Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

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domingo, 7 de março de 2010

As 10 revistas mais vendidas ao longo de 2009 (e as piores também)

Em 2009, o assunto que mais vendeu revista foi, é claro, a morte do Rei do Pop, Michael Jackson. Alias, se tem uma coisa que faz com que as circulações de revistas aumentem absurdamente é morte de personagens icônicos (como a Princesa Diana em 1997). Todas as principais publicações se beneficiaram da morte do legendário entertainer, principalmente a revista de celebridades People, que teve a revista mais vendida do ano.

Mas, se não fosse por Jackson, o assunto que mais venderia revista ao longo do ano passada teria sido os Gosselin. Mmm, meio deprimente...

Abaixo, as edições mais vendidas das revistas com maior circulação no mundo:

1.

Surpresa! A revista mais vendida do ano foi a edição da People em tributo ao Michael Jackson.


2.

Se não fosse por Jackson, essa capa, onde Kate Gosselin discute pela primeira vez a possibilidade de divórcio, seria a edição da People mais vendida ao longo do ano.

3.

A edição mais vendida da Time também foi em tributo a Jackson.

4.

Idem para a Newsweek.

5.

Idém para a US Weekly.


6.

Bernie Madoff foi o protagonista de um dos maiores casos de corrupção do último tempo. A capa da New Yorker que mostrava ele como o Joker do Batman, fez as vendas da revista baterem recordes.

7.

Para The Body Issue, a revista ESPN colocou a celebrada tenista Serena Williams nua na capa. Deu certo: a edição foi a mais vendida do ano e bateu recordes nas bancas de jornais.

8.


Na edição passada de American Idol, esse performer chamativo e teatral, Adam Lambert, roubou o holofote. Apesar de ter ficado em segundo lugar, foi ele o verdadeiro protagonista da temporada. Sua capa da Rolling Stone, onde ele confirmava o que todo mundo sabia, que era homossexual, foi a edição mais vendida da revista ao longo de 2009. Apesar de Lambert aumentar circulações de revistas e de programas de televisão com sua aparência (Jay Leno e Chelsea Lately foram beneficiados), no que importa, vendas de CD, ele não é um sucesso tão grande: seu álbum demorou para alcançar disco de ouro nos EUA.

9.

Surprise, surprise. A capa sobre o crescimento econômico do Brasil foi a edição mais vendida do ano passada da The Economist. A edição saiu logo após o Rio de Janeiro ter sido escolhido com a sede das Olimpíadas de 2016.

10.

A segunda edição mais vendida da The Economist foi a que tratava a polêmica reforma da saúde que Obama pretende implementar.

E as piores...



Quando a NBC confiou a Jay Leno a tarefa de fazer um talk show em pleno horário nobre, a Time dedicou uma capa proclamando que esse era o "futuro da TV". Não só eles estavam dolorosamente errados como a humilhação foi ainda pior levando em conta que a edição foi a menos vendida da revista ao longo do ano.

Jessica Simpson costuma ser uma boa vendedora de revista mas a capa mostrando ela mais gorda proclamando estar orgulhosa pelo seu corpo foi um fracasso nas bancas de jornais. O affair de Tiger Wood foi capa de todos os tablóides nas semanas finais do ano porém o World Exclusive da OK! com a amante Rachel Urth contando seu lado da história contrariou as expectativas dos editores (que dedicaram a capa inteira a história) com vendas extremamente decepcionantes.

A capa e o assunto, empresas ecologicamente corretas, da Newsweek eram uma graça porém a edição foi a menos vendida da revista ao longo do ano. Uma capa da New York com Abraham Lincoln dedicada a dinheiro também empacou assim como uma capa da The Economist sobre uma briga entre os EUA e a China que me entediou só de ler a capa.

2009 não foi um ano bom para Shakira. Além do seu álbum ter fracassado, sua capa para a Rolling Stone também registrou vendas baixissimas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cobertura Grammy 2010

ATUALIZADO



Existem três tipos de prêmios na TV americana: o primeiro é representado pelos VMAs. O Video Music Awards da MTV tem grande importância para a cultura pop e foi palco de momentos inesquecíveis. Porém, o programa não tem nenhum tipo de comprometimento em "premiar os melhores" e só tem dois objetivos: manter o público alvo (jovem, com um nível de atenção baixissimo) entretido por duas horas e dar o que falar no dia seguinte. Para isso, eles tem que escolher bem os convidados (tem que ser de grande interesse e tem que causar polêmica) e suar para conseguir momentos que fiquem na memória do público (performances grandiosas, momentos Kanye West, beijos inesperados, tá tudo valendo).


