Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Queda de Jennifer Lopez



Em 1997, Selena, um filme sobre a legendária cantora hispano americana assassinada dois anos antes, estreou nas salas de cinema e rapidamente se transformou num enorme sucesso. Jennifer Lopez, uma nova-iorquina descendente de porto-riquenhos, foi escolhida para retratar a personagem título e ganhou enorme aclamação por sua atuação, recebendo inclusive uma indicação ao Globo de Ouro.

O filme transformou Lopez em uma grande estrela e ofertas para novos filmes vieram em massa. Nos meses seguintes, ela estrelou no filme de terror Anaconda; ao lado de Sean Penn na produção noir U-Turn e com George Clooney no filme indicado ao Oscar, Out of Sight.

O poderoso empresário musical Tommy Motola viu na voluptuosa e atraente jovem uma pop star em potencial e, apesar da pouca habilidade vocal da morena, ofereceu a ela a oportunidade de gravar seu próprio CD. Lopez aceitou e, em 1999, seu primeiro single, If You Had My Love, foi lançado. A música foi extremamente bem sucedida, ocupando o topo das paradas mundo afora. Alguns meses depois, o CD On the 6, cujo título era uma referência a linha de metrô que ela costumava pegar antes da fama, foi lançado e se transformou num enorme sucesso comercial, com vendas superiores a 7.5 milhões de cópias.

Enquanto sua carreira musical estava em ascendência, Lopez continuava se dedicando a filmes. Em 2000, ela estrelou no thriller The Cell e, com isso, adicionou mais um sucesso ao seu currículo, conseguindo um feito extremamente raro: uma carreira bem sucedida tanto como atriz quanto como cantora.

O ano de 2001 deu o tom de como seria a carreira de Jennifer Lopez dali para frente: com The Wedding Planner (O Casamento dos meus Sonhos), Jennifer deu o ponta-pé inicial em uma extremamente bem sucedida carreira como protagonista de comédias românticas. Os filmes, baratos de produzir e com lucros milionários, a transformariam numa das atrizes mais bem pagas de Hollywood.

Seu corpo voluptuoso, com curvas muito mais acentuadas do que a típica estrela caucasiana, se transformou em uma gigantesca sensação. Homens a desejavam, mulheres queriam sua silhueta.

A indústria de fofoca também descobriu que Lopez era uma estrela que causava gigantesco interesse no público e as páginas dos tablóides começaram a ser inundadas com notícias sobre suas demandas de diva e seu namoro com o rapper P. Diddy.

Também em 2001, seu segundo álbum, J.Lo, que colocou o icônico apelido na boca do povo, a consolidou como uma das maiores pop stars do planeta. O álbum vendeu 8 milhões de cópias e deu origem a quatro bem sucedidos singles, incluindo o número 1 global Love Don't Cost a Thing.

Foi gravando o clipe da bem sucedida música de trabalho que Lopez conheceu o dançarino Chris Judd que substituiu Diddy no coração da morena. Apenas alguns meses após o começo do namoro, eles se casaram, colocando a indústria de fofoca em polvorosa. O relacionamento durou menos de 1 ano.




Antes de Lopez, nenhuma popstar tinha conseguido uma carreira cinematográfica bem sucedida. O fato de tanto seus CDs como seus filmes lucrarem milhões fez com que muitos acreditassem que ela tinha o toque de Midas.

E, se tudo que Midas toca vira ouro, porque não expandir a carreira para além da área das artes? Em 2002, Jennifer lançou seu perfume, Glow by J.Lo. Na época, fragrâncias de celebridade era algo extremamente raro mas o eau de toilette de J.Lo virou um dos maiores sucessos do ramo, vendendo milhões de unidades e abrindo as portas para que milhares de outros famosos (Britney, Usher, Diddy, Celine Dion, Shania Twain, Hilary Duff, Paris Hilton, Kim Kardashian, Sarah Jessica Parker, Christina Aguilera, Mariah Carey, Beyonce, Gwen Stefani, Kylie Minogue, Avril Lavigne, Cher, Leona Lewis, Carlos Santana, Jessica Simpson, Alejandro Sanz, Ivete Sangalo entre muitíssimos outros) também lançassem seus cheiros no mercado.

A linha de cosméticos se expandiu, chegando a abranger mais de 15 itens, e J.Lo resolveu aumentar seu império lançando sua própria linha de produtos que incluía roupas, acessórios, relógios, óculos de sol, sapatos e bolsas.

Além de cantora e atriz, Jennifer Lopez tinha se transformado numa muitíssima bem-sucedida mulher de negócios.

Em 2002, J.Lo continuou imparavel: além do lançamento da sua bem sucedida linha de produtos, ela gravou dois CDs: J to tha L-O que se transformou no terceiro álbum remix mais bem sucedido de todos os tempos (na frente dela, só Michael Jackson com Blood on the Dance Floor e Madonna com You Can Dance), dando origem a dois números 1 (Ain't It Funny e I'm Real) e seu terceiro álbum de estúdio, This Is Me... Then, outro gigantesco sucesso, com 6 milhões de cópias vendidas no mundo (que também deu origem a dois grandes sucessos: Jenny from the Block e All I Have).

Além disso, o sucesso de Maid in Manhattan (no Brasil, Encontro do Amor), outra comédia romântica. comprovou o poder que ela tinha de atrair o público para o cinema.

No fim do ano, Jennifer Lopez e Ben Affleck começaram a namorar. O relacionamento dos dois coincidiu com a explosão da indústria de fofocas nos EUA e marcou o começo de uma nova era para os tablóides: a imprensa e o público estavam desesperados por qualquer detalhe sobre os dois, paparazzi os seguiam até dentro do banheiro, qualquer espirro aparecia na capa de absolutamente todos os tabloides. Jennifer e Ben foram o primeiro power couple da atual era da imprensa de celebridades. Hoje em dia, é comum que casais que causam enorme interesse no público ganhem apelidos a la Brangelina. Quem deu início a isso tudo foi Lopez e Affleck, ou melhor, Bennifer.

Os empresários de J.Lo não eram bobos e souberam capitalizar o enorme interesse do público: no vídeo de Jenny from the Block, o primeiro single de This Is Me... Then, que contava a trajetória de vida da interprete, ambos apareciam em momentos hot enquanto paparazzos os fotografavam. Na press junket de promoção do álbum, Ben também apareceu brevemente para dar um beijinho na amada, colocando os jornalistas presentes em polvorosa.



O interesse do público era tão gigantesco que, às pressas, um filme foi produzidos para que eles estrelassem juntos. Não tinha como dar errado. O resultado foi Gigli, um dos maiores fiascos da história de Hollywood e motivo de piada até os dias de hoje.


Bennifer: o primeiro power couple da atual era da indústria de fofocas

O mega esperado casamento dos dois foi cancelado com horas de antecedência. Alguns meses depois, a separação foi confirmada pelos porta-vozes de ambos. A fila andou rapidamente: Ben Affleck começou um namoro com Jennifer Garner enquanto Lopez engatou um romance com Marc Anthony.

Pela primeira vez em muito tempo, J.Lo sumiu das páginas dos tabloides. Marc, uma estrela latina já um pouco desgastada, não atraía tanta atenção do grande público estado-unidense mas, mais que isso, o namoro dos dois parecia ser sólido e sem muito drama.

Em 2004, Lopez apareceu em Shall We Dance? ao lado de Richard Gere e Susan Sarandon. O filme foi um sucesso e seu salário continuou em ascensão. No ano seguinte, para estrelar ao lado de Jane Fonda no filme Monster in Law, J.Lo recebeu a bagatela de 15 milhões de dólares, o que o colocou no topo das atrizes mais bem pagas de Hollywood.


