Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

sábado, 8 de maio de 2010

Pop-watch: Os grandes lançamentos do verão

Os próximos meses -- verão no Hemisfério Norte -- estarão cheios de lançamentos de alguns dos maiores atos musicais da atualidade. Eu, como fã de cultura pop, estou muito interessado nos próximos passos desses artistas: qual a direção que eles estão tomando? Será que serão sucesso ou fracasso?

Nesse post, daremos uma olhada no que podemos esperar dos novos materiais:

Bionic - Christina Aguilera



A artista: Christina Aguilera foi um dos atos que surgiu na explosão do teen pop do fim dos anos 90. A gravadora esperava que a moça seguisse os passos de Britney Spears, um dos maiores fenômenos da época. O caminho das duas sempre foi extremamente entrelaçado: no começo da década, ambas tinham sido introduzidas ao público pela primeira vez no programa de talento Star Search e, mais tarde, quando ambas eram pré-adolescentes, apresentaram juntas The Mickey Mouse Club. A aposta deu certo: o álbum homônimo de Christina foi um gigantesco sucesso, dando origem a vários chart-toppers (Genie in a Bottle, o maior deles; Come On Over; I Turn to You; What a Girl Wants) e vendendo 10 milhões de cópias no mundo.

Christina não conseguiu exceder a popularidade de Britney mas, nos Grammys, ela obteve uma vitória ao conseguir o prêmio de Best New Artist, troféu que todos apostavam que iria para Spears.

Com seu segundo álbum, Stripped, Christina se consolidou como um dos atos pop mais bem-sucedidos da atualidade. O primeiro single, Dirrty, apresentava Aguilera de maneira extremamente chocante: suja, semi-nua, trashy. A música foi um gigantesco sucesso e o CD, cheio de músicas motivadoras e poderosas (Beautiful, o maior hit; Fighter; The Voice Within), vendeu mais de 11 milhões de cópias mundo afora.

Apesar do estrondoso sucesso do álbum, da consolidação no mundo pop e o fato dela ter uma voz extremamente poderosa, Aguilera continuava na sombra de Spears: aparecer com uma imagem juvenil e se transformar numa figura extremamente sexual era um caminho que já tinha sido traçado pela sua "rival".

Christina sempre tira longos descansos entre um CD e outro. Entre seu primeiro álbum e Stripped se passaram três anos. O terceiro só foi lançado quatro anos depois.

Com Back to Basics, Christina se reinventou mais uma vez. No CD duplo, Aguilera homenageava atos como Nina Simone e usava influências do jazz. O álbum não alcançou o sucesso de seus antecessores mas também não foi nenhum fracasso.

No fim de 2008, Christina lançou uma coletânea para comemorar seus dez anos de carreira. A sua performance nos VMAs daquele ano, onde ela apresentou o single Keeps Getting Better, foi acusado de copiar Lady Gaga que, na época, tinha acabado de surgir na mídia.

Christina tem uma voz extremamente poderosa, não costuma ser super exposta, está na indústria faz mais de uma década (algo extremamente raro para um cantor que surgiu no gênero teen pop. Aguilera, Justin Timberlake e Britney são, até agora, os únicos atos que apareceram em cena com essa imagem juvenil e aguentaram uma decada no topo) e seus álbuns costumam ser de boa qualidade (não a toa, ela não teve nenhum grande fracasso).

Apesar disso tudo, Aguilera tem seus pontos fracos: ela nunca conseguiu, por exemplo, um momento só para ela em baixo do holofote. Até cantoras menos estabelecidas, como Katy Perry e Rihanna, tiveram seus momentos de "destaque". Isso nunca aconteceu com Christina que, apesar de milhões de cópias vendidas, sempre ficou na sombra de outras artistas pop, mais especificamente na de Britney Spears.

Além disso, enquanto outras cantoras pop pelos menos fingem ser simpáticas, Christina passa uma imagem arrogante em todas as suas entrevistas. E mais, não importa o quão camaleônica ela tente ser, suas mudanças de look serão sempre ofuscada pela sua maquiagem extremamente excessiva e sempre igual: muito pó, lábios ultra vermelhos, etc.

