Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Euphoooooooria: Eurovision 2012


Nesse domingo, o concurso de talento pan-europeu, o Eurovision, aconteceu em Baku, no Azerbaijão. Um enorme e super produzido show kitshy, o programa -- produzido pela European Broadcasting Association -- é o evento não-esportivo mais visto no continente e, ao longo de mais de cinco décadas, revelou, entre outros, o Abba (ganhadores pela Suécia) e Celine Dion (que, apesar de ser franco-canadense, ganhou pela Suíça).

Como vencedor do ano passado, o Azerbaijão ganhou o direito de sediar o evento esse ano. Apesar de ser algo estabelecido nas regras oficias do concurso, a decisão foi extremamente polêmica, afinal o país tem um péssimo histórico quando o assunto são direitos humanos e liberdade de expressão (para os interessados, recomendo esse documentário da BBC). 

De qualquer maneira, o Azerbaijão recebeu a oportunidade de braços abertos. Assim como as Olimpíadas ou a Copa do Mundo, o Eurovision é uma ótima oportunidade de promover o país sede perante uma audiência gigantesca pan-europeia, algo que parece muito vantajoso para um lugar cheio de belezas naturais porém relativamente obscuro e ignorado pelo turismo. E, diferente da maior parte do território europeu, que está falido e submergido em crises, a nação é cheia de dinheiro graças a enorme quantidade de petróleo em suas terras.

Por isso, vendo essa oportunidade impar de promover o país, os líderes de Estado resolveram investir 100 milhões de dólares no evento, um número bastante alto para algo que, diferente de outros grandes acontecimentos que duram semanas, tem uma duração total de apenas 3 horas. Para não perder o hábito, foi tudo feito perante protestos (silenciados a força) de corrupção e violação de direitos humanos mas, no final das contas, um suntuoso estádio foi construído e o país organizou um show espetacular e bem produzido, mantendo a tradição de grandiosidade que a European Broadcast Association tem tentando sustentar nos últimos anos para combater a reputação de "cafona" que o concurso carrega (mas né? Já dizia Countess LuAnn, money can't buy you class. Espetacular, bem feito e suntuoso? Sim. Mas ainda cafona).

Em troca do investimento, eles ganharam uma oportunidade valiosa de promover o país através de bonitas e bem produzidas vinhetas exibidas ao longo do programa mostrando tudo que ele tem a oferecer de bonito e atraente para os potenciais turistas europeus: linda arquitetura, belíssimos museus, chá, paisagens fantásticas (a parte dark do país -- e o fato dele ser comandado por uma mafia -- foi obviamente ignorado durante a transmissão mas, né? Detalhes).

O slogan desse ano foi Light your fire, uma referência ao fato de Baku ser conhecida como "cidade do fogo". E, para quem estava acompanhando o burburinho, a Suécia parecia ser a aposta mais segura de quem sairia como vencedor.


O que aconteceu esse ano foi algo similar aos acontecimentos de 2010 na Alemanha. Meses antes do concurso, a música entry do país (no caso, Satelite da jovem Lena) tinha se transformado num enorme fenômeno social, vendido centenas de milhares de cópias, ocupado o topo da parada de singles por semanas e enchido a população local de otimismo. Na hora H, não deu outra: a Alemanha venceu a competição.

Uma seqüência  de eventos bem parecida se desenrolou na Suécia: assim como Lena em 2010, Loreen foi escolhida como a representante do país num reality show de talento que atinge enormes audiências (no caso, o Melodifestivalen, uma tradição no país faz décadas). Sua entry, Euphoria, se transformou num enorme fenômeno social imediatamente após a cantora ter sido nomeada a vencedora e, meses antes da competição, a música já tinha atingido o topo das paradas locais e se transformado, em pouco mais de um mês, no single mais vendido do ano, alcançando 5x Platina e uma onipresença na mídia que não era visto fazia anos para uma canção do Eurovision.

E, quando chegou o momento, não deu outra: Loreen, com Euphoria, foi coroada a grande vencedora do Eurovision, sendo a quinta vez que a Suécia ganhou o concurso.

 

E não foi uma simples vitória, foi uma vitória arrasadora. O vencedor é escolhido por uma combinação de votos do público (que não pode votar no seu próprio país mas pode escolher a música favorita de outras nações) e do jurado. Mais de 1/5 de todos os votos do público computados foram para Loreen (lembrando que a Suécia não podia votar nela) e a música ganhou com 372 pontos, a segunda pontuação mais alta da história do concurso (atrás do norueguês Alexander Rybak que, em 2009, venceu com 387 pontos pela Noruega). Horas após o evento ter sido exibido, a música tinha alcançado o topo do iTunes de 14 países.

Um dos países que a canção arrasou depois da vitória foi o Reino Unido onde a música alcançou o primeiro lugar no iTunes e o terceira lugar nas paradas oficiais fazendo com que Euphoria se transformasse na primeira canção do Eurovision a alcançar o top 3 em mais de duas décadas.

Na Suécia, como não poderia deixar de ser, a vitória foi recebida com enorme histeria. Milhares de pessoas foram receber Loreen no centro de Estocolmo e até a Guarda Real Sueca comemorou fazendo uma rendition da música.


No fim, o Eurovision desse ano foi um sucesso coroando uma música universalmente elogiada (em contraste com a vitória extremamente esquecível e duvidosa do Azerbaijão no ano passado) e dando a vitória para a Suécia, um dos países que mais se entusiasmam com o concurso.

Alias, é interessante destacar que, enquanto a popularidade do Eurovision oscila bastante nas diferentes nações européias, a Suécia é um país que, entra ano e sai ano, se mantém com um interesse bem alto no concurso. Além disso, é um dos países que mais têm vitórias e, assim como no panorama pop em geral, onde as paradas internacionais são monopolizados por produtores escandinavos, a maior parte dos países participantes do concurso (Reino Unido, Espanha, Chipre, Grécia, Malta e até o próprio Azerbaijão) escolhem produtores suecos para produzir as músicas que representaram o país.

No mais, além de Loreen, as outras estrelas da noite foram as vovózinhas russas que ficaram em segundo lugar com Party for Everybody. Por mais que as vovózinhas de Buranov tenham conquistado a Europa, a música delas não esta exatamente pegando fogo nos iTunes mundo afora (ainda bem).

Loreen é recebido por multidão no centro de Estocolmo
Já os grandes perdedores foram as outras nações escandinavas e o Reino Unido. Tanto a Dinamarca quanto a Noruega tiveram péssimos resultados mas o UK teve uma das derrotas mais dolorosas afinal eles tinham até feito um esforço e mandado Engelbert Humperdinick, um cantor com bastantes achievments e certo reconhecimento mundial.

Alias, dado curioso, por serem os maiores contribuintes financeiros da European Broadcasting Association, o Reino Unido, a Alemanha, a França, a Itália e a Espanha tem entrada automática no concurso enquanto o resto das nações européias tem que participar de uma semi-final e podem não ser escolhidos para serem representados na final.

sábado, 14 de abril de 2012

One Direction: boyband 2012-style


Se existia uma tendência que, a nível global, parecia ter ficado no fim dos anos 90 eram boybands. Desde os tempos dos Backstreet Boys e do NSync, nenhum grupo de garotos cantores capturou as paradas mundiais e despertou o caos entre garotas adolescentes mundo afora (os Jonas Brothers TALVEZ mas eles tocavam instrumentos, né?). O sucesso dos britânicos do One Direction, contudo, parece atestar que a moda voltou com bastante força. Porém, é claro, de uma maneira bem 2012.

O One Direction foi formado na nona temporada do The X Factor britânico. Cada um dos cinco meninos -- Harry, o mais popular; Zayn, o misterioso; Nial, o irlandês; Louis, o engraçado e Liam, o sensível -- fizeram audições separadamente e foram juntados como um grupo por Simon Cowell. Os garotos não ganharam o programa (ficaram em terceiro lugar). Mas, vendo tudo que eles alcançaram, não tem como negar que eles foram os vencedores morais.


Lançado em novembro, Up All Night, o primeiro álbum dos meninos, já vendeu 600 mil unidades no Reino Unido. O primeiro single, What Makes You Beautiful, também estreou no topo e ultrapassou 540 mil unidades ao longo do ano passado. E, em março, eles esgotaram -- em minutos -- os 400 mil ingressos da turnê por arenas britânicas que eles irão fazer entre fevereiro e abril do ano que vem (só em Londres foram vendidos 115 mil ingressos para dez apresentações na O2 Arena. Com isso, os meninos empatam com Rihanna como os artistas que mais se apresentaram consecutivamente no local, atrás apenas de Bon Jovi, Prince e das Spice Girls em sua turnê de reunião).

O segredo dos sucessos? Os cinco meninos são charmosos e bem humorados e eles sabem expressar bem esses trajeitos no Twitter (algo muito importante em 2012, né?) e em entrevistas. Eles são bonitos de uma maneira boy next door e são muito estilosos, no estilo "namorado dos sonhos" da típica jovem de hoje em dia.

Enquanto no Reino Unido o sucesso deles foi impulsionado pelo X Factor (que é, afinal de contas, o programa mais visto no país), no resto do mundo eles alcançaram popularidade de uma maneira muito 2012: através das redes sociais.

O Twitter dos meninos ficou cada vez mais popular e, no Tumblr as imagens daqueles garotos bonitos e bem vestidos começou a se popularizar, atraindo a atenção de meninas na América do Sul, do Norte e da Europa afora.

Rapidamente, os One Direction já eram mega estrelas no Brasil, no Mexico, na Itália, na Suécia, na Espanha, na Alemanha, na França, na Austrália...

E, finalmente, nos EUA.

O maior mercado do mundo nunca foi enormemente receptivo a bandas pops britânicas. Desde que os Beatles explodiram nos anos 60, as Spice Girls foram os outros únicos atos jovens pop a alcançar enorme sucesso no país. Nem os irlandeses do Westlife, nem os historicamente bem sucedidos Take That conseguiram penetrar o mercado apesar de centenas de milhões de cópias vendidas no Reino Unido.

Porém, depois de anos de seca, 2012 parecia finalmente ser o ano dos britânicos teenyboppers quando os meninos do The Wanted, outra boyband inglesa, foram impulsionados por uma apresentação no talkshow da Ellen e levaram seu single, Glad You Came, para o top 5 do Billboard.

Porém, o sucesso do The Wanted foi rapidamente ofuscado pelo One Direction. Sem nenhuma promoção e apenas com a força das mídias sociais, os meninos movimentaram mais de 130 mil unidades do primeiro single, What Makes You Beautiful, em apenas uma semana, penetrando o top 10 do iTunes e o top 30 do Billboard Hot 100. Desde então, a música já alcançou o top 5 do iTunes e o nono lugar no Hot 100 (e continua escalando as paradas).

Porém, o mais impressionante ainda estava por vir: o álbum deles, Up All Night, vendeu 175 mil unidades, estreando em primeiro lugar nas paradas americanas. Dessa maneira, eles conseguiram o que nenhum grupo britânico -- nem os Beatles -- conseguiu: estrear no topo com o primeiro álbum.


Desde então, os meninos estão sendo tratados como pop royalty. Suas sessões de autografo atraem milhões de meninas EUA afora (uma apresentação gratuita de 45 minutos -- com entradas limitadas a portadores de wristbands -- atraiu 25 mil fãs em Dallas, no Texas) e a aparição deles no Today Show, para um concerto ao ar livre na Rockfeller Plaza, atraiu multidões na mesma escala que Lady Gaga, Justin Bieber e Chris Brown. Eles também foram as grandes estrelas do Kids' Choice Awards e uma apresentação no Saturday Night Live catapultou What Makes You Beautiful para o topo do iTunes e fez com que o CD tivesse um aumento de 95% em vendas (mais de 500 mil unidades já foram comercializadas nos EUA).

Talvez por serem ingleses, os meninos devem "menos" do que as boybands anteriores. Apesar de serem todos bastante novos, entre 18 e 19 anos, eles bebem e um deles até -- hold the phone -- fuma (Zayn Malick). Dois deles (Harry e Zayn) tiveram relacionamentos com mulheres muito mais velhas. Em suas entrevistas, eles fazem piadas politicamente incorretas e até xingam. Eles não dançam. O fato deles serem europeus, e não americanos, dá a eles a permissão de serem populares entre um público bem jovem e, mesmo assim, não terem a obrigação de serem squeaky clean.

Tudo isso, é claro, só dá força ao fenômeno e faz deles mais approachable e reais para a multidão de garotas que os idolatram. Alias, elas parecem compartilhar do senso de humor britânico dos meninos. Em seus concertos EUA afora, não é incomum ver cartazes como "ONE DIRECTION GIVES ME ERECTION" e "LET ME MALICK YOU, ZAYN MALICK".