Lopez deixou sua carreira musical de lado depois do fim da promoção de This Is Me... Then. Até que, em 2005, voltou com o single Get Right. A música alcançou o topo em diversos países, incluindo o Reino Unido, e penetrou o top 15 nos EUA mas o CD em questão, Rebirth, não causou tanto impacto quanto os três anteriores. As vendas, inferiores a 2 milhões de cópias, foram baixas para uma estrela de primeiro escalão.

O ano de 2006 foi um ano sabático para Lopez. E a desaparição dela da mídia fez com que o público começasse a esquecer de sua existência. O tempo tinha passado e outros famosos preencheram o espaço de J.Lo. Além disso, aos 35 anos, Jennifer já estava ficando velha para o mundo pop, sempre sedento por juventude.

Em 2007, Lopez resolveu abraçar suas raízes latinas e lançar um CD em espanhol, Como Ama Una Mujer?. O álbum, ajudado por uma mini-série no canal latino Univision, foi razoavelmente bem sucedido, mas não teve o alcance mainstream de seus lançamentos anteriores. No mesmo ano, o álbum em inglês, Brave, foi um fiasco, com vendas bastantes fracas.

Na atuação, Jennifer optou por filmes sérios. Tanto Bordertown quanto El Cantante tinham equipes respeitadíssimas por detrás e Lopez tinha a esperança de ser indicada a prêmios com sua performance nos filmes. Porém, ambos passaram despercebidos, foram ignorados nas premiações e não obtiveram sucesso comercial. J.Lo continuava invisível.

No começo de 2008, Lopez deu a luz a gêmeos. Numa demonstração de que ela ainda era uma grande estrela, os direitos exclusivos das fotos foram vendidas para a revista People por mais de 6 milhões de dólares. A edição contendo a sessão de fotos foi a terceira mais vendida da revista ao longo do ano (com vendas em banca superiores a 2 milhões de cópias).

2010 seria o ano do retorno triunfal de Jennifer Lopez. A nova fase começaria no final do ano passado com uma grandiosa performance de Louboutins, o primeiro single do novo álbum, no American Music Awards (que foi um fiasco. Jennifer levou um tombo durante a performance, o unico motivo pelo qual a apresentação teve grande repercussão). Depois, ela apareceria em diversos programas high profile e o álbum seria lançado em janeiro, junto com sua nova comédia romântica, a primeira em três anos, The Back-Up Plan.



As performances todas aconteceram como planejado mas, apesar de toda a promoção, Louboutins foi um grande fracasso, não conseguido penetrar o Hot 100.

Com o single inicial fracassando, o álbum, Love?, planejado originalmente para janeiro, teve sua data de lançamento adiada para abril. O mesmo aconteceu com The Back-Up Plan cuja data de estréia original era num final de semana lotado de grandes estréias.

Porém, semana passada, com pouco mais de 1 mês para o álbum ser lançado, foi anunciado que Lopez tinha terminado seu contrato com a gravadora Epic. O fato é que a Epic relutou em ir atrás de Jennifer pois o empresário dela, o poderoso Benny Medina, exigia um financiamento de promoção exorbitantemente alto apesar do fracasso do primeiro single. Já a interprete também não lamentou muito pois preferia ir para uma gravadora que realmente apoiasse o seu retorno.

Com o fim do contrato entre a cantora e a gravadora, o álbum teve sua estréia adiada até o verão no hemisfério norte.

Jennifer Lopez foi uma estrela de gigantesco escalão mas ela nunca teve nada que fazia dela particularmente indispensável ou interessante. Seus álbuns tinham ótimas músicas porém genéricas e sem muita evolução de um para o outro (de modo que eles simplesmente perderam o apelo com o tempo). Seus dotes físicos são impressionantes mas desde que ela estourou na cena, a quantidade de estrelas voluptuosas aumentou consideravelmente (Beyonce, Shakira). Seu perfume foi ofuscado por outras centenas de lançamentos endossados por celebridades mais populares. Suas comédias românticas não causaram nenhum grande impacto e seus filmes sérios nunca foram devidamente reconhecidos. Além disso, ela já tem 40 anos e muitos consideram essa idade "muito velha" para o mundo pop (a não ser que seu nome seja Madonna). Como se isso tudo não fosse o suficiente, desde a época que J.Lo brilhava no topo, o mundo pop foi invadido por centenas de estrelas com mais frescor: Beyonce, Rihanna, Lady Gaga, Ke$ha...

Numa demonstração de que ela ainda é uma grande celebridade, Jennifer Lopez foi, no domingo passado, uma das poucas estrelas que participou do Saturday Night Live tanto como apresentadora quanto como convidada musical. Originalmente, ela estaria promovendo seu álbum (cujo lançamento foi adiado para o verão) e seu filme (adiado para abril). Porém, no final das contas, a aparição dela só serviu para uma coisa: lembrar ao público que ela ainda existe e continua lutando por seu espaço no holofote.



terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Paris who? As Kardashians são as socialites du jour

Ultimamente esse blog está muito focado em música e, por isso, quero diversificar um pouco os tópicos na próxima semana (afinal, o tema do blog é cultura pop).

Eu estou a tempos querendo fazer um post sobre as Kardashians (que eu já havia mencionado aqui) e, semana passada, o L.A. Times fez uma ótima matéria analisando o porque dessa família ter se tornado um fenômeno nos EUA.

Eu sempre posto textos originais mas hoje vou abrir uma exceção e postar uma tradução (feita por mim) pois eu acho que a matéria se encaixa perfeitamente com o conteúdo deste blog. Os interessados podem ler o original aqui.

O fenômeno Kardashian


As irmãs Kardashian. Oops, errata: é a mãe no centro.

Quando um reality show sobre as irmãs Kardashian da cidade de Calabasas, na California, estreou no outono de 2007, a maior parte das pessoas nunca tinha ouvido falar dessa família e o que era conhecido sobre ela não podia ser considerado exatamente como positivo.

O pai já falecido, um advogado, tinha ajudado O.J. Simpson a ser absolvido no famoso caso do assassinato da esposa do jogador. Já Kim, a filha do meio, badalava pela noite na companhia de Paris Hilton e uma gráfica sex tape da morena com seu ex-namorado acabou nas mãos de uma distribuidora de filmes pornôs.

Dois anos e meio mais tarde, os Kardashians são uma força comercial e cultural indiscutível nos EUA. O programa deles, Keeping Up with the Kardashians, que acaba de concluir sua quarta temporada no E!, quebrou recordes de audiência para a rede de TV a cabo. Deu também origem a um spin-off. Kim Kardashian.com é o site oficial de uma celebridade mais visitado no mundo de acordo com a operadora do site. Revistas e blogs de fofoca cobrem os menores detalhes da vida das irmãs. E a Madison Avenue conta com elas para vender absolutamente tudo para o público estado-unidense: desde pílulas dietéticas e suco de laranja até fast food e a NASCAR.


O fato das irmãs não terem nenhum dos talentos que tradicionalmente leva ao superestrelato não as prejudicam nem um pouco. Pelo contrário, muitos acreditam que as ajudam.

“Tem um fator inspirador em alguém que virou uma celebridade por – e eu não digo isso de uma maneira ofensiva – mas por não fazer nada que justifique a atenção” diz Matt Delzell, um executivo da David Brown Entertainment, uma companhia que ajuda corporações a escolher porta-vozes famosos. As mulheres jovens que são atraídas pelas Kardashians, ele diz, “costumam achar que isso é muito legal. Que é algo que elas próprias seriam capazes de conseguir”.

A programação televisiva, especialmente da TV a cabo, está cada vez mais dependente de celebridades inventadas, no lugar de figuras estabelecidas. Transformar Zé Ninguéns em reality stars é mais barato do que contratar alguém já famoso. Mas os Kardashians transcenderam esse nível. Enquanto personalidades do franchise Real Housewives, da Bravo, ou de Jersey Shore e The Hills, da MTV, parecem existir apenas para promover seus respectivos programas, os Kardashians transformaram o seu reality show em um veículo promocional para expandir seu próprio império.

