Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Chart watch US: Bieber fever contagia os EUA



Justin Bieber, a nova sensação teen de 16 anos de idade, estréia no topo das paradas de CDs dos EUA com My World 2.0. O segundo E.P. do interprete canadense vendeu 283 mil cópias ao longo da semana.

Ao encabeçar a lista dos mais vendidos, Bieber se transforma no cantor mais novo a alcançar o primeiro lugar desde Stevie Wonder, na época com 13 anos, em 1964. Porém, quando levamos em consideração interpretes de ambos os sexos, Miley Cyrus é a pessoa mais nova a alcançar o topo nos últimos 47 anos: em outubro de 2006, com 14 anos, Miley encabeçou a lista dos mais vendidos com a primeira trilha sonora de Hannah Montana. Aos 15, Miley ocupou o topo mais duas vezes: com o segundo volume da trilha sonora do seriado da Disney e com seu primeiro CD solo, Breakout.

O lançamento do segundo volume do E.P. de Bieber fez as vendas de seu primeiro lançamento, My World 1, dispararem. Em sua 19ª semana, o CD vendeu 50 mil cópias e ocupou a quinta posição.

Em segundo lugar, a cantora de R&B Monica com o seu sexto CD, Still Standing, que teve 182 mil cópias comercializadas. A sólida primeira semana de Monica foi inesperada: apesar da cantora ter gozado de bastante popularidade no fim dos anos 90, seu último álbum, The Making of Me, lançando em 2006, teve vendas bastante fracas. Como parte da promoção do álbum, Monica estrelou em um bem sucedido reality show no BET (cujo título era o mesmo do CD) que a acompanhou durante a preparação de seu novo material discografico.




Em terceiro lugar, a coletânea Now! That's What I Call Music 33 com 133 mil cópias vendidas. Os CDs Now!, lançados trimensalmente, são uma instituição da indústria fonográfica estado-unidense. Originada na Grã-Bretanha, os álbuns compilam todos os maiores sucessos pops dos últimos meses. Com o aumento de downloads ilegais pela internet, as vendas da coleção caíram bastante nos EUA (em 2001, por exemplo, os CDs Now! chegavam a vender mais de 600 mil cópias em uma semana) mas, apesar de não tão forte como no passado, as vendas continuam extremamente estáveis e a franquia segue firme e forte (na Grã-Bretanha, a coleção já está no volume 77). O 33º volume da coletânea incluí todos os principais sucessos dos últimos meses como TiK ToK da Ke$ha, Bad Romance da Lady Gaga, Fireflies do Owl City, Replay do Iyaz, Need You Now do Lady Antebellum, Bed Rock da Young Money e Hey, Soul Sister do Tain.

Em quarto lugar, Need You Now do fenômeno country Lady Antebellum e minha aposta para ser o CD mais vendido do ano nos EUA. Bieber encerra o top 5.

Em sexto lugar, a banda de indie pop de Zooey Deschanel, She & Him, com seu segundo CD, Volume II seguido de Ludacris (Battle of the Sexes), Lady Gaga (The Fame), Marvin Sapp (Here I Am) e os Black Eyed Peas (The E.N.D.).


Hey Soul Sister - Train

Como eu já comentei aqui antes, o Hot 100, a parada de singles estado-unidense, é uma combinação entre airplay (apoio da rádio) e vendas. Se fosse uma lista de apenas airplay, Lady Antebellum e I Need You Now encabeçariam a lista. Se fosse apenas de vendas, Train ocupariam o primeiro lugar com Hey, Soul Sister. Porém, quando os dois fatores são combinados, Rude Boy de Rihanna é a música mais popular e, por tanto, a cantora caribenha encabeça a lista pela terceira semana consecutiva.


Need You Now - Lady Antebellum

Essa semana, nenhuma nova música penetra o top 10 do Hot 100 e existe pouquissima movimentação: Bruno Mars e B.O.B. ocupam o segundo lugar com Nothin' on You, seguido do Train (Hey, Soul Sister), Lady Antebellum (Need You Now), Gaga com Beyoncé (Telephone), Taio Cruz (Break Your Heart), Black Eyed Peas (Imma Be), Justin Bieber (Baby) e Ke$ha (TiK ToK).


segunda-feira, 22 de março de 2010

Chart watch UK+OZ: Lady Gaga e Grã-Bretanha, uma história de amor



O mundo inteiro ama Lady Gaga. Mas o amor que a Grã-Bretanha sente pela interprete é especial: essa semana, Telephone, que conta com a participação de Beyoncé, chega ao topo no Reino Unido, impulsionado pelo lançamento do vídeo. E olha, tenho que admitir que o clipe grew on me. Depois da decepção inicial, eu vi de novo e, sim, apesar de ser uma vítima do próprio hype, ele é bom. Só não é, nem de longe, uma "obra de arte" como Gaga insiste e dizer que ele tem uma "mensagem" é uma palhaçada sem tamanho. Mas enfim, é o quarto primeiro lugar de Gaga em pouco mais de um ano (Just Dance, Poker Face e Bad Romance também alcançaram o topo) no país. Além disso, The Fame também volta ao topo por lá e, tudo indica, o CD pode alcançar 2 milhões de cópias vendidas no UK, quase o mesmo número dos EUA (impressionante pois, obviamente, os EUA é um país muito maior).


Porém, foi por pouco que Gaga assumiu encabeçou a lista dos mais vendidos. A distância entre ela e Tinnie Tempah, que ocupou o primeiro lugar por duas semanas, foi mínima: Telephone vendeu 58,561 cópias enquanto Pass Out vendeu 57,168.

Rihanna ficou em terceiro com Rude Boy enquanto Justin Bieber caiu para quarto com Baby. Ellie Goulding também permanece dentro do top 5 com Starry Eyed.

Cheryl Cole, a namoradinha da Grã-Bretanha, ocupa a sexta posição com seu terceiro single solo Parachutes. O single recebeu um impulso depois que Cole fez uma apresentação ao vivo da música no Sport Relief., programa beneficente da BBC. Como de costume, a performance de Cheryl foi o pico de audiência da noite.