Os lançamentos: Not Myself Tonight, o primeiro single, já está em rotação nas rádios e nos canais de vídeos musicais. O álbum, Bionic, chega as lojas em junho.

O que esperar: Não se sabe. O CD, que terá 16 faixas, tem a colaboração de artistas extremamente inovadores que quase nunca trabalham com artistas pop mainstream: M.I.A., Sia, Ladytron, LeTigre e Santogold. Ela também trabalhou com produtores de R&B (Tricky Stewart, Polow de Don) e sua antiga colaboradora Linda Perry (responsável por todos os maiores hits de Stripped).

Buzz: A RCA Records não economizou na hora de promove-la.

Através do site oficial, a gravadora criou enormes expectativas. Ao longo de uma semana, foram revelados pequenos detalhes sobre o álbum: a capa, a capa e o título do primeiro single, a letra da música e um pequeno preview da mesma.


Promoção de Christina Aguilera em Times Square, Nova Iorque

Finalmente, no dia 23 de março, Not Myself Tonight, foi lançada simultaneamente em rádios de todo o mundo. Resultado: extrema decepção. A música, produzida por Polow de Don, não só soava extremamente genérica, com letras patéticas ("I'm kissing all the boys and the girls". Uau Christina, vida loka essa a sua!) como também era muito pouco catchy. Não deu outra: a canção não causou nenhum impacto nas paradas, vendendo poucas cópias e recebendo baixa rotação nas rádios.

Havia esperança que o vídeo musical criasse mais interesse na música. E, por isso, o lançamento do clipe no Vevo, site de musica do Youtube, também foi altamente promovido. Mas a estréia do vídeo, no dia 30 de abril, só confirmou o fracasso da música: extremamente mal recebido, o clipe foi acusado de copiar Gaga e Madonna (de novo, na sombra de outras artistas pop) e de tentar chocar só por chocar.



Apesar desse início extremamente frustrante, Aguilera tem muitas aparições high profile marcadas para os próximos meses: performances na Oprah, no Today Show, no MTV Movie Awards e na final de American Idol, um VH1 Storytellers dedicado a ela e promoção na Europa. Mas muito dificilmente qualquer uma dessas apresentações mudaram o destino de Not Myself Tonight.

Não se sabe o quanto o single revela sobre o álbum. Resta torcer para que Bionic seja melhor do que a música de estréia e que Aguilera consiga dar a volta por cima.

Can't Be Tamed - Miley Cyrus



A artista: Eu já fiz longos textos sobre a Miley nesse blog pelo menos duas vezes. Então, ao invés de escrever tudo de novo, vou linkar para esse post. Mas em resumo: Miley é mega ultra odiada e, apesar disso, tudo que ela faz é um enorme sucesso.

Os lançamentos: Can't be Tamed é o nome tanto do single, que acaba de ser lançado, quanto do CD, previsto para o dia 22 de junho.

O que esperar: De acordo com a própria Miley, pop com uma pegada eletrônica na mesma veia que Lady Gaga (mas ó, acho que tá mais para Britney).

Buzz: O clipe de Can't be Tamed teve sua estréia no E! News, o noticiário de entretenimento do E!, que também estreou Telephone de Lady Gaga e Beyoncé. O vídeo foi altamente promovido pelo canal antes de sua estréia, anunciando-o como "o novo capítulo na carreira de Miley".



E qual é esse o novo capítulo? O mais previsível possível, é claro. Seguir os passos de Britney Spears (insira sua piada sem graça sobre raspar a cabeça e ter um meltdown aqui).

E olha, eu acho um saco essas pessoas que batem na tecla de "as garotas de hoje em dia acham que crescer é tirar a roupa" (zzzz) ou, pior, "as crianças estão sendo corrompidas" mas achei meio brochante Miley seguir o caminho de Britney de maneira tão literal. Elas sempre tiveram similaridades, óbvio: fama gigantesca, milhões de fãs no mundo inteiro, músicas pop de sucesso e uma pré-disposição para atrair controvérsia. Acontece que dar uma de Britney circa 2002 é algo TÃO previsível e Cyrus estava indo muito bem seguindo seu próprio caminho (Party in the USA anyone? 4 milhões de cópias vendidas nos EUA e 116 milhões de views no Youtube). Capa de CD com a barriga de fora? Em pleno de 2010? Please...