Kris Jenner, a matriaca da família, que se auto descreve como “momager” (combinação das palavras mom, mãe e manager, empresária) diz que não tem tempo para aqueles que criticam seus filhos por serem “famosos por nada”. Ela está muito ocupada analisando as muitíssimas oportunidades de negócios, trabalhando em SPINdustry – um documentário produzido pelos Kardashians que estreou semana passada no E! – e protegendo o que ela se refere como “nossa marca”.

“A certa altura, você tem que começar a se aceitar como uma mulher de negócios”, ela disse recentemente.

Keeping Up with the Kardashians foi criado como uma versão hollywoodiana de The Brady Bunch – as inofensivas peripécias de uma família grande e amorosa porém rica e cheia de conexões com pessoas famosos e influentes.

Depois de se divorciar de Robert Kardashian, com quem ela teve quatro filhos – Kourtney, 30; Kim, 29; Khloe, 25 e Rob, 22 –, Kris se casou com Bruce Jenner, um ex medalhista de ouro nas Olimpíadas, pai de outros quatro filhos. O casal teve mais duas garotas, Kendall, 14 e Kylie, 12. No começo, Kim ocupava o papel de Marcia – sexy e popular – mas tinha enredo para todo mundo.

As irmãs dela conseguiram seu próprio programa, Kourtney & Khoe Take Miami, no fim do ano passado e atraíram os holofotes quando Kourtney engravidou do seu namorado (com quem ela vive terminando e voltando) e Khloe casou com Lamar Odon, jogador dos Lakers, apenas um mês depois deles se conhecerem. Quando os ganhadores da NBA e suas respectivas famílias visitaram a Casa Branca no mês passado, Khloe foi fotografada conversando com o Presidente Obama. Enquanto isso, Kim se encontrava num dilema, sem saber se deveria reatar seu namoro com a estrela do New Orleans Saint, Reggie Bush, ou não. (No fim, ela voltou e apareceu na TV torcendo por ele no Super Bowl mais visto da história).


Khloe e Obama: velhos amigos (not really)

Câmeras gravaram cada lágrima e guincho e a audiência cresceu vertiginosamente. Keeping Up with the Kardashians teve uma média de 3.7 milhões de telespectadores este ano, o dobro dos números da temporada passada, e é especialmente popular entre mulheres jovens e sem muitas despesas, uma parcela do público altamente atraente para os anunciantes. De acordo com o Nielsen, a empresa responsável pela medição de audiência, o perfil do telespectador do programa das Kardashian é formado por mulheres solteiras, com ensino superior, sem filhos, com trabalhos de colarinho branco e salários anuais maiores do que 60 mil dólares.

O programa é o mais visto na TV a cabo entre mulheres de 18 e 34 anos e ocasionalmente registra números maiores entre esse público do que programas de TV aberta exibidos no mesmo horário.

Porque os Kardashians se transformaram em sucesso enquanto outros programas com a mesma proposta de mostrar a vida real de pessoas belas e ricas não funcionaram é motivo para muitas análises e pesquisas numa indústria ansiosa para replicá-los. Muitos creditam o bom resultado ao relacionamento entre as irmãs e a mãe.

Apesar da sex tape, dos casamentos apressados e do filho fora de casamento, eles ainda conseguem, de alguma maneira, ser uma família modelo, diz a veterana jornalista de celebridades Bonnie Fuller. As irmãs têm suas próprias casas, interesses amorosos e ambições profissionais, mas apesar disso tudo, nada parece satisfaze-las tanto quanto uma boa e longa conversa de família na mesa de cozinha da mãe.

“É um tipo moderno de modelo familiar. Nós vivemos num mundo diferente hoje em dia. A filha da Sarah Palin teve uma filha fora do casamento”, comentou Fuller, a editora chefe do website de celebridade e entretenimento Hollywood Life. “Apesar de tudo, eles ainda aparentam ser uma família extremamente unida e isso atrai o público feminino”.

Qualquer conversa sobre a popularidade dos Kardashians eventualmente chega na atração sexual que Kim provoca. O vídeo que ela fez com o rapper Ray J – ela inicialmente processou para evitar a circulação, mas rapidamente chegou a um acordo com a distribuidora Vivid – é “definitivamente um best-seller”, diz a porta-voz da companhia que se recusou a dar números. Kim também foi capa da Playboy e tem um calendário sensual anual. Mas ela conseguiu o que marqueteiros dizem ser algo extremamente raro – atrair o público masculino sem afastar as mulheres.

“Ela é atraente para os homens porque ela é absolutamente linda”, diz Brad Haley, o vice-presidente executivo de marketing da CKE Restaurants, cuja rede de fast food, Carl’s Jr, contratou Kim para promover sua nova salada de frango. Mas ela também atrai mulheres porque “não é uma modelo esquelética. Ela tem curvas... e não esconde que tem de fazer dieta para manter sua silhueta”.

"No começo, nossos fãs eram em grande parte homens, mas hoje em dia, é majoritariamente feminino” disse Kim Kardashin nos bastidores do desfile de lançamento da nova linha de roupas Kardashian, para a marca Bebe, na New York Fashion Week. “Eu acho que é porque nós não temos medo de dividir nossos segredos de beleza e nossos defeitos. Eu não tenho vergonha, por exemplo, de falar da minha celulite e não escondo minha busca para encontrar produtos para reduzi-la”.

Além de Keeping Up – que Kris Jenner se refere como "a nave mãe" – e seus spinoff, os Kardashians mantém seus fãs entretidos com uma intensa presença online. O site da Kim, onde ela tem um blog e responde perguntas de seus fãs, tem mais de 6.7 milhões de page views por mês, de acordo com a Quantcast. Khloe tem 3 milhões e Kourtney, 2 milhões de acordo com a operadora dos sites.

"Elas abraçaram a mídia social de uma maneira profundamente diferente da de outras celebridades”, disse Karina Kogan, presidente de marketing da Buzzmedia, uma companhia que opera sites de famosos incluindo o das Kardashians. Enquanto Britney Spears, outra parceira da Buzzmedia, depende de uma "grande equipe" para escrever o material do seu site, as Kardashian costumam lidar com isso sozinhas, ela diz. As publicações das irmãs no Twitter ou em seus blogs rotineiramente viram notícia. Para negar boatos do que ela teria implante de silicone, Kim postou uma foto dela de bikini aos 14 anos.

O tempo que a franquia Kardashian irá conseguir se manter no topo é um assunto que causa debate. A participação de Kim no Dancing with the Stars, que poderia ter estabelecido a legitimidade dela como uma entertainer com apelo nacional mais abrangente, esfriou quando ela foi mandada para casa depois de apenas 2 semanas.

"Ainda não tem como saber se os Kardashians continuarão com essa força no futuro. Eu acho que o programa de TV deles tem uma data de validade”, opina Delzell, o executivo de branding.

Mas Kris Jenner está convencida do contrário. Quando perguntada como ela vê a marca daqui a 10 anos, ela não hesita.

“Será a 24ª temporada de Keeping Up with the Kardashians e Kylie estará se casando”, diz ela.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Chart watch UK+OZ: Jason DeRulo consegue seu primeiro número 1 na Austrália e os BRIT surtem efeito



Jason DeRulo estreou com o pé direito: seu primeiro single, Whatcha Say, foi um gigantesco sucesso (alcançando o segundo lugar nos EUA, na Austrália e no Reino Unido). E parece que seu segundo single também caiu no gosto do público: In My Head, lançado semana passada na Oceania, foi direto para o topo na Austrália (e, na próxima semana, deve estrear dentro do top 5 britânico). Jason desbanca Replay de Iyaz do primeiro lugar e é o terceiro artista a encabeçar as paradas australianas esse ano (depois de Owl City com Fireflies, que atualmente se encontra em quarto e Replay, atualmente em segundo).