Daí tem o segundo tipo que é melhor representado pelos American Music Awards. Essa classe de prêmio é uma grande piada, não tem nenhum objetivo e ninguém leva muito a sério mas, para atrair o público, os produtores chamam TODOS os artistas que tem qualquer tipo de relevância no mundo pop atual (que aceitam o convite pois a premiação é exibida na TV aberta para um público grande). E a quantidade de performers é tão gigantesca que todos eles tem que se esforçar para se destacar naquele mar de pop stars cantando o último single de seus respectivos CDs.

E, finalmente, temos o tipo de prêmio que os Grammys se encaixam. Um tipo de prêmio que é levado extremamente a sério, que tem que provar que não está ali apenas pela audiência mas sim para coroar a melhor musica da atualidade, cheio de pompa e de tradição. Mas que, no fim das contas, acaba dando prêmio para o Baha Men (interpretes do clássico Who Let the Dogs Out? que, no Brasil, foi sampled pelo Bonde do Tigrão que a transformou na igualmente sublime Só As Cachorras).

Mas, por mais que os Grammys também sejam uma grande piada, indicando apenas os artistas que mais venderam (qualidade é o de menos) e esnobando muito dos músicos mais influentes da história, o fato é que ele é levado muito a sério por uma parte da população. Levar uma das estatuetas para casa dá prestígio e os CDs que ganham os prêmios principais registram grande aumento de vendas nos EUA nos dias que sucedem a premiação.



Os 52º Prêmios Grammy tiveram três protagonistas: Beyonce (indicada a 10 prêmios), Taylor Swift (oito) e Lady Gaga (seis). Todas as três tiveram repercussão gigantesca ao longo do ano que passou mas mesmo eu, que não sou nenhum esnobe musical (MUITO pelo contrário), sei que I Am Sasha Fierce (que bateu recorde de indicações) está LONGE de ser o melhor álbum do ano (não é sequer o melhor álbum POP). Estava claríssimo a intenção da academia de atrair o público colocando as três artistas pop mais comentadas da atualidade uma contra as outras, o que seria até aceitável se eles não enchessem a boca para dizer que são "o prêmio de música mais respeitado do mundo".



Lady Gaga foi encarregada de abrir o show. Ela é bastante conhecida por suas performances gigantescas e chamativas mas sua apresentação nos Grammys foi até discreta (em comparação com o que ela já fez antes).

Primeiro, Gaga cantou Poker Face (a música pela qual ela estava indicada) na frente de sua fabrica pop. Depois, foi incinerado e ressurgiu com Elton John, fazendo uma mash-up entre Your Song e Speechless.

Achei legal mas teve algumas coisas que me incomodarem: em primeiro lugar, TODA apresentação dela tem o mesmo tema: "a fama mata, enlouquece, destrói bla bla bla Whiskas sache" e, tipo, eu sei que esse é o tema do CD (intitulado, vejam só, The Fame) e tal mas, mesmo assim, meio repetitivo para uma artista tão conhecida por sua "inovação" e "criatividade", né?. Outra coisa: Gaga, A GENTE JÁ SABE QUE VOCÊ É UMA EXÍMIA PIANISTA, não tem necessidade de você tirar um piano da sua bunda em TODA SANTA APRESENTAÇÃO. OK, eu sei que nessa ela cantava com o Elton e piano era essencial e blá mas alguém viu uma apresentação dessa mulher onde ela não parava tudo, sentava no pianinho e começava a tocar? Porque eu nunca vi. Tá na hora de mudar o script, gata. Ah sim, e que roupinha cavada, hein? Parece mais desconfortável que o comum..

Gaga ganhou dois dos 5 prêmios ao qual foi indicada: melhor música dance (com Poker Face) e melhor CD dance. Sinceramente, acho que ela merecia mais. Eu não sou exatamente um fã mas eu tenho grande admiração por ela. Nunca vi um artista conquistar TANTO em tão pouco tempo (ela surgiu faz pouco mais de 1 ano). E, digo mais, nos meus 19 anos de vida (awn, eu sou um bebê) eu NUNCA vi uma artista pop causar tanta repercussão. Nem Britney (a qual eu vi no ápice) nem Beyoncé nem ninguém.

That said, não acho o The Fame grandes coisas. Já o The Fame Monster, que tem apenas 8 faixas e foi lançado em dezembro (por tanto, não elegível ao Grammy desse ano) é fantástico e eu super recomendo.