Quem estréia nas paradas britânicas essa semana é a romena Inna. A música dance Hot, que obteve enorme sucesso em todo continente europeu, estréia em oitavo.



Hot - Inna

Também no top 10: In My Head de Jason DeRulo em sétimo, Empire State of Mind (Part II) de Alicia Keys em nono e You've Got the Dirtee Love de Florence and the Machine com Dizzee Rascal encerrando a lista.

Na parada de CDs, a única novidade é o segundo volume da trilha sonora de Glee que estreia em segundo lugar, atrás de Gaga, com 43 mil cópias vendidas. Também no top 10: Brothers do Boyzone em terceiro, Plastic Beach dos Gorillaz em quarto, The Element of Freedom da Alica Keys em quinto, Glee vol. 1 em sexto, Sunny Side-Up de Paolo Nutini em sétimo, Lungs de Florence + the Machine em oitavo, Sigh no More de Mumford & Sons em nono e A Curious Thing de Amy McDonald em décimo.

Na Austrália, Hey Soul Sister da banda estado-unidense Train alcança o primeiro lugar. O dueto de Cheryl Cole com Will.I.Am, 3 Words, também alcança o top 5 por lá (quinta posição). De resto, as paradas também não apresentam nenhuma novidade: In My Head de Jason DeRulo em segundo, Rude Boy de Rihanna em terceiro, Memories com David Guetta e Kid Cudi em quarto, Replay do Iyaz em sexto, Blah Blah Blah da Ke$ha em sétimo, Fireflies do Owl City em oitavo, Telephone da Lady Gaga com a Beyoncé em nono e a paródia de TiK ToK do grupo Midnight Beast em décimo.


Hey, Soul Sister - Train

Na parada de CDs, Susan Boyle finalmente sai do top 5 depois de quase cinco meses. Essa semana, I Dreamed a Dream ocupa a sétima posição.

Quem ocupa o topo é o duo local Angus e Julia Stone. The Fame de Lady Gaga sobe para a segunda posição graças ao lançamento de Telephone. Plastic Beach dos Gorillaz ocupa o terceiro lugar seguido de Sigh no More dos Mumford & Sons. A grande surpresa para mim foi Jason DeRulo ter permanecido dentro do top 5, na quinta posição.

Também no top 10: k.d. lang com Recollection (sexto), Jimi Handrix com Valley of the Neptunes (oitavo), David Guetta com One Love (nono) e Michael Bublé com Crazy Love (décimo).

BTW, eu tinha tirado do ar um post lá do começo do ano sem querer e só me dei conta agora. Para quem não leu, Causou em 2009 parte 2.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Chart watch US: Taio contraria expectátivas e alcança o topo nos EUA



Num twist surpreendente, o britânico Taio Cruz consegue o primeiro lugar no Hot 100 dos EUA essa semana.

A música Break Your Heart, que já tinha alcançado o topo na Grã-Bretanha no ano passado, foi lançada nos Estados Unidos sem muita pretensão (só foi acrescentado um verso cantado pelo rapper Ludacris) e apesar de Taio não ser um nome estabelecido nem no Reino Unido, ele conseguiu o que muitos dos atos britânicos mais lendários (Robbie Williams, por exemplo) não foram capaz de conquistar: um primeiro lugar no mercado mais lucrativo de todos.

Como se isso tudo não fosse suficiente, a música ainda quebrou recordes: o maior pulo para o primeiro lugar (do 53º para o topo) para um single de lançamento.

Taio segue os passos de Jay Sean, outro cantor britânico que, no fim do ano passado, conseguiu a primeira posição no Hot 100 com Down. Porém, Jay nunca obteve um primeiro lugar em seu país de origem (Down só alcançou o segundo lugar na Grã-Bretanha) enquanto Break Your Heart encabeçou a lista dos mais vendidos por três semanas nas terras da Rainha em setembro do ano passado.

A trupe da Young Money e o trio country Lady Antebellum trocam de lugar. Bedrock, que ocupou a segunda posição semana passada, cai para terceiro e é substituído por Need You Now.

Como já comentei antes, country é o gênero que mais vende nos EUA e quando um ato consegue crossover e conquista as rádios pop (como Taylor Swift, por exemplo), um fenômeno surge. Esse ano, tudo indica que o fenômeno country será o Lady Antebellum. Eles não só alcançaram o segundo lugar no Hot 100 (algo extremamente raro nos últimos tempos para uma música country, só conseguido por Taylor Swift) como também voltam para o topo na lista de CDs mais vendidos, com 125 mil cópias comercializados e um grande total de 1.3 milhões de cópias depois de apenas 6 semanas.


Need You Now - Lady Antebellum

Além de Taio, Young Money e Lady Antebellum, o top 5 também conta com Rihanna. Seu terceiro single Rude Boy é, até o momento, o maior sucesso do seu novo CD, Rated R e é a primeira música do álbum a penetrar o top 5 do Hot 100 (Russian Roulette e Hard estancaram no top 10). A chata Imma Be dos Black Eyed Peas, que ocupou a primeira posição durante 2 semanas, cai para o quinto lugar.

Ke$ha (TiK ToK), Train (Hey, Soul Sister), Jason DeRulo (In My Head), Lady Gaga (Bad Romance) e Ludacris (How Low) também aparecem no top 10.

A parada de CDs, como já comentei antes, está encabeçada por Lady Antebellum.

Sade, que também bateu recorde de vendas em sua semana inicial, continua com vendas consistentes, ocupando o segundo lugar. Essa semana, o álbum vendeu 79 mil cópias (em 1 mês foram vendidas 900 mil cópias).

Em terceiro lugar, o EP do artista country Blake Sheldon. Um EP é um álbum com menos músicas do que o normal e, atualmente, é comum artistas novatos (Drake, Justin Bieber) lançarem como um "aquecimento" para o álbum oficial. Também é normal artistas consagrados (Miley Cyrus com The Time of our Lives, Lady Gaga com The Fame Monster) lançarem um EP entre um CD e outro. Porém, o EP de Blake não é nenhum dos dois casos e sim uma nova aposta da indústria: ao invés de álbuns, as gravadoras pretendem apostar em EPs. Com preços mais baratos, eles tem a esperança que o formato ajude a conter a desenfreada queda de vendas.