Today was a Fairytale, que estreou dentro do top 10 australiano na semana passada, sobe para o terceiro lugar. A música ganhou impulso graças a turnê de Taylor na Austrália e o lançamento de Valentine's Day, o filme que usa a música como tema. Swift é gigantescamente popular no país oceânico, sendo seu segundo maior mercado após os EUA.



Depois de 2 meses, TiK ToK de Ke$ha finalmente sai do top 10 australiano (essa semana, a música se encontra em 11º). Porém, uma divertida paródia feita pelo grupo britânico The Midnight Beast estréia num altíssimo quinto lugar no país.

Outro sucesso da interprete americana, Blah Blah Blah, segue entre os 10 mais vendidos, na sétima posição.



A passagem promocional de Rihanna pela Austrália surtiu efeito: Rude Boy, o segundo single internacional de Rated R, entrou no top 10 essa semana, em oitavo lugar.



Cheryl Cole, o fenômeno britânico, começa a conquistar terras estrangeiras. O single 3 Words, um dueto com Will.I.Am dos Black Eyed Peas, estréia em nono lugar nas paradas australianas. A música alcançou o top 5 inglês no fim do ano passado.



Depois do sucesso de Down (que alcançou o topo nos EUA e o segundo lugar no UK e na Austrália), Jay Sean consegue mais um hit. Na Austrália, Do You Remember? encerra o top 10 essa semana..



Na semana passada, o grupo britânico folk Mumford & Sons finalmente desbancou Susan Boyle do topo da parada de CDs depois de 3 meses. Essa semana, eles seguem em primeiro lugar com Sigh no More mas a interprete escocesa se mantém firme e forte na segunda posição com I Dreamed a Dream.

A coletânea da canadense K.D. Lang estréia em terceiro lugar e Soldier of Love, o álbum de Sade que quebrou recordes nos EUA, estréia em quarto.

O resto do top 10: Fearless, de Taylor Swift; Crazy Love, de Michael Buble; The Fame, de Lady Gaga; The Resistance, do Muse; The E.N.D., dos Black Eyed Peas e Animal, de Ke$ha.

No Reino Unido, Everybody Hurts, o single beneficente para o Haiti que quebrou recordes na semana passada, perdeu muitíssima força, vendendo 103 mil cópias.



Apesar de só ter sido posto a venda quinta-feira (tendo três dias a menos de vendas do que todos os outros singles), o mash-up de Florence & the Machine com Dizzee Rascal, que foi apresentado nos BRIT Awards, estréia em segundo lugar, com 63 mil cópias. O sucesso da música excedeu as expectativas e o mash-up é a maior aposta para o primeiro lugar na semana que vem.

Apesar de cair uma posição, If We Ever Meet Again, a música de Timbaland que conta com a participação de Katy Perry, continua seu bem-sucedido chart run na Grã-Bretanha. Essa semana, o single se encontra no quarto lugar.

Encerrando o top 5, Alicia Keys com Empire State of Mind Part II. A música ganhou um impulso graças a performance dela com Jay-Z nos BRIT Awards semana passada (a versão original voltou para o top 20, alcançando o 11º lugar).

Rude Boy de Rihanna sobe quatro posições em sua segunda semana no top 10, alcançando o sexto lugar. Já Don't Stop Believin' do elenco de Glee ocupa a oitava posição.



Além de Florence e Dizzee, o único outro single que estréia no top 10 essa semana é The Way Love Goes do cantor de R&B britânico Lemar.

Encerrando o top 10, o elenco de Glee com Halo/Walking on a Sunshine e Starstrukk de Katy Perry com 3OH!3.



Na parada de CDs, o grande vendedor foi o primeiro volume da trilha-sonora de Glee. O seriado americano é um enorme sucesso na Grã-Bretanha e o CD com as músicas cantadas pelo elenco vende 66 mil cópias ao longo da semana passada.

Alicia Keys, que ocupou o topo semana passada, cai para quarto lugar. A queda em vendas essa semana, apesar da performance nos BRITs, nos leva a concluir que o álbum, The Element of Freedom, foi um popular presente de Dia dos Namorados (que foi dia 14 em grande parte do mundo).

The Fame
de Lady Gaga ocupa a segunda posição. Ela foi a mais beneficiada pelos BRITs, com as vendas de seu CD aumentando 53.7% (53.5 mil cópias vendidas).

Florence & the Machine também foi outra grande beneficiada. Ganhadora do maior prêmio da noite, álbum do ano, Lungs sobe seis posições, ocupando o terceiro lugar e registrando aumento de 53.3%
(39.3 mil cópias).

Outros atos beneficiados pelos BRITs: Robbie Williams, Lily Allen, Dizzee Rascal, Kasabian, JLS e Jay-Z.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

BRIT Awards 2010



Disclaimer: Os BRITs não foram exibidos na TV brasileira. Os interessados podem assistir a premiação inteira aqui.

Os BRIT Awards são a versão britânica dos Grammys, ou seja, a principal premiação musical do Reino Unido, o terceiro maior mercado fonográfico do mundo (após os EUA e o Japão) e considerado o grande centro musical do planeta. Assim como a cerimônia americana, nem sempre os melhores são reconhecidos porém, independente disso, os ganhadores e performers sempre recebem um impulso nas paradas após a exibição da premiação.


Nos EUA, para não entediar o público, os produtores tentam shake things up colocando um número diferente de premiações e performances a cada bloco, fazendo com que os apresentadores introduzam os prêmios de lugares diferentes (uma hora no palco, outra no palco central, outra no meio da platéia, etc) e, cada vez mais comum, se esforçando para causar drama e, assim, aumentar a audiência (os Grammy's colocando Gaga, Beyoncé e Taylor Swift uma contra a outra por exemplo).

Nos BRIT é tudo muito mais padronizado: a cada bloco, dois prêmios e uma performance. Antes de cada prêmio, o apresentador (esse ano, Peter Kay, um dos maiores comediantes do país), sempre parado no mesmo lugar, faz uma piadinha, introduz a celebridade encarregada de apresentar a categoria, a celebridade entra no palco, fala um pouquinho e anuncia o ganhador. As performances são curtas e todas são feitas apenas num palco principal, sem a utilização de passarelas ou de palcos centrais.

Porém, nem por isso os BRITs são entediantes: eles são bem mais curtos que as premiações estado-unidenses, tem uma atmosfera consideravelmente mais jovem e MUITO menos pomposa que o Grammy (os cenários lembram um pouco os dos VMAs e são inclusive feitos pelo mesmo cara, o Papa do set design Mark Fisher) e são menos cheios de cross-promotion e intervalos comerciais.


Lady Gaga: grande estrela da noite

Um dos problemas é que a premiação é feita sempre na enorme Earl Courts. O espaço é tão gigantesco que mal dá para ouvir o público aplaudindo ou rindo, o que cria a impressão de que eles sempre deixam os apresentadores e ganhadores no vácuo. Além disso, não existe um desespero tão grande por drama quanto nas premiações estado-unidenses (o que as vezes é meio chato porque a melhor coisa de award shows são as polêmicas).

