Depois de anos sendo um pop culture junkie, finalmente resolvi canalizar minhas energias em algo útil (assim, dependendo da sua perspectiva). Esse blog tem, portanto, o objetivo de documentar quem está causando na cultura pop mas não comentando do óbvio e sim antecipando tendências e o que está por vir. E-mail me @ tacausando@gmail.com. Mais sobre a nossa proposta.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Perdendo a linha (parte 2)



Michaele Salahi aperta a mão do Presidente Obama

Na mesma linha do Balloon Boy, outro episódio chocou enormemente os EUA: no fim do ano passado, Michaele Salahi e seu marido, Tareq, penetraram o White House State Dinner, um jantar anual organizado pelo Presidente para grandes personalidades, celebridades e políticos. Ambos tiveram acesso tanto a Obama quanto ao vice-presidente, Joe Biden. As fotos que o casal tirou durante a cerimônia foram uploadeadas para um álbum no Facebook da moça e foi esse álbum que desencadeou as investigações que comprovaram que eles não haviam sido convidados.

Michaele era uma das mulheres que estrelariam o reality show The Real Housewives of Washington D.C., um spin-off que faz parte do lucrativo franchise The Real Housewives do canal Bravo. Mais do que isso: câmeras do programa seguiram o casal até as portas da Casa Branca.

Porém, até a Bravo está sendo mais cautelosa do que o E!. Depois da incessante cobertura que o caso recebeu, o canal reconsiderou a participação do casal, inclusive fazendo uma enquete entre telespectadores para decidir se os Salahi deveriam ser incluídos no programa ou não (entre as perguntas, qual a primeira palavra que vem a sua cabeça quando você pensa nos Salahi? e O que você acha da quantidade e do tipo de cobertura que o episódio recebeu?. A enquete também pedia para você concordar ou discordar de coisas como Botar esse casal num reality show seria recompensar a ação deles; Se eles estiverem num reality show, eu espero que ninguém assista; Eles seriam ótimos personagens "love to hate"; Michele Salahi é uma gata (haha, se você curte uma corôa plástica, ela até dá um caudo); Eles são ótimos personagens trainwreck que eu gostaria de ver mais, etc). Até agora não se sabe se os Salahi farão parte do reality show ou não.

Alias, esse franchise Real Housewives também é uma ótima história.

Tudo começou com The OC, o seriado adolescente que foi um grande fenômeno lá pro fim de 2003. Daí, a MTV resolveu ir na onda do programa e criou Laguna Beach: The Real O.C., um reality show inovador mostrando a vida de adolescentes ricos e bonitos nessa área da Califórnia. Entre 2004 e 2005, Laguna Beach também virou uma gigantesca sensação, inclusive superando a audiência do seriado em que foi baseado.



Também em 2004, a ABC estreou Desperate Housewives. O seriado bateu recordes de audiência, salvou o canal de uma decadência que já durava quase uma década e se transformou no programa mais visto entre mulheres estado-unidenses, provando que esse público, antes ignorado pelas grandes redes abertas, era extremamente lucrativo (e daí surgiu Grey's Anatomy, Brothers & Sisters, Ugly Betty etc).

O canal Bravo, conhecido até então por Queer Eye for the Straight Guy e Project Runway, viu todos aqueles fenômenos, resolveu somar tudo e, pluft, no começo de 2006 surgiu The Real Housewives of Orange County.


Real Housewives of the O.C.

O programa, cheio de mulheres ricas, sem noção e extremamente dramáticas, se tornou um sucesso e, em 2008, o primeiro spin-off foi criado: The Real Housewives of New York City. Alguns meses depois apareceram The Real Housewives of Atlanta e The Real Housewives of New Jersey.

Em breve, o canal também estreará The Real Housewives of Beverly Hills e, claro, The Real Housewives of Washington, D.C.

Podemos concluir então que o que não falta no Bravo são mulheres ricas, completamente destrambelhadas, barraqueíras e loucas por atenção que, como já estabelecemos, é a receita do sucesso na reality television estado-unidense.