Com 65 mil cópias, Danny Gokey, que ficou em terceiro lugar na edição passado do American Idol, estréia na quarta posição com seu álbum de estréia, My Best Days. Em quinto, a trilha sonora do novo filme de Tim Burton, Alice in Wonderland, que quebrou recordes de bilheteria no final de semana passado.

Em sexto, o novo CD do Lifehouse, Smoke & Mirrors. Em sétimo, Lady Gaga com The Fame seguido dos Black Eyed Peas com The E.N.D. O cantor soul Raheem DeVaughn estréia em nono com seu terceiro álbum, Love & War Masterpeace e, encerrando o top 10, o interprete country Easton Corbin com seu CD homônimo.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Chart watch: Singles em prol do Haiti bombam mas a grande surpresa da semana é o sucesso giga de Sade nos EUA

Como era carnaval, tirei umas férias e não fiz o post sobre as paradas britânicas e australianas na 2a f. Por isso, vou juntar todas nesse post.



Depois de 10 anos de espera, o grupo de R&B britânico Sade, liderado pela cantora Sade Abu, finalmente lançou seu quinto CD, Soldier of Love. No Reino Unido, o álbum vendeu 43 mil cópias e estreou em quarto lugar. Porém, nos EUA, onde a banda sempre foi mais popular, as vendas foram fenomenalmente mais altas e bem acima das expectativas: 502 mil cópias. Sade já vendeu mais de 25 milhões de cópias nos EUA e todos os seus CDs alcançaram o top 10 da Billboard. É a estréia mais alta de Sade nos Estados Unidos, a primeira semana mais alta de 2010 até o momento e o segundo álbum que ultrapassa a barreira de 400 mil em uma semana esse ano, após o o trio Lady Antebellum.


Soldier of Love - Sade

Lady Antebellum vendeu 208 mil cópias do álbum Need You Now essa semana, ocupando o segundo lugar e levando o total de unidades comercializadas para 897 mil.

O cantor de R&B Jaheim estréia em terceiro lugar com seu sexto CD, Another Round (112 mil cópias). Depois da estréia fraca, Rebirth, o novo álbum de Lil Wayne, cai duas posições para o quarto lugar com venda de 89 mil. Em quinto, o novo lançamento do cantor country Josh Turner, Haywire (85 mil cópias) e em sexto o rapper cristão tobyMac (Tonight, 79 mil cópias). Encerrando o top 10, só artista estabelecida com milhões de unidades comercializadas: Lady Gaga com The Fame, Black Eyed Peas com The E.N.D., Susan Boyle com I Dreamed a Dream e Taylor Swift com Fearless.



Apesar de sua atual era estar sendo recebida de maneira morna nos EUA, o álbum The Element of Freedom de Alicia Keys continua bombando na Grã-Bretanha. Pela segunda semana consecutiva, o álbum ocupa a primeira posição por lá com 57 mil cópias vendidas.


Empire State of Mind (part II) - Alicia Keys

O violinista André Rieu segue na cola de Alicia. Seu CD Live from Vienna vendeu 50 mil cópias, ocupando a segunda posição. Em terceiro, Paolo Nutini segue firme e forte com 44 mil cópias de Sunny Side Up (o álbum deve ultrapassar 1.5 milhões de cópias até o fim do ano). Sade e Lady Gaga encerram o top 5.

O grupo de eletro Massive Attack estréia em sexto com Heligoland seguido pela coletânea Unconditional: Love Songs de Peter Andre (ainda colhendo os frutos do divórcio com Katie Price e se aproveitando do Valentine's Day, que foi dia 14). Encerrando o top 10: Michael Buble com Crazy Love, Florence & the Machine com Lungs (primeira vez desde o começo do ano que ela não está no top 3) e Black Eyed Peas com The E.N.D.



Na Austrália, finalmente depois de 3 longuíssimos meses, Susan Boyle é desbancada da primeira posição. A banda folk britânica Mumford & Son, que está bombando muitíssimo no país, alcança o topo com Sigh no More. SuBo se mantém firme e forte na segunda posição com I Dreamed a Dream.


Little Lion Man - Mumford & Sons

Taylor Swift continua sua ascensão nas paradas australianas graças a sua turnê pelo país que passou por Sidney, Melbourne, Newcastle, Brisbane e Adelaide. Essa semana, Fearless, que já é quadruplo platina por lá, volta a terceira posição.

Também no top 10: Lady Gaga com The Fame, Michael Buble com Crazy Love, Muse com The Resistance, Ke$ha com Animal, Massive Attack com Heligoland, Black Eyed Peas com The E.N.D. e a dupla country local The McClymonts (que, em décimo, são os atos locais com a posição mais alta nas paradas).

Nas paradas de single, singles beneficentes estão com tudo.



Na Grã-Bretanha, Everybody Hurts, organizado por Simon Cowell em prol do Haiti, estréia em primeiro lugar com 453 mil cópias, mais do que todo o resto do top 10 somado. O single, um cover da balada do R.E.M., conta com todos os atos mais populares de Cowell (Susan Boyle, Leona Lewis, Alexandra Burke, Joe McElderry, JLS, Cheryl Cole) e uma mistura extremamente aleatória de artistas consagrados que inclui Robbie Williams, Kylie Minogue, Take That, Miley Cyrus, Michael Buble, Mariah Carey, Dido, James Blunt, Mika, James Morrison, Westlife e Chrissie Hynde.

Por culpa do single beneficente, Fireflies cai para o segundo lugar depois de 3 semanas no topo. Em terceiro, o dueto de Timbaland com Katy Perry, If We Ever Meet Again. Colaborações com Katy Perry são uma ótima forma de obter sucesso na Grã-Bretanha: tanto 3OH!3 quanto Timbaland obtiveram gigantescos hits no país ao chamar a moça para participar de suas canções. Em quarto, Empire State of Mind Part II de Alicia Keys (que continua sua surpreendente e inesperada jornada de sucesso no país). O top 5 é encerrado por Glee (Don't Stop Believin').

Em sexto lugar, 3OH!3 e Katy Perry com Starstrukk. A música do 3OH!3 nunca alcançou o primeiro lugar mas ela teve um chart run fenomenal no Reino Unido, com mais de 2 meses no top 5.