Para o telespectador brasileiro, a premiação pode ser mais desinteressante que as americanas, afinal poucos dos artistas que se apresentam são conhecidos aqui. Mas, para mim, que sou fã da cultura pop britânica, a cerimônia é menos cansativa de assistir que grande parte dos prêmios americanos já que são curtos e diretos ao ponto (embora as americanas muitas vezes são mais fullfilling por serem bem mais grandiosas)

Diferente da televisão estado-unidense, onde palavrões estão totalmente banidos (a não ser na HBO), as pessoas adoram xingar na TV da Grã-Bretanha. Não existe quase nada fora dos limites depois das 10 da noite por lá. O único problema é que os BRIT são exibido as 8 e, por tanto, as palavras chulas são blipadas. E, pela quantidade de vezes que o áudio ficou mudo, ou a ITV1 estava com sérios problemas técnicos ou uma enorme parte das celebridades resolveu ignorar as advertências do apresentador que, logo no começo, pediu para que ninguém xingasse.

Além disso, todo mundo é muito mais eufórico e espontâneo no Reino Unido. Lily Allen, ganhadora de melhor cantora, teve uma crise de riso. O rapper Dizzee Rascal, que ganhou melhor cantor, começou a pular loucamente no palco. Geri Halliwell, ao apresentar o prêmio de revelação, deu uma alfinetada nos Kula Shakers, grupo que ganhou o prêmio ao invés das Spice Girls em 1997 ("alguém lembra deles?"). Ashton, do JLS, deu uma pirueta no ar no meio do acceptance speech deles quando levaram o prêmio de Best British Single. A mesa de Florence (& the Machine) estourou uma champagne. Todo mundo parece menos despreocupado e mais bêbado que os apresentadores e ganhadores das premiações americanas (os BRIT são, afinal, open bar. Vai ver é por isso que os produtores não se esforçam para criar drama: eles ficam na esperança que o open bar faça isso por eles).


Quem é a Ke$ha e quem é a Courtney Love?

Falando em gente despreocupada e bêbada, PORQUE DIABOS A COURTNEY LOVE FOI CHAMADA PARA APRESENTAR UM PRÊMIO? Será que essa foi a (péssima) tentativa dos produtores de trazer algum drama pra premiação? Porque, caso esse tenha sido o caso, o tiro saiu pela culatra: apesar dela estar parecendo um traveco sacoleiro (o governo brasileiro devia usar a imagem dela naquela campanha contra o crack que eles estão fazendo), Courtney apresentou o prêmio de Voto dos Críticos para Ellie Goulding sem nenhum imprevisto.

Alias, os apresentadores foram todos completamente aleatórios e, em grande parte, bem irrelevantes para o panorama pop atual: as Spice Girls Geri Halliwell e Mel B (podiam pelo menos ter trazido a Posh, né?), Cat Deeley (apresentadora do So You Think You Can Dance?), Seasick Steve (achei que era um mendigo mas, de acordo com o Wikipedia, ele é um cantor de blues americano), Mika, Ildris Elba (um ator britânico que é quase sempre coadjuvante em filmes de Hollywood), Tom Ford (estilista americano hiper bombado, dono de sua própria marca, famoso por revitalizar a Gucci e diretor de A Single Man, filme indicado ao Oscar), Samantha Fox (cantora dance pop dos anos 80), Principe Harry (via VT) e Noddy Holder (da banda dos anos 60 Slade).

Felizmente, a lista de performers foi consideravelmente melhor e mais coerente:



Lily Allen, uma das maiores exportações britânicas dos últimos anos, foi encarregada de abrir o show com uma grande performance patriótica do seu number 1 hit single The Fear. Lily em geral faz apresentações discretas mas esse não foi o caso nos BRITs. A performance em si foi boa e irreverente porém o trabalho das câmeras não me agradou em nada e eu tive a sensação que eu perdi vários detalhes por culpa disso. Lily derrotou Pixie Lott, Florence & the Machine, Bat for Lashes e Leona Lewis e levou para a casa o prêmio de Melhor Cantora Britânica, seu primeiro BRIT.

Depois foi a vez da boyband JLS animar o público com Beat Again (que também alcançou o primeiro lugar em meados do ano passado). Os garotos, que ficaram em segundo lugar na edição de 2008 do The X Factor, são o atual fenômeno pop britânico e o primeiro CD deles já ultrapassou 1 milhão de cópias vendidas. Pessoalmente, não sou um grande fã (boybands não pertencem a essa década na minha opinião) mas as jovens britânicos os amam. Prova disso é o fato deles terem levado todos os prêmios votados pelo público para a casa: Revelação do Ano e Single do Ano (por Beat Again). Como vocês podem notar pela ausência de vídeos, é IMPOSSÍVEL achar a performance deles no Youtube, no Dailymotion, etc.



Pop bomba muito nos BRITs. Mas é necessário pelo menos um representante do rock e quem cumpriu esse papel esse ano foi o Kasabian. A banda, cujo os últimos 2 CDs estrearam em primeiro lugar no país, cantou Fire em meio a chamas e, mais tarde, levou o prêmio de melhor grupo britânico (derrotando Muse, JLS, Friendly Fires e Dove).



Gaga transformou a animadíssima Telephone (seu próximo single que, na versão original, é um dueto com Beyoncé) numa balada. Como comentei na minha cobertura dos Grammy's, eu estou cansadíssimo de ver Gaga enfiando um piano em TODAS as suas apresentações mas nos BRITs ele teve uma boa justificativa: homenagear o estilista Alexander McQueen, que se suicidou semana passada.

McQueen era considerado pelos profissionais da moda o estilista mais talentosa da atual geração, um marca poderosíssima e era idolatrado por centenas de celebridades (Bjork, com quem ele freqüentemente colaborava; Rihanna; Sarah Jessica Parker; Kate Moss; Jessica Alba; Gwyneth Paltrow entre muitos outras). Com Gaga ele tinha uma relação especial: além de serem amigos, foi num desfile dele que a versão final de Bad Romance foi apresentada pela primeira vez e, mais tarde, ele foi responsável pelo styling do clipe. No palco, uma grande estátua mostrava a interprete usando uma das roupas que ela usa no clipe de Bad Romance (inclusive o sapato iconico de McQueen que ela ajudou a imortalizar). Depois da homenagem, Gaga emendou a ótima Dance in the Dark.

Gaga foi a grande ganhadora da noite, recebendo 3 prêmios (um recorde para uma artista internacional em uma só noite): Melhor Cantora Internacional, Melhor Álbum Internacional e Revelação Internacional (esse último votado pelo público).

A cantora é excepcionalmente popular na Grã-Bretanha: The Fame foi o segundo CD mais vendido do país no ano passado (até o momento, mais de 1.5 milhões de cópias foram comercializadas) e Poker Face o single mais comprado (Just Dance foi o terceiro maior sucesso de 2009).

Alias, a primeira apresentação dela numa premiação foram os BRITs do ano passado (putz, QUANTA COISA aconteceu em 1 ano). Na época, o primeiro single dela, Just Dance, tinha acabado de alcançar o topo no Reino Unido e grande parte da população ainda não era familiarizada com a interprete. Na cerimônia, Gaga foi chamada para participar da performance dos Petshop Boys.



Florence & the Machine e Dizzee Rascal estrearam You've Got the Dirtee Love, um mash-up entre You've Got the Love, música dela com Dirtee Cash, dele.

A performance foi um gigantesco sucesso, sendo o momento mais elogiado da noite. Após a apresentação, a música foi lançada no iTunes e foi direto para o primeiro lugar, deixando Everybody Hurts, single beneficente que todo mundo achava ser imbativel, para trás.

Florence foi a grande revelação do ano passado e levou para a casa o principal prêmio da noite: Álbum do Ano por Lungs.

Já Dizzee levou o prêmio de Melhor Cantor Britânico. Dizzee tem adorado trabalhar junto com as musas pops britânicas: além da colaboração com Florence, ele também lançara em breve um dueto com Lily Allen, com quem ele fará uma grande turnê mês que vem.



