melhor de schadenfreude?

Schadenfreude = ficar feliz com a miséria dos outros. Murdoch = um dos bilionários mais detestáveis do mundo, dono do império Fox. Phone-hacking scandal: a maior news story do ano no Reino Unido, quando descobriram que o News of the World, o tablóide mais vendido do país, propriedade de Murdoch, hackeou a caixa postal de absolutamente todas as celebridades, políticos e até vítimas de sequestro, assassinato e terrorismo em busca de reportagens. Essa descoberta revelou todo um mundo lamacento e não ético dos tablóides britânicos de Murdoch que envolviam desde o primeiro ministro até a Scotland Yard e culminou no fechamento do News of the World, o tablóide mais vendido da Europa, depois de 168 anos em publicação. Ah, e tudo isso fudeu muito Murdoch e sua Newscorp corporation, o que foi bastante bom pois ele adora abusar do poder, tanto nos EUA quanto no Reino Unido.

36. O filho de Mia Farrow e Woody Allen, Roman (nascido como Satchel) é nomeado um acadêmico de Rhodes.

Único filho biológico de Farrow e Allen, ele ficou famoso pois foi protagonista de uma briga na justiça entre os dois quando eles se separaram pois Allen, pasmém, traiu sua esposa com a filha adotiva dela (Soo-Yi, com quem ele é casado até hoje). Roman não tem mais nenhum contato com Woody Allen hoje em dia mas ele foi nomeado pela Rhodes como um dos maiores pensadores dos EUA. E uma rápida lida na sua entry no Wikipedia faz com que seja bastante difícil descordar disso, o cara é mesmo excepcional. Se você quiser saber os detalhes mais sórdidos da relação de Roman com Woody, o duvidoso (porém informativo, pelo menos quando o assunto é fofoca na internet) tablóide britânico Daily Mail tem os detalhes.

37. A controvérsia da Netflix.

O Netflix é o sistema de aluguel de DVD por correio que faliu a Blockbuster e todas as outras locadoras EUA afora. Além de poder alugar via internet, receber por correio e poder ficar com o filme por tempo indeterminado, a Netflix ainda oferece uma enorme biblioteca de seriados e filmes que podem ser streamed legalmente via computador, Apple TV e sistemas de TV a cabo (o sistema de streaming pela internet foi recentemente introduzido no Brasil apesar de ter uma seleção mais limitado que nos EUA. Já o sistema de aluguel foi copiado por aqui pela NetMovies).


Basicamente, a enorme controvérsia se deu quando o Netflix, que é enormemente popular lá nos EUA, aumentou o preço em 60%. De 10 dólares pelo serviço de aluguel e streaming, o preço subiu para 16 dólares (ou 8 dólares por apenas um dos dois serviços). Isso causou enorme polêmica, fez com que milhões cancelassem suas assinaturas e deu enormes prejuízos para a companhia e seus investidores no quarto trimestre do ano passado.

38. A espera pela volta de "Downton Abbey".

A novelesca mini-série histórica Downton Abbey, que foi um verdadeiro fenômeno de audiência no Reino Unido ao longo dos últimos dois anos, também deixou os nova-iorquinos viciados. Com fotografias e figurinos lindos, sedutores sotaques britânicos e enredos de dramalhão envolvendo a sempre fascinante aristocracia inglesa, what's not to love?

39. O fechamento do Elaine’s.

Depois de 43 anos, o muitíssimo celebrado restaurante e bar do Upper East Side, que tinha uma clientela estreladíssima que ia de Micki Jagger a Woody Allen, fechou suas portas, seis meses depois da morte de sua dona, Elaine Kauffman.

40. Em agosto, o prefeito Bloomberg anuncia que um vice-prefeito renunciou para buscar "oportunidades do setor privado em finanças de infraestrutura". O que ele não citou no seu anúncio: o político tinha sido preso dias antes depois de uma briga doméstica com sua esposa.