Em sétimo, JLS com One Shot seguido por Replay de Iyaz, o medley de Halo e Walking on a Sunshine do elenco de Glee e, encerrando o top 10, Rude Boy de Rihanna que ganhou força com o lançamento do vídeo.

Na Austrália, Replay do Iyaz e Fireflies do Owl City continuam em primeiro e segundo lugar respectivamente. Blah Blah Blah de Ke$ha alcança sua posição mais alta no mundo até o momento: terceiro lugar. Ke$ha continua sua dominação do país oceânico com TiK ToK também dentro do top 5, em quinto lugar.


Memories (ft. Kid Cudi) - David Guetta

A Austrália também é o primeiro país que o novo single de David Guetta, Memories, colaboração com o rapper Kid Cudi, penetra o top 5 (quarto lugar). Também entre os dez mais vendidos: Today was a Fairytale de Taylor Swift (sexto), Do You Remember? do Jay Sean, Little Lion Men do Mumford & Sons, Whatcha Say do Jason DeRulo e Empire State of Mind em sua versão original, com Jay-Z e Alicia Keys.

Finalmente, no Hot 100 dos EUA, TiK ToK da Ke$ha quebra recordes ao ocupar o primeiro lugar pela nona semana consecutiva.

Ela quase foi desbancada pela nova versão de We Are the World, feita por Will.I.Am, mas o single em prol ao Haiti foi lançado apenas dois dias antes do final da semana, o que o prejudicou e fez com que ele tivesse que se contentar com o segundo lugar.



A música, remake do sucesso dos anos 80, conta com mais de 50 interpretes incluindo Justin Bieber, Barbara Streisand, Wyclef Jean, Celine Dion, Tony Bennet, Lil Wayne, Miley Cyrus, Carlos Santana, Jamie Foxx, Usher, P!nk, Michael e Janet Jackson entre muitos outros.

Também no top 10 estado-unidense: Imma Be dos Black Eyed Peas, Bad Romance da Lady Gaga, Bedrock da trupe da Young Money, Need You Now do Lady Antebellum, Hey, Soul Sister do Train, How Low do Ludacris, Do You Remember do Jay Sean e Sexy Bitch de David Guetta com Akon.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Chart watch US: Estréia decepcionante para Weezy em semana influenciada pelo Grammy



O maior rapper atualmente nos EUA é Lil Wayne. Em 2008, seu álbum, The Carter III, estreou no topo das paradas do Billboard com mais de 1 milhão de cópias vendidas em uma semana. Três música do CD alcançaram o top 10, com o primeiro single, Lollipop, alcançando o topo por 5 semanas e vendendo mais de 4 milhões de unidades.

Na edição desse ano dos Grammy's, ele foi encarregado de fechar a cerimônia cantando com um dos maiores rappers da história, Eminen.

Apesar disso tudo, Weezy estreou em segundo lugar com apenas 176 mil cópias vendidas de seu novo CD, Rebirth. O motivo para as vendas fracas: era um CD de rock, não de rap. Além disso, o álbum tinha vazado na internet em dezembro, dois meses antes de seu lançamento. E, finalmente, as críticas foram péssimas e o primeiro single não conseguiu penetrar o top 10.

Mesmo com o fracasso (para o tamanho da popularidade dele), Lil Wayne continua sendo extremamente popular dentro dos EUA. Essa semana, ele começa a sentença de 1 ano de cadeia por porte ilegal de armas e muitos apostam que ele saíra da prisão mais forte do que nunca (o público tem ficado do lado dele, com quase 500 mil pessoas pedindo pela diminuição da pena no Facebook) e que The Carter IV, continuação do seu álbum multi-platinado, deverá elevar de novo as vendas de Wayne. É esperar para ver...

Quem continua em primeiro lugar pela segunda semana consecutiva é o trio country Lady Antebellum que, semana passada, obteve vendas altíssimas com o lançamento do segundo álbum. O álbum vendeu 209 mil cópias essa semana (ou seja, Need You Now já conseguiu disco de ouro por 500 mil cópias comercializadas após apenas 2 semanas).

Como eu já tinha comentado na cobertura dos Grammy's, o Lady Antebellum foi um dos atos mais beneficiados pela cerimônia. Após a exibição da premiação, o single deles Need You Now voltou para o primeiro lugar no iTunes e, graças as vendas altíssimas, a música alcançou sua posição mais alta no Hot 100: terceiro lugar (é díficilimo uma música country que não seja da Taylor Swift alcançar o top 5 do Hot 100).


Nick Jonas & the Admnistration: projeto solo do Jonas brother mais novo

O projeto solo de Nick Jonas, o mais novo membro dos Jonas Brothers, Nick Jonas & the Admnistration, estréia em terceiro lugar. O álbum Who I Am vendeu 81 mil cópias ao longo da semana.

Além de Nick e Lil Wayne, o outro único novo lançamento que alcançou o top 10 essa semana foi Rob Zombie cujo álbum Hibilly Delux 2 estréia em oitavo lugar com 49 mil cópias.

Graças aos Grammy's, muitos artistas foram beneficiados: The Fame de Lady Gaga teve um aumento de 17% com 49 mil cópias vendidas (quarto lugar). Já os Black Eyed Peas cresceram 55% com The E.N.D. alcançando a sexta posição e comercializando 70 mil copias. Taylor Swift tem um aumento de 58% com Fearless (sétima posição, 53 mil cópias vendidas) e Zac Brown Band cresce 82% com 42 mil cópias (décimo lugar).

Os Grammy's também aumentaram as vendas de I Am... da Beyoncé em 101% (32 mil, 14º lugar), de Funhouse da Pink em 234% (31 mil, 15
º lugar), de Only by the Night dos King of Leons em 66% (24 mil, 24º lugar) e de Big Whiskey and the GrooGrux King em 114% (13 mil, 47º lugar).

É importante destacar que, apesar da cerimônia desse ano ter batido recordes de audiência, o aumento de vendas pós-Grammy's não foi tão alto como no ano passado, quando alguns álbums chegaram a registrar 700% de aumento de vendas.