Jay-Z e a Alicia Keys cantaram o hit Empire State of Mind. A homenagem à Nova Iorque se tornou um excepcional sucesso no Reino Unido com a versão original alcançando o segundo lugar nas paradas e a versão solo de Alicia penetrando o top 5 britânico meses depois.

Jay-Z levou para casa o prêmio de Melhor Cantor Internacional. Já Alicia Keys não foi indicada a nada (afinal, o CD dela foi lançado apenas no fim de dezembro) mas, em 2010, a moça deve levar pelo menos um BRIT: seu novo CD, The Element of Freedom, tem causado muitíssimo na Grã-Bretanha e, atualmente, ele ocupa o topo das paradas.

Alias, quando o Jay-Z foi aceitar o prêmio (que foi apresentado pela Mel B), ele agradeceu as Spice Girls por terem sido "uma grande inspirarão". Tem como não amar?



A penúltima performance da noite foi da mulher mais amada e comentada na Grã-Bretanha: Cheryl Cole. Apesar do seu status como a "namoradinha do Reino Unido", Cheryl foi a única performer a não levar nenhum prêmio para casa: ela era a grande aposta para ganhar Single of the Year (por Fight for this Love, quarto single mais vendido de 2009 na Grã-Bretanha) mas a estatueta acabou indo para o JLS.

Cheryl fez uma grandiosa performance de Fight for this Love. A música ganhou um novo twist pois ela foi interpretada num remix que continha samples de Show Me Love (até Steve Angello, interprete original do sucesso dance, participou da apresentação).

A cantora provou que não não existe ninguém no país que causa tanto interesse no público quanto ela: o pico de audiência da noite foi durante sua performance.

Atualmente, Cheryl está de novo envolvida em um escândalo: seu marido, o jogador de futebol Ashley Cole, foi acusado de mandar fotos suas nú via celular para uma modelo bem vagaba.

Para quem não lembra, a confirmação de que Ashley tinha a traído, lá em 2007, foi vital para transformar Cheryl na mega estrela que ela hoje. Fight for this Love, foi feita para ele.

Cheryl fez playback o que, numa situação normal, faria com que a imprensa a comesse viva. Porém, no momento, como ela está envolvida num novo drama com seu marido, os tabloides foram bastantes generosos ("ela está sofrendo muito, seria impossível para ela cantar ao vivo") e as críticas, tanto da mídia quanto do público, foram majoritariamente positivas.





Para encerrar a noite, Robbie Williams fez um enorme medley que contou com todos os singles de seu atual álbum (Bodies, You Know Me, Morning Sun) e alguns de seus maiores sucessos: Let Me Entertain You, Supreme, Feel, Millenium, No Regrets e a icônica balada Angels (que, em 2005, foi votada pelo público dos BRIT como "a melhor música dos últimos 25 anos").

Eu não sou um grande fã de Robbie mas ele é o cantor pop britânico de maior sucesso das últimas décadas e um gigantesco fenômeno global. Com 17 BRITs, ele também é o maior ganhador da história dos prêmios. Não à toa, ele levou o prêmio de Outstanding Contribution to British Music para casa.

Em resumo: 90% dos prêmios foram levados por cantores que se apresentaram ao longo da noite. Meio suspeito, né?

Como já tinha mencionado, Ellie Goulding levou o prêmio de Escolha dos Críticos para a casa. Em 2006, o trófeu foi para Adele e, no ano seguinte, para Florence & the Machine. Ambas alcançaram enorme sucesso (Adele inclusive ganhou Best New Artist nos Grammys do ano passado). Além dos BRITs, Ellie ficou em primeiro lugar no prestigioso BBC Sound of 2010 onde centenas de críticos musicais e profissionais da indústria escolhem o artista que eles apostam que será o grande sucesso ao longo do ano (ganhadores anteriores: Adele, Mika, Corinne Bailey Rae, Keane e 50 Cent). Ou seja, Ellie é a grande esperança da indústria fonográfica britânicos para 2010. Curiosos? Confiram o primeiro single da inglesa de 23 anos, Under the Sheets.

Esse ano, foi a trigésima cerimônia dos BRITs. Por isso, foram criados dois prêmios especiais: BRITs Hit 30, que tinha como objetivo escolher a melhor performance da história da premiação e BRITs Album of 30 Years, para escolher o melhor álbum.



As Spice Girls foram as ganhadoras do BRITs Hit 30 pela performance de Wannabe e Who Do You Think You Are? na cerimônia de 1997. Para mim, a escolha fez total sentido, afinal foi a apresentação que mais teve repercussão mundial, entrando para a história da cultura pop: foi lá que Geri Halliwell, a Ginger Spice, introduziu ao mundo o icônico Union Jack Dress, o curtíssimo vestido com a bandeira do Reino Unido estampada que virou símbolo da Cool Britania (termo usado para nomear o segundo ápice da cultura pop britânica mundo afora). A performance é até hoje considerada como o maior registro das Spice Girls, o maior fenômeno britânico desde os Beatles, em seu ápice: no momento, não só elas tinham alcançado níveis inimagináveis para um grupo pop na Grã-Bretanha como também tinham acabado de conseguir um duplo primeiro lugar nos EUA: tanto na parada de singles (Wannabe) quanto na de CDs, a primeira vez que um ato britânico fazia isso desde os Fab Four quase 30 anos antes. A performance não só foi o grande momento dos BRITs, como também foi um dos momentos mais icônicos para a cultura pop dos anos 90.

Já o prêmio do BRIT Album of 30 Years foi para What's the Story Morning Glory do Oasis. De novo, a escolha foi completamente compreensível: não só os Oasis são a banda de rock mais popular do país, como o álbum, que incluía o hit mundial Wonderwall, é o quarto mais vendido da história da indústria fonográfica britânica.



Liam Galagher subiu ao palco para aceitar o prêmio e foi responsável pelo unico momento dramático e realmente não planejado da cerimônia: ele agradeceu a todos os membros com a exceção do irmão Noel, responsável por todos os hits da banda que recentemente deixou o grupo após um grande desentendimento com Liam, xingou loucamente e, depois, jogou o microfone e a estatueta que tinha acabado de receber para a platéia.

Enquanto Liam saia do palco, Peter Kay, o apresentador da noite, comentou: "que idiota". E, aparentemente, muita gente concordou com ele.



Evidentemente, os BRIT foram as manchetes de todos os jornais da Grã-Bretanha hoje: os broadsheets respeitados, como The Guardian e o Times, optaram por usar Gaga, a maior ganhadora da noite, na primeira página. Já o The Sun e o Daily Mirror, os tablóides com a maior circulação, optaram por Cheryl Cole. O tablóide Daily Mail resolveu ser unico e optou por estampar Lily na pagina inicial.

Todos os artistas ganhadores irão receber um grande impulso nas paradas da semana que vem, principalmente Florence (que tem chances de conseguir um duplo primeiro lugar: na parada de CDs e na parada de singles, com o dueto com Dizzee).

All in all, os BRIT não foram excepcionais mas foram agradáveis, divertidos e rápidos de assistir.

Chart watch: Singles em prol do Haiti bombam mas a grande surpresa da semana é o sucesso giga de Sade nos EUA

Como era carnaval, tirei umas férias e não fiz o post sobre as paradas britânicas e australianas na 2a f. Por isso, vou juntar todas nesse post.



Depois de 10 anos de espera, o grupo de R&B britânico Sade, liderado pela cantora Sade Abu, finalmente lançou seu quinto CD, Soldier of Love. No Reino Unido, o álbum vendeu 43 mil cópias e estreou em quarto lugar. Porém, nos EUA, onde a banda sempre foi mais popular, as vendas foram fenomenalmente mais altas e bem acima das expectativas: 502 mil cópias. Sade já vendeu mais de 25 milhões de cópias nos EUA e todos os seus CDs alcançaram o top 10 da Billboard. É a estréia mais alta de Sade nos Estados Unidos, a primeira semana mais alta de 2010 até o momento e o segundo álbum que ultrapassa a barreira de 400 mil em uma semana esse ano, após o o trio Lady Antebellum.