41. Brian Williams: o próximo Walter Cronkite ou o próximo Johnny Carson?

Brian Williams é o apresentador e editor chefe do NBC Nightly News, o principal jornal da NBC. Ele é frequentemente comparado com o Walter Cronkite, o mais célebre jornalista televisivo dos EUA, mas o anúncio de que ele apresentaria um talk show no horário nobre despertou comparações entre ele e Johnny Carson, o icônico apresentador do Tonight Show. Ah, e o fato de que ele vai de jornalista sério a piadista que aparece no Saturday Night Live e no 30 Rock parodiando ele próprio também faz o público questionar qual dos dois icones Brian está tentando emular (os dois, de acordo com ele).

42. Blake Lively e Leo DiCaprio.

Só eu acho creepy como Leonardo DiCaprio fica indo atrás de loiras altas e pernudas cada vez mais novas? Primeiro Gisele Bundchen (31); depois Bar Rafaeli (26) e finalmente Blake Lively (24). Get it together Leo.

43. Blake Lively e Ryan Reynolds.

Blake fez sucesso com os A-listers ao longo do ano passado, né? 

44. O abdômem de Ryan Gosling

Desde The Notebook, Gosling é amado por mulheres do mundo inteiro e, em 2011, ele consolidou seu papel como sonho de consumo de 9 entre 10 mulheres.

De nada
45. A onde de calor em julho. O furacão em agosto. A tempestade em outubro. A Mãe Natureza deve estar bem furiosa.

46. A super assustadora Tiger Mother

Amy Chua, uma professora de direito de Harvard, escreveu um livro sobre a maneira "chinesa de educar seus filhos" (exemplo: não os deixe dormir na casa dos amigos; não os deixe assistir televisão ou jogar jogos no computador; não permita nenhuma nota abaixo de 10; os force a aprender piano e violino; os proíba de tocar qualquer outro instrumento se não piano e violino; não os permita não ser o número 1 em qualquer matéria que não seja educação física ou teatro, etc) que virou um best-seller. Ela realmente parece assustadora mas ela não soa tão monstruosa depois de eu ler esse perfil dela.

47. Elizabeth Taylor morre com classe. O leilão de suas jóias, vestidos e outros pertences na Christie's arrecadam 156 milhões de dólares, quase tudo em prol a sua fundação contra AIDS.

48. A enlouquecedoramente pegajosa (ou talvez só enlouquecedora) “Moves Like Jagger.”

49. Se perder durante Sleep No More

Obra da companhia teatral britânica Punchdrunk, a peça rapidamente se transformou na moda entre celebridades, trendsetters, intelectuais e hipsters nova-iorquinos. A história, uma adaptação de Macbeth, se passa dentro de um hotel e toda a platéia usa máscaras e deve andar livremente pelos recintos, criando assim sua "própria jornada". Dessa maneira, todo mundo pode se perder, tanto literalmente (pelos zilhões de ambientes do hotel) quanto figurativamente (a história não faz muito sentido).

50. Conseguir uma lap dance de Hugh Jackman.

Pois é, Hugh Jackman oferecia lap dance a algum membro da platéia do seu one man show na Broadway, intitulado criativamente de Hugh Jackman, Back on Broadway. O espetáculo teve todos os seus shows esgotados e ficou em cartaz de outubro até janeiro desse ano.

51. Planking.

A moda mais retardada da história do planeta terra. Basicamente, planking é tirar uma foto de você deitado, com os braços ao lado do corpo, em algum lugar pouco usual (em cima de um carro, de cara no chão). Não só retardado como também perigoso já que teve gente que morreu tentando plank de varandas e afins. Uma rápida busca no Google Imagem mostra alguns exemplos dessa tosquice.

52. “Crepúsculo.” Isso ainda não acabou?!