Apesar de não ter ganho nenhum prêmio, a performance de P!nk fez com que ela registrasse aumentos homéricos de venda

No Hot 100, TiK ToK de Ke$ha continua no topo pela décima semana. O segundo e o terceiro lugar são ocupados por músicas que foram cantadas no Grammy: a péssima Imma Be dos Black Eyed Peas e Need You Now do Lady Antebellum. Também no top 5: Bedrock, o single colaborativo de todos os artistas da gravadora Young Money e Bad Romance de Lady Gaga.

O top 10 é completo por Sexy Bitch do David Guetta com Akon, Hey, Soul Sister do Train, How Low do Ludacris, I Gotta Feeling dos Black Eyed Peas (de volta ao top 10 graças a performance nos Grammy's) e Replay do Iyaz.

Além dos Black Eyed Peas e do Lady Antebellum, P!nk foi a mais beneficiada pela sua performance nos Grammy's. A música Glitter in the Air estréia no top 20 na 18ª posição graças a performance (detalhe: a música não é nem sequer um single oficial).

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Chart watch US: Lady Antebellum, o novo fenômeno country



Country é o tipo de música mais rentavel dos EUA. Ter sucesso entre o público que curte esse gênero já é o suficiente para qualquer artista registrar vendas incrivelmente altas. Porém, quando um ato country consegue crossover e fazer sucesso no mundo pop, o artista deixa de ser extremamente bem sucedido e se transforma num fenômeno imparavel.


Nos anos 90, a canadense Shania Twain conseguiu o feito e o seu CD, Come on Over, se transformou num dos álbuns mais vendidos da história. Mais recentemente, Taylor Swift também fez a transição e alcançou níveis assombrosos de fama e venda.

O novo ato crossover, tudo indica, é o trio Lady Antebellum.



O álbum homônimo dos músicos, primeiro lançamento da carreira deles, já tinha obtido bastante sucesso, tendo ultrapassado 1 milhão de cópias vendidas nos EUA. Porém, quando o single I Need You Now estourou não só nas rádios country mas também nas estações pop, Hilary Scott, Charles Kelley e Dave Haywood multplicaram por muito seu poder e o segundo CD, que tem o mesmo título da bem-sucedida música de trabalho, estreou na parada com vendas excepcionalmente altas: 481 mil cópias (mais de 10 vezes o que o primeiro CD deles vendeu na primeira semana). Nenhum álbum registrava vendas tão altas no mês de janeiro (um mês tradicionalmente baixo em vendas) faz 5 anos, desde The Documentary do rapper The Game em 2005.

Diferente do que eu havia previsto, o impacto dos Grammy's só será sentido nas paradas da próxima semana, não nessa.

Além de Lady Antebellum, a coletânea Hope for Haiti Now, The Fame de Lady Gaga, I Dreamed a Dream de Susan Boyle e The Greatest Love Songs of All Time de Barry Manilow também aparecem no top 5.

Impulsionado pelo lançamento do DVD do documentário, o CD This Is It de Michael Jackson volta ao top 10, em sexto. O esperado segundo CD de Corinne Bailey-Rae estréia em sétimo. A coletânea de indicados aos Grammy's, Songs from the Heart de Celtic Women e The E.N.D. dos Black Eyed Peas encerram a lista dos dez mais vendidos.



Nas paradas de singles, TiK ToK de Ke$ha continua imbativel no primeiro lugar seguido por Lady Gaga e seu Bad Romance. A trupe da gravadora Young Money (de Lil' Wayne) alcança a terceira posição com Bedrock. Os Black Eyed Peas continuam lançando sucesso após sucesso: Imma Be, quarto single para o mercado estado-unidense, chega a quarta posição e, tudo indica, continuara subindo. Finalmente, Sexy Bitch, de David Guetta e Akon, encerra o top 5.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Cobertura Grammy 2010

ATUALIZADO



Existem três tipos de prêmios na TV americana: o primeiro é representado pelos VMAs. O Video Music Awards da MTV tem grande importância para a cultura pop e foi palco de momentos inesquecíveis. Porém, o programa não tem nenhum tipo de comprometimento em "premiar os melhores" e só tem dois objetivos: manter o público alvo (jovem, com um nível de atenção baixissimo) entretido por duas horas e dar o que falar no dia seguinte. Para isso, eles tem que escolher bem os convidados (tem que ser de grande interesse e tem que causar polêmica) e suar para conseguir momentos que fiquem na memória do público (performances grandiosas, momentos Kanye West, beijos inesperados, tá tudo valendo).


Daí tem o segundo tipo que é melhor representado pelos American Music Awards. Essa classe de prêmio é uma grande piada, não tem nenhum objetivo e ninguém leva muito a sério mas, para atrair o público, os produtores chamam TODOS os artistas que tem qualquer tipo de relevância no mundo pop atual (que aceitam o convite pois a premiação é exibida na TV aberta para um público grande). E a quantidade de performers é tão gigantesca que todos eles tem que se esforçar para se destacar naquele mar de pop stars cantando o último single de seus respectivos CDs.

E, finalmente, temos o tipo de prêmio que os Grammys se encaixam. Um tipo de prêmio que é levado extremamente a sério, que tem que provar que não está ali apenas pela audiência mas sim para coroar a melhor musica da atualidade, cheio de pompa e de tradição. Mas que, no fim das contas, acaba dando prêmio para o Baha Men (interpretes do clássico Who Let the Dogs Out? que, no Brasil, foi sampled pelo Bonde do Tigrão que a transformou na igualmente sublime Só As Cachorras).

Mas, por mais que os Grammys também sejam uma grande piada, indicando apenas os artistas que mais venderam (qualidade é o de menos) e esnobando muito dos músicos mais influentes da história, o fato é que ele é levado muito a sério por uma parte da população. Levar uma das estatuetas para casa dá prestígio e os CDs que ganham os prêmios principais registram grande aumento de vendas nos EUA nos dias que sucedem a premiação.