A próxima a se apresentar foi Beyoncé que cantou If I Were A Boy e You Oughta Know, um cover da Alanis Morisette.

Em primeiro lugar, eu também tenho extrema admiração pela Beyoncé: ela tem uma voz poderosissima, dança maravilhosamente bem e tem muita presença. Poucas (nenhuma?) artistas pop são tão "completas".

Porém, não acho que ela merecia bater recorde de indicações (DEZ) e de maior número de prêmios levados em uma só noite por uma cantora solo (SEIS). I Am... é um CD bastante medíocre. Halo pode até ser catchy e tal mas não passa de uma balada pop bastante genérica. If I Were a Boy (que ela cantou num remix bastante legal) é uma música completamente vazia e desinteressante. O álbum no geral é bem fraco.

Mas, obviamente, a galera que organiza o Grammy não concorda comigo. A texana de 28 anos ganhou um dos principais prêmios da noite, Song of the Year, por Single Ladies. Também ganhou Best Female Pop Vocal por Halo (o que eu achei um CRIME. Inadmissível o prêmio não ter ido para Hometown Glory), Best Female R&B Vocal Performance (Single Ladies), Best Traditional R&B Vocal Performance (At Last), Best R&B Song (Single Ladies) e Best Contemporary R&B Album (I Am... Sasha Fierce).

Em relação ao look, Beyoncé estava extremamente cafona. Além de um vestido estranho, a maquiagem e a peruca escolhidas para a ocasião foram
desastrosas.

Bey apareceu consideravelmente menos brega para sua apresentação. A performance foi boa mas com ressalvas: If I Were A Boy, o primeiro single do seu CD, foi uma escolha estranha, afinal a música não tinha sido indicada a nenhum Grammy e foi lançada faz mais de 1 ano. Porém, a versão ao vivo (com uma pegada mais rock) me pareceu muito melhor do que a original. Além disso, qual a utilidade do batalhão de dançarinos se eles mal se mexeram? Iria ter sido o máximo se eles fizessem a dança de Single Ladies mas nem aconteceu. E, finalmente, porque diabos ela fez um cover de You Oughta Know da Alanis Morisette? Tipo, ela tem centenas de músicas nas rádios fazendo sucesso no momento, porque cantar a música de outra artista?

Mas enfim, apesar dos pesares, eu gostei da performance.



Finalmente, Taylor Swift.

A cantora country de 20 anos se tornou um fenômeno gigantesco nos EUA. Modesta, bem humorada, de boa família, aparência de girl next door e extremamente bem comportada, Swift é uma role model perfeita. Além disso, suas letras sobre amores e desilusões estilo high school são facilmente identificáveis por garotas adolescentes. Não o suficiente, o estilo de música que ela canta, country, é o gênero mais rentavel de todos.

Fearless, o álbum de Taylor, vendeu 5 milhões de cópias nos EUA, se tornando o CD mais vendido do ano. Ela sempre foi a maior aposta para receber o principal prêmio da noite afinal ela tem varrido absolutamente TODAS as premiações ao longo do último ano. E não deu outra: Swift levou para casa a estatueta de melhor álbum do ano por Fearless, o maior reconhecimento da noite (passando por cima de Beyonce, Gaga, Black Eyed Peas e Dave Matthews Band).

Eu amava Taylor Swift, recomendei para todos os meus amigos e ouvia Love Story e You Belong with Me nonstop faz alguns meses (não disse que eu não era esnobe musical?). Mas apesar disso tudo eu acho que TUDO TEM UM LIMITE. OK, a música dela é divertida e catchy mas SÓ. Não merece TODOS OS PRÊMIOS AO QUAL ELA É INDICADA. As letras são boazinhas mas completamente adolescentes (estilo poema de garota de 15 anos), a voz de Taylor é extremamente fraca (funciona para as músicas que ela canta mas é limitadíssima) e as músicas são uma mistura de pop e country, bastante pegajoso e agradável mas nada incomum.

Eu não consigo digerir que os Grammys são levados a sério ao mesmo tempo que premiam esse CD como o MELHOR do ano. Gente, a qualidade musical de Taylor Swift é comparavel ao do primeiro CD da Avril Lavigne (a diferença entre as duas é que Avril é uma porta e Taylor é realmente inteligente). Imaginem o primeiro CD da Avril Lavigne (que foi a melhor da carreira da canadense, alias) levando um Grammy. Não dá, né? Mas o álbum vende como água, sustenta a indústria fonográfica nas costas e pronto, isso é o suficiente para todo mundo se sentir na obrigação de dar todos os prêmios que existem para ela. Acho irritante, acho exagerado e faz eu ficar com um pé atrás na hora de apoiá-la (e eu sei que não é culpa dela se todo mundo decide premia-la mas não consigo controlar, perdi o carinho).