Enquanto isso, os meninos continuam imparaveis. O inicio da venda de ingressos da turnê australiana deles colapsou os sites de venda e um esquema de segurança de proporções épicas está sendo montado para controlar as fãs quando eles desembarcarem no país. Na França, um início de pisoteamento enlouqueceu policiais quando 3 mil fãs foram recebe-los na estação de trem durante uma breve parada promocional. Já nos EUA, a primeira turnê deles pelo país encontra-se esgotada. O sucesso foi tamanho que os meninos anunciaram um show extra na arena mais importante do país, o Madison Square Garden em NY. Em cinco minutos, os 16 mil ingressos tinham acabado. Com uma demanda excedendo as mais positivas expectativas, os garotos acabam de anunciar 25 shows adicionais nos EUA para daqui a mais de um ano (de junho a agosto de 2013) com cerca de 300 mil ingressos sendo disponibilizados para os fãs. Em breve, eles devem anunciar uma turnê pelo resto da Europa e, no fim do ano, eles lançam um segundo CD.

É, parece que as boybands voltaram de vez.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Modern Family: a hora da guerra




Nossa, parece que foi uma eternidade que um anúncio de Modern Family roubou o holofote do Oscar (e bom, meio que foi mesmo). Desde então, o programa virou a franquia mais poderosa da TV aberta americana, ultrapassando Two & a Half Man e The Big Bang Theory da CBS para se tornar a comédia mais vista do país. Mais do que isso, Modern Family virou o queridinho de todas as premiações (mais de 15 Emmys até agora) e atraí um número de jovens que não é visto desde os tempos de Friends. Além disso, a comédia não para de crescer, com um aumento de 13% na terceira temporada em relação a anterior.

E, claro, tudo isso significa uma coisa: MONEY. Em 2011, Modern Family lucrou 164 milhões de dólares só com anúncios para a ABC. A rede de TV a cabo USA comprou os direitos de retransmissão do programa por uma license fee que se aproxima a 1.5 milhão de dólares por episódio. E isso sem contar as vendas de DVDs; os milhões com os direitos internacionais e os mais centenas de milhões de dólares adicionais que o programa irá lucrar quando os direitos de syndication (retransmissão) forem negociados com redes de TV aberta no ano que vem.

Agora, a produção da terceira temporada se encerrará e começará o momento que fará a cabeça de executivos e agentes girarem: a renegociação de contratos.

Nos EUA, os atores quase sempre fecham contrato para 7 temporadas logo no momento que o programa é comissioned pela rede de TV (claro que é raríssimo um programa alcançar um run tão longo, só 1 em 20 conseguem, mas esse é o contrato padrão). Porém, depois de três anos de sucesso, os atores tem o direito de renegociar seus salários, incrementando os bônus, aumentos e até estendendo o contrato por mais alguns anos adicionais (quanto mais tempo no ar, mais dinheiro lucrado com a venda de retransmissão e esse é um dos principais meios de lucro das redes de TV americanas).

Porém, é óbvio que as coisas não são fáceis assim: NINGUÉM quer dar o braço torcer, nunca. Como já vimos com as centenas de renegociação de contrato dos dubladores dos Simpsons e com a super hiper mega divulgada renegociação do elenco de Friends no fim dos anos 90 (que acabaram fechando por um salário record breaking de 1 milhão de dólares por episódio + bônus), essas discussões rendem. É um enorme vai e vem entre advogados; agentes; atores; executivos e presidentes de empresa.

Os tempos de 1 milhão de dólares por episódio ficaram para trás. Enquanto no fim dos anos 90, isso era um salário normal para megaestrelas de sitcom, hoje em dia ninguém na televisão recebe metade disso. Porém, analistas estimam que o elenco consiga alcançar a faixa de 150 mil dólares por episódios.

Um exemplo recente foi The Big Bang Theory. A sitcom da CBS também lucra milhões e está bem próxima de Modern Family em valor total de mercado e as três estrelas do programa -- Kaley Cuoco; Jim Parsons e Johnny Galecki -- fecharam por 200 mil dólares por episódio (ou seja, cerca de 4.6 milhões por temporada) além de royalties e um aumento percentual anual. Porém, Big Bang só tem três estrelas e o elenco principal de Modern Family é composto pelo dobro disso (Ed O'Neil; Sofia Vergara; Ty Burrel; Julie Bowen; Jesse Tyler Fergunson; Eric Stonestreet).

No começo do programa, o elenco recebia entre 20 e 60 mil por episódio. Atualmente, todos recebem entre 60 e 100 mil. Espera-se que eles tentem renegociar para, no minimo, o dobro disso e que, seguindo o exemplo de Friends, a negociação seja feita em conjunto, com todos exigindo a mesma quantia.


Mas, deixando os detalhes minuciosos sobre salários de lado, alguém duvida que a breakout star do programa seja Sofia Vergara? A colombiana não é nada boba e tá lucrando milhões e capitalizando no fato dela ser uma das garotas propagandas mais cobiçadas por anunciantes.

No momento, ela estrela nada menos que três campanhas: a da Diet Pepsi; da marca de maquiagem CoverGirl e da loja de departamento KMart, que comercializa uma linha de roupas baseada na atriz. Ela também está na capa da Esquire e da InStyle e será a primeira integrante do elenco de Modern Family a conseguir um super prestigioso slot como apresentadora do Saturday Night Live, algo reservado para A-listers. Além disso tudo, ela ainda tem um papel de destaque no filme Os Três Patetas, dirigido pelos irmãos Farrely e baseado nos curtas cômicos do mesmo nome.


O sucesso de Sofia é de fácil compreensão: um personagem carismático numa comédia extremamente popular; corpo e personalidade extremamente sensuais e conexão tanto com o público feminino (que a acha aproximavel) quanto masculino (que a acha irresistível), além, é claro, com o público latino, uma das fatias mais lucrativas e importantes nos EUA atualmente.

Edit (08/2012): dito e feito. Na última semana de julho, depois de meses de negociação, todo o elenco protagonista do programa boicotou a primeira reunião de elenco da nova temporada e entrou com um processo contra a Warner. Uma semana depois, tudo já tinha se resolvido e os atores fecharam por 180 mil dólares por episódio, com um aumento percentual a cada nova temporada e uma parcela pequena dos lucros totais de syndication do programa. Em troca, eles aceitaram estender o contrato deles por mais uma temporada (ou seja, eles estão comprometidos por 8 temporadas).

terça-feira, 27 de março de 2012

Na telona: Hunger Games e outros sucessos


Hunger Games, conhecido no Brasil como "Jogos Vorazes", primeiro filme baseado na trilogia de best-sellers escrito por Suzanne Collins, estreou essa sexta-feira e, como previsto, quebrou recordes ao arrecadar centenas de milhões de dólares em seu primeiro final de semana. 

A nível mundial, o filme lucrou 250 milhões de dólares, mais da metade disso (155 milhões) apenas nos EUA e no Canadá. Com isso, ele se tornou a melhor estréia no mês de março da história e também o maior final de semana para uma não-seqüencia na história da América do Norte e terceiro no total (atrás apenas de Harry Potter & the Deathly Hollows part 2 e The Dark Knight), superando as aberturas de todos os filmes da saga Crepúsculo. O filme também foi um enorme sucesso de críticas, com 85% dos especialistas elogiando a produção de Gary Ross de acordo com o Rotten Tomatoes. O público também parece ter aprovado, dando um A no Cinemascore (um método de pesquisa que contabiliza a opinião do público, que pode dar de A+ a F-, e, por indicar como será o boca a boca nas semanas subsequentes, tem enorme importância para os estúdios), com o público alvo (garotas adolescentes) dando um A+.

Com mais de 15 milhões de cópias impressas nos EUA até o momento, a trilogia ocupa o topo da lista dos mais vendidos e, com 170 mil unidades, a trilha sonora do filme -- que conta com músicas inéditas de Taylor Swift; Maroon 5; The Civil Wars; Kid Cudi; Miranda Lambert e Arcade Fire, entre outros -- está prevista para estrear no topo da Billboard na semana que vem, sinalizando uma dominação multimídia total por parte da saga.

Jennifer Lawrence, que interpreta a protagonista Katniss, é a it girl do momento. Depois de ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz ano passado por Winter Bone, a garota conseguiu o papel mais cobiçado do ano e sua performance está sendo unânimamente elogiada. Jennifer estampa as capas da Glamour americana e britânica e da Seventeen, além da Parade magazine (suplemento distribuído para mais de 30 milhões de pessoas pelo USA Today, o jornal mais lido do país) e estima-se que a garota e os outros atores da saga estejam na capa de mais de 50 revistas mundo afora. Ela ainda tem mais uma franquia lucrativa em produção: a seqüencia de X Men First Class, onde interpreta o papel de Mystique.

Para promover o filme, Jennifer Lawrence, junto com Liam Hemworth e Josh Hutcherson, os galãs da trama, visitaram oito shoppings em diferentes cidades americanas e foram a pré-estréias em NY, Los Angeles, Londres, Paris e Berlim. O burburinho em torno do filme também ajudou o livro a alcançar o topo da lista dos mais vendidos em toda a Europa e também na América Latina (inclusive no Brasil onde "Jogos Vorazes" atrai cada vez mais fãs) e fez as ações da Lionsgate, a companhia por trás do filme, alcançarem números recordes na Bolsa de Valores depois de anos em queda.

Apesar do sucesso sem precedentes de Hunger Games estar ofuscando tudo e todos, o filme não é o unico que tem obtido resultados bastante sólidos. Vamos dar uma olhadinha em alguns outros sucessos:


21 Jump Street. No fim dos anos 80, 21 Jump Street (Anjos da Lei) era o seriado do momento. Responsável por lançar a carreira de Johnny Depp, o programa da Fox contava a história de policiais que resolviam casos se infiltrando em high schools. Duas semanas atrás, uma adaptação cômica, estrelando Seth Rogen e Channing Tattum, estreou nos cinemas americanos e, apesar dessa descrição parecer uma receita para o desastre, o filme foi um enorme sucesso arrecadando 87 milhões de dólares em duas semanas e atraindo criticas majoritariamente positivas. Bônus: o filme tem um cameo de Johnny Depp. O filme estréia no Brasil em maio.

 

The Vow. A Walk to Remember e The Notebook eternizaram o gênero e Dear John e The Last Song fizeram garotas adolescentes em todo o mundo chorarem de emoção. Isso tudo também ajudou Nicholas Sparks, o homem que escreveu todas os melosos livros que deram origem aos filmes citados, a se tornar um dos autores mais ricos do mundo. Porém, cansado de pagar royalties para Sparks, Hollywood resolveu pegar todos os elementos (clichês e overused) de suas histórias; juntar Rachel McAdams (The Notebook) e Channing Tatum (Dear John) e fazer uma história original, The Vow, sobre um casal recém-casado que tem a vida posta de cabeça para baixo quando a moça sofre um acidente de carro que a faz perder a memória, forçando o puro rapaz com quem ela se casou a ter que reconquista-la de novo. Estreando nos EUA no Dia dos Namorados (14 de fevereiro), o filme lucrou mais de 40 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana e 166 milhões de dólares no total (em cima de um custo de apenas 30 milhões de produção), apesar das péssimas críticas. Ah, e apesar de Hollywood descobrir que dá para fazer filmes melosos, clichês e trágicos não baseados em livros de Sparks, o autor continua sendo um hot propriety: dia 20 de abril, estréia The Lucky Ones, outro drama romântico e trágico baseado em uma de suas obras com um hunky lead (Zac Efron, no caso).

 

The Lorax. Baseado na obra de Dr. Seuss, um dos autores infantis mais célebres dos EUA, o filme animado The Lorax lucrou 177 milhões de dólares nos EUA e deve ultrapassar os 250 milhões com sua estréia internacional. O filme conta com as vozes de Zac Efron; Taylor Swift (em sua estréia no cinema) e Danny DeVito nos papéis principais e teve uma campanha de marketing pesadíssima que incluiu um spot no Superbowl; integração com a NBC, rede que também pertence ao grupo Universal (distribuidor do filme), incluindo uma promoção com The Voice, atualmente o maior sucesso da emissora e mais de 70 promotional parters incluindo a HP; a rede de restaurantes iHop, a rede de supermercados de comida orgânica Whole Foods; sites infantis como Nick.com, Neopets e Poptronica; The Nature Conservancy; The National Education Association e a loja de departamento Target. O público latino, uma minoria extremamente numerosa nos EUA, também foi targeted com uma pesada campanha que incluiu promoções especiais em conjunto com a Univision e a Telemundo, as duas principais emissoras em espanhol dos EUA. Taylor e Zac ainda gravaram uma série de spots para a ABC Family, rede forte entre garotas adolescentes e Efron visitou Londres, Madrid e Roma para promover o filme.