Mas enfim, voltemos ao principal. Lá na parte 1 eu comentei que dois programas me fizeram concluir que, hoje em dia, vale absolutamente qualquer coisa no mundo da reality television estado-unidense. Já falei do primeiro deles, Pretty Wild, e agora comentarei o segundo: High Society, o novo lançamento da CW.

Diferente do E!, da Bravo, do VH1, etc., a CW é um canal aberto. É lá que são exibidas vários programas cujo público alvo são garotas jovens como 90210, Vampire Diaries, One Tree Hill, America's Next Top Model e, o mais popular, Gossip Girl.

Faz duas semanas, a CW estreou o reality High Society que foca na vida da socialite Tinsley Mortimer. Tinsley está longe de ser uma celebridade mas ela é uma personalidade bastante conhecida. Com um estilo inovador e particular, ela se transformou num grande icone fashion. Diferente da maior parte das mulheres da alta sociedade nova-iorquina, Tinsley adora os holofotes e, por isso, é constante presença em eventos cheios de fotografos.


Tinsley Mortimer: protagonista de High Society

E, já que a fama parece atraí-la, Tinsley não recusou a proposta de estrelar seu próprio programa. Se você estiver zapeando rápido, você juraria que o que está no ar é um episódio de Gossip Girl: os personagens do reality freqüentam os mesmos lugares que os Upper Eastsiders mais famosos da televisão, só se locomovem de limousine (algo que a verdadeira alta-sociedade nova-iorquina não faz porque não é prático andar de limousine por uma cidade grande) e Tinsley se veste num estilo muito semelhante ao das garotas da ficção (alias, dizem que o figurino da Blair Waldorf foi inicialmente baseado no look dela e a moça inclusive já fez uma aparição rápida no programa, interpretando ela mesma no primeiro episódio da segunda temporada).

O problema é que Tinsley não é dramática o suficiente. Não basta ser bonita e rica e gostar de atenção. Para estrelar seu próprio reality você precisa ser uma pessoa completamente sem noção e, mais do que tudo, extremamente dramática. Portanto, ela é COMPLETAMENTE ofuscada por outros dois personagens do programa: Jules Kirby e Paul Johnson Calderon. E esses dois são a razão pelo qual esse programa passa completamente dos limites.


Tinsley Mortimer, ícone de estilo e fã de um tapete vermelho

Vamos para o breakdown do primeiro episódio. Assista aqui e, não se preocupe, de novo, não te julgarei por gostar.

"Eu vou te levar a um mundo onde nem tudo é tão perfeito quanto parece", narra Tinsley em off enquanto a vemos removendo sua maquiagem. Oh meu Deus, que começo mais poético e impactante! Já estou segurando as lágrimas!

Primeiro, é importante estar ciente que, por mais que o programa tente pintar Tinsley como uma jovem que bomba muito em NY, ela tem 34 anos. Então, sim, ela é meio velha para esse tipo de reality.

Mas OK, logo depois da profunda cena inicial, Tinsley começa a falar sobre com está num ponto muito baixo em sua vida: ela acaba de se divorciar de seu marido e, pela primeira vez em sua vida adulta, está solteira. Para martelar isso na nossa cabeça, nós a vemos indo a diversos eventos extremamente high profile, como um jantar para Georgina Chapman (dona da grife Marchesa) e seu marido, Harvey Weinstein (um dos produtores de filmes mais poderosos do mundo,) e o New York Fashion Week, onde todo mundo está sussurando que ela e seu marido se separaram. Dessa maneira tatibitate, nós, telespectadores, compreendemos que esse é o babado da alta-sociedade nova-iorquina.



Gossip Girl: Upper Eastsiders com carisma

Tinsley era casada com Topper Mortimer. De família rica que nem ela, os dois se conheceram na high school e rapidamente se casaram. Fun fact: Topper Mortimer não aceitou aparecer no programa portanto, toda vez que ele aparece (numa foto do casamento dos dois, por exemplo), seu rosto é borrado.

Tinsley e Topper eram o casal perfeito, com uma vida perfeita e com o apartamento perfeito no Upper EastSide. Porém, a família dele não estava satisfeita com o fato dela ser uma mulher badalada, com uma carreira e sempre na imprensa pois "no mundo antigo da sociedade nova-iorquina você só aparece nos jornais em três ocasiões: quando você nasce, quando você casa e quando você morre".