Soldier of Love - Sade

Lady Antebellum vendeu 208 mil cópias do álbum Need You Now essa semana, ocupando o segundo lugar e levando o total de unidades comercializadas para 897 mil.

O cantor de R&B Jaheim estréia em terceiro lugar com seu sexto CD, Another Round (112 mil cópias). Depois da estréia fraca, Rebirth, o novo álbum de Lil Wayne, cai duas posições para o quarto lugar com venda de 89 mil. Em quinto, o novo lançamento do cantor country Josh Turner, Haywire (85 mil cópias) e em sexto o rapper cristão tobyMac (Tonight, 79 mil cópias). Encerrando o top 10, só artista estabelecida com milhões de unidades comercializadas: Lady Gaga com The Fame, Black Eyed Peas com The E.N.D., Susan Boyle com I Dreamed a Dream e Taylor Swift com Fearless.



Apesar de sua atual era estar sendo recebida de maneira morna nos EUA, o álbum The Element of Freedom de Alicia Keys continua bombando na Grã-Bretanha. Pela segunda semana consecutiva, o álbum ocupa a primeira posição por lá com 57 mil cópias vendidas.


Empire State of Mind (part II) - Alicia Keys

O violinista André Rieu segue na cola de Alicia. Seu CD Live from Vienna vendeu 50 mil cópias, ocupando a segunda posição. Em terceiro, Paolo Nutini segue firme e forte com 44 mil cópias de Sunny Side Up (o álbum deve ultrapassar 1.5 milhões de cópias até o fim do ano). Sade e Lady Gaga encerram o top 5.

O grupo de eletro Massive Attack estréia em sexto com Heligoland seguido pela coletânea Unconditional: Love Songs de Peter Andre (ainda colhendo os frutos do divórcio com Katie Price e se aproveitando do Valentine's Day, que foi dia 14). Encerrando o top 10: Michael Buble com Crazy Love, Florence & the Machine com Lungs (primeira vez desde o começo do ano que ela não está no top 3) e Black Eyed Peas com The E.N.D.



Na Austrália, finalmente depois de 3 longuíssimos meses, Susan Boyle é desbancada da primeira posição. A banda folk britânica Mumford & Son, que está bombando muitíssimo no país, alcança o topo com Sigh no More. SuBo se mantém firme e forte na segunda posição com I Dreamed a Dream.


Little Lion Man - Mumford & Sons

Taylor Swift continua sua ascensão nas paradas australianas graças a sua turnê pelo país que passou por Sidney, Melbourne, Newcastle, Brisbane e Adelaide. Essa semana, Fearless, que já é quadruplo platina por lá, volta a terceira posição.

Também no top 10: Lady Gaga com The Fame, Michael Buble com Crazy Love, Muse com The Resistance, Ke$ha com Animal, Massive Attack com Heligoland, Black Eyed Peas com The E.N.D. e a dupla country local The McClymonts (que, em décimo, são os atos locais com a posição mais alta nas paradas).

Nas paradas de single, singles beneficentes estão com tudo.



Na Grã-Bretanha, Everybody Hurts, organizado por Simon Cowell em prol do Haiti, estréia em primeiro lugar com 453 mil cópias, mais do que todo o resto do top 10 somado. O single, um cover da balada do R.E.M., conta com todos os atos mais populares de Cowell (Susan Boyle, Leona Lewis, Alexandra Burke, Joe McElderry, JLS, Cheryl Cole) e uma mistura extremamente aleatória de artistas consagrados que inclui Robbie Williams, Kylie Minogue, Take That, Miley Cyrus, Michael Buble, Mariah Carey, Dido, James Blunt, Mika, James Morrison, Westlife e Chrissie Hynde.

Por culpa do single beneficente, Fireflies cai para o segundo lugar depois de 3 semanas no topo. Em terceiro, o dueto de Timbaland com Katy Perry, If We Ever Meet Again. Colaborações com Katy Perry são uma ótima forma de obter sucesso na Grã-Bretanha: tanto 3OH!3 quanto Timbaland obtiveram gigantescos hits no país ao chamar a moça para participar de suas canções. Em quarto, Empire State of Mind Part II de Alicia Keys (que continua sua surpreendente e inesperada jornada de sucesso no país). O top 5 é encerrado por Glee (Don't Stop Believin').

Em sexto lugar, 3OH!3 e Katy Perry com Starstrukk. A música do 3OH!3 nunca alcançou o primeiro lugar mas ela teve um chart run fenomenal no Reino Unido, com mais de 2 meses no top 5.

Em sétimo, JLS com One Shot seguido por Replay de Iyaz, o medley de Halo e Walking on a Sunshine do elenco de Glee e, encerrando o top 10, Rude Boy de Rihanna que ganhou força com o lançamento do vídeo.

Na Austrália, Replay do Iyaz e Fireflies do Owl City continuam em primeiro e segundo lugar respectivamente. Blah Blah Blah de Ke$ha alcança sua posição mais alta no mundo até o momento: terceiro lugar. Ke$ha continua sua dominação do país oceânico com TiK ToK também dentro do top 5, em quinto lugar.


Memories (ft. Kid Cudi) - David Guetta

A Austrália também é o primeiro país que o novo single de David Guetta, Memories, colaboração com o rapper Kid Cudi, penetra o top 5 (quarto lugar). Também entre os dez mais vendidos: Today was a Fairytale de Taylor Swift (sexto), Do You Remember? do Jay Sean, Little Lion Men do Mumford & Sons, Whatcha Say do Jason DeRulo e Empire State of Mind em sua versão original, com Jay-Z e Alicia Keys.

Finalmente, no Hot 100 dos EUA, TiK ToK da Ke$ha quebra recordes ao ocupar o primeiro lugar pela nona semana consecutiva.

Ela quase foi desbancada pela nova versão de We Are the World, feita por Will.I.Am, mas o single em prol ao Haiti foi lançado apenas dois dias antes do final da semana, o que o prejudicou e fez com que ele tivesse que se contentar com o segundo lugar.



A música, remake do sucesso dos anos 80, conta com mais de 50 interpretes incluindo Justin Bieber, Barbara Streisand, Wyclef Jean, Celine Dion, Tony Bennet, Lil Wayne, Miley Cyrus, Carlos Santana, Jamie Foxx, Usher, P!nk, Michael e Janet Jackson entre muitos outros.

Também no top 10 estado-unidense: Imma Be dos Black Eyed Peas, Bad Romance da Lady Gaga, Bedrock da trupe da Young Money, Need You Now do Lady Antebellum, Hey, Soul Sister do Train, How Low do Ludacris, Do You Remember do Jay Sean e Sexy Bitch de David Guetta com Akon.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

The next big thing: Nicki Minaj



Como todo mundo já está cansado de saber, a grande aposta para ser o fenômeno de 2010 é Ke$ha. A garota de 22 anos já tem um hit gigantesco que alcançou o topo no mundo inteiro, um álbum que estreou em primeiro lugar nos EUA, um time de peso que inclui o atual produtor número 1 do pop, Dr. Luke (responsável por I Kissed a Girl e Hot n Cold da Katy Perry, Party in the USA da Miley, Circus da Britney, Right Round do Flo-rida e centenas de outros worldwide number 1 hits) e promoção intensa de sua gravadora.


Mas, enquanto todos os holofotes estão em Ke$ha, quem está conquistando milhares de fãs nos EUA é a rapper Nicki Minaj.