Casa de mi Padre. Um filme extremamente bizarro, nenhuma surpresa que ele nunca tenha tido uma distribuição grande. Porém, apesar do seu limited release, Casa de Mi Padre foi um sucesso com quase 4 milhões de dólares arrecadados no seu primeiro final de semana e um per screen average bastante alto. A comédia, estrelado por Will Ferrel, deu o que falar por ser totalmente em espanhol (Will Ferrel não é latino); ter um elenco totalmente mexicano (além de Will Ferrel, é claro), liderado por Diego Luna e Gael Garcia Bernal, e ser uma paródia das novelas e filmes de ação mexicanos, com referências extremamente específicas (apesar de tanto o diretor quanto os roteiristas serem caucasianos). Toda essa bizarrice confundiu bastante os críticos mas atraiu um público maior que o esperado. Uma entrevista totalmente em espanhol entre Ferrel e o popular apresentador de talkshow Jimmy Kimmel também ajudou a causar burburinho.


 
October Baby. Com um per screen average de 6 mil dólares e 2 milhões de dólares arrecadados em um único final de semana, apesar de ser um lançamento extremamente limitado, October Baby foi outro sucesso de nicho nos EUA.  Porém, o nicho é bastante diferente da comédia de Will Ferrel: evangélicos conservadores. O filme anti-aborto, promovido pesadamente por grupos cristãos e pela reacionaria American Family Association, fez bonito nas regiões mais conservadoras dos EUA (Texas; Alabama; Mississipi; Carolina do Norte e Georgia) apesar de ter sido ignorado nas regiões menos, digamos, atrasadas (apenas 9 cinemas de Nova York exibiram o filme, em comparação com 32 no Texas e 28 na Carolina do Norte. Na Califórnia, o filme foi exibido em 26 cinemas, mas apenas dois em Los Angeles e em nenhum em São Francisco). De qualquer maneira, o drama cristão se mostrou extremamente rentavel.

Por outro lado, já tivemos um grande fracasso: John Carter. O filme de ação da Disney, estrelado por Taylor Kitsch, teve uma campanha milionária, incluindo spots no Super Bowl, e custou 250 milhões de dólares para produzir. Porém, o filme nem sequer cruzará a barreira dos 100 milhões domesticamente e, nem com a arrecadação internacional (230 milhões no total), conseguirá cobrir seus gastos. 

É óbvio que o ano mal começou e os maiores blockbusters do ano ainda estão para estrear. Entre os sucessos óbvios temos The Avengers, que juntará todas as propriedades fodonas da Marvel (Iron Man; Hulk; Capitain America; Thor, etc); The Dark Knight Rises, o terceiro filme do Batman; Brave, a nova animação da Pixar (a primeira com uma garota como protagonista) e Battleship, baseado no jogo Batalha Naval e que é a grande aposta para ser o sucessor de Transformers  e tem um elenco forte liderado por Taylor Kitcsh, Liam Neeson e Rihanna, na sua estréia cinematográfica. Espera-se que todos esses ultrapassem os 500 milhões de dólares internacionalmente.

quarta-feira, 21 de março de 2012

O Artista quem?


O filme francês do momento é, sem duvida nenhuma, "The Artist". Grande ganhador do Oscar esse ano, o filme, distribuído pelo onipresente e poderosíssimo Harvey Weinstein, chamou a atenção por não só não ser americano (quer dizer, em termos: apesar de diretor e elenco francês, ele foi gravado em Los Angeles com dinheiro americano) mas também por ser totalmente em P&B e mudo. O protagonista, Jean DuJardin, um household name na França graças a seu papel na popularíssima (e nada cult) comédia televisiva Un Gars, Une Fille, se transformou no primeiro ator do país a ganhar um Academy Award. Isso sem contar todas as outras toneladas de prêmio que o filme e seus atores receberam: Globos de Ouro, Cesar, SAG Awards, BAFTA....

Mas, enquanto o filme de Michel Hazanavicius monopoliza as manchetes e a atenção dos cinéfilos, é outro filme francês que está quebrando tudo quanto é tipo de recorde. Com 281 milhões de dólares arrecadados, Intouchables, uma comédia despretensiosa dirigida por Eric Toledano e Olivier Nakache, acaba de se tornar o filme de língua estrangeira (língua estrangeira = qualquer língua que não seja inglês) mais bem sucedido de todos os tempos.

A história da improvável amizade entre um aristocrata paraplégico e seu empregado negro, proveniente de um dos conjuntos habitacionais pobres de Paris, poderia ser um desastre ao cair em clichês e possíveis tabus raciais. Ao invés disso, a história se tornou um verdadeiro fenômeno social, atraindo críticas mais do que positivas e vendendo mais de 20 milhões de ingressos na França (cuja população é apenas três vezes isso: 62 milhões), onde passou 10 semanas consecutivas como o filme mais visto e terminou 2011 desbancando Harry Potter, Piratas do Caribe e afins como a maior bilheteria do ano (166 milhões de dólares). Mais do que isso, o filme foi creditado por revolucionar as visões de raça e preconceito na França, um país que sempre tratou o assunto com extrema cautela e medo. Alguns afirmam que Intouchables ajudou a quebrar estereótipos relacionados a conjuntos habitacionais e imigrantes que durante anos permearam a vida dos locais.


Intouchables se transformou no segundo filme com maior bilheteria na história da França. Na frente dele, só outro fenômeno de bilheteria, a comédia Bienvenue chez les Ch'tis que, em 2008, lucrou 195 milhões no país e também foi elogiada por quebrar estereótipos (no caso, sobre o norte da França, especificamente a região de Nord-Pas-Calais que, historicamente, é considerado o pior lugar do país para se morar devido a seu clima sempre chuvoso, desemprego acima da média nacional e o sotaque dos locais, considerado irritante por muitos. Depois do filme, isso mudou radicalmente e a região está na moda desde então). Porém, Intouchables tem uma vantagem em relação a Ch'tis: a comédia ultrapassou as fronteiras francesas e está, aos poucos, conquistando o resto da Europa e do mundo.

De fato, o filme quebrou o recorde de maior bilheteria de um filme não-anglofônico graças ao sucesso sem precedentes em apenas pouquíssimos territórios, já que ele ainda não estreou na maior parte da Europa, muito menos nos EUA e nas Américas.

Porém, onde já estreou, o filme quebra recordes: na Alemanha, com 70 milhões de dólares arrecadados até o momento, o filme ocupou o topo das bilheterias por 9 semanas consecutivas (e tudo indica que ele voltará ao topo na próxima semana) e deve passar da marca dos 100 milhões em breve. O filme já é o maior sucesso francês na história do país.

Agora, o sucesso se repete em mais dois territórios: a Itália e a Espanha onde o filme já lucrou 8 e 5 milhões de dólares respectivamente, mais do que a maior parte dos blockbusters americanos do ano até o momento. Em tempo, na Itália, a versão local de Bienvenue chez les Ch'tis, Bienvenuti al Sud, se provou um sucesso tão gigantesco em 2010 que uma seqüência original, Bienvenutti al Nord, foi produzida e é, até o momento, a maior bilheteria do ano no país (40 milhões de dólares; como referência: o último filme do Harry Potter lucrou 30 milhões no país). 

O filme estréia em maio nos EUA onde será distribuido por -- quem mais? -- Harvey Weinstein, o mesmo que colocou o dinheiro por trás de O Artista. Antes mesmo da estréia, o filme já se provou controverso no país quando a Variety, numa crítica extremamente mal recebida pela imprensa francesa, chamou o filme de "racista". Já Bienvenue chez les Ch'tis teve os direitos de adaptação comprados por ninguém menos que Will Smith.

Com o recorde de maior bilheteria não-anglofônica da história antes mesmo do filme ter estreado na maior parte do mundo (como os EUA, o maior mercado mundial; Reino Unido, o maior mercado para filmes estrangeiros e Japão, onde o filme já ganhou um prêmio no Tokyo International Film Festival) ou ter recebido qualquer prêmio internacional e com resultados estratosféricos nos pouquíssimos mercados em que foi lançado (França; Bélgica; Itália; Espanha; Alemanha; Áustria), não tenho duvidas que Intouchables ainda tem muito caminho a percorrer. No Brasil, a estréia está prevista para agosto.

Entre Intouchables e Le Artist, 2012 parece ser o ano do cinema francês, não é mesmo?

Em tempo, antes de Intouchables, o recorde pertencia ao filme animado japonês "A Viagem de Chihiro" (2002) com 276 milhões de dólares arrecadados (230 milhões só no Japão onde é a maior bilheteria da história). Outros filmes não anglofônicos que ultrapassaram a marca de 200 milhões de dólares arrecadados mundialmente incluem outros dois filmes animados do Studio Ghibli (Howl's Moving Castle e Ponyo) e o italiano "A Vida é Bela".

Edit: O trailer americano acaba de ser lançado. Para quem não entende francês mas entende inglês, dê uma olhadinha:


terça-feira, 6 de março de 2012

Hunger Games: o nascimento de um fenômeno


Em 2011, Harry Potter, a maior franquia literária da história, chegou ao fim com o lançamento do último filme, Harry Potter & the Deathly Hollows Pt. 2, encerrando uma fenomenal saga cinematográfica que lucrou mais de 8 bilhões de dólares ao longo de oito filmes e vendeu 500 milhões de livros. Em novembro, Breaking Dawn Part 2, o quinto filme da saga Crepúsculo, será o capítulo final da série de Stephanie Meyers que, no final do ano, deverá ter lucrado 3 bilhões de dólares e vendido 150 milhões de livros em todo o mundo.

Com essas duas enormes franquias chegando ao fim, todos os olhos estão em The Hunger Games (Jogos Vorazes), a aposta para ser o novo fenômeno que carregará nas costas tanto a indústria literária (30 milhões de unidades dos três livros que compõem a série foram vendidos até agora apenas nos EUA) quanto da indústria cinematográfica.

Ao longo de 2011, todo ator jovem de Hollywood sonhou em conseguir os três papéis principais no filme, indiscutivelmente os papeis mais cobiçados por agentes em anos. A jovem Jennifer Lawrence, que ficou conhecida ao ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Winter Bone no ano passado, conquistou o papel principal, a jovem Katniss. Josh Hutcherson e Liam Hemworth foram escolhidos para interpretar os outros dois protagonistas, Peeta e Gale. Gary Ross, indicado ao Oscar quatro vezes, ficou incumbido de dirigir o filme que foi todo gravado na Carolina do Norte com um orçamento relativamente modesto (para padrões de Hollywood) de 75 milhões de dólares.

Agora, analistas esperam que o filme lucre mais de 100 milhões de dólares apenas em seu primeiro final de semana nos EUA e centenas de sessões de meia-noite já estão esgotadas. Desde que o primeiro trailer foi disponibilizado, em novembro do ano passado, mais de 8 milhões de cópias do livro foram vendidos. Esmaltes  e até água da marca Hunger Games estão disponíveis no mercado e a trilha sonora terá 16 músicas inéditas interpretadas por artistas como Arcade Fire, Maroon 5, The Decembrists e Kid Cudi, além de um hypado primeiro single interpretado por Taylor Swift em colaboração com os Civil Wars.

Hunger Games está carregando a Lionsgate nas costas. Depois de anos de fracasso (incluindo dois extremamente custosos ao longo do ano passado, Conan the Barbarian e o starring vehicle do Taylor Lautner, Abduction), o filme baseado no livro de Suzanne Collins é a unica coisa que está impedindo o estúdio de falir (além de uma junção com a Summit Entertainment, a produtora que é, curiosamente, responsável por Crepúsculo).

Agora é esperar o dia 23 de março para ver se Hunger Games realmente conseguirá alcançar todas as altíssimas expectativas.



Alias, aproveitando o embalo, deixa eu falar sobre duas adaptações de cinema que foram por caminhos completamente opostos: The Help (Vidas Cruzadas) e One Day (Um Dia). Ambos foram livros extremamente elogiados e com vendas altíssimas.  

The Help, escrito por Kathryn Sockett, foi lançado em 2009 e foi um dos grandes sucessos de 2010 e, depois de vender mais de 1 milhão ao longo do ano retrasado, encerrou 2011 como o maior vendedor do ano nos EUA com 5 milhões de cópias vendidas. O livro, que fala sobre a situação das domésticas negras no sul dos EUA nos anos 60, é bizarramente contemporâneo para a sociedade brasileira.

One Day, escrito pelo britânico David Nicholls, também publicado em 2009, foi outra mega fenômeno. Com 1 milhão de unidades vendidas, o livro, um romance onde cada capítulo relata um ano da vida de um casal com um enfoque em um dia específico, foi a novela mais vendida no Reino Unido ao longo do ano passado. No total, mais de 2 milhões de unidades foram vendidas na terra da rainha e o livro também alcançou o topo da lista dos mais vendidos da New York Times.

Enquanto The Help (Vidas Cruzadas) foi um gigantesco sucesso de crítica e de público (207 milhões de dólares e  um A+ no Cinemascore, apenas um dos sete filmes na história a obter essa nota) e um dos mais premiados na award season (quatro cobiçadas indicações ao Oscar, incluindo uma vitória para Octavia Spencer como Atriz Coadjuvante); One Day foi um relativo fracasso (56 milhões de dólares, o suficiente para ser lucrativo pois foi feito por apenas 13 milhões mas disapointing para o tamanho do livro e dos atores envolvidos), sem nenhuma indicação a prêmios e desagradando tanto os críticos, quanto os leitores da novela. A maior crítica? O casting de Anne Hathaway, americana, no papel da protagonista, que é proveniente do norte da Inglaterra (apesar de que isso deu certo com Renee Zelwalger, do Texas, como Bridget Jones).