Mas olha, podem ter certeza de uma coisa: Taylor Swift alcançou o teto, ela não tem mais para onde crescer. Ela era artista que mais vendia nos EUA, sua turnê tinha esgotado em segundos, era um fenômeno e daí os VMAs (e Kanye) aconteceram e o que parecia impossível se tornou realidade: o sucesso dela foi potencializado. As vendas do CD aumentaram ainda mais (como? Já era o CD mais vendido de longe), ela ganhou todos os prêmios ao qual foi indicada (o irônico é que o último CD de Kanye, que foi um gigantesco sucesso de crítica, vendeu milhões e tinha um som completamente inédito não foi indicado a NADA. Estranho, né?) e se tornou conhecida por absolutamente todos. E, finalmente, ganhou o maior reconhecimento: um Grammy por melhor álbum.

E agora? E agora ela terá que enfrentar uma tonelada de críticas de gente que, assim como eu, acha que o nível de aclame que ela chegou é injustificado. E não são poucas pessoas.

Taylor já chegou ao lugar mais alto a qual podia chegar. Agora, ela só pode ir pra baixo. Ela vai começar a fracassar? Não, não existe a menor chance. Porém, ela perdera um pouco da força.

Minha opinião sobre a performance: péssima. Extremamente boring. Em primeiro lugar, ela teve a terrível idéia de cantar Today was a Fairytale. Essa música é um desastre. A letra é tipicamente Taylor Swift, com menções a contos de fadas etc, porém falta uma coisa essencial que faz dos singles dela memoráveis e catchy: emoção. A canção é robótica e foi claramente feita as pressas (provavelmente enquanto Taylor tinha outras 13848 coisas na cabeça) para ser colocada na trilha sonora de Valentine's Day.

Além disso, o dueto com Stevie Nicks, da mítica banda de rock Fleetwood Mac, foi vergonhoso. A voz de ambas não se misturam bem e o tom de Taylor não combina nem um pouco com as músicas de Nicks portanto foi doloroso ver Swift tentando cantar Rhiannon. Ainda pior, porém, foi ver a roqueira de 61 anos cantando a música mais high school já feita: You Belong with Me (imaginem uma mulher da terceira idade cantando She wears short-skirts, I wear T-shirts, she's cheer capitain and I'm on the bleachers. Pois é).

Além do principal prêmio da noite, Taylor também faturou Best Country Vocal Performance por White Horses (gente, ela tem a voz mais fraca de TODAS. Como é possível ela levar qualquer prêmio VOCAL?), Best Country Song (White Horses) e Best Country Album.

Os outros grandes vencedores da noite foram Kings of Leon que levaram o prêmio de Record of the Year por Use Somebody (não consigo processar a diferença entre Record of the Year e Song of the Year já que ambos dão prêmios a músicas individuais, mas enfim) e a agrupação country Zac Brown Band que levou Best New Act.

Como a maior parte das premiações atuais, os Grammys tiveram uma quantidade estupidamente grande de performances (e muitos poucos prêmios foram televisionados). E, como é uma premiação tradicional, pomposa, etc., todas as apresentações foram bem chatas, discretas e com todo mundo se esguelando para mostrar os dotes vocais.

Green Day (que ganhou Melhor Album de Rock por
21st Century Breakdown) fez uma apresesentação de 21 Guns
junto com o elenco de American Idiot, um musical da Broadway baseado no álbum homônimo da banda. Foi bem chatinho.



Depois, Pink fez a única coisa que ela sabe fazer em premiações: se pendurou no teto. Achei meio repetitivo. A gente já tinha visto os dotes acrobáticos dela nos VMAs (onde ela apresentou
Sober). Além disso (assim como nos VMAs), a apresentação de Glitter in the Air foi IDÊNTICA ao que ela apresenta em sua turnê. Por isso, a performance não me impressionou nem um pouco. Mas, independente da minha opinião, foi uma apresentação extremamente bem sucedida: foi aplaudida de pé e Glitter in the Air subiu centenas de posições no iTunes americano.