Os 52º Prêmios Grammy tiveram três protagonistas: Beyonce (indicada a 10 prêmios), Taylor Swift (oito) e Lady Gaga (seis). Todas as três tiveram repercussão gigantesca ao longo do ano que passou mas mesmo eu, que não sou nenhum esnobe musical (MUITO pelo contrário), sei que I Am Sasha Fierce (que bateu recorde de indicações) está LONGE de ser o melhor álbum do ano (não é sequer o melhor álbum POP). Estava claríssimo a intenção da academia de atrair o público colocando as três artistas pop mais comentadas da atualidade uma contra as outras, o que seria até aceitável se eles não enchessem a boca para dizer que são "o prêmio de música mais respeitado do mundo".



Lady Gaga foi encarregada de abrir o show. Ela é bastante conhecida por suas performances gigantescas e chamativas mas sua apresentação nos Grammys foi até discreta (em comparação com o que ela já fez antes).

Primeiro, Gaga cantou Poker Face (a música pela qual ela estava indicada) na frente de sua fabrica pop. Depois, foi incinerado e ressurgiu com Elton John, fazendo uma mash-up entre Your Song e Speechless.

Achei legal mas teve algumas coisas que me incomodarem: em primeiro lugar, TODA apresentação dela tem o mesmo tema: "a fama mata, enlouquece, destrói bla bla bla Whiskas sache" e, tipo, eu sei que esse é o tema do CD (intitulado, vejam só, The Fame) e tal mas, mesmo assim, meio repetitivo para uma artista tão conhecida por sua "inovação" e "criatividade", né?. Outra coisa: Gaga, A GENTE JÁ SABE QUE VOCÊ É UMA EXÍMIA PIANISTA, não tem necessidade de você tirar um piano da sua bunda em TODA SANTA APRESENTAÇÃO. OK, eu sei que nessa ela cantava com o Elton e piano era essencial e blá mas alguém viu uma apresentação dessa mulher onde ela não parava tudo, sentava no pianinho e começava a tocar? Porque eu nunca vi. Tá na hora de mudar o script, gata. Ah sim, e que roupinha cavada, hein? Parece mais desconfortável que o comum..

Gaga ganhou dois dos 5 prêmios ao qual foi indicada: melhor música dance (com Poker Face) e melhor CD dance. Sinceramente, acho que ela merecia mais. Eu não sou exatamente um fã mas eu tenho grande admiração por ela. Nunca vi um artista conquistar TANTO em tão pouco tempo (ela surgiu faz pouco mais de 1 ano). E, digo mais, nos meus 19 anos de vida (awn, eu sou um bebê) eu NUNCA vi uma artista pop causar tanta repercussão. Nem Britney (a qual eu vi no ápice) nem Beyoncé nem ninguém.

That said, não acho o The Fame grandes coisas. Já o The Fame Monster, que tem apenas 8 faixas e foi lançado em dezembro (por tanto, não elegível ao Grammy desse ano) é fantástico e eu super recomendo.



A próxima a se apresentar foi Beyoncé que cantou If I Were A Boy e You Oughta Know, um cover da Alanis Morisette.

Em primeiro lugar, eu também tenho extrema admiração pela Beyoncé: ela tem uma voz poderosissima, dança maravilhosamente bem e tem muita presença. Poucas (nenhuma?) artistas pop são tão "completas".

Porém, não acho que ela merecia bater recorde de indicações (DEZ) e de maior número de prêmios levados em uma só noite por uma cantora solo (SEIS). I Am... é um CD bastante medíocre. Halo pode até ser catchy e tal mas não passa de uma balada pop bastante genérica. If I Were a Boy (que ela cantou num remix bastante legal) é uma música completamente vazia e desinteressante. O álbum no geral é bem fraco.

Mas, obviamente, a galera que organiza o Grammy não concorda comigo. A texana de 28 anos ganhou um dos principais prêmios da noite, Song of the Year, por Single Ladies. Também ganhou Best Female Pop Vocal por Halo (o que eu achei um CRIME. Inadmissível o prêmio não ter ido para Hometown Glory), Best Female R&B Vocal Performance (Single Ladies), Best Traditional R&B Vocal Performance (At Last), Best R&B Song (Single Ladies) e Best Contemporary R&B Album (I Am... Sasha Fierce).

Em relação ao look, Beyoncé estava extremamente cafona. Além de um vestido estranho, a maquiagem e a peruca escolhidas para a ocasião foram
desastrosas.

Bey apareceu consideravelmente menos brega para sua apresentação. A performance foi boa mas com ressalvas: If I Were A Boy, o primeiro single do seu CD, foi uma escolha estranha, afinal a música não tinha sido indicada a nenhum Grammy e foi lançada faz mais de 1 ano. Porém, a versão ao vivo (com uma pegada mais rock) me pareceu muito melhor do que a original. Além disso, qual a utilidade do batalhão de dançarinos se eles mal se mexeram? Iria ter sido o máximo se eles fizessem a dança de Single Ladies mas nem aconteceu. E, finalmente, porque diabos ela fez um cover de You Oughta Know da Alanis Morisette? Tipo, ela tem centenas de músicas nas rádios fazendo sucesso no momento, porque cantar a música de outra artista?

Mas enfim, apesar dos pesares, eu gostei da performance.



Finalmente, Taylor Swift.

A cantora country de 20 anos se tornou um fenômeno gigantesco nos EUA. Modesta, bem humorada, de boa família, aparência de girl next door e extremamente bem comportada, Swift é uma role model perfeita. Além disso, suas letras sobre amores e desilusões estilo high school são facilmente identificáveis por garotas adolescentes. Não o suficiente, o estilo de música que ela canta, country, é o gênero mais rentavel de todos.

Fearless, o álbum de Taylor, vendeu 5 milhões de cópias nos EUA, se tornando o CD mais vendido do ano. Ela sempre foi a maior aposta para receber o principal prêmio da noite afinal ela tem varrido absolutamente TODAS as premiações ao longo do último ano. E não deu outra: Swift levou para casa a estatueta de melhor álbum do ano por Fearless, o maior reconhecimento da noite (passando por cima de Beyonce, Gaga, Black Eyed Peas e Dave Matthews Band).