Enquanto, no Facebook, Ke$ha tem 400 mil fãs (separados em dois grupos: 66 mil fãs na comunidade com o nome escrito da maneira certa, com o cifrão, e 294 mil na com o nome errado), Nicki Minaj tem incríveis 970 mil admiradores (também em duas comunidades, com o nome errado e com o nome certo). Isso é mais seguidores no maior site de relacionamento do mundo do que divas pop estabelecidas como Christina Aguilera (907 mil fãs), Mariah Carey (917 mil) e Leona Lewis (694 mil).

E o mais impressionante de tudo: diferente das outras artistas citadas, Nicki não tem nenhum CD lançado, nenhum single solo oficial, pouquíssima promoção e nenhum tipo de fama fora dos EUA. Além disso, ela canta um gênero que não recebe mulheres muito bem (rap), tem uma beleza bastante não convencional e um estilo mil vezes mais agressivo e difícil de digerir do que qualquer cantora pop (com exceção, talvez, de Lady Gaga).

Mas, afinal, quem é essa mulher que, ao que tudo indica, será a primeira rapper do sexo feminino a se tornar uma A-lister?

Seu nome verdadeiro é Onika Miraji e ela nasceu em Trindad em dezembro de 1984. Foi criada apenas pela sua mãe em Nova York, numa casa humilde no Queens e, aos 14 anos, conseguiu uma vaga na prestígiosissima escola de arte LaGuardia High School, onde ela estudou canto e atuação.

Ela foi descoberta via MySpace por Fendi, CEO da gravadora Dirty Money que lançou o primeiro mixtape da cantora, Playtime is Over em 2007. No ano seguinte, ela lançou um novo EP, Sucka Free. Na época, muitos blogs e sites especializados em música urbana acusaram Nicki de estar roubando o estilo de Lil' Kim (principalmente pois a imagem usada na capa do mixtape l
embrava muito uma famosa foto de Kim).

No começo de 2009, a gravadora Young Money, de Lil Wayne, o maior rapper da atualidade nos EUA, lançou o terceiro mixtape de Nicki, Beam Me Up Scotty, na sua gravadora Young Money. O EP chamou bastante atenção pois continha colaborações de muitos dos artistas urbanos mais populares nos EUA, como Drake, Busta Rhymes e o próprio Weezy.

Apesar de ter sido cobiçada por diversas gravadoras ao longo dos anos, Nicki optou por não assinar com ninguém pois preferia trabalhar na cena underground e assim ir se aperfeiçoando até receber a proposta certa. Finalmente, em agosto de 2009, Nicki assinou um contrato milionário com a Young Money e com a Universal e começou as preparações para seu primeiro CD oficial, a ser lançado no começo desse ano.

"Dizer que eu estou animada seria um eufemismo. Esse momento é uma validação. Uma prova. Um empoderamento. Eu represento toda garotinha num gueto perto de você. Eu quero agradecer profundamente a todos aqueles que me apoiaram dois anos atrás quando eu fazia mix-tapes e DVDs undergrounds e também para os que só me descobriram faz 2 semanas. Fiquem orgulhosos de vocês mesmos, vocês estão dando a chance para garotas no mundo inteiro mudarem a cara do rap".


Ao longos dos 3 anos em que ela fez parte da cena alternativa, Nicki conseguiu o apoio dos críticos e chamou a atenção da indústria e da imprensa especializada.

Como já disse antes, muitos a acusaram de plagiar a rapper Lil' Kim mas ela comentou que a foto "copiada" (usada na capa de Sucka Free) era só para chamar a atenção e fazer com que os outros ouvissem o que ela tinha a dizer. Muitos também duvidaram do seu sucesso na cena underground, acusando-a de ter dormido com rappers para chegar longe (respondendo aos críticos, a própria Nicki se apelidou de Lewinski, em referência a estagiária Monica Lewinski que teve um caso com o presidente dos EUA Bill Clinton no fim dos anos 90).

Um dos motivos para a popularidade de Nicki é o jeito de se vestir da interprete. O seu estilo é definido como "Harajuku Barbie" pois é uma mistura entre o excesso de rosa e frescuras femininas que caracterizam a boneca e peças extremamente bizarras e chamativas que são comuns no bairro de Harajuku em Tokyo. Apesar dela só ter adotado o look definitivamente em meados de 2009 (bem distante de como ela foi caracterizada para capa de seu segundo e terceiro EP), ela vem flertando com ele desde seu primeiro mixtape, Playtime is Over, onde ela aparecia como uma boneca Barbie na capa.

Mas afinal como Nicki Minaj foi de "rapper/cantora respeitada e conhecida na indústria" para "ícone jovem extremamente popular" com mais fãs no Facebook que Ke$ha, Aguilera e Mariah? Afinal, nenhum single dela sequer penetrou o Hot 100 da Billboard e ela nunca teve um CD lançado de maneira oficial e disponível no varejo.

Simples: a Young Money lançou o single Bedrock no fim do ano passado. A música era uma colaboração entre todos os cantores da gravadora e virou um gigantesco sucesso. Essa semana, o single aparece em quarto lugar no Hot 100. No Youtube, o vídeo musical já foi visto mais de 20 milhões de vezes.



E apesar de Nicki só ter 30 segundos na música (I'm so pretty like/Be on my pedal bike/Be on my low starch/Be on my egg whites), foi ela a que mais brilhou entre todos os artistas. Depois do lançamento do single, sua popularidade estourou e milhões de pessoas nos EUA ficaram intrigadas e foram atrás de mais informações sobre a cantora.

Reforçando o que disse antes: é extremamente impressionante que sem nem sequer UM álbum oficial ou UM single solo, Nicki tenha conquistado uma popularidade tão avassaladoramente grande.

A imprensa e a equipe de marketing da Ke$ha com certeza irão pintá-la como a grande revelação de 2010, a it girl do ano (com singles produzidos pelo Dr. Luke até eu consigo alcançar o topo). Mas, na minha opinião, quem vai brilhar mesmo é Nicki Minaj, a Primeira Dama da Young Money. Fiquem de olho nela pois seu primeiro álbum oficial deve ser lançado nos próximos meses.

Já falei demais sobre Nicki. Agora, com a palavra, a própria:


Still I Rise - Nicki Minaji (do terceiro mixtape dela, Beam Me Up)

She said fuck Fendi but I think she was playin'
I heard she do them things
I think she's fuckin Wayne
She calls herself Lewinsky, that means she gives him brains
She tryin' to be like Lil Kim, her picture looks the same
Why didn't she sign with G-Unit, she from Queens, right?
And what's her nationality, she's Chinese, right?
I mean she okay, but she ain't all that
She ain't the next bitch, tell that bitch fall back
See I am a hater, I go hard, listen let's begin
you know her last name Minaj, she a lesbian
and she ain't never coming out.
They could come and see that everytime she do an interview
you know I run and see.
She get me so sick, it make me vomit
That's why I spend my time online leaving comments
And you know I got some more haters with me
Might hit up thisis50, MTV, hit up BET
tell them "pretty pretty please, don't play Nikki"

Still I rise,
Still I fight,
Still I might crack a smile
Keep my eyes on the prize, see my haters, tell 'em hi
One day you'll remember this
One day when we reminisces
Nothing I do ever is good enough for the music bizz

Bitches is like crabs in a bucket,
you see a bad bitch gettin' shine you should love it.
'Cause every time a door open for me that means you
just got a better opportunity to do you.
They don't understand these labels,
look at numbers and statistics
I lose you lose, man its just logistics.
Anyway, real bitches, listen when I'm speaking,
'cause if Nikki win, then all y'all gettin' meetings
Ask L.A Reid, ask Jay.
Then hit up Universal, see what Sylvia Rhone say.
Ask Craig Common, you can ask Chris.
Lady when you're done just salute a bad bitch



Apesar de tudo, ela continua subindo. Parabenizem a bad bitch.

Quem sou eu