Alias, faz QUANTOS ANOS que a Pink tá promovendo esse CD, hein? Eu lembro PERFEITAMENTE dela cantando
So What? nos VMAs de 2008 (!!). Depois, ela teve OUTRA performance em 2009. E agora, em pleno 2010, ela continua indo a todas as premiações para cantar músicas do MESMO CD. E mais: ela passou 2008 e 2009 fazendo uma turnê extremamente bem sucedida por arenas da Oceania, Europa e EUA. E agora ela vai começar uma SEGUNDA turnê (dessa vez para estádios), totalmente nova, MAS TAMBÉM USANDO FUNHOUSE COMO BASE! Nunca vi alguém ser tão insistente com um mesmo álbum. Alias, fun fact sobre a Pink: nos EUA e no Brasil nem tanto, mas na Europa e na Austrália, ela é uma das cantoras pop mais bem suceidda de todos os tempos, vendendo muito mais e esgotando shows bem mais rápido que Britney, Beyoncé, etc.

Emplacando hit após hit, Black Eyed Peas também estavam entre os grandes vencedores da noite: eles levaram para casa Best Pop Performance by a Group (
I Gotta Feeling), Best Pop Vocal Album (The E.N.D.) e Best Short Form Music Video (Boom Boom Pow). Em sua performance, eles cantaram o novo single para os EUA Imma Be (o quarto single pro resto do mundo é Rock Your Body) e I Gotta Feeling (daí eu me pergunto PORQUE? Não existia NENHUMA necessidade. Todo mundo já ouviu essa música VEZES O SUFICIENTE!!). Seguindo o tema da noite, a apresentação foi bem chata, sem absolutamente nada de especial.

Houve performances dos veteranos Dave Matthew Band, Jeff Beck e Imelda May (num tributo para o gênio musical Les Paul) e Bon Jovi (uma das músicas que eles cantaram, Living on a Prayer, foi escolhida pelo público em uma votação na internet). Representando o country, Zac Brown Band (com Leon Russel) e Lady Antebellum (que é a aposta para ser a grande revelação do ano). Representando o R&B, Jamie Foxx (Blame It on the Alcohol com participação do mítico guitarrista Slash) e Maxwell (com Roberta Flack). E, encerrando o show, os dois maiores rappers do mundo, Lil' Wayne e Eminen, junto com a grande aposta para o futuro, o novato Drake (Kanye West também participa da versão original da música mas ele não foi convidado para os Grammys. Porque será?).

Além de variedade nas performances, também houve enorme diversidade nos apresentadores: lendas da musica (Ringo Starr, Plácido Domingo, Alice Cooper), celebridades que não são relevantes faz anos (Jennifer Lopez, Ricky Martin), ídolos teen (Justin Bieber, Miley Cyrus, Jonas Brothers), artistas multi-premiados porém meio esquecidos (Seal, Norah Jones, Sheryl Crow), estrelas do momento (Ke$ha, Katy Perry), grandes nomes não relacionados ao mundo da música (Adam Sandler, Quentin Tarantino) e atores promovendo seus filmes (Roberto Downey Jr com Iron Man 2, Kirsten Bell e Josh Duhamel com When in Rome) e seriados (LL Cool J por NCIS: Los Angeles, Kaley Cuoco por The Big Bang Theory e Si
mon Baker por The Mentalist. Todos os três são seriados da CBS, canal que exibiu a premiação. Puxa, que grande coincidência!).



Obviamente, não podia faltar uma grande homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson. Celine Dion, Jennifer Hudson, Usher, Carrie Underwood e Smokey Robinson se uniram para uma rendition de Earth Song. No fundo, um vídeo em 3D que havia sido preparado para a série de apresentações do cantor em Londres (para ver tridemensionalmente, era necessário óculos especiais que estavam disponiveis nas lojas de departamento Target, patrocinadora da premiação).



Depois da performance, os filhos mais velhos do cantor, Prince e Paris, aceitaram o Lifetime Achievement Award em nome do pai.

Além disso, Mary J. Blige e o tenor Andrea Bocelli cantaram Bridge Over Troubled Water
em tributo ao Haiti.



Performances e divas pop aside, meu momento favorito da noite foi o comediante Stephen Colbert (que, mais tarde, ganhou o prêmio de melhor CD de comédia) fazendo seu monólogo e apresentando o prêmio de melhor música com seu iPad. Genial.

Efeito Grammy


Lady Antebellum: os grandes beneficiados

Graças a homenagem a Michael Jackson e a "batalha" entre as três maiores cantoras pop do momento (Taylor, Gaga e Beyoncé), os Grammys, que estavam em queda livre, bateram recorde de audiência: 28 milhões de telespectadores, melhor resultado dos últimos 4 anos.