Eu amava Taylor Swift, recomendei para todos os meus amigos e ouvia Love Story e You Belong with Me nonstop faz alguns meses (não disse que eu não era esnobe musical?). Mas apesar disso tudo eu acho que TUDO TEM UM LIMITE. OK, a música dela é divertida e catchy mas SÓ. Não merece TODOS OS PRÊMIOS AO QUAL ELA É INDICADA. As letras são boazinhas mas completamente adolescentes (estilo poema de garota de 15 anos), a voz de Taylor é extremamente fraca (funciona para as músicas que ela canta mas é limitadíssima) e as músicas são uma mistura de pop e country, bastante pegajoso e agradável mas nada incomum.

Eu não consigo digerir que os Grammys são levados a sério ao mesmo tempo que premiam esse CD como o MELHOR do ano. Gente, a qualidade musical de Taylor Swift é comparavel ao do primeiro CD da Avril Lavigne (a diferença entre as duas é que Avril é uma porta e Taylor é realmente inteligente). Imaginem o primeiro CD da Avril Lavigne (que foi a melhor da carreira da canadense, alias) levando um Grammy. Não dá, né? Mas o álbum vende como água, sustenta a indústria fonográfica nas costas e pronto, isso é o suficiente para todo mundo se sentir na obrigação de dar todos os prêmios que existem para ela. Acho irritante, acho exagerado e faz eu ficar com um pé atrás na hora de apoiá-la (e eu sei que não é culpa dela se todo mundo decide premia-la mas não consigo controlar, perdi o carinho).

Mas olha, podem ter certeza de uma coisa: Taylor Swift alcançou o teto, ela não tem mais para onde crescer. Ela era artista que mais vendia nos EUA, sua turnê tinha esgotado em segundos, era um fenômeno e daí os VMAs (e Kanye) aconteceram e o que parecia impossível se tornou realidade: o sucesso dela foi potencializado. As vendas do CD aumentaram ainda mais (como? Já era o CD mais vendido de longe), ela ganhou todos os prêmios ao qual foi indicada (o irônico é que o último CD de Kanye, que foi um gigantesco sucesso de crítica, vendeu milhões e tinha um som completamente inédito não foi indicado a NADA. Estranho, né?) e se tornou conhecida por absolutamente todos. E, finalmente, ganhou o maior reconhecimento: um Grammy por melhor álbum.

E agora? E agora ela terá que enfrentar uma tonelada de críticas de gente que, assim como eu, acha que o nível de aclame que ela chegou é injustificado. E não são poucas pessoas.

Taylor já chegou ao lugar mais alto a qual podia chegar. Agora, ela só pode ir pra baixo. Ela vai começar a fracassar? Não, não existe a menor chance. Porém, ela perdera um pouco da força.

Minha opinião sobre a performance: péssima. Extremamente boring. Em primeiro lugar, ela teve a terrível idéia de cantar Today was a Fairytale. Essa música é um desastre. A letra é tipicamente Taylor Swift, com menções a contos de fadas etc, porém falta uma coisa essencial que faz dos singles dela memoráveis e catchy: emoção. A canção é robótica e foi claramente feita as pressas (provavelmente enquanto Taylor tinha outras 13848 coisas na cabeça) para ser colocada na trilha sonora de Valentine's Day.

Além disso, o dueto com Stevie Nicks, da mítica banda de rock Fleetwood Mac, foi vergonhoso. A voz de ambas não se misturam bem e o tom de Taylor não combina nem um pouco com as músicas de Nicks portanto foi doloroso ver Swift tentando cantar Rhiannon. Ainda pior, porém, foi ver a roqueira de 61 anos cantando a música mais high school já feita: You Belong with Me (imaginem uma mulher da terceira idade cantando She wears short-skirts, I wear T-shirts, she's cheer capitain and I'm on the bleachers. Pois é).

Além do principal prêmio da noite, Taylor também faturou Best Country Vocal Performance por White Horses (gente, ela tem a voz mais fraca de TODAS. Como é possível ela levar qualquer prêmio VOCAL?), Best Country Song (White Horses) e Best Country Album.

Os outros grandes vencedores da noite foram Kings of Leon que levaram o prêmio de Record of the Year por Use Somebody (não consigo processar a diferença entre Record of the Year e Song of the Year já que ambos dão prêmios a músicas individuais, mas enfim) e a agrupação country Zac Brown Band que levou Best New Act.

Como a maior parte das premiações atuais, os Grammys tiveram uma quantidade estupidamente grande de performances (e muitos poucos prêmios foram televisionados). E, como é uma premiação tradicional, pomposa, etc., todas as apresentações foram bem chatas, discretas e com todo mundo se esguelando para mostrar os dotes vocais.

Green Day (que ganhou Melhor Album de Rock por
21st Century Breakdown) fez uma apresesentação de 21 Guns
junto com o elenco de American Idiot, um musical da Broadway baseado no álbum homônimo da banda. Foi bem chatinho.



Depois, Pink fez a única coisa que ela sabe fazer em premiações: se pendurou no teto. Achei meio repetitivo. A gente já tinha visto os dotes acrobáticos dela nos VMAs (onde ela apresentou
Sober). Além disso (assim como nos VMAs), a apresentação de Glitter in the Air foi IDÊNTICA ao que ela apresenta em sua turnê. Por isso, a performance não me impressionou nem um pouco. Mas, independente da minha opinião, foi uma apresentação extremamente bem sucedida: foi aplaudida de pé e Glitter in the Air subiu centenas de posições no iTunes americano.

Alias, faz QUANTOS ANOS que a Pink tá promovendo esse CD, hein? Eu lembro PERFEITAMENTE dela cantando
So What? nos VMAs de 2008 (!!). Depois, ela teve OUTRA performance em 2009. E agora, em pleno 2010, ela continua indo a todas as premiações para cantar músicas do MESMO CD. E mais: ela passou 2008 e 2009 fazendo uma turnê extremamente bem sucedida por arenas da Oceania, Europa e EUA. E agora ela vai começar uma SEGUNDA turnê (dessa vez para estádios), totalmente nova, MAS TAMBÉM USANDO FUNHOUSE COMO BASE! Nunca vi alguém ser tão insistente com um mesmo álbum. Alias, fun fact sobre a Pink: nos EUA e no Brasil nem tanto, mas na Europa e na Austrália, ela é uma das cantoras pop mais bem suceidda de todos os tempos, vendendo muito mais e esgotando shows bem mais rápido que Britney, Beyoncé, etc.