Mmm...

Mas enfim, como todas as músicas de Cyrus, Can't be Tamed é catchy, divertida e provavelmente será um grande sucesso. Em uma semana, a música já foi escutada 3 milhões de vezes no Youtube e, em questão de dias, o vídeo musical, que lembra bastante Brit Brit mas tem sim suas qualidades, ultrapassou 1 milhão de views em 3 dias.

O vídeo é uma metáfora: Miley quer abrir suas asas, não ficar enjaulada na gaiola Disney para sempre.

Em Can't Be Tamed, Miley avisa aos seus potenciais namorados: não posso ser domada, não posso ser culpada, não posso ser mudada. Se eles entenderem isso, ela conclui, elas podem fazer mágica juntos.


O álbum é supostamente o último CD da garota por um tempo. Depois disso, ela irá se dedicar a filmes e atuação.

Apesar da imagem "madura" e da mensagem de liberdade, a Disney continuará apoiando fortemente Cyrus: um dos shows da última turnê da garota será exibido como um especial em horário nobre na ABC, canal aberto da companhia, e ela aparecera em todos os principais programas da emissora como o Good Morning America e Regis and Kelly. Ela também irá promover o CD no Canadá (onde fará a primeira performance ao vivo de Can't be Tamed no Much Music Awards) e na Europa.

Recovery - Eminem


Capa do primeiro single (artwork do álbum ainda não foi revelada)


O artista: Não é um exagero dizer que Eminem é uma lenda viva. Um dos rappers mais bem sucedidos de todos os tempos, ele foi o artista que mais vendeu na última década (80 milhões de unidades), teve um filme de enorme bilheteria (8 Mile lucrou 243 milhões de dólares em 2002) e recebeu 171 prêmios, incluindo 11 Grammy's e 1 Oscar (por Melhor Música Original com Lose Yourself).

Seus selling points: além de ser um rapper extremamente talentoso, ele era branco (o unico rapper branco a alcançar tamanho prestígio e sucesso) e extremamente controverso, sempre arranjando briga com as figuras de moda (Britney, Christina, Fred Durst, Mariah Carey, Moby and the list goes on) e zombando de maneira divertida da cultura pop. Além disso, com sua dura história de vida, que era tema de muitos dos seus raps, ele mesmo se transformou num personagem (sua vida deu origem, afinal, ao filme 8 Mile).

Em 2005, ao encerrar a promoção de seu quinto álbum, Encore, Eminem entrou em hiatus para tratar sua depressão e seu vício em drogas de prescrição.

Ele voltou ano passado com Relapse. O título era uma referência, claro, ao seu meltdown que o forçou a pausar sua carreira. Isso ficou ainda mais óbvio quando a capa do álbum foi revelado: milhões de pílulas que, juntas, formavam uma imagem do rosto do rapper.


Capa do CD Relapse: referências ao vício de Eminem em pílulas de prescrição

O CD de retorno de Eminem obviamente não foi fracasso: teve uma das maiores vendas de primeira semana do ano e deu origem a três top 10 hits (inclusive Crack a Bottle que alcançou o primeiro lugar). Mas o álbum também não foi um grande sucesso: Eminem não parecia ter evoluído muito e seu estilo parecia stuck em 2003.

O segundo single do álbum, por exemplo, We Made You, trazia de volta a zombaria do rapper em relação a cultura pop. Na música, Eminem provava que continuava um assíduo leitor das revistas de fofoca: ele fazia provocações a Jessica Simpson e Tony Romo, Britney Spears, Kim Kardashian, Bret Michaels e seu reality show Rock of Love, Sarah Palin, Ellen DeGeneres e Portia DeRossi, Lindsay Lohan e Samantha Ronson, Jennifer Aniston e John Mayer, Miley Cyrus, Amy Winehouse e assim por diante. A música era até divertidinha mas, né? Eminem precisava move on. Os tempos mudaram, a gente não quer ouvir na rádio musquinha estilo flashback 2002 (até porque 2002 foi a muito pouco tempo atrás para causar qualquer tipo de nostalgia).