Quase lá! Só mais um filme e Jacob, Bella e Edward deixaram de ser onipresentes em nossa vida. Em tempo: o último filme, Breaking Dawn Part 1, arrecadou 700 milhões de dólares e o DVD, que foi lançado nesse final de semana, vendeu 3.2 milhões de unidades de DVDs nos primeiros dias só nos EUA. Eeks.

53. A contagem de corpos em“Spider-Man: Turn Off the Dark.”

Spider-Man: Turn Off the Dark é o musical mais caro da história da Broadway com trilha sonora feita pelo U2 e um monte de fanfare e buzz. Mas ele meio que se provou um desastre, com vários atores se acidentando durante os stunts perigosos, críticas bastantes negativas e uma briga judicial envolvendo a diretora original do musical, a premiada Julie Taymor.

54. O jogo de adivinhação na Dior

A Christina Dior, uma das grifes de luxo mais tradicionais do mundo, ficou sem nenhum head designer quando John Galliano, o icônico e prêmiado estilista chefe da marca, foi demitido após umas declarações bêbadas bizarras e anti-sêmitas. Todo mundo ficou louco para saber quem ia o suceder (Marc Jacobs? Riccardo Tisci?) mas até agora ninguém foi anunciado.

55. Andy Rooney se despede pela última vez

Jornalista mega famoso, ele tinha um segmento, A Few Minutes with Andy Rooney, dentro do 60 Minutes, o jornalístico mais visto dos EUA, desde 1978. Ele morreu aos 92 anos em novembro.

56. Lady Gaga, yes. Jo Calderone, no.

Lady Gaga travestida como Jo Calderone nos VMAs: bizarro demais até para ela
57. Michael Fassbender. E não só por causa da sua nudez frontal em Shame.

O britânico é o ator do momento depois da sua elogiadíssima performance como protagonista de Shame, um controverso filme britânico sobre um viciado em sexo e co-estrela Carey Mulligan.

58. Meryl Streep. E não só porque ela acerta perfeitamente (de novo!) o sotaque em "The Iron Lady".

O mundo ama Meryl mais do que nunca. E a sua atuação como a primeira ministra Margaret Tatcher é um dos favoritos para ganhar o Oscar de Melhor Atriz.

59. R.I.P., R.E.M.

A banda de rock americana, cujo maior hit é Everybody Hurts, anunciou seu fim em setembro.

60. As duas Emmas (Stone e Watson) arrasaram nos tapetes vermelhos em 2011.

As mais bem vestidas do ano?

61. “The Book of Mormon.” Blasfêmia nunca foi tão hilária.

O musical da Broadway dos criadores de South Park se provou um enorme sucesso, tanto de crítica quanto de público.

62. Oprah leva um ano — e três programas de despedidas — para dizer adeus.

Depois de 25 anos, a maior personalidade televisiva dos EUA encerra seu icônico talkshow. Ao longo do último ano, Oprah fez uma retrospectiva de sua carreira e terminou o programa com três despedidas, um final espetacular na frente de 12 mil pessoas no United Center Arena (com a participação de Tom Cruise, Beyoncé, Dakota Fanning, Will Smith, Madonna, Stevie Wonder, Tom Hanks entre vários outros) em Chicago, que foi exibido em duas partes, e um programa mais intimo onde, sem platéia e convidados, ela agradeceu a sua equipe e público. 

63. O décimo aniversário do 11 de setembro.

64. Gospel brunch no Red Rooster Harlem do Marcus Samuelsson.

O celebrado chef abriu um restaurante no Harlem que inclui comfort food e até um coral gospel. Nascido na Etiópia e criado na Suécia, Marcus agora celebra a cultura afro-americana (ah, e não tem como reservar! Tem que entrar na fila para comer lá!).


Mais um stock broker bilionário acusado de fraude.

66. Os vizinhos de acento do inferno. Gérard Depardieu é expulso de um voô da Air France depois de urinar no meio da cabine. Alec Baldwin briga com a aeromoça ao se recusar a parar de jogar Words with Friends e desligar seu iPhone.