Logo depois dessa introdução de toda a empolgante (zzz) vida de Tinsley, nós somos apresentados a um dos dois reais protagonistas do reality: Paul Johnson Calderon aka P.J.C. Ele interpreta o papel do bad boy de High Society, uma espécie de Chuck Bass versão (ainda mais) homossexual. Só tem um detalhe: Chuck é carismático e, o fato dele ser fictício, faz com que nós perdoemos muitas de suas safadezas. P.J.C. não tem uma gota de carisma e, infelizmente, ele é real (e, sim, eu sei que reality shows se passam numa realidade alternativa mas o papel que as pessoas interpretam nesses programas costuma ser uma versão muito mais agradável do que eles são na vida real. Logo, tirem suas próprias conclusões).


Tinsley e Topper Mortimer

P.J.C. está acompanhado de um excêntrico promotor de festas que tem o nome mais legal de todos os tempos: Malick so Chic. Os dois estão numa limousine a caminho da underground party de um amigo de Malick so Chic (sério, vou repetir esse nome a maior quantidade de vezes possível, se acostume). Malick so Chic avisa que ele não deve arrumar confusão mas P.J.C. diz que ele SEMPRE arruma confusão.

Na festa, ele cai nuns amassos com um garoto aleatório com um corte de cabelo moderno e estranho e, no caminho de volta para casa, diz para Malick so Chic que não se importa com nada nem ninguém e que faz o que bem entender. Para dar ênfase ao que falou, ele joga uma latinha de cerveja pela janela. Uiiii, que RBD da parte desse menino!

Daí somos aprofundados sobre a vida dessa adorável pessoa: o link com Tinsley é o fato do primeiro relacionamento sério dele ter sido com o cunhado dela. Além disso, ele é bff da irmã dela. Hmm, OK... como diz aquele ditado, diga-me com quem andas e te direi quem es.

P.J.C. é conhecido em NY como the King of the Bowties porque ele está sempre com gravatinhas borboletas. Ele quer tudo. E o que é tudo na visão de P.J.C.? Ter uma família, escrever um livro e, principalmente, ser amado. Ele já foi para rehab duas vezes mas, como diz orgulhoso, "eu continuo bebendo".


Paul Johnson Calderon

E ai vem a parte mais bizarra: com MUITO orgulho, ele conta que acabou de sair de um grande escândalo que foi noticiado incessantemente pelo Page Six (a coluna de fofocas do New York Post). Basicamente, ele ROUBOU A BOLSA DE UMA MULHER EM UM HOTEL. Assim, por nenhum motivo, ele é rico, mas ele achou que ia ser divertido. Daí ele foi capturado pelas câmeras de segurança e descoberto. "Eu fui comparado à Winona Rider e a Lindsay Lohan e, para ser honesto, aquela bolsa foi a minha versão do pornô da Paris Hilton".

OK, então, além de girarem em torno de gente fútil, privilegiada e vazia, High Society e Pretty Wild tem mais uma coisa em comum: ambos estrelam criminosos. Yay. E, em ambos os casos, o crime os ajudou a chegar mais perto de seus sonhos: a fama. Inspiring.


Clepto

Corta para a segunda verdadeira protagonista: Jules Kirby. Link com Tinsley: ela mora no Empire Hotel com a irmã de Mortimer já que ambas estão "entre apartamentos no momento".

Jules se apresenta de maneira muito simpática: "eu acho que as pessoas tem inveja de mim porque eu sou linda e inteligente". OK, eu quero viver no mundo GENEROSISSIMO que ela vive onde ela é considerada "linda" mas enfim...

Ela só piora: "Meus amigos não costumam ser homossexuais, judeus, nem negros. Eu só gosto de homem branco". O-M-G, uma neo-nazi estrelando um reality show? É realmente esse o ponto a qual chegamos?



Jules Kirby

"Eu gosto de usar a n-word e eu acho que não devia ser um problema dize-la".

A n-word ao qual ela se refere é nigger. Por mais que seja usada freqüentemente em raps cantados por negros, essa palavra é completamente banida em qualquer outra situação por ser uma ofensa racial serissima.