Basicamente, o que diferencia um do outro? The Help conseguiu trazer a mágica do livro para as telas, emocionando o público da mesma maneira que o livro. Já One Day transformou o romance que tocou milhões em uma história piegas. Podemos concluir então que, quando o assunto é adaptação para o cinema o importante é saber traduzir o que encantou os leitores para a tela grande e causar neles as mesmas emoções. Parece óbvio mas it's easier said then done.

E no quesito "alcançar as expectativas e trazer a mágico do livro para as telas", The Hunger Games tem muito que live up to.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Efeito pós-Grammy: Adele continua batendo recordes


O álbum de Adele já vendeu TANTO que chegou a um ponto que nós já estamos nos perguntando: "quem diabos ainda não tem o CD da mulher?". E, bom, a julgar pelo aumento de 196% de vendas na semana pós-Grammy, parece que MUITA gente. Nos EUA, foram vendidos nada mais nada menos que 730 mil unidades nos últimos 7 dias, o maior bump pós-Grammy da história (ultrapassando os 621 mil que Come Away with Me da Norah Jones vendeu em 2003 e os 583 mil de Supernatural de Carlos Santana em 2000) e também a segunda maior semana de vendas de um álbum que não acabou de ser lançado (atrás da trilha sonora de Titanic que, em 1998, vendeu 814 mil na semana do Dia dos Namorado).

É a 21ª semana de 21 em primeiro lugar. Sendo assim, o CD ultrapassa The Bodyguard, a trilha sonora do filme de Whitney Houston, para se transformar no álbum de uma cantora que passou mais semanas no topo das paradas. Além das 6 milhões de unidades vendidas ao longo de 2011, o CD já vendeu 1.5 milhão desde o começo de 2012, elevando o total de vendas para 7.5 milhões. É só questão de tempo para que 21 se transforme no primeiro álbum em 10 anos (desde The Eminem Show de Eminem e Come Away with Me de Norah Jones) a vender 10 milhões de unidades nos EUA e obter certificação de diamante. Para se ter uma idéia da força do CD, NENHUM outro álbum ultrapassou 250 mil unidades nos EUA desde que o ano começou, ou seja, 21 tem uma vantagem modesta de 1.35 milhão em relação ao segundo lugar (o novo álbum do Van Halen, A Different Kind of Truth). Alguém duvida que 21 irá ser o CD mais vendido do ano nos EUA pelo segundo ano consecutivo?

Enquanto isso, Rolling in the Deep, que foi a performance triunfal de retorno dela nos Grammys, voltou para o topo das paradas do iTunes e voou de volta para a quinta posição no Hot 100 americano. Até o momento, a música é a segunda maior vendedora da era digital dos EUA com 6.5 milhões de unidades vendidas (atrás apenas de I Gotta Feeling dos Black Eyed Peas, que vendeu 7.5 milhões até o momento) e, no total, o quarto maior single da história do país (atrás de Candles in the Wind 97, que vendeu mais de 11 milhões impulsionado pela morte da Princesa Diana e We Are the World, o icônico single de caridade de 1985 em prol a África que vendeu mais de 8 milhões). Já Set Fire to the Rain se mantém em segundo lugar e Someone Like You retorna para o top 10 em décimo, marcando a primeira vez que uma cantora monopoliza 30% do top Hot 100 com seus sucessos solos. No total, Adele já vendeu 17 milhões de singles nos EUA.

Ah, e outro recorde: das 7.5 milhões de unidades vendidas de 21, 2 milhões foram digitalmente. Assim, 21 ultrapassa Recovery de Eminem para se transformar no álbum que mais vendeu digitalmente na história.

O álbum de estréia da cantora, 19, também teve um aumento de 144% em relação a semana anterior com 87 mil cópias vendidas (4ª posição e cada vez mais próximo dos 2 milhões de unidades, número já alcançado no Reino Unido). Ah, e o DVD, Live at the Royal Albert Hall, vendeu 75 mil unidades, elevando o total de vendas para 650 mil cópias. Adele está no topo da parada de vídeos faz 12 semanas, o maior run de uma artista feminina desde que Barbra - The Concert de Barbra Streisand ocupou o primeiro lugar por 16 semanas consecutivos entre 1994 e 1996. O recorde histórico pertence a Whitney Houston cujo lançamento, Whitney Houston's The Video #1 Hits, passou 26 semanas em primeiro lugar em 1986.
Com isso tudo, Adele ocupou o topo da parada de CDs e de DVDs, teve 2 CDs no top 5 e três singles no top 10, uma das maiores dominações da parada americana na história. Para se ter uma idéia, a última vez que um ato teve 2 CDs no top 5 e três músicas no top 10 foi em 1964 e e o as artistas em questão eram ninguém menos que os Beatles (que, alias, lançavam um CD novo a cada 6 meses fazendo o achievement de Adele ainda mais impressionante).

Levando em conta que Adele está conquistando isso tudo enquanto a indústria fonográfica passa uma das maiores crises de sua história, será que seria far fetched imaginar que o álbum teria um chart run no estilo de Thriller, o álbum de Michael Jackson que tem a distinção de ser o CD mais vendido da história, se fosse lançado em dias melhores? Afinal, nos anos 90, Alanis Morisette vendeu 13 milhões de cópias de Jagged Little Pill só nos EUA enquanto Shania Twain vendeu 20 milhões (!!) só na terra do Tio Sam com Come On Over. E embora ambos os albums sejam icônicos e sucessos sem precedentes, o impacto cultural de 21 não deixa nada a desejar quando comparado com os CDs das canadenses.

 

Vendo os recordes de Adele e vendo como tantos deles se interpõem com os de Whitney Houston (mais semanas no topo da parada de CD; mais semanas no topo da parada de vídeo), nós somos lembrados do tamanho do sucesso conquistado pela cantora. Sendo assim, a comoção que sua morte repentina causou não é tão surpreendente.

Depois do anúncio de sua morte, as vendas de Whitney cresceram em 183%. O seu Greatest Hits vendeu 183 mil unidades e ocupou o segundo lugar das paradas de CDs. Já no Hot 100, o Billboard mudou as regras em relação a músicas antigas não podendo chart e, graças a isso, I Will Always Love You retornou na terceira posição. Desde que a morte de Whitney foi anunciada, a canção mais famosa da vocalista já vendeu 500 mil unidades nos EUA. Entre 1992 e 1993, a canção, que é usada no climax do filme O Guarda-Costas, já passou 14 semanas no topo e vendeu 5 milhões de unidades (na época de singles físicos) além de ter ajudado a trilha sonora vender 15 milhões de cópias só nos EUA (e 45 milhões a nível global incluindo 3 milhões no Japão; 2 milhões no Reino Unido e mais de 1 milhão na Alemanha, na França, no Brasil, na Coréia e no Canadá).

Além de Adele e Whitney, o outro ato enormemente beneficiado essa semana foi o duo folk The Civil Wars. Formados por Joy Williams e John Paul White, o CD de estréia deles, Barton Hollow, teve um aumento de 145% e atingiu o top 10 pela primeira vez (em décimo lugar) apesar da banda ter tido pouco mais de 1 minuto na cerimônia, logo antes de Taylor Swift. Alias, foi Swift que ajudou a transforma-los em sucesso maintream graças a Safe & Sound, uma colaboração entre ela e o duo, que é o single inicial da trilha sonora do filme mais esperado do ano, The Hunger Games. Como provado por Mumford & Sons ano passado, bandas folk indie são sempre bastante impulsionadas pelo Grammy. Bruno Mars, que teve uma das apresentações mais elogiadas da noite, também viu seu álbum duplicar as vendas em relação a semana anterior.

Já na parada de single, Katy Perry mostrou sua força estreando diretamente no topo com seu novo single, Part of Me, música de estréia do relançamento de Teenage Dream. Impulsionada pela aparesentação nos Grammys, a música vendeu 411 mil unidades, a maior quantidade de vendas na semana inicial desde Born this Way de Lady Gaga faz 1 ano. É o sétimo número 1 de Katy Perry e o nono top 5 hit da cantora.


Também impulsionado pelo Grammy: Chris Brown. Turn Up the Music, o single atual do controverso cantor, estreou em décimo, Desde 2008, Brown, uma presença garantida no topo do Hot 100 antes de sua agressão em Rihanna, só apareceu no top 10 mais uma vez (com Look at Me Now em 2010).

Starship, o primeiro single oficial do novo álbum de Minaj, produzido por RedOne, estréia em nono, dando a moça seu segundo top 10 hit. Apesar de ter se apresentado no Grammy, a rapper optou por cantar Roman's Revenge (que ainda não foi lançada oficialmente).

Top 10 de álbums: 1. Adele - 21 (730 mil); 2. Whitney Houston - The Greatest Hits (175 mil); 3. Coletânea - Now! That's What I Call Music 41 (94 mil); 4. Adele - 19 (87 mil); 5. Coletânea - Grammy Nominees 2012 (85 mil); 6. Van Halen - A Different Kind of Truth (58 mil); 7. Paul McCartney - Kisses on the Bottom (58 mil); 8. Bruno Mars - Doo-Woops & Hooligans (38 mil); 9. Lady Antebellum - Own the Night (37 mil); 10. The Civil Wars - Barton Hallows (36 mil)
Top 10 de singles: 1. Katy Perry - Party of Me (411 mil); 2. Whitney Houston - I Will Always Love You (367 mil); 3. Adele - Rolling in the Deep (271 mil); 4. Adele - Set Fire to the Rain (254 mil); 5. Kelly Clarkson - Stronger (What Doesn't Kill You) (252 mil); 6. Fun - We Are Young (244 mil); 7. Nicki Minaj - Starships (204 mil); 8. Adele - Someone Like You (183 mil); 9. Chris Brown - Turn Up the Music (180 mil); 10. LMFAO - Sexy and I Know It (136 mil).
Top 10 do Hot 100 (vendas+airplay): 1. Katy Perry - Part of Me; 2. Adele - Set Fire to the Rain; 3. Whitney Houston - I'll Always Love You; 4. Kelly Clarkson - Stronger (What Doesn't Kill You); 5. Adele - Rolling in the Deep; 6. Fun - We Are Young; 7. Adele - Someone Like You; 8. Rihanna (ft. Calvin Harris) - We Found Love; 9. Nicki Minaj - Starships; 10. Chris Brown - Turn Up the Music.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pop culture round-up: 2012 so far