67. O escândalo em Penn State: O quanto JoePa sabia?

Football universitário é um negócio giga nos EUA e quase nenhuma faculdade tinha um time tão respeitado e valioso quanto a Penn State. O seu técnico, Joe Paterno, é uma figura histórica na universidade e em todo o estado.

Porém, no fim do ano, foi descoberto que um dos assistentes mais antigos de JoePa tinha abusado sexualmente de dezenas de garotos menores de idade. Muitos acusaram o técnico de fazer vista grossa e permitir que os abusos acontecessem enquanto muitos outros o defenderam, dizendo que ele estava sendo usado como bode expiatório. Foi um enorme escândalo para o mundo esportivo nos EUA, principalmente na costa leste.

68. Mães da reinvenção: Tina Brown e Arianna Huffington.

A britânica Tina Brown é uma das jornalistas mais respeitadas dos EUA, tendo editado, com enorme sucesso, a Vanity Fair de 1984 a 1992 e a New Yorker de 1992 a 1998. Em 2008, ela criou o site de notícias Daily Beast e, no fim de 2010, ela foi apontada como a nova editora da Newsweek, uma das revistas mais respeitadas dos EUA mas que estava enfrentando uma enorme crise.

Já Arianna ficou famosa como uma comentarista política conservadora no começo dos 90 e, no fim da década, ela mudou para a esquerda, virando oficialmente uma democrata. Em 2005, ela criou o site The Huffington Post e, apesar das baixas expectativas, o projeto se tornou um dos sites de notícia mais visitados e influentes dos EUA. Em fevereiro do ano passado, a AOL comprou o grupo por 315 milhões de dólares e colocou Arianna como a responsável de grande parte dos sites da companhia.

69. O final do “don’t ask, don’t tell.”

Militares abertamente gays finalmente puderam se alistar no exército, terminando uma lei completamente absurda depois de 19 longos anos.

70. A espera de quase dois dias para comprar um novo iPad 2. (Uma mulher passou 41 horas na fila da Apple store na 5a Avenida para depois vender seu lugar por 900 dólares.)

71. Tebow Time.

A ascensão do jogador de futebol americano Tim Tebow do Denver Broncos como um dos jogadores mais amados e controversos do país. Além de jogar muito (Tebow Time é uma referência a habilidade dele de virar o jogo nos minutos finais) e ser bonito, ele ainda é um cristão dedicadíssimo. Digamos que ele é um Kaka made in US.

72. Natalie Portman e Benjamin Millepied.

Quando Portman estava no topo do mundo graças a repercussão de seu papel em Cisne Negro foi revelado que não só ela estava namorando com o instrutor que a ensinou a dançar para o filme, o francês Benjamin Millepied, ela também estava gravida dele. Detalhe: Benjamin estava comprometido quando ele começou seu relacionamento com Portman.

73. Um amoroso adeus a Erica Kane e o resto de Pine Valley.

A icônica soap opera diurna All My Children foi cancelada pela ABC depois de 41 anos no ar.

74. O agora oficialmente irritante James Franco.

James Franco era fofo no começo: um ator bonito e competente, que fazia papéis diversificados, com sexualidade indefinida, inteligente e estudante de uma boa universidade. Daí ele começou a ficar chato, ser muito pretensioso, fazer umas exposições de arte nojentas, escrever uns livros incompreensíveis, começar a cursar mil cursos em mil universidades (por causa da fama, não da inteligência) e, a cartada final, aceitou apresentar o Oscar e foi um apresentador completamente desinteressado, incompetente e chapado.

75. O revival da peça de Larry Kramer de 1985, The Normal Heart. Uma lembrança eloquente que silênci = morte.

Uma peça Off-Broadway sobre a epidêmia da aids em Nova York durante a década de 80. No ano passado, a obra finalmente estreou na Broadway, sendo um sucesso de crítica e levando vários prêmios Tony.