Como sempre, os vencedores dos maiores prêmios registrarão grande aumento de vendas nos próximos dias. Nos mais vendidos do Amazon, Zac Brown Band alcançou a terceira posição e Taylor Swift voltou para a quinta posição. Black Eyed Peas, Lady Gaga, P!nk, Beyoncé e Green Day também retornaram ao top 25. A coletânea de indicados aos Grammys se encontra na quarta posição.

Já no iTunes, principal vendedor de singles, I Gotta Feeling ganhou gás e voltou para a quarta posição (e eu me pergunto: COMO? Como é possível que, a essa altura ainda exista pessoas com interesse em adquirir essa música e que ainda não o fizeram? Como é possível que tem TANTA gente que ainda não cansou dela?). Glitter in the Air da P!nk também entrou no top 15 pela primeira vez graças a performance. Outras músicas que ganharam força: Bridge Over Troubled Waters (na versão da Mary J Blige com o Andrea Bocceli), You and Me do Dave Matthews Band, Use Somebody do Kings of Leon, Forever do Drake, Eminen, Lil Wayne e Kanye West, Poker Face da Lady Gaga, 21 Guns do Green Day, Fried Chicken do Zac Brown Band e Drop the World do Lil Wayne.

Mas ninguém foi mais beneficiado pela premiação do que o trio country Lady Antebellum. Os músicos de Nashville acabaram de lançar seu segundo CD, Need You Now, essa semana. Impulsionado pelo enorme sucesso da música homônima (que eu adoro), o álbum já estava cotado para vender muitíssimas cópias nos primeiros 7 dias. Porém, a performance deles (que eu achei fraca e ainda teve um momento mico quando a cortina caiu em cima da vocalista) no Grammy fez com que o primeiro single, que estava no top 20, voltasse voando para o primeiro lugar nas paradas do iTunes e deu ainda mais força para as vendas do álbum.

Enfim, para quem se interessar, quinta-feira tem um postzinho básico com mais informações sobre vendas e números na semana pós-Grammys.

E, para encerrar, se eu tivesse que descrever o Grammy em uma palavra eu diria: arrastado. Em duas: muito arrastado. Em três: chato para caralho. Oops, baixei o nível. Buhbye.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Causou em 2009 (parte 2)

Michael Jackson



Na década de 80, Michael Jackson se transformou na maior estrela do mundo. Um dançarino soberbo, com músicas catchy e divertidas e vídeo clipes impressionantes, ele alcançou um nível de fama experimentado por pouquíssimas pessoas (Beatles, Elvis Presley) e foi nomeado justamente como o Rei do Pop.

Porém, o tempo foi passando, as cirurgias plásticas foram ficando mais assustadoras, as acusações de abuso sexual foram ficando cada vez mais constantes e todo mundo o abandonou. Aos poucos, Michael foi enlouquecendo e, na última decada, seu talento foi esquecido e ele se transformou num freak a la Marylin Manson.

O mundo se lembrou que ele ainda era o Rei quando, apesar de tudo, os 50 shows que ele planejava fazer na O2 Arena em Londres se esgotaram em minutos.

Porém, em junho, Michael Jackson morreu sob circunstâncias meio misteriosas. E, ao perder um dos astros mais amados de todos os tempos, o mundo se deu conta do que perdeu.

Em 2009, só se falou de Michael Jackson. As músicas dele voltaram a alta rotação, todo mundo correu para comprar seus álbuns e DVDs, o filme documentando os ensaios de sua turnê que nunca aconteceu quebrou recordes de bilheteria e uma nova geração descobriu o Rei do Pop e sua genialidade.



Beyoncé & Jay-Z



O power couple do hip-hop, Beyoncé e Jay-Z causaram muito ao longo de 2009.

No fim de 2008, Beyoncé já estava a mil: Single Ladies já era um grande fenômeno, com o vídeo musical hipnotizando milhões de pessoas mundo afora (inclusive Kanye West).

E, durante 2009, Beyoncé seguiu firme e forte: os singles Halo e Sweet Dreams foram sucessos globais, o CD vendeu milhões e ela foi indicada para nada menos que 10 Grammys, um recorde para uma cantora pop.

No Brasil especificamente a texana alcançou um sucesso que faz anos não era alcançado por nenhum artista internacional. Halo, impulsionado pelo fato de ter sido escolhida como parte da trilha sonora da novela das 8, Caminho das Índias, foi a música mais tocada pelas rádios em 2009. O seu CD, I Am Sasha Fierce, vendeu 250 mil cópias, obtendo disco de diamante, um resultado impressionante para o mercado nacional quase morto. Para agradecer ao carinho, Beyoncé encerrará sua turnê global com quatro shows no país.