  • L.U.V. Madonna! Madonna estava toda trabalhada no circuito de promoção nesse comecinho de ano. Promovendo seu novo single e seu debut como diretora, W, ela teve um episódio inteiro do talkshow britânico Graham Norton Show dedicado a ela e os atores de seu filme (do qual isso foi sem duvida o highlight) assim como uma série de entrevistas com a emissora ABC (o sound bite que mais repercutiu foi ela chamando Born this Way de "redutivo". Ouch). Ah, ela também lançou o lead single do seu novo álbum, M.D.N.A., Gimme All Your Luvin' que tem a participação da onipresente Nicki Minaj e de M.I.A.
  • Para promover seu novo lançamento, Madonna foi o ato do half-time show do Superbowl desse ano. Isso é um HUGE deal porque o Superbowl, a final de futebol americano, atraí sempre audiências superiores a 100 milhões de pessoas e é o programa mais visto nos EUA todo ano. Ou seja, é a melhor plataforma promocional possível. E também é importante porque, desde que o peito de Janet Jackson foi exposto na performance mais escândalosa da história nos EUA durante o halftime act de 2004, a NFL estava sempre optando por atos seguros e velhos e boring (i.e.: U2. Tom Petty & the Heartbreakers; Paul McCartney; Rolling Stones; Prince; Bruce Springsteen; zzzzzzzzzz) ou simplesmente péssimos (Black Eyed Peas) então Madonna era uma boa change of tune.
  • O show foi um giga sucesso, sendo o terceiro evento mais tweetado da história (depois da exibição de O Castelo Animado na TV japonesa -- pois é e os minutos finais do Superbowl, quando o NY Yankees foram declarado os grandes campeões) e atingindo a maior audiência de um halftime show na história (114 milhões de espectadores) lembrando ao mundo porque Madonna é considerada a rainha do pop.
  • O momento que deixou os americanos conservadores e os executivos televisivos em desespero: quando M.I.A. deu o dedo do meio durante a apresentação. "Foi um ato desnecessário e imaturo", resumiu Madonna em uma entrevista de rádio com (o também onipresente) Ryan Seacrest.
  • Apesar da promoção giga, Gimme All Your Luvin' tá longe de colocar fogo nas paradas. A música está tendo um desempenho bem fraco na Europa (primeiro lead single da Madonna a não alcançar o top 10 e, até o momento, nem sequer o top 40 no Reino Unido) apesar de ter conseguido um digno top 10 placement nos EUA (mesmo assim, com toda a promoção, deveria ter pelo menos chegado ao topo do iTunes, o que não rolou). Não que Madonna precise se preocupar, né? Uma promoção de pré-venda do seu álbum no iTunes colocou ele no topo em todos os mercados do mundo e sua turnê, que percorrerá estádios de todo mundo, já tá com as primeiras pernas quase esgotadas (apesar dos ingressos modestos de 300 dólares). Para o Brasil, parece que ela vem em dezembro se apresentar no Morumbi em SP e na Cidade do Rock no Rio.
  • Falando em SuperBowl, além do jogo e do halftime show, os comerciais são considerados um evento em si (afinal, custa 3 milhões de dólares por 30 segundos durante o intervalo do jogo). Em anuncios relacionados a cultura pop, tivemos a NBC, onde o programa foi emitido, criando spots especiais para  Jay Leno (com participação de Madonna); a estréia do controverso e chocante apresentador de rádio Howard Stern como jurado de America's Got Talent; a nova grande aposta de ficção deles, o Glee-influenced Smash! e, claro, The Voice, o reality de canto que conseguiu o disputado slot pós-jogo (o anúncio de The Voice, alias, foi dirigido pelo diretor hollywoodiano Peter Berg e contou com a participação de Betty White que voltou as graças do público exatamente graças a um anuncio no Superbowl). 
  • Já Hollywood usou o jogo para promover a reestréia em 3D de "Guerra nas Estrelas"; o patriótico filme de guerra Act of Valor (que, apesar de um elenco completamente desconhecido e ter sido produzido independentemente, foi adquirido por milhões de dólares); a versão cinematográfica de Batalha Naval (estrelando Liam Neeson e com a estréia cinematográfica de Rihanna); o novo filme da Marvel, The Avengers (que terá todos os seus super heróis como o Hulk e o Homem de Ferro reunidos); a nova comédia de Sascha Baron Cohen, The Dictator; o filme de ação de Denzel Washington e Ryan Reynolds, Safe House; o starring-vehicle de Taylor Kitsch para Disney, John Carter e o animado Dr. Seus' The Lorax, que conta com as vozes de Zac Efron e Taylor Swift.
  • Outros pop culture-related Superbowl commercials: Clint Eastwood num tocante anuncio entitulado "Halftime in America" para a Chrysler; o comediante britânico Ricky Gervais promovendo o sistema de cabo da Time Warner; Elton John e a ganhadora do X Factor US, Melanie Amaro, vendendo Pepsi; David Beckham seduzindo só de cueca para sua nova linha de underwear para a fast fashion H&M; Matthew Broderick recriado Ferris Bueller de "Curtindo a Vida Adoidado" para o Honda e Jerry Seinfeld anunciado Acura e fazendo referências ao seu icônico sitcom. Ah, e We Are Young, música da band Fun com Janelle Monae, foi usada como trilha sonora do comercial da Chevy, o que faz a musica voar para o top 2 do iTunes e alcançar um novo ápice no Hot 100.
  • Alias, o slot pós-Super Bowl fez maravilhas para The Voice. O reality de canto da NBC atraiu 38 milhões de espectadores (o programa pós-jogo mais visto desde Grey's Anatomy faz 6 anos) logo após o Super Bowl e tem se mantido com mais de 16 milhões de espectadores toda semana, bem na cola de American Idol na FOX (na faixa dos 20 milhões) e está cada vez mais próximo de ultrapassar a concorrência e se transformar no programa mais visto do país.
  • Além de Madonna, temos Katy Perry e Nicki Minaj se preparando para lançarem suas novas eras. Depois de dois promo singles (Roman in Moscow e Stupid Hoe) e a super controversa apresentação nos Grammys, Minaj lançou seu primeiro single oficial, o genérico Starships (produzido pelo batido, porém efetivo, RedOne) e a música já está no top 10 do iTunes americano e britânico. Nicki ainda está nas capas da edição anual de moda da New York Magazine; da revista fashion indie Paper e da publicação de música urbana Vibe. Seu novo álbum, Pink Friday II: Roman Roladed, chega as lojas em abril. 
  • Já Perry, que está prestes a relançar Teenage Dream em março (sob o nome Teenage Dream: The Complete Confections com mais três faixas adicionais e alguns remixes), cantou o primeiro single do projeto, Part of Me (produzido pelo seu fiel escudeiro Dr. Luke), nos Grammys e a música já está no topo do iTunes estado-unidense e deve alcançar o primeiro lugar no Hot 100 em pouquíssimo tempo, com vendas de primeira semana superiores a 400 mil unidades (o melhor desempenho desde os primeiros três dias de Born this Way faz um ano). Ela gravou o vídeo da música na semana passado, num campo militar na Califórnia.
  • Já Rihanna está deixando seus fãs e sua equipe enormemente aflitos. Hoje, seu aniversário, estava previsto que ela lançasse a versão completa de Birthday Cake, um prelúdio de seu novo álbum. Porém, foi anunciado que a música contaria com "vocais surpresas" e tudo parecia indicar que a "surpresa" seria Chris Brown, ex-namorado da a cantora que a espancou (na verdade, tentou a matar de acordo com o boletim de ocorrência) faz quatro anos. A equipe da cantora, incluindo seus empresários e agentes, está desesperada e tentou proibir o lançamento da música (que foi gravada por decisão unicamente de Rihanna) e até a Billboard escreveu uma carta pública para ela pedindo que a caribenha se afastasse de seu ex.
  • Porém, apesar de todo o caos e aflição, Rihanna e Chris Brown pareciam estar decididos a lançar a música. Depois da carta da Billboard, Rihanna tweetou "Chiefin' while ppl spend hrs on letters... *kanye shrug*" (pouco me lixando para as cartas) e várias outras perolas igualmente emo enquanto Chris Brown publicou na rede de microblogs "Let them be mad!!!! We make music. Don't like it, don't listen! Turn up the music remix is coming soon too! Guess who's on it?"  ("Podem ficar irritados!!! Nós fazemos musicas. Não gosta, não escute. O remix de Turn up the music saí em breve também! Advinha quem vai participar?").
  • Provavelmente devido a proibições de seus empresários e agentes, as músicas que reuniam Chris Brown e Rihanna não foram lançadas no iTunes hoje, como previsto. Porém, tanto a versão completa de Birthday Cake quanto de Turn Up the Music vazaram e, sim, foi confirmado: os dois realmente fizeram as pazes e estão colaborando juntos. Clique aqui para conferir a versão de Birthday Cake completa com Brown e aqui o remix de Turn Up the Music com Rihanna. A cantora aparece em público amanhã para se apresentar no BRIT Awards em Londres.
  • Depois de anos apagadas no mercado estadounidense (desde os anos do NSync e dos BSB), parece que as boybands finalmente tão fazendo um retorno por lá. E boybands britânicas nonetheless. Depois de uma apresentação no talkshow da Ellen, Glad You Came, single da banda The Wanted, está prestes a penetrar o top 10 e vai ser inclusive versionado em Glee na semana que vem (detalhe: o empresário de Justin Bieber tá ajudando eles na estréia stateside). Já What Makes You Beautiful, primeiro single do One Direction, banda formada por Simon Cowell no X Factor 2010 britânico, estreou diretamente no top 10 do iTunes por lá, um ato mais que impressionante, principalmente levando em conta que a canção ainda não foi enviada para as rádios e os meninos ainda nem fizeram sua primeira aparição televisiva. Ainda é cedo para saber se as bandas terão algum sucesso a longo termo mas são estréias batante impressionantes, principalmente quando se considera que todas as maiores boybands britânicas (do Take That ao Westlife) nunca conseguiram penetrar o mercado americano.
  •  Falando em One Direction, os meninos parecem que vão conquistar o mundo mesmo. Depois de ficarem em terceiro no X Factor 2010, venderem mais de 500 mil unidades de seu álbum na Grã-Bretanha e terem sua turnê nacional esgotada, eles agora estão partindo para o resto do mundo. Aqui no Brasil, já emplacaram uma capa na Capricho enquanto, na Itália, eles já tão no topo do iTunes graças a uma bem sucedida apresentação no Festival de San Remo. Eles ainda causaram histeria em sua visita a Suécia e hoje, causaram enorme tumulto na chegada deles em Paris onde iram fazer seu debut no prestigioso programa Le Grand Journal.
  • A modelo mais comentada no momento nos EUA é Kate Upton. A all american girl de apenas 19 anos emplacou a capa da Swimsuiit Issue da Sports Illustrated, a edição especial da revista de esportes cheias de modelos posando de biquini e que vende milhões e tem a capacidade de lançar as garotas para o estrelato (pesquisem Brooklyn Decker).
  • Upton está longe de ter as proporções de uma típica modelo e ficou famosa graças a um vídeo no YouTube dela fazendo o dougie, uma popular coreografia entre jovens americanos, durante um jogo de basquete. Apesar de ser muito mais encorpada que o normal, a garota foi contratada pela IMG, a agência ultra badalada que é responsável pela Gisele Bundchen. Desde que ela emplacou a capa, a imprensa estado-unidense está viciada na menina e ela foi até tema de uma extensa reportagem no New York Times.
  • Kate tem um extenso fã clube mas a britânica Sophia Neophitou, uma das figuras mais influentes da moda, não está entre eles. Sophia é responsável por decidir quais garotas desfilam no Victoria's Secret Fashion Show, exibido anualmente para milhões de espectadores na TV americana e que também tem o poder de transformar modelos em super mega estrelas (exemplos: Gisele Bundchen; Tyra Banks; Heidi Klum; Adriana Lima etc etc). "Ela parece uma esposa de jogador de futebol. O cabelo dela é loiro demais e ela tem uma cara que qualquer pessoa com dinheiro o suficiente pode comprar igual. Nunca a usariamos na nossa passarela", resumiu Sophia para o NYT. Ouch.
  • No mais, Adele continua arrasando; Whitney Houston morreu; Seal e Heidi Klum se separaram e Os Artistas, um filme mudo francês, levou todos os Globos de Ouro. Tá bom, né?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Causando no Canadá: Carly Rae Jepsen


Com esse divertido vídeo e essa música fofinha, Carly Rae Japsen foi a primeira artista local a atingir o topo das paradas canadenses desde Justin Bieber em janeiro de 2010 (com Baby).

A moça de 26 anos já era relativamente conhecida no país desde 2007, quando ficou em terceiro lugar no Canadian Idol. Desde então, lançou algumas canções de relativo sucesso e abriu para importantes bandas locais como Mariana's Trench. Mas a moça só explodiu de vez graças ao sucesso de Call Me Maybe que, ajudada por promoção intensa da rede jovem mais importante do país, MuchMusic, já é 2x Platina no país.

Agora, Carly assinou com Scooter Braun, empresário de Justin Bieber, que se dedicará a lança-la nos EUA. E ela já tem uma ajudinha de peso: um vídeo caseiro que conta com as ilustríssimas aparições de nada menos que Bieber com sua namorada Selena Gomez e Ashley Tisdale. Com os nomes envolvidos, é só questão de tempo para que a produção amadora vire um sucesso viral e, quem sabe, a canção não vire um hit internacional? (edit 3/2012: a música já é top 10 no iTunes dos EUA).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Causou na Espanha: Pablo Alborán


Nascido em Malága em 1989, Pablo Alborán foi o grande fenômeno da indústria musical espanhola ao longo de 2011. Ele colocou seus vídeos no YouTube e outras redes sociais (como parece ser o caso em 9 entre cada 10 dos sucessos atuais, né?! pqp), a musica Solamente Tu se tornou um sucesso e, rapidamente, ele assinou como uma gravadora (a EMI, no caso). Seu álbum, lançado em fevereiro, alcançou 5x Platina (300 mil unidades) no país e foi o álbum mais vendido do ano. Sua turnê teve ingressos completamente esgotados, incluindo shows nas arenas mais tradicionais do país: o Palau Sant Jordi em Barcelona e o Palacio de Deportes de Madrid.


No final do ano, ele ainda lançou um CD acústico que já é 3x Platina no seu país de origem e também alcançou vendas bastante satisfatórias no país vizinho, Portugal. Agora, ele quer seguir os passos de outro icônico cantor espanhol, Alejandro Sanz, e conquistar o mercado latino. Em agosto do ano passado, Pablo fez promoção intensa nos dois maiores mercados hispano-hablantes latino, o México e a Argentina.

(Em tempo: "Ai Se Eu Te Pego" continua em primeiro lugar na Espanha depois de mais de três meses. Foi depois que Cristiano Ronaldo ter dançado a música em comemoração a um gol que a música explodiu no país europeu e se espalhou pelos países vizinhos, Portugal e Itália, depois para o resto do continente e do mundo. Ao longo das últimas duas semanas, a música de Teló alcançou o topo na França e na Alemanha, dois dos três maiores mercados europeus, e ele também está cada vez mais alto nos países escandinavos).