Não vou dizer que nunca houve gente racista em reality shows. A questão é que os produtores sempre tentam esconder esse aspecto. Aparentemente, não mais.

E é ai que você se dá conta: uma das coisas que os produtores querem é que o público ODEIE com MUITA vontade grande parte dos personagens dos reality shows. Eles se esforçam para isso. No mundo deles, raiva = audiência. E, para causar esse tipo de emoção no público, eles estão recorrendo a qualquer coisa.

Esse negócio de intriga é levado muito a sério nos programas de realidade americanos. A primeira edição do Big Brother U.S. tinha o formato tradicional: o público votava em quem eles queriam que saísse. Resultado: todos os personagens barraqueiros e odiados eram eliminados nas primeiras semanas e a audiência caiu gigantescamente.


Jules Kirby: linda (?) e inteligente (??)

O que fizeram? Eliminaram a votação do público. O Big Brother americano é o único no mundo onde apenas os moradores da casa decidem quem sai. Basicamente, é um jogo de manipulação e intriga. Porque é isso que os telespectadores estado-unidenses gostam: DRAMA (drama forçado, não drama natural).

E outra coisa que eles gostam: TOTAL FALTA DE NOÇÃO. E, como é raro encontrar um ser humano com um nível tão baixo de senso lógico, é ai que os roteiristas entram. E só o fato desses programas terem roteirista explica o que Jules disse logo depois do seu discursinho Heil Hitler.

"Meu sonho é trabalhar na ONU".

OK, vou poupar qualquer tipo de comentários.

Moving on, depois da introdução de Jules, vemos a simpática moça aos berros com os funcionários do hotel, xingando tudo e todos e depois tacando o telefone no chão. Classy.

Dabney Marcer, a irmã de Tinsley, diz que é muito difícil morar com Jules e que ela não esperava que fosse ser assim, etc. e tal.

Voltamos para a "protagonista" do reality, Tinsley. Ela está nervosa porque é a primeira vez que a mãe dela, que não aprova o divórcio, irá visitar o seu novo loft. A mãe, Dale Mercer, é uma daquelas velhas extremamente assustadoras que não tem nenhuma ruga, exagera no laquê e tem sobrancelhas pintadas.


Dale Mercer

Dale interpreta o papel do ESTEREÓTIPO de velha rica e fútil. Ela não acredita que Tinsley saiu do Upper Eastside para ir morar "midtown", não aceita o divórcio e diz que irá fazer de tudo para que ela volte com Topper. É ai que você nota que tem uma coisa errada: se ela realmente tivesse qualquer interesse em se manter do lado do ex-marido de Tinsley, ela não teria aceitado ser uma personagem nesse reality show levando em conta que o casamento da filha acabou por conta dela ser uma figura muito presente na mídia. Coerência, não trabalhamos.

As duas batem boca em relação ao novo namorado de Tinsley, um príncipe alemão. Tinsley diz que ele é lindo e perfeito, Dale diz que ele é controlador, lê os e-mails dela e se aproximou enquanto ela ainda era casada. Antes de ir embora, a mãe faz um pedido para sua filha: "POR FAVOR, não seja fotografada com esse rapaz". Hahaha, por acaso essa senhora tá drogada? Esqueceram de contar pra ela que a vida toda da filha está sendo filmada para um REALITY SHOW? Um reality show onde ela, Dale, aceitou participar como personagem fixo?

Pois bem, esse é o fim do enredo de Tinsley no episódio de hoje, todo o resto do episódio gira em torno dos odiáveis J.P.C. e Jules porque são eles que não tem noção e são dramáticos.


O excêntrico Malik so Chic

J.P.C. marca um encontro com a mãe no The Russian Tea Room (onde Georgina Sparks, fingindo ser do interior, almoça com Poppy Montgomery, lembram?). A mãe dele faz papel de idiota para a câmera: "eu tenho certeza que, depois da rehab, meu filho para depois de um copo" *flashback para cena dele bebendo muito na festa*, "que ele está atrás de um relacionamento estável" *corta para cena dele nums amassos com o rapaz aleatório* "eu adoraria que ele encontrasse alguém como Anderson Cooper". Hahahaha.