Já Jay-Z também teve um ano maravilhoso: seu CD, The Blueprint 3, estreou no topo nos EUA, com vendas altíssimas. Foi o 11º número 1 do rapper e, com isso, ele empatou com Elvis Presley como o artista com mais álbuns chart-toppers no país (e ninguém duvida que, com o próximo CD, ele quebrara esse recorde).

Além disso, o CD teve críticas extremamente positiva, consolidando o papel dele como o "Papa do Rap". E, claro, o álbum originou dois gigantescos sucessos globais: Run this Town e, o mais marcante, Empire State of Mind.



Megan Fox
.




O segundo filme da franquia Transformers foi o filme com a maior bilheteria do ano nos EUA (e terceiro no mundo, depois de Harry Potter e Ice Age) e transformou Megan Fox no principal sex symbol de 2009. Apesar do seu filme solo Jennifer's Body (escrito pela hyped Diablo Cody, roteirista de Juno) ter fracassado, Fox foi convidada para abrir a temporada do Saturday Night Live (algo reservado para estrelas de enorme porte), foi capa de absolutamente todas as revistas e foi nomeada incontáveis vezes como "a nova Angelina Jolie".

Com sua cara de poucos amigos e entrevistas meio inconseqüentes, Megan atraiu uma quantidade enorme de haters mas, como sua comunidade no Facebook não deixa duvidas, também fez milhões caírem de amor por ela (com quase 6 milhões de fãs, ela é mais popular no site de relacionamentos do que Gaga, Britney, Rihanna e Beyoncé).



Justin Bieber



Jonas Brothers são coisas do passado. Justin Bieber, 15 é o novo pin-up de garotas de 11 anos mundo afora, gerando histeria e até revoltas.

Bieber surgiu no Youtube, onde um video dele fazendo um cover do Ne-Yo virou um gigantesco sucesso viral. O burburinho foi tamanho que tanto Justin Timberlake quanto Usher foram atrás do menino querendo contrata-lo.

Bieber optou por Usher e ninguém duvida que ele fez a escolha certa: hoje em dia, não existe nenhuma celebridade mais popular entre as pré-adolescentes.

O mais impressionante de tudo: diferente de Miley, Jonas, Demi Lovato e Selena Gomez, outras uber-stars entre as crianças, ele não tem nenhum tipo de vinculação com o Disney Channel.

Em novembro do ano passado, uma aparição dele num shopping de New Jersey foi tão concorrida que a performance teve que ser cancelada por razões de segurança. Resultado? Uma revolta que deixou alguns fãs levemente feridos e levou o V.P. da gravadora de Bieber para a prisão.

O seu primeiro single, One Time, já vendeu mais de 1 milhão de cópias nos EUA e alcançou o top 20 da Billboard. O seu segundo, One Less Lonely Girl, também não fez feio. Seu EP, My World, estreou em sexto e já vendeu mais de 500 mil cópias até o momento.

E isso tudo é só o começo. Bieber prometer continuar crescendo em 2010. E vamos torcer para que ele cresça não apenas no sentido metafórico, né? Porque apesar dele ter 15 anos, quase 16, ele parece estar LONGE de alcançar a puberdade.

Sandra Bullock



Quem diria que só 15 anos depois de Speed (Velocidade Máxima), Sandra Bullock iria alcançar o ápice?


E o mais impressionante: Bullock conseguiu isso aos 45 anos, ou seja, como uma velha caquética no mundo hollywoodiano.

A sua comédia romântica, The Proposal (A Proposta), foi um sucesso de critica e de bilheteria, arrecadando 315 milhões de dólares e se tornando um dos filmes do gênero de maior sucesso de todos os tempos.

Mas mais impressionante foi o sucesso de The Blind Side. O drama, baseado numa história real, é sobre uma mulher do interior que adota um adolescente e ajuda a transforma-lo num dos jogadores de futebol americano mais bem-sucedidos de todos.

O filme arrecadou 215 milhões de dólares apenas nos EUA (mais do dobro do que The Proposal conseguiu domesticamente) e a performance de Sandra foi altamente elogiada com muitos apostando que ela pode levar o Oscar de Melhor Atriz esse ano.