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As 75 Coisas Que Causaram em NY em 2011


Eu sei que já estamos em 2012 a tempo o suficiente para nos acostumarmos com a idéia mas aqui no Tá Causando eu ainda tô na vibe retrospectiva. Hoje, trago para vocês uma reportagem que eu estou para traduzir faz séculos. Nova Iorque é o centro do mundo, não acham? Lá tendências nascem, lá os maiores tastemakers do mundo vivem e lá que parece que tudo pode acontecer. Então, o que os new yorkers falaram sobre ao longo do ano passado, de acordo com o New York Times, é um bom termômetro do que causou ao longo do ano passado, não é mesmo? Então bora lá (alias, todos os comentários adicionais são meus, OK?).

As 75 Coisas Que Os Nova-Iorquinos não se cansaram de comentar em 2011

Foi o ano em que as palavras "até a que a morte nos separe" ganhou uma interpretação bem mais significante para a vida de milhões de nova-iorquinos gays e significantemente menos para uma Kardashian extremamente superexposta.

Foi o ano que mulheres inteligentes e talentosas tomaram conta das paradas musicais (Adele), da lista dos livros mais vendidos (Tina Fey) e das bilheterias ("Bridesmaids"), e estrelaram no melhor novo programa da televisão (Claire Danes em "Homeland").

Foi o ano que o maior passatempo do país reassumiu seu poder na vida de fãs de esporte em uma noite fascinante apesar da derrota dos Yankees.

Foi um ano em que protestos desbancaram ditadores no Oriente Médio e transformaram um parque obscuro em downton Manhattan numa atração turística de final de semana para muitos nova iorquinas e uma boa oportunidade para ser fotografado para celebridades (Kanye West, Katy Perry, Susan Sarandon, Alec Baldwin, Penn Badgley) loucas para mostrar a sua solidariedade aos "99 por cento".

Foi um ano em que Mormons cantaram, Chaz Bono dançou e Anderson Cooper falou.

Foi, como sempre, um ano cheio de momentos memoráveis -- alguns inspiradores, outros risíveis, alguns simplesmente constrangedores (Charlie Sheen? Winning? Sério mesmo?). Aqui estão alguns dos assuntos mais presentes nas vidas dos nova-iorquinos em 2011.

1. Os debates dos pré-candidatos ao partido republicano. O melhor reality show na TV não sendo exibido no Bravo.

André: Nova Iorque é um estado tradicionalmente liberal e democrata mas os EUA como um todo ainda tem uma porcentagem gigantescamente conservadora. Que Obama vai tentar se reeleger nas próximas eleições todo mundo já sabe, mas ainda não está claro quem será o representante do partido rival, os republicanos. E, antes da decisão ser tomada, vários debates com os possíveis candidatos foram exibidos na televisão. Esse ano, o partido republicano estava cheio de representantes extremamente loucos, até para os padrões deles. Gente no nível Sarah Palin/George W Bush. Entre eles, o hiper religioso e conservador governador do Texas, Rick Perry, e a homofóbica a níveis quase psicóticos Michelle Bachmann. Toda essa gente atrasada, louca, alienada e ignorante discutindo na TV realmente tem seu lado bastante divertido. Isso é, se você ignorar a assustadora realidade que todos eles tinham uma chance, mesmo que minima, de se tornar presidentes dos EUA.

De qualquer maneira, os debates do G.O.P. (Great Ole Party, como o partido republicano também é conhecido) foram divertidos mas aparentemente não desbancaram os reality da Bravo. Michelle Bachman pode até ser divertidinha, mas não tanto quanto as Real Housewives.

2. O melhor momento dos debates: “Oops.” 

Esse momento entrou para os anais dos maiores micos do partido republicano. Faz anos, Rick Perry é o governador do Texas, o estado conservador mais rico dos EUA e, com sua popularidade extremamente em alta na região, a progressão natural era concorrer a presidência pela direita (como George W. Bush antes dele). Mas Perry sempre evitou discursos públicos e, quando vimos ele em ação durante os debates dos pré-candidatos, descobrimos o por que: ele é ainda mais burro do que imaginamos.

Durante um dos debates, Perry estava listando os três departamentos do governo que fecharia se eleito. "Educação..............". Ele mostrava ter enorme dificuldade para lembrar dos outros dois. "Comércio e.....". "Agência de proteção ambiental?", alguém sugeriu. "Isso!", ele confirmou, antes de se dar conta o quão absurda foi a afirmação e voltar atrás. "Não, não, essa só tem que ser reformulada.  A terceira é.... vamos ver.... desculpa, não consigo... oops".

E assim, Perry, inicialmente um dos candidatos mais forte, perdeu totalmente a chance em qualquer presidência. Melhor assim, não é mesmo?

3. O segundo melhor momento dos debates:  as sobrancelhas errantes de Ron Paul.

Dispensa comentários

4. Depois de 28 anos, Regis Philbin diz adeus. 

O mítico apresentador de televisão Regis Philbin, 80, uma espécie de Sílvio Santos menos gaga e sem sua própria emissora, anunciou que iria deixar seu posto de apresentador no Live! with Regis & Kelly, o icônico talkshow diurno. Regis, um nova-iorquino nascido e criado no Bronx, é considerado o homem mais trabalhador da televisão americana e é reconhecido no Guinness como a pessoa que passou mais horas na frente de uma câmera de TV.

Regis apresentava o programa desde 1983, primeiro ao lado de Ann Abernathy (quando o nome ainda era The Morning Show), depois com Kathie Lee Gifford (o programa foi retitulado Live! with Regis & Kathie Lee de 1988 a 2000), sozinho durante a temporada 2000-2001 e, finalmente, com a popular e carismática atriz Kelly Rippa a partir de 2002. Durante o programa, Regis e Kelly comentavam notícias leves, davam dicas aos telespectadores e recebiam centenas de celebridades.

O apresentador deixou o programa no dia 18 de novembro, numa emissão especial. Com a saída dele, o programa foi renomeado temporariamente de Live! with Kelly e a moça recebeu vários apresentadores convidados (incluindo Mark Consuelos, seu marido; Jerry Seinfeld; Michael Bublé; Andy Cohen; Kim Kardashian; Neil Patrick Harris; Jonah Hills; Daniel Redcliffe; Rob Lowe; Dana Carvey; David Duchovny; Seth Meyers; Mario Lopez, entre outros). Um substituto fixo ainda não foi decidido.

5. Depois de 72 dias, Kim Kardashian diz adeus (para Kris Humphries).


E essa foi a celeb story do ano dos tablóides estado-unidenses. Depois de anos de popularidade crescente, o circo Kardashian atingiu o ápice quando, depois de menos de 1 ano de namoro, Kim anunciou que ia se casar com seu namorado, o jogador de basquete Kris Humphries. O casamento virou um especial de 3 horas no E! Entertainment Television (Kim's Fairytale Wedding), que bateu recordes de audiência históricos para a emissora, e os direitos de cobertura foram vendido por milhões de dólares para a People, que também atingiu vendas altíssimas. Com patrocínio, etc., Kim e seu marido lucraram milhões de dólares. E, depois de pouco mais de 2 meses, anunciaram o divórcio. Foi o começo de um backlash contra a saturação Kardashian.

6. Adele. 

Mais um que dispensa comentários, né? Basta ler todos os posts abaixo.
 
7. O vestido de casamento de Kate Middleton (por Sarah Burton): Grace Kelly renasce.


O vestido mais comentado e desejado do ano: o de Kate Middleton. Desenhado por Sarah Burton, que assumiu a icônica grife britânica Alexander McQueen depois do suicídio do estilista, o modelo foi inspirado no vestido de casamento de Grace Kelly.
  
8. O fascinator da Princesa Beatrice (feito por Philip Treacy). Ria o quanto quiser mas ele arrecadou $131,000 para caridade

Risos.  Alias, as primas dos principes só foram zoadas, né?.

9. O derrière (natural!) de Pippa Middleton. O traseiro que a lançou ao estrelato.


10. O caso DSK. Ele é culpado! Não, ele é inocente! Ei, talvez ele seja mesmo culpado afinal.

Dominique Strauss-Khan, o líder do partido socialista francês, casado com uma famosa jornalista local e o favorito na corrida eleitoral para a presidência do país europeu, viu sua vida mudar radicalmente ao ser acusado de estuprar uma camareira num hotel 5 estrelas em Manhattan. O que seguiu foi um enorme circo midiático na França e, em menor escala (mas ainda assim bastante grande), nos EUA, particularmente em NY.

11. A exibição do Alexander McQueen no Met. Um designer britânico depressivo se mostra quase tão popular quanto o Rei Tut. 

Em fevereiro de 2010, o mundo da moda entrou em polvorosa quando o britânico Alexander McQueen, o estilista mais promissor da última década, que estava no ápice de sua carreira (ele foi responsável, entre outras coisas, pelo styling em Bad Romance), cometeu suicídio aos 40 anos.

De maio a agosto, o MET, o Metropolitan Museum of Art, o principal museu dos EUA, localizado em Manhattan, sediou a exposição Strange Beauty, exibindo cerca de 200 peças criadas pelo estilista. E o evento atraiu 662 mil pessoas, com filas de mais de 6 horas, se tornando uma das exposições mais bem sucedidas da história do museu (se juntando a exposição de Picasso; a exibição dos tesouros do faraó egípicio Tuthankamun, rei Tut, e a exibição temporária da Mona Lisa no museu em 63).

Filas quilômetricas para ver as peças de McQueen de perto

O catalogo da exposição vendeu 100 mil unidades enquanto 23 mil pessoas compraram caríssimos cartões de sócios do museu para ganhar o direito de não enfrentar a fila. Além disso, mais de 17 mil pessoas pagaram 50 dólares (a entrada em geral é franca) para visitar o MET na segunda-feira, dia em que ele em geral está fechado.

12.
Steve Jobs. Apropriadamente, muitos descobriraram a notícia de sua morte através de seus iPhones.

iPod, iPad, Macbooks, iTunes, Apple Store... alguém lembra como era o mundo antes de tudo isso?

13. Occupy Wall Street. Trouxe a frase "os outros 99 por cento" para zilhões de camisetas e deu fama inesperada (e relativamente atrasada) para John Zuccottio ex vice-prefeito do Abraham Beame.

Zucotti Park, nomeado em homenagem a John, foi o local do acampamento do Occupy.

14. Chaz Bono em “Dancing With the Stars”: o nascimento de uma estrela transsexual.

Chaz Bono, o filho transsexual de Cher que nasceu uma menina e hoje em dia vive como homem, foi muito comentado em 2011. Não só ele foi estrela de um documentário, ele ainda participou do Dancing with the Stars, o Dança dos Famosos americano, o segundo programa mais visto da TV local (atrás de Idol).

15. Ellen Barkin no Twitter. Nunca tantos palavrões desenfreados foram tão divertidos.

Ellen Barkin nunca foi uma atriz A-lister mas ela é bastante respeitada, tendo feito centenas de filmes independentes e peças de teatro. Com 57 anos e dois filhos, ela rapidamente ganhou um enorme following no Twitter com seus tweets cheios de palavrões (motherfuckers, fucking, shit etc) e suas reações hilárias as coisas (os candidatos republicanos idiotas, o caralho do wi-fi do avião, a porra dos hashtags, os filhos da puta que não param de reclamar que ela xinga demais, etc). 

Em tempo, ela é amiga do Bob Dylan; namora um rapaz de 26 anos e foi casada durante 5 anos com Ronald Perelman, um dos maiores bilionários de Nova York.

16. 28 de setembro e as três horas mais incríveis na história do baseball. Placar final: Philadelphia 3; Atlanta 2; Baltimore 4; Boston 3; Tampa Bay 8; New York Yankees 7.

Ai gente, vamos deixar o baseball para os americanos, né? Temos mais o que fazer. Mas se você quer mesmo saber, vou tentar resumir: um monte de time jogou, os resultados foram surpreendentes, uns times que tavam mal ficaram bem e uns que tavam bem ficaram mal, todo mundo ficou surpreso, foi super emocionante, etc. 

17. “9-9-9.”

Era a peça central da campanha de Herman Cain que, até uns escandalos de infidelidade surgirem, era o favorito dos pré-candidatos republicanos porque ele não era um débil mental, etinha algumas idéias interessantes e era negro (o que é groundbreaking para um partido conservador com tendências racista). Esse 9-9-9 envolve alguma coisa com taxas e 9% de taxas e sei lá o que de taxas... sei lá, não entendo nada de taxas. Se você, por algum motivo inexplicável, estiver interessado nisso  aqui tem os detalhes.

18. “Homeland.” Angela Chase, nossa querida protagonista de My So-Called Life, se transforma numa operativa do C.I.A. bipolar, viciada em remédios e meio sem limite. O personagem mais interessante da televisão em 2011.

A série que causou sensação no Showtime e levou zilhões de Emmy e Globo de Ouro para casa. É bom mesmo e é adaptação de um programa israelense. E sim, Claire Danes será eternamente Angela Chase, a estrela da melhor série adolescente já feita.