Anderson Cooper = filho de Gloria Vanderbilt (portanto, bilionário), repórter da CNN e um dos dos jornalistas mais respeitados e famosos dos EUA. Cooper também nunca admitiu ser homossexual publicamente mas é common sense, todo mundo sabe. As chances de alguém meramente parecido com ele terminar com alguém como J.P.C. são nulas mas todo mundo pode sonhar, não é mesmo?


Anderson Cooper não deve estar feliz de ter sido associado a essa gente (mas ele é fã das Real Housewives).

No almoço, J.P.C pede 50 mil dólares e a mãe diz que vai pensar. Para as câmeras, ele diz: "Porque ela não me dá meu dinheiro? Tá na minha poupança, é meu.... Eu trabalhei por aquele dinheiro". J.P.C. ri da própria piada hilariante.

Mais tarde, a mãe dele libera 25 mil dólares. Ele fica muito empolgado, liga para uma amiga e começa a torrar tudo imediatamente: compra roupas, pede champagne, etc. etc.

Todos estão a caminho de uma festa que beneficiará uma caridade relacionado a AIDS. Tinsley, sua irmã e Jules estão numa limousine; J.P.C. e sua amiga Hannah estão em outra.

Nesse momento, nós descobrimos que Jules e J.P.C. foram melhores amigos. De acordo com Jules, eles pararam de se falar porque ele começou a roubar tudo dela, incluindo um Blackberry. De acordo com J.P.C., eles pararam de se falar porque ela manipulou o ex-namorado dele a terminar com ele.

J.P.C. começa a listar, para Hannah, algumas coisinhas que Jules fez nos últimos anos: ela foi presa nos Hamptons, colocou fogo na casa de campo dos pais e fingiu ter câncer para não ter sua mesada cortada. Ele espera que ela "morra num incêndio".

Já Jules fala para as garotas tomarem cuidado pois ele rouba de todo mundo e vários amigos já tiveram o cartão de crédito surrupiado por ele.

Para as câmeras, Jules confessa que não gosta muito de Tinsley. "Ela é velha e divorciada e se veste que nem uma adolescente", ela diz com um sorrisinho malvado no rosto. E, né? Taí uma verdade. Único momento do episódio onde você sente certa simpatia por Jules.

Na festa, Jules continua nos impressionando com sua total falta de noção ao sugerir que o motivo que J.P.C. estar lá é o fato dele próprio provavelmente ter AIDS.

J.P.C. vai embora da festa e se dirige a um bar em Chinatown onde resolve fazer uma afterparty. Ele flerta com um modelo e paga bebidas para todos porque, né? Ele acabou de receber 25 mil dólares.


Alexandra Osipow, Tinsley e Jules

Jules aparece com Tinsley na festa e J.B.C. fica irritado. Para mostrar seu desprezo, ele resolve jogar seu drink nela. O problema é que ele acerta uma mulher aleatória que entra em TOTAL desespero e começa a gritar que os olhos dela estão queimando. E não, o mais deprimente é que esse momento NÃO É ROTEIRIZADO, a pobre inocente que ele acertou está realmente em desespero. E não, ele não se importa, ele acha a situação cômica e diz para Jules que "ele planejava acertá-la" (ao ouvir isso, ela resolve agredir um estranho aleatório com sua bolsa). A moça grita que ele vai acabar na prisão e pega seu celular para chamar todas as autoridades possíveis.

Centenas de políciais e médicos circulam o bar mas J.B.C., sorridente, foge.

Para a câmera, Jules diz que não se importa com ele mas "tenho certeza que ele vai acabar mal. Vai ser ou cadeia ou suicídio".

Pois é, Jules e J.B.C. conseguiram fazer com que as garotas de Pretty Wild parecessem recatadas, inocentes e simpáticas.

Ao ver os primeiros episódios de High Society e Pretty Wild se tem a sensação de que tudo é possível nos reality shows americanos. Não existe absolutamente nada fora dos limites.

Não se preocupem pois isso não é verdade. Palavrões ainda são blipados. Ninguém quer ofender a tradicional família americana com palavras chulas, não é mesmo?


Tinsley: não dramática o suficiente

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