Como se isso tudo não fosse o suficiente, The Blindside é o filme com uma unica atriz como headliner que mais arrecadou na história. Explicando melhor: o poster de The Blindside trazia apenas um nome: o de Sandra (diferente de The Proposal, por exemplo, que tinha o nome de Sandra e de Ryan Reynolds) e é a primeira vez que um filme que tem apenas uma mulher como headliner ultrapassa os 200 milhões (e o filme ainda nem foi lançado internacionalmente!).

Com dois gigantescos sucessos, o fracasso de All About Steve, filme que ela produziu e estrelou, que teve as piores críticas do ano e arrecadou apenas 33 milhões de dólares, foi completamente perdoado.



Black Eyed Peas



Os Black Eyed Peas sempre colocaram todo mundo para dançar com seus hits. Mas nunca eles tinham obtido sucessos tão devastadoramente grandes: I Gotta Feeling foi o maior hit do ano. O segundo maior? Boom Boom Pow. E, claro, Meet Me Halfway também alcançou o topo no mundo inteiro.

O grupo, liderado por Will.I.Am e Fergie, foi o unico que rivalizou com Gaga pelo monopólio das pistas de danças e estações de rádios.

Rihanna



Depois de anos com sucessinhos (S.O.S., Pon de Replay, Unfaithful), Rihanna estourou de vez em 2008: Umbrella, Please Don't Stop the Music, Take a Bow e Disturbia foram sucessos mega ultra gigantescos e tudo que a caribenha cantava ia direto para o topo das paradas.

Porém, apesar de ter se tornado uma das maiores pop stars do mundo, ela sempre conseguiu manter sua vida relativamente livre de escândalos. A unica informação sobre sua vida pessoa que causava certo rebuliço era seu namoro (nunca confirmado oficialmente) com Chris Brown que, assim como ela, era jovem, bonito, extremamente talentoso e uma das estrelas mais promissoras da musica.

O ano de 2009 mal tinha começado quando a maior celeb story do ano aconteceu: Chris espancou Rihanna nas vésperas da cerimônia do Grammy, onde os dois iriam cantar juntos.

As informações não eram muito claras até que uma foto de Rihanna com a cara completamente destruída e inchada vazou e chocou o planeta.

Pronto, como a própria descreveu, "eu fui dormir Rihanna e acordei como Britney Spears". Paparazzos a seguiam por todos os cantos, helicópteros circundavam sua casa.

Sua decisão de voltar para Brown -- ambos foram vistos sorridentes andando de jet-ski numa mansão em Miami pertencente a Diddy -- causou polêmica e, pouco depois, a interprete se separou oficialmente dele.

Ao longo do ano, Rihanna se manteve low profile, não dando nenhuma entrevista ou informação sobre o assunto.

Porém, no final do ano, Rated R, seu quarto álbum, chegou as lojas. E apesar de não ter sido um sucesso de cara, provou que a jovem interprete não tinha medo de arriscar: tinha um som dark e maduro, completamente diferente do que já tinhamos ouvido antes. A crítica aprovou: o álbum foi enormemente elogiado e foi escolhida pela Entertainment Weekly como o CD do ano.

Rihanna também deu sua primeira entrevista para a respeitada jornalista Diana Sawyer e impressionou a todos ao se mostrar extremamente lúcida e honesta, dando respostas diretas e seguras e respondendo tudo sem duvidar.

E agora, Rihanna quer virar a página. E, em 2010, com Chris Brown e Umbrella no passado, ela começa um novo capítulo em sua carreira.



Dr Luke

Dr. Luke foi para 2009 o que o Timbaland foi para 2006. Porém existe uma diferença entre os dois mega-produtores: enquanto Timbaland não tinha medo de aparecer na frente das câmeras, estrelando em clipes juntos com artistas de grande porte e inclusive lançando seus próprios CDs, Dr. Luke trabalha estritamente nos bastidores. Portanto, muita gente nunca ouviu falar dele.

Mas, mesmo sem saber quem ele é, pode ter certeza que você já ouviu MUITAS músicas dele: foi ele que produziu Girlfriend, da Avril Lavigne, Hot and Cold e I Kissed A Girl, da Katy Perry e So What?, da Pink. Em 2009, ele foi responsável por nada menos do que cinco number 1 hits: Circus, da Britney Spears, My Life Would Suck Without You, da Kelly Clarkson, Party in the USA, da Miley Cyrus, Right Round, do Flo-Rida e TiK-ToK, da Ke$ha. Alias, é o Dr. Luke o homem responsável por toda a carreira de Ke$ha, a aposta para 2010, tendo contratado-a e produzido todo seu CD.