Quando Relapse foi lançado, Eminem anunciou que o álbum teria duas partes e Relapse 2 deveria ser lançado entre o fim de 2009 e o começo de 2010. Isso acabou não acontecendo. O rapper acabou produzindo um novo CD e deu a ele o título de Recovery (Recuperação).

Os lançamentos: O primeiro single, I'm Not Afraid, acaba de ser lançado. O álbum, Recovery, chega as lojas dia 18 de junho.

O que esperar: Quando Relapse foi lançado, Eminem anunciou que o álbum teria duas partes e Relapse 2 deveria ser lançado em novembro de 2009.

Em novembro, ao invés do segundo volume, ele re-lançou o álbum com algumas músicas inéditos. O lançamento do CD inédito foi adiado para 2010.

Em abril, ele anunciou que o projeto tinha mudado de título. O novo álbum seria entitulado Recovery. "O material acabou ficando muito diferente do CD anterior e, por isso, resolvi que o novo projeto merecia um título próprio", afirmou.

De acordo com o próprio rapper, o novo álbum será bem mais pessoal que o anterior.

Buzz: O primeiro single, Not Afraid, foi lançado digitalmente dia 3 de maio. A música, com uma qualidade muito mais alta do que as músicas do álbum anterior, foi extremamente bem recebida: além de entrar no top 10 no iTunes de todos os países onde a música foi lançada (20 países. Ela só não foi lançada oficialmente na Grã-Bretanha, na França e na Alemanha), ela alcançou o topo nos EUA (onde deve estrear no topo do Billboard Hot 100 semana que vem), no Canadá, na Austrália, no Japão, na Suécia, na Itália e na Suíça.


Not Afraid - Eminen

No rap, Eminen fala sobre como superou seus demônios e promete nunca mais decepcionar os fãs, admitindo que o último CD, Relapse, era medíocre. O refrão é extremamente motivador: I'm not afraid to take a stand/Everybody come take my hand/We'll walk this road together, through the storm/Whatever weather, cold or warm/Just let you know that, you're not alone/Holla if you feel that you've been down the same road (Eu não tenho medo de tomar um partido/Todo mundo segure minha mão/Nós atravessaremos essa estrada juntos apesar da tempestade/Seja qual for a temperatura, esteja quente ou frio/Só quero que você saiba que você não está sozinho/Grite se você acha que já esteve na mesma situação).

Com a música de trabalho inicial sendo tão bem recebida, não há duvida que Recovery será mais um grande sucesso na carreira de Marshall Mathers.


Teenage Dream - Katy Perry


Capa do primeiro single (artwork do álbum ainda não foi revelada)

A artista: Katy Hudson cresceu no Sul da Califórnia. Filha de pastores, ela lançou, em 2001, um álbum homônimo de música gospel. Obviamente, sua carreira como cantora religiosa não deu muito certo e Katy mudou seu nome artístico (adotando o sobrenome de solteira de sua mãe, Perry, para se diferenciar da atriz, Kate Hudson) e foi atrás de novas oportunidades.

Depois de muitos contratos e projetos que não foram para frente, Katy finalmente assinou um contrato com a Capitol Records. Com seu primeiro single, Ur So Gay, a imagem da interprete foi estabelecida: despojada, irreverente e colorida. A música fez sucesso na internet mas foi com seu segundo single, I Kissed a Girl, que Perry explodiu em todo o mundo. Hot and Cold, a terceira música de trabalho do álbum, também foi um gigantesco fenômeno mundial.

Desde que apareceu em cena, no fim de 2007, Perry não teve descanso: promoção de seu CD (One of the Boys), singles extremamente bem sucedidos, colaborações de sucesso (Starstruck com o 3OH!3 e If We Ever Meet Again com Timbaland) e um romance high profile com o comediante Russel Brand.