19. Você nunca é jovem demais para ser uma cougar. Selena Gomez (19) abocanha Justin Bieber (17).

Cougar, ou puma em português, é uma expressão usada para descrever mulheres mais velhas que gostam de pegar garotos mais novos. E Selena, que parece ser uns bons anos mais velha que Bieber (apesar de não ser), acabou sendo enquadrada nesse título, num romance que consolidou de vez a garota como uma figura da cultura pop maior que seu programa no Disney Channel (Wizards of Waverly Place). Nada contra Selena mas eu sinto falta da Miley.

Selena e Justin: jovem amor
20. Separações: Arnold e Maria, Ashton e Demi, Scarlett e Ryan, Candace Bushnell e Charles Askegard.

Todas separações que deram o que falar (principalmente a do Arnold Schwznagger, né? Mó drama mexicano de terceira). Demi e Ashton foram a que mais repercutiu, até porque eles estavam sempre juntos e ela é uma das cougar mais famosas do mundo. Scarlett Johanssen e Ryan Reynolds sempre foram bem mais discretos mas a separação deles também causou pois eles sempre pareceram estáveis e aconteceu logo quando Ryan estava virando um A-lister in his own right. Quanto a Candace, ela é uma colunista social famosa e uma das solteironas mais celebres de NY, conhecida por ter escrito o livro que originou Sex and the City (sim, ela é a Carrie original). Faz 9 ela se casou com Charles Askegard, um celebre bailarino dez anos mais novo, e, em 2011, eles anunciaram o divórcio.

Essa lista foi publicada antes de outro divórcio super chocante acontecer: Katy Perry e Russel Brand. E 2012 mal começou e já tivemos a primeira separação que nos deixou de boca aberta: Heidi Klum e Seal.

21. Mulheres engraçadas: Tina Fey, Mindy Kaling, Chelsea Handler, “Bridesmaids,” o momento showstopping quando todas as indicadas a melhor atriz de comédia subiram ao palco juntas no Emmy.

Depois de anos ofuscadas por comediantes do sexo masculino, as mulheres finalmente estão conquistando o mundo da comédia.

Chelsea Handler apresenta seu próprio talkshow no E!, Chelsea Lately, onde ela satiriza a cultura pop e entrevista celebridades da sua maneira característica (rude e desinteressada). Ela se transformou numa enorme marca, extremamente popular entre mulheres jovens e seus três livros, My Horizontal Life: A Collection of One Night Stands;  Vodka, Are You There? It's Me, Chelsea! e Chelsea Chelsea Bang Bang se transformaram em enormes bestsellers com milhões de unidades vendidas. O sucesso foi tanto que todas as outras grandes comediantes foram oferecidos polpudos book deals e a própria Chelsea lançou seu próprio selo dentro da editora que pública suas obras, expandindo ainda mais sua brand.

Tina Fey, que virou a primeira comediante mulher a virar redatora chefe no Saturday Night Live, é criadora e escritora de 30 Rock, a comédia mais premiada da atualidade. Depois de suas paródias da candidata a vice-presidente republicana Sarah Palin em 2007, sua popularidade aumentou ainda mais e ela se transformou numa movie star bancável (ela escreveu um dos maiores sucessos teen da história, Meninas Malvadas, alias) e, esse ano, lançou seu próprio best-seller Bossypants.

Mindy Kailing é outra comediante que ficou famosa como parte do elenco de The Office e, hoje em dia, além de atuar, é uma das roteiristas do programa e também publicou seu próprio bem sucedido livro, Is Everyone Hanging Out Without Me? (and other concerns) (alias, melhor título de livro ever, né?) além de estar escrevendo seu primeiro roteiro para cinema.

Bridesmaids: o sucesso do ano
Já Bridesmaids foi O sucesso do ano. Desde que criou Freaks & Geeks no final dos anos 90, um seriado adolescente sobre losers que é considerado (junto com My So-Called Life) um dos mais bem feitos programas do gênero (apesar da baixa audiência e só ter durado 1 temporada), Judd Aptow é um queridinho dos críticos e ele lançou uma bem sucedida carreira cinematográfica, se tornando uma marca poderóssisima, dando força a carreira de vários atores (Seth Rogen, Seth Meyers, Paul Rudd) e dirigindo e produzindo comédias que são tanto enormes sucessos de público, quanto de crítica (O Virgem de 40 Anos; Knocked Up; Super Bad; I Love You Man, etc). Porém, ele tinha uma mancha em seu currículo: ele era acusado de sempre relegar as mulheres a papéis secundários e esterotipados.

Para consertar, ele colocou a força de sua marca atrás de Kristen Wiig, comediante conhecida por ser parte do elenco de Saturday Night Live, e produziu um roteiro dela: Bridesmaids. A comédia que lucrou quase 300 milhões de dólares, vendeu milhões de DVDs e se transformou num dos maiores sucessos de crítica do ano. O filme, que foi super elogiado por não cair nos típicos clichês das comédias românticas para mulheres, foi até indicado a Melhor Roteiro nos Oscars e Melissa McCarthy foi nominada como Melhor Atriz Coadjuvante.

Alias, Melissa foi a mais beneficiada disso tudo:  não só ela ganhou um Emmy pelo seu sitcom Mike & Molly (pela popularidade do filme, não pelo seu papel como Molly em si), ela vai ser a estrela do próximo projeto de Judd Aptow.

Também merecem ser mencionadas Kathy Griffin, que, junto com Tina Fey, liderou a onda de mulheres comediantes recentes, estrelou seu próprio talkshow, escreveu uma autobiográfia best-selling e acaba de assinar contrato para ter seu próprio talkshow na Bravo e Joan Rivers, comediante de quase 80 anos que, depois de décadas esquecidas, alcançou um segundo ápice depois do enorme sucesso de um documentário sobre sua carreira. (Joan Rivers: A Piece of Work que, alias, super recomendo). Hoje, ela estrela seu próprio reality show além de apresentar o Fashion Police no E!.

(alias, eu sou o fã número 1 de todas essas comediantes mas posso falar? Nem curti Bridesmaids. Respeito mas acho que Judd Aptown não é para mim. Achei overrated que só).

22. Serena Williams faz outro escândalo na United States Open.

Uma das tenistas mais celebres dos EUA gosta de dar uns escândalos vez ou outra.

23. Al Sharpton ganha seu próprio programa na MSNBC. Nós estamos esperando para ver se Tawanna Brawley vai ser uma de suas convidadas. 

Nos EUA, existem três canais de notícias: a CNN, a mais conhecida e respeitada; a Fox News, a mais vista, conhecida por ser extremamente conservadora e pró-republicanos e a MSNBC, que tem uma linha mais democrata e liberal. Al Sharpton é um pastor controverso nos EUA, democrata e ativista de direitos sociais. Esse caso Tawanna Brawley é toda uma complicação mas em resumo: no fim dos anos 80, Tawanna, uma garota negra de 15 anos, acusou 6 policias de tê-la estuprado e inicialmente o público ficou do lado dela mas, no fim, foi constatado que tudo não passou de uma invenção. Al Sharpton foi um dos conselheiros dela na época.

24. Keith Olbermann sai da MSNBC para ir para a Current TV, desponta para o anonimato.

Tanto a Fox News quanto a MSNBC são conhecidas por serem cheias de personalidades extremamente vocais; de esquerda (no caso da MSNBC) e da direita (no caso da FOX News). Keith era uma das maiores personalidades da MSNBC mas, depois de alguns problemas, ele saiu da emissora e foi para a Currennt TV, rede de Al Gore com audiência baixa. Esperava-se que a ida dele para o canal fosse trazer milhões de espectadores da MSNBC mas nem foi o caso.

25. Zooey Deschanel: adorável ou irritante? Discutam.

A eterna controvérsia, não é mesmo? Depois de explodir com 500 Dias Com Ela, seu estilo meigo e adorável e sua banda She & Him, Zooey virou estrela da bem sucedida comédia da Fox The New Girl. Alguns a amam, outros a odeiam mas acho que todos concordam que ela anda na linha ténue entre fofura e chatice.

26. O fenômeno UNIQLO. Os seus anúncios eram inescapáveis (principalmente se você anda de metrô).

A Espanha tem a Zara, a Suécia tem a H&M e o Japão tem a UNIQLO. A marca de fast fashion japonesa, conhecida por suas roupas básicas, baratas e de alta qualidade (camisetas térmicas potentes, camisas para calor que evitam suor, etc), é um fenômeno na Ásia e agora está se espalhando pelo Ocidente, com lojas em toda Europa e nos EUA. A loja da marca no Soho está sempre lotada e, em outubro, a UNIQLO abriu uma flagship gigantesca e chamativa na 5a Avenida que, ao que tudo indica, está dando bastante certo.

27. O talk show broxante de Anderson Cooper. Ele deveria ter esperado a aposentadoria do Regis.

Anderson Cooper é um dos jornalistas mais badalados dos EUA: gay, competente, charmoso, atlético e filho de Gloria Vanderbilt, uma das bilionárias mais celebres de NY. Depois de anos como repórter da CNN e do 60 Minutes, Anderson ganhou seu próprio talkshow, seguindo os passos da recentemente aposentada Oprah e de Ellen DeGeneres, e as expectativas eram altas. Mas, apesar de não ter sido um fracasso, também não foi um sucesso.


Levando em conta sua amizade com Kelly Rippa e o fato dele ter substituido Regis Philbin com enorme sucesso diversas vezes no Live! with Regis & Kelly, muitos acham que ia ser bem melhor para o moço se ele simplesmente substituísse Philbins ao invés de ter seu próprio programa. Oh well...

28. Uma despedida tocante para bin Laden, Qaddafi e King Jong-il.

Vão tarde.

29. Anthony Weiner renuncia depois que se descobre que ele mandou, via Twitte, fotos dele sem camisa para jovens garotas por todo país. Insira sua piadinha aqui.

Um desses escândalos sexuais políticos americanos. Esse Anthony Weiner era um senador democrata em NY e whatevs... ah, e weiner serve como gíria para "pau" hence piadinhas.

30. Casamento gay é aprovado no estado de Nova York.

Antes tarde do que nunca. E note como é "casamento", não "união civil".

31. O rápido e chocantemente inepto período de Cathie Black como chanceler das escolas de Nova York.

32. O.K., ela era uma chanceler horrorosa mas ninguém, nem ela, merece aquela foto como capa da New York magazine.

33. Os fãs da Nascar vaiando Michelle Obama e Jill Biden, a primeira e segunda dama, quando elas apareceram numa corrida --- para promover uma caridade

34. Here, there and everywhere. A onipresente Nicki Minaj.

2011? Essa bola eu cantei em fevereiro de 2010. Desde então, ela vendeu 2 milhões de unidades de seu primeiro CD Pink Friday e emplacou um smash hit com Superbass.

35. O phone-hacking scandal de Murdoch. Já teve algum exemplo melhor de schadenfreude?

Schadenfreude = ficar feliz com a miséria dos outros. Murdoch = um dos bilionários mais detestáveis do mundo, dono do império Fox. Phone-hacking scandal: a maior news story do ano no Reino Unido, quando descobriram que o News of the World, o tablóide mais vendido do país, propriedade de Murdoch, hackeou a caixa postal de absolutamente todas as celebridades, políticos e até vítimas de sequestro, assassinato e terrorismo em busca de reportagens. Essa descoberta revelou todo um mundo lamacento e não ético dos tablóides britânicos de Murdoch que envolviam desde o primeiro ministro até a Scotland Yard e culminou no fechamento do News of the World, o tablóide mais vendido da Europa, depois de 168 anos em publicação. Ah, e tudo isso fudeu muito Murdoch e sua Newscorp corporation, o que foi bastante bom pois ele adora abusar do poder, tanto nos EUA quanto no Reino Unido.

36. O filho de Mia Farrow e Woody Allen, Roman (nascido como Satchel) é nomeado um acadêmico de Rhodes.

Único filho biológico de Farrow e Allen, ele ficou famoso pois foi protagonista de uma briga na justiça entre os dois quando eles se separaram pois Allen, pasmém, traiu sua esposa com a filha adotiva dela (Soo-Yi, com quem ele é casado até hoje). Roman não tem mais nenhum contato com Woody Allen hoje em dia mas ele foi nomeado pela Rhodes como um dos maiores pensadores dos EUA. E uma rápida lida na sua entry no Wikipedia faz com que seja bastante difícil descordar disso, o cara é mesmo excepcional. Se você quiser saber os detalhes mais sórdidos da relação de Roman com Woody, o duvidoso (porém informativo, pelo menos quando o assunto é fofoca na internet) tablóide britânico Daily Mail tem os detalhes.

37. A controvérsia da Netflix.

O Netflix é o sistema de aluguel de DVD por correio que faliu a Blockbuster e todas as outras locadoras EUA afora. Além de poder alugar via internet, receber por correio e poder ficar com o filme por tempo indeterminado, a Netflix ainda oferece uma enorme biblioteca de seriados e filmes que podem ser streamed legalmente via computador, Apple TV e sistemas de TV a cabo (o sistema de streaming pela internet foi recentemente introduzido no Brasil apesar de ter uma seleção mais limitado que nos EUA. Já o sistema de aluguel foi copiado por aqui pela NetMovies).