Emplacando hit após hit, Black Eyed Peas também estavam entre os grandes vencedores da noite: eles levaram para casa Best Pop Performance by a Group (
I Gotta Feeling), Best Pop Vocal Album (The E.N.D.) e Best Short Form Music Video (Boom Boom Pow). Em sua performance, eles cantaram o novo single para os EUA Imma Be (o quarto single pro resto do mundo é Rock Your Body) e I Gotta Feeling (daí eu me pergunto PORQUE? Não existia NENHUMA necessidade. Todo mundo já ouviu essa música VEZES O SUFICIENTE!!). Seguindo o tema da noite, a apresentação foi bem chata, sem absolutamente nada de especial.

Houve performances dos veteranos Dave Matthew Band, Jeff Beck e Imelda May (num tributo para o gênio musical Les Paul) e Bon Jovi (uma das músicas que eles cantaram, Living on a Prayer, foi escolhida pelo público em uma votação na internet). Representando o country, Zac Brown Band (com Leon Russel) e Lady Antebellum (que é a aposta para ser a grande revelação do ano). Representando o R&B, Jamie Foxx (Blame It on the Alcohol com participação do mítico guitarrista Slash) e Maxwell (com Roberta Flack). E, encerrando o show, os dois maiores rappers do mundo, Lil' Wayne e Eminen, junto com a grande aposta para o futuro, o novato Drake (Kanye West também participa da versão original da música mas ele não foi convidado para os Grammys. Porque será?).

Além de variedade nas performances, também houve enorme diversidade nos apresentadores: lendas da musica (Ringo Starr, Plácido Domingo, Alice Cooper), celebridades que não são relevantes faz anos (Jennifer Lopez, Ricky Martin), ídolos teen (Justin Bieber, Miley Cyrus, Jonas Brothers), artistas multi-premiados porém meio esquecidos (Seal, Norah Jones, Sheryl Crow), estrelas do momento (Ke$ha, Katy Perry), grandes nomes não relacionados ao mundo da música (Adam Sandler, Quentin Tarantino) e atores promovendo seus filmes (Roberto Downey Jr com Iron Man 2, Kirsten Bell e Josh Duhamel com When in Rome) e seriados (LL Cool J por NCIS: Los Angeles, Kaley Cuoco por The Big Bang Theory e Si
mon Baker por The Mentalist. Todos os três são seriados da CBS, canal que exibiu a premiação. Puxa, que grande coincidência!).



Obviamente, não podia faltar uma grande homenagem ao Rei do Pop, Michael Jackson. Celine Dion, Jennifer Hudson, Usher, Carrie Underwood e Smokey Robinson se uniram para uma rendition de Earth Song. No fundo, um vídeo em 3D que havia sido preparado para a série de apresentações do cantor em Londres (para ver tridemensionalmente, era necessário óculos especiais que estavam disponiveis nas lojas de departamento Target, patrocinadora da premiação).



Depois da performance, os filhos mais velhos do cantor, Prince e Paris, aceitaram o Lifetime Achievement Award em nome do pai.

Além disso, Mary J. Blige e o tenor Andrea Bocelli cantaram Bridge Over Troubled Water
em tributo ao Haiti.



Performances e divas pop aside, meu momento favorito da noite foi o comediante Stephen Colbert (que, mais tarde, ganhou o prêmio de melhor CD de comédia) fazendo seu monólogo e apresentando o prêmio de melhor música com seu iPad. Genial.

Efeito Grammy


Lady Antebellum: os grandes beneficiados

Graças a homenagem a Michael Jackson e a "batalha" entre as três maiores cantoras pop do momento (Taylor, Gaga e Beyoncé), os Grammys, que estavam em queda livre, bateram recorde de audiência: 28 milhões de telespectadores, melhor resultado dos últimos 4 anos.

Como sempre, os vencedores dos maiores prêmios registrarão grande aumento de vendas nos próximos dias. Nos mais vendidos do Amazon, Zac Brown Band alcançou a terceira posição e Taylor Swift voltou para a quinta posição. Black Eyed Peas, Lady Gaga, P!nk, Beyoncé e Green Day também retornaram ao top 25. A coletânea de indicados aos Grammys se encontra na quarta posição.

Já no iTunes, principal vendedor de singles, I Gotta Feeling ganhou gás e voltou para a quarta posição (e eu me pergunto: COMO? Como é possível que, a essa altura ainda exista pessoas com interesse em adquirir essa música e que ainda não o fizeram? Como é possível que tem TANTA gente que ainda não cansou dela?). Glitter in the Air da P!nk também entrou no top 15 pela primeira vez graças a performance. Outras músicas que ganharam força: Bridge Over Troubled Waters (na versão da Mary J Blige com o Andrea Bocceli), You and Me do Dave Matthews Band, Use Somebody do Kings of Leon, Forever do Drake, Eminen, Lil Wayne e Kanye West, Poker Face da Lady Gaga, 21 Guns do Green Day, Fried Chicken do Zac Brown Band e Drop the World do Lil Wayne.

Mas ninguém foi mais beneficiado pela premiação do que o trio country Lady Antebellum. Os músicos de Nashville acabaram de lançar seu segundo CD, Need You Now, essa semana. Impulsionado pelo enorme sucesso da música homônima (que eu adoro), o álbum já estava cotado para vender muitíssimas cópias nos primeiros 7 dias. Porém, a performance deles (que eu achei fraca e ainda teve um momento mico quando a cortina caiu em cima da vocalista) no Grammy fez com que o primeiro single, que estava no top 20, voltasse voando para o primeiro lugar nas paradas do iTunes e deu ainda mais força para as vendas do álbum.

Enfim, para quem se interessar, quinta-feira tem um postzinho básico com mais informações sobre vendas e números na semana pós-Grammys.

E, para encerrar, se eu tivesse que descrever o Grammy em uma palavra eu diria: arrastado. Em duas: muito arrastado. Em três: chato para caralho. Oops, baixei o nível. Buhbye.