Os selling points de Katy Perry: sua personalidade e estilo extremamente irreverentes, suas músicas pop chiclete (todas produzidas pelo atual Papa do pop, Dr Luke) e, claro, sua beleza.

Os lançamentos: O primeiro single, California Gurls, acaba de ser lançado. O álbum, Teenage Dream, chega as lojas em agosto.

O que esperar: Katy afirmou que com a grande quantidade de bem sucedidas cantoras em cena no momento -- Rihanna, Ke$ha, Lady Gaga -- existia a possibilidade dela acabar ficando para trás. Por isso, ela estava decidia a fazer um álbum unico, que a diferenciaria da concorrência.

Mais tarde, ela revelou: "é um CD completamente veranesco e super anos 90! Pense em patins, Ace of Base, anos 90, Cindy Lauper e muitas, muitas cores".

Buzz: Oi? Diferente? Katy, meu amor, ninguém que quer fazer um álbum que se diferencie de todas as outras artistas pop chama os dois produtores mais prominentes da história do pop, Dr. Luke e Max Martin (responsáveis não só pelos maiores hits de Katy como também de Britney, Miley, Ke$ha, Avril, Kelly Clarkson, Pink, Flo-Rida, Backstreet Boys e Nsync) para produzi-lo.


California Gurls - Katy Perry (ft. Snoop Dogg)

A capa de California Gurls é um arraso, mega anos 90 e muito bonita. E o single também é bem catchy e divertido. Só que não tem uma gota de "diferente" ou de "anos 90" nele. Muito pelo contrário. Lembra bastante, por exemplo, TiK ToK, um dos maiores hits desse ano (também produzido por Dr. Luke).

Katy diz que o primeiro single tem como objetivo "fazer, para a West Coast, o que Empire State of Mind (o gigantesco hit de Jay-Z e Alicia Keys) fez para Nova Iorque". Isso também é meio risível porque enquanto a música de Jay era realmente uma tocante homenagem a Grande Maçã, a música de Perry é só um bubblegum pop com letras divertidas mas insossas (e Soul Kid fez uma "tocante homenagem a Cali" primeiro. We Got More Bounce in California
anyone?).

Para prover meu ponto, vamos dar uma olhada na letra: California girls/We're unforgettable/Daisy Dukes, bikinis on top/Sun-kissed skin/So hot will melt your popsicle/Oooooh Oh Oooooh/California girls/We're undeniable/Fine, fresh, fierce/We got it on lock/West coast represent/Now put your hands up/Oooooh Oh Oooooh (Garotas californias/Nós somos inesquecíveis/Short curtinhos e bikinis/Pele bronzeada/Tão quentes que vamos derreter seu picolé/Oooooh Ooooh/Garotas californias/Não tem como negar/Lindas, frescas e ferozes/Nós somos demais/Representando a Costa Oeste/Agora bote suas mãos no ar). Divertido? Sim. Homenagem? Hmm... não. Sex on a beach/We get sand in our stilletos/We freak/In my Jeep/Snoop Doggy Dog on the stereo (Sexo na praia/Nós temos areia em nossos salto altos/Nós enlouquecemos no meu Jeep/Ao som de Snoopy Doggy Dog).

Enfim, parece que Katy Perry não tem muita noção do que fala. Mas a função de Perry é apenas uma: produzir
hits pops divertidos. E isso, a julgar pelo novo single, parece que ela continuará fazendo. Welcome back Katy!
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Quem também lança álbum esse verão é Enrique Iglesias. Iglesias continua relevante lá na Europa mas aqui no Brasil e nos EUA ele já tá meio
past it's peak (eu gosto dele though). O novo CD, Euphoria, será metade em inglês, metade em espanhol e eu tenho que dizer que eu super aprovei o primeiro single: Like It. A música, produzido por RedOne (o produtor de Gaga), tem uma vibe divertida anos 80 e tem samples do mega hit de Lionel Richie, All Night Long. A música será usada na nova temporada de Jersey Shore (que, caso você não lembre, foi um gigantesco fenômeno pop nos EUA no ano passado).

O primeiro
single em espanhol, Cuando Me Enamoro, também é bonitinho

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