Basicamente, a enorme controvérsia se deu quando o Netflix, que é enormemente popular lá nos EUA, aumentou o preço em 60%. De 10 dólares pelo serviço de aluguel e streaming, o preço subiu para 16 dólares (ou 8 dólares por apenas um dos dois serviços). Isso causou enorme polêmica, fez com que milhões cancelassem suas assinaturas e deu enormes prejuízos para a companhia e seus investidores no quarto trimestre do ano passado.

38. A espera pela volta de "Downton Abbey".

A novelesca mini-série histórica Downton Abbey, que foi um verdadeiro fenômeno de audiência no Reino Unido ao longo dos últimos dois anos, também deixou os nova-iorquinos viciados. Com fotografias e figurinos lindos, sedutores sotaques britânicos e enredos de dramalhão envolvendo a sempre fascinante aristocracia inglesa, what's not to love?

39. O fechamento do Elaine’s.

Depois de 43 anos, o muitíssimo celebrado restaurante e bar do Upper East Side, que tinha uma clientela estreladíssima que ia de Micki Jagger a Woody Allen, fechou suas portas, seis meses depois da morte de sua dona, Elaine Kauffman.

40. Em agosto, o prefeito Bloomberg anuncia que um vice-prefeito renunciou para buscar "oportunidades do setor privado em finanças de infraestrutura". O que ele não citou no seu anúncio: o político tinha sido preso dias antes depois de uma briga doméstica com sua esposa.

41. Brian Williams: o próximo Walter Cronkite ou o próximo Johnny Carson?

Brian Williams é o apresentador e editor chefe do NBC Nightly News, o principal jornal da NBC. Ele é frequentemente comparado com o Walter Cronkite, o mais célebre jornalista televisivo dos EUA, mas o anúncio de que ele apresentaria um talk show no horário nobre despertou comparações entre ele e Johnny Carson, o icônico apresentador do Tonight Show. Ah, e o fato de que ele vai de jornalista sério a piadista que aparece no Saturday Night Live e no 30 Rock parodiando ele próprio também faz o público questionar qual dos dois icones Brian está tentando emular (os dois, de acordo com ele).

42. Blake Lively e Leo DiCaprio.

Só eu acho creepy como Leonardo DiCaprio fica indo atrás de loiras altas e pernudas cada vez mais novas? Primeiro Gisele Bundchen (31); depois Bar Rafaeli (26) e finalmente Blake Lively (24). Get it together Leo.

43. Blake Lively e Ryan Reynolds.

Blake fez sucesso com os A-listers ao longo do ano passado, né? 

44. O abdômem de Ryan Gosling

Desde The Notebook, Gosling é amado por mulheres do mundo inteiro e, em 2011, ele consolidou seu papel como sonho de consumo de 9 entre 10 mulheres.

De nada
45. A onde de calor em julho. O furacão em agosto. A tempestade em outubro. A Mãe Natureza deve estar bem furiosa.

46. A super assustadora Tiger Mother

Amy Chua, uma professora de direito de Harvard, escreveu um livro sobre a maneira "chinesa de educar seus filhos" (exemplo: não os deixe dormir na casa dos amigos; não os deixe assistir televisão ou jogar jogos no computador; não permita nenhuma nota abaixo de 10; os force a aprender piano e violino; os proíba de tocar qualquer outro instrumento se não piano e violino; não os permita não ser o número 1 em qualquer matéria que não seja educação física ou teatro, etc) que virou um best-seller. Ela realmente parece assustadora mas ela não soa tão monstruosa depois de eu ler esse perfil dela.

47. Elizabeth Taylor morre com classe. O leilão de suas jóias, vestidos e outros pertences na Christie's arrecadam 156 milhões de dólares, quase tudo em prol a sua fundação contra AIDS.

48. A enlouquecedoramente pegajosa (ou talvez só enlouquecedora) “Moves Like Jagger.”

49. Se perder durante Sleep No More

Obra da companhia teatral britânica Punchdrunk, a peça rapidamente se transformou na moda entre celebridades, trendsetters, intelectuais e hipsters nova-iorquinos. A história, uma adaptação de Macbeth, se passa dentro de um hotel e toda a platéia usa máscaras e deve andar livremente pelos recintos, criando assim sua "própria jornada". Dessa maneira, todo mundo pode se perder, tanto literalmente (pelos zilhões de ambientes do hotel) quanto figurativamente (a história não faz muito sentido).

50. Conseguir uma lap dance de Hugh Jackman.

Pois é, Hugh Jackman oferecia lap dance a algum membro da platéia do seu one man show na Broadway, intitulado criativamente de Hugh Jackman, Back on Broadway. O espetáculo teve todos os seus shows esgotados e ficou em cartaz de outubro até janeiro desse ano.

51. Planking.

A moda mais retardada da história do planeta terra. Basicamente, planking é tirar uma foto de você deitado, com os braços ao lado do corpo, em algum lugar pouco usual (em cima de um carro, de cara no chão). Não só retardado como também perigoso já que teve gente que morreu tentando plank de varandas e afins. Uma rápida busca no Google Imagem mostra alguns exemplos dessa tosquice.

52. “Crepúsculo.” Isso ainda não acabou?!

Quase lá! Só mais um filme e Jacob, Bella e Edward deixaram de ser onipresentes em nossa vida. Em tempo: o último filme, Breaking Dawn Part 1, arrecadou 700 milhões de dólares e o DVD, que foi lançado nesse final de semana, vendeu 3.2 milhões de unidades de DVDs nos primeiros dias só nos EUA. Eeks.

53. A contagem de corpos em“Spider-Man: Turn Off the Dark.”

Spider-Man: Turn Off the Dark é o musical mais caro da história da Broadway com trilha sonora feita pelo U2 e um monte de fanfare e buzz. Mas ele meio que se provou um desastre, com vários atores se acidentando durante os stunts perigosos, críticas bastantes negativas e uma briga judicial envolvendo a diretora original do musical, a premiada Julie Taymor.

54. O jogo de adivinhação na Dior

A Christina Dior, uma das grifes de luxo mais tradicionais do mundo, ficou sem nenhum head designer quando John Galliano, o icônico e prêmiado estilista chefe da marca, foi demitido após umas declarações bêbadas bizarras e anti-sêmitas. Todo mundo ficou louco para saber quem ia o suceder (Marc Jacobs? Riccardo Tisci?) mas até agora ninguém foi anunciado.

55. Andy Rooney se despede pela última vez

Jornalista mega famoso, ele tinha um segmento, A Few Minutes with Andy Rooney, dentro do 60 Minutes, o jornalístico mais visto dos EUA, desde 1978. Ele morreu aos 92 anos em novembro.

56. Lady Gaga, yes. Jo Calderone, no.

Lady Gaga travestida como Jo Calderone nos VMAs: bizarro demais até para ela
57. Michael Fassbender. E não só por causa da sua nudez frontal em Shame.

O britânico é o ator do momento depois da sua elogiadíssima performance como protagonista de Shame, um controverso filme britânico sobre um viciado em sexo e co-estrela Carey Mulligan.

58. Meryl Streep. E não só porque ela acerta perfeitamente (de novo!) o sotaque em "The Iron Lady".

O mundo ama Meryl mais do que nunca. E a sua atuação como a primeira ministra Margaret Tatcher é um dos favoritos para ganhar o Oscar de Melhor Atriz.

59. R.I.P., R.E.M.

A banda de rock americana, cujo maior hit é Everybody Hurts, anunciou seu fim em setembro.

60. As duas Emmas (Stone e Watson) arrasaram nos tapetes vermelhos em 2011.

As mais bem vestidas do ano?

61. “The Book of Mormon.” Blasfêmia nunca foi tão hilária.

O musical da Broadway dos criadores de South Park se provou um enorme sucesso, tanto de crítica quanto de público.

62. Oprah leva um ano — e três programas de despedidas — para dizer adeus.

Depois de 25 anos, a maior personalidade televisiva dos EUA encerra seu icônico talkshow. Ao longo do último ano, Oprah fez uma retrospectiva de sua carreira e terminou o programa com três despedidas, um final espetacular na frente de 12 mil pessoas no United Center Arena (com a participação de Tom Cruise, Beyoncé, Dakota Fanning, Will Smith, Madonna, Stevie Wonder, Tom Hanks entre vários outros) em Chicago, que foi exibido em duas partes, e um programa mais intimo onde, sem platéia e convidados, ela agradeceu a sua equipe e público. 

63. O décimo aniversário do 11 de setembro.

64. Gospel brunch no Red Rooster Harlem do Marcus Samuelsson.

O celebrado chef abriu um restaurante no Harlem que inclui comfort food e até um coral gospel. Nascido na Etiópia e criado na Suécia, Marcus agora celebra a cultura afro-americana (ah, e não tem como reservar! Tem que entrar na fila para comer lá!).


Mais um stock broker bilionário acusado de fraude.

66. Os vizinhos de acento do inferno. Gérard Depardieu é expulso de um voô da Air France depois de urinar no meio da cabine. Alec Baldwin briga com a aeromoça ao se recusar a parar de jogar Words with Friends e desligar seu iPhone.

67. O escândalo em Penn State: O quanto JoePa sabia?

Football universitário é um negócio giga nos EUA e quase nenhuma faculdade tinha um time tão respeitado e valioso quanto a Penn State. O seu técnico, Joe Paterno, é uma figura histórica na universidade e em todo o estado.

Porém, no fim do ano, foi descoberto que um dos assistentes mais antigos de JoePa tinha abusado sexualmente de dezenas de garotos menores de idade. Muitos acusaram o técnico de fazer vista grossa e permitir que os abusos acontecessem enquanto muitos outros o defenderam, dizendo que ele estava sendo usado como bode expiatório. Foi um enorme escândalo para o mundo esportivo nos EUA, principalmente na costa leste.

68. Mães da reinvenção: Tina Brown e Arianna Huffington.

A britânica Tina Brown é uma das jornalistas mais respeitadas dos EUA, tendo editado, com enorme sucesso, a Vanity Fair de 1984 a 1992 e a New Yorker de 1992 a 1998. Em 2008, ela criou o site de notícias Daily Beast e, no fim de 2010, ela foi apontada como a nova editora da Newsweek, uma das revistas mais respeitadas dos EUA mas que estava enfrentando uma enorme crise.

Já Arianna ficou famosa como uma comentarista política conservadora no começo dos 90 e, no fim da década, ela mudou para a esquerda, virando oficialmente uma democrata. Em 2005, ela criou o site The Huffington Post e, apesar das baixas expectativas, o projeto se tornou um dos sites de notícia mais visitados e influentes dos EUA. Em fevereiro do ano passado, a AOL comprou o grupo por 315 milhões de dólares e colocou Arianna como a responsável de grande parte dos sites da companhia.

69. O final do “don’t ask, don’t tell.”

Militares abertamente gays finalmente puderam se alistar no exército, terminando uma lei completamente absurda depois de 19 longos anos.

70. A espera de quase dois dias para comprar um novo iPad 2. (Uma mulher passou 41 horas na fila da Apple store na 5a Avenida para depois vender seu lugar por 900 dólares.)

71. Tebow Time.

A ascensão do jogador de futebol americano Tim Tebow do Denver Broncos como um dos jogadores mais amados e controversos do país. Além de jogar muito (Tebow Time é uma referência a habilidade dele de virar o jogo nos minutos finais) e ser bonito, ele ainda é um cristão dedicadíssimo. Digamos que ele é um Kaka made in US.

72. Natalie Portman e Benjamin Millepied.

Quando Portman estava no topo do mundo graças a repercussão de seu papel em Cisne Negro foi revelado que não só ela estava namorando com o instrutor que a ensinou a dançar para o filme, o francês Benjamin Millepied, ela também estava gravida dele. Detalhe: Benjamin estava comprometido quando ele começou seu relacionamento com Portman.

73. Um amoroso adeus a Erica Kane e o resto de Pine Valley.

A icônica soap opera diurna All My Children foi cancelada pela ABC depois de 41 anos no ar.

74. O agora oficialmente irritante James Franco.

James Franco era fofo no começo: um ator bonito e competente, que fazia papéis diversificados, com sexualidade indefinida, inteligente e estudante de uma boa universidade. Daí ele começou a ficar chato, ser muito pretensioso, fazer umas exposições de arte nojentas, escrever uns livros incompreensíveis, começar a cursar mil cursos em mil universidades (por causa da fama, não da inteligência) e, a cartada final, aceitou apresentar o Oscar e foi um apresentador completamente desinteressado, incompetente e chapado.

75. O revival da peça de Larry Kramer de 1985, The Normal Heart. Uma lembrança eloquente que silênci = morte.

Uma peça Off-Broadway sobre a epidêmia da aids em Nova York durante a década de 80. No ano passado, a obra finalmente estreou na Broadway, sendo um sucesso de crítica e levando vários prêmios